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Até logo…

O Chá de Autoestima desde que foi criado em 2017 nunca foi só um negócio, uma empresa. Sempre foi um propósito, uma missão. Cada ideia, cada palestra, evento, workshop, cada produto pensado com muito carinho e amor. 

Nessa trajetória, conhecemos mulheres maravilhosas nos cursos do Método CdA, ouvimos delas que o nosso trabalho transformava vidas, vimos essas transformações acontecerem. Somos gratas por inspirar e por sermos tão inspiradas por vocês, gratas pelas viagens pelo país, gratas pelas empresas que confiaram no nosso trabalho e nos chamaram para palestrar como a Mary Kay (uma das maiores empresas do mundo!), Unimed, Época Cosméticos, Maria Filó, Anacapri e tantas outras que compreenderam a importância de se falar sobre autoestima feminina. 

E nosso blend? Vendido na Amaro, Simple Organic, na Téa, na BICA… Quando poderíamos imaginar que os nossos produtos chegariam nas mãos de Bruna Marquezine? Que seria um dos chás favoritos da Bruna Vieira? Que estaria no São Paulo Fashion Week! Sabe? Quando a gente empreende, ver nosso projeto ganhando o mundo assim não tem preço. Somos muito gratas a todas vocês que sempre apoiaram nosso projeto.

Empreender no Brasil não é fácil, crescer sem investidores não é fácil, ter voz nas redes sociais fazendo um trabalho sério não é fácil, investir para crescer com pouca grana, não é fácil. Focar em um negócio com a cabeça a mil por conta de outras questões, não é fácil. E chegou em um ponto que era nossa saúde ou o nosso negócio. E não achamos que é possível fazer um negócio saudável com duas sócias com a mente e corpo adoecidos. Por isso, decidimos parar. 

Sim, é uma despedida. 

Será só um tempo? Uma pausa? A gente volta? Acabou de vez o Chá de Autoestima? Nada disso tem resposta nesse momento. Por enquanto podemos ficar com um ATÉ LOGO E MUITO, MUITO OBRIGADA.

Obrigada por tudo, obrigada por fazerem parte da nossa trajetória. Muitas de vocês desde o nosso projeto anterior, o GWS, e a gente se vê por aí. Continuem acompanhando a gente nas nossas redes pessoais: @nutavasconcellos e @marie_victorino

Então é isso, o CdA vai parar e estamos neste momento com promoções imperdíveis no site até terminarem os estoques e é melhor você garantir seu blend, sua t-shirt, sua caneca… porque tudo será relíquia! Corre lá!

Um beijo enorme, seguimos sempre juntas,

Nuta e Marie.

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Entrevista com a Pati Lima, da Simple Organic

entrevista com Pati Lima da Simple Organic

Para esta entrevista, batemos um papo com a Pati Lima, criadora da marca de beleza sustentável, Simple Organic. Por aqui, somos fãs de carteirinha da marca, que oferece produtos com ativos naturais e orgânicos de alta performance.

Além disso, a Pati é uma grande inspiração como empresária, então vocês podem imaginar o tamanho da nossa felicidade quando fomos chamadas pra fazer essa parceria com a marca. Fomos convidadas para inaugurar o Simple Guests, projeto em que a Simple vai convidar outras marcas que eles se identificam e acreditam, pra vender seus produtos no site e criar conteúdos juntas.

Aproveitamos pra conhecer mais sobre a trajetória desta mulher que admiramos e como é sua rotina. Ela deu algumas dicas valiosas e a leitura é obrigatória pra quem está no caminho do empreendedorismo! <3

Como começou a empreender? Foi direto com a Simple Organic? Chegou a trabalhar CLT antes?

Pati Lima: Nunca trabalhei com carteira assinada, tenho curiosidade, muitas vezes eu fico pensando como seria. Eu sou publicitária e quando eu tava na faculdade eu fiz muitos estágios trabalhando de graça porque eu queria aprender. entrevista com Pati Lima da Simple Organic

Saí da faculdade sendo publicitária mas com a certeza de que eu não queria trabalhar em agência de publicidade, porque meu sonho era trabalhar com comunicação de moda e na minha cabeça eu estaria feliz unindo as áreas. 

E foi o que eu fiz durante muitos anos da minha vida. Meu sonho na época era trabalhar em revista, mas eu não queria largar mão de morar em Santa Catarina, em Floripa. Foi quando eu resolvi fazer uma revista própria! Todo mundo achava que eu era doida, maluca e assim eu criei a Catarina, que é uma revista independente e que, nossa (!), sempre foi uma plataforma de muitas conexões, colaborações! E não foi só regional, sempre circulou muito no eixo Rio-SP, durante anos foi pra banca… 

Então em momento algum eu passei por um emprego formal, sempre me vi no perrengue do empreendedorismo, aquele que você não sabe o dia de amanhã mas você segue fazendo e as coisas vão dando certo… aquele que você se joga de cabeça. 

Durante anos na comunicação de moda, eu trabalhei muito com produção de objeto, produção de moda, como editora de livro, aí eu acabei montando minha própria editora de livro/revista e atendendo vários clientes do segmento de moda, sempre os líderes do segmento. 

Então eu sempre gostei de olhar o business, o negócio, até a ponta, então ia do chão de fábrica até a cobertura da semana de moda. 

Isso fez com que eu aprendesse sempre muito e eu sempre passei por muitos tipos de consultoria atendendo meus clientes de moda, fazendo as campanhas, então aprendi muito muito, muito de negócio, de gestão com todos os meus amigos, que são amigos até hoje, empresários do ramo têxtil. Trabalhei com as maiores indústrias do país, do segmento de moda, seja calçadista, acessório, infantil… enfim foram anos incríveis da minha vida.

Como surgiu a ideia da Simple Organic e toda a pegada sustentável da marca?

Pati Lima: Chegou um momento, quando eu me tornei mãe, que me deu um click e eu comecei a me questionar se isso que fiz durante anos, ainda fazia sentido pra mim. Se eu tava deixando um legado positivo pro futuro da minha filha. E aí eu entrei nessa neura, eu não queria mais contribuir pra algo que eu não achava que fosse sustentável pro mundo, que eu não ia impactar de forma positiva… 

Então eu comecei a mudar de área. Foi uma transição de 3 anos mais ou menos, entendendo tudo… Eu tava no auge da minha carreira, a minha empresa super consolidada, o melhor faturamento que eu tinha na editora… 

Você parar e trocar de carreira é muito delicado! Tem uma questão de estabilidade financeira, de carreira. E aí eu tive que abrir mão de tudo isso pensando no que eu queria fazer e eu fui em busca do que era ideal pra mim, do que entendia que era correto.

Mergulhei no mundo da sustentabilidade. Mas ainda fiquei me perguntando como aplicar a sustentabilidade com o meu know how, com o que eu sabia fazer.

Até que eu cheguei no mundo da beleza, né? Moda e beleza sempre andaram juntas, porém eu sempre estive focada na moda e não na beleza. E aí depois de muitos insights, pesquisas, autoconhecimento, eu cheguei a conclusão que eu queria montar uma marca de beleza sustentável e aí começou a jornada da Simple.

 

>> Confira o podcast que fizemos com a Simple Organic

 

O que você considera importante desenvolver/aprender antes de se jogar no empreendedorismo?

Pati Lima: Eu acho que a única coisa que a gente tem que ter certeza é: não se cobrar muito. Porque a gente não tem que aprender antes, o empreendedorismo faz com que a gente aprenda no durante. A gente não se prepara pra empreender, a gente empreende e vai aprendendo no meio do processo. 

Ficar se preparando é algo muito subjetivo e muitas vezes você pode achar “ah eu preciso de um determinado conhecimento” e na hora, na prática, você vai ver que é outra coisa.

Então o que eu acho é que quando você vai empreender é muito mais uma questão de inteligência emocional, de equilíbrio emocional, de cuidar da saúde mental para aí você ter estrutura emocional pra lidar com todos os impactos e desafios que a gente encontra enquanto tá empreendendo.

Então minha sugestão é: vai pro empreendedorismo que você vai aprender ao longo dessa jornada. 

“Faça o que eu falo, mas não faça o que eu fiz”.Que lições você aprendeu errando e pode dizer pra quem tá começando não cair na mesma cilada?

Pati Lima: Uma lição que eu aprendi muito foi me respeitar e não me cobrar, respeitar meu próprio tempo. Eu acho que o empreendedorismo ele te leva a uma sequência de cobranças internas, expectativas, de ansiedade e a gente tem que entender que nem tudo tá na nossa mão. 

A gente demora um pouquinho a aprender isso.Eu aprendi e se eu tivesse começado assim alguns anos atrás acho que todo caminho teria sido muito mais leve. 

Entender em que momento eu posso exigir de mim, em que momento não adianta eu tentar acelerar porque não vai, porque tem outras coisas, outras pessoas, tem mercado… Eu acho que esse é o principal ponto: respeito. Respeito a nós mesmos, entender nosso valor e não ficar se cobrando ou se culpando de coisas que muitas vezes não dão certo, porque todo dia as coisas dão errado! (Risos) 

No empreendedorismo a cada uma coisa certa, dez dão errado, então a gente não tem como sofrer com as dez que dão errado, mas a gente tem que comemorar aquela uma que dá certo.

Como você analisa o mercado de beleza e bem estar no futuro?

Pati Lima: Eu acho que o mercado de beleza deixará de ser um mercado de beleza apenas estético. 

Essa transição que a gente vem fazendo, acho que tanto Simple quanto Chá de Autoestima, a gente mostrar que a beleza vem de dentro pra fora, que não tem uma beleza puramente estética, não existe isso. 

E isso é uma transição que começa a acontecer. Então a gente vê que há alguns anos atrás não existia essa questão de sustentabilidade ou até mesmo do amor próprio. Agora a gente tem muitos questionamentos que são muito válidos, como não aceitar padrão que são impostos e estão aí durante anos. Hoje a gente olha mais pra nossa saúde, o nosso corpo. 

Então não adianta a gente ter uma questão estética e não estar saudável, não adianta a gente se preocupar com uma maquiagem incrível e nosso planeta estar numa crise ambiental, climática terrível. 

É uma visão muito holística da saúde e do bem estar, entender que nós e a natureza somos uma coisa só. Não adianta estar bem por fora e não estar bem por dentro. A saúde é resultado de uma sequência de coisas que a gente vive.

Linhas de expressão são bonitas, elas marcam momentos da nossa vida. A gente pode melhorar? A gente pode tirar uma coisinha ou outra que incomoda a gente? Sim, mas ninguém quer ficar esticado sem mostrar o que a gente viveu, então eu acho que essa beleza holística é a beleza do futuro.

Em que momento da sua rotina cai bem um Chá de Autoestima?

Pati Lima: Chá é aquilo que cai bem em muitos momentos do dia, muitos. E eu adoraria dizer que pra mim cai bem a noite (risos). Mas é engraçado porque no meio da minha rotina, por exemplo, do skincare da noite, eu vou tomar um banho e encerrar o dia, a lógica seria tomar nessa hora. 

Mas chá muitas vezes me faz bem durante o dia, no momento que eu tô um pouco mais acelerada e que eu consigo respirar, é nesse momento que ele me lembra de respirar. 

Acho que chá tem uma coisa muito simbólica do ritual, da calma, do bem estar que traz pro nosso corpo, do equilíbrio, então eu acho esse ritual do chá, do cheiro… Pra mim é no meio da loucura que ele funciona, diferente de muita gente que é no momento da calmaria.

Conta pra gente 5 coisas que são essenciais para a sua rotina de trabalho, que melhoram a sua produtividade.

Pati Lima:

1- Eu sou viciada em fones, eu sou viciada em fones! Eu não consigo me concentrar no trabalho, porque eu faço muita reunião, muito call e eu gosto de estar no domínio, ouvir bem, então uso fones bons que isolam os ruído externos. Pra mim isso é muito, muito importante. Então eu carrego todo tipo de fone, desde o com fio, o headphone, do mais simples ao mais complexo! Eu não consigo imaginar minha rotina de trabalho sem fone.

2- Eu amo coisas escritas, gosto dos meus caderninhos, bloquinhos que me acompanham. Cada bolsa tem um e eu vou transitando entre eles, em casa, no trabalho, é meio confuso mas eu me encontro na minha confusão, então os bloquinhos. 

3- Não consigo andar sem carregador extra. Eu ando com dois celulares, alguns dos fones eu preciso carregar. Viajo demais também, vivo conectada, então eu não levo apenas um carregador extra, eu tô numa fase de 3 carregadores extras! Aí, vou carregando, deixo um na mala, um na bolsa, eu não consigo ficar sem.

4- Não consigo imaginar minha rotina de trabalho sem óleos essenciais. Assim como a gente falou um pouco do chá, os óleos essenciais fazem diferença no meu dia a dia. Isso foi uma coisa que me deixou muito feliz de trazer pra Simple, de ter no mix da nossa linha.

5- talvez eu fale 6 coisas porque tem duas coisas a mais que fazem muita diferença no meu dia a dia! Uma delas é música: chegar no trabalho sem ouvir música… 

Por exemplo: no meu caminho de casa até o trabalho ou para uma reunião, antes de chegar, eu paro onde eu tiver e eu escuto uma música que eu amo (normalmente rok’n’roll ou rock pesado). Quando eu preciso energizar, ou ter uma reunião ou call, pelo menos um minutinho ali eu escuto e aí eu vou… Não consigo seguir sem fazer isso.

6 – Meditação, acho que meditação é o que organiza minha mente. Eu gosto de dar vazão a minha criatividade no dia a dia e eu acho que se tem uma coisa que ajuda a organizar as ideias é a meditação. (foram 6!)

 

>> Trechos da Live que fizemos com a Pati Lima no nosso instagram

Top 3 coisas que você diria para novas empreendedoras que estão começando seus negócios?

Pati Lima: A primeira é: coloque a sua personalidade no que quer que seja que você vá fazer. Faça do teu jeito. Sempre vai ter espaço pra quem faz com a sua própria personalidade. 

Você pode sempre olhar, ter referências, buscar mercados que já existem, desde que faça do seu jeito, acreditando e fazendo pra te deixar feliz e não tentando atender apenas os outros pensando num cliente abstrato. Eu acredito que isso faz muita diferença.

A dica 2 é networking. A gente só vai longe com conexões. A gente precisa se conectar com as pessoas corretas, conversar com todo tipo de pessoas, ir em busca de grandes empreendedores, pequenos empreendedores, se conectar com fornecedores…

Quanto mais você conversa, quanto mais você expõe as suas vontades, os seus desejos, mais o universo te conecta a muitas pessoas incríveis. Conexões e networking é o que leva a gente pra outro patamar nos nossos projetos.

A outra coisa é sobre aceitar críticas. Ouvir, absorver, aprender e seguir em frente. Mas é muito importante a gente simplesmente ignorar a crítica que não nos leva a lugar nenhum e saber aquilo que a gente quer, acreditar nos nossos sonhos, acreditar nos nossos desejos, não importa o que os outros estão falando.

É muito dificíl a gente entender qual é qual e muitas vezes a gente fica confusa, né? Então aquela crítica que vai te fazer bem, vai te apontar um caminho que vai te ajudar a construir, maravilhoso. A crítica que fala “não você tá maluca, isso não vai dar em lugar nenhum”, a que diz que tua ideia não é boa… Essa aí você simplesmente ignora e segue seu próprio rumo.

entrevista com Pati Lima da Simple OrganicE a Pati? Qual é a rotina de skincare da Pati com os produtos da Simple Organic? 

Pati Lima: Eu tenho muitas paixões na minha rotina de skincare, pq eu tenho melasma, eu gosto de uma pele limpa, sem muita maquiagem carregada, então gosto de uma pele bem tratada.

Tenho minhas paixões de skincare da Simple, mas ainda assim eu tenho que usar minha pele como teste pra muitas coisas que a gente tá desenvolvendo. Muitos produtos sintéticos que a gente quer testar o sensorial pra transformar aquela fórmula em natural. 

Eu olho muito para o mercado de sintéticos pra entender a performance e tentar traduzir pro mercado natural. Então é muito difícil eu conseguir manter uma rotina fechada. Eu testo todos os nossos lançamentos, o que está em protótipo, estudo. Eu testo todas as matérias primas que chegam de fornecedores que eu me interesso, muitas vezes elas puras, concentradas e a partir daí a gente começa um estudo.

Mas tem coisas que eu não abro mão, por exemplo, a espuma Control, porque minha pele é oleosa e ela faz total diferença na minha vida. A solução Gaba também faz total diferença na minha vida. Tem também o ácido glicólico e o retinol like, então por exemplo, todos os dias eu lavo meu rosto com a espuma Control, porque ela ajuda a equilibrar minha pele. Uso a gaba antes de dormir e combino com o retinol ou alterno com o glicólico. Então vou revezando.

Nos dias que eu vejo que fiz muitos testes (risos), quando sinto que sobrecarreguei a pele, eu gosto de deixar ela respirar. Lavo o rosto, passo um hidratante, normalmente uso um de duplo peso molecular, de ácido hialurônico que é vegano, e deixo respirar.

 

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Como me conectar com a minha verdadeira essência?

essência

Afinal o que é essência e como se conectar com ela?

Em Jung, chamamos essa essência de “SELF”, a parte que consideramos a mais “pura” de nós, a que reflete melhor quem nós realmente somos. Quando estamos conectadas com essa essência conseguimos desenvolver o nosso melhor de nós emocionalmente, psicologicamente e até espiritualmente.

Apesar de vivermos na era da comunicação, praticamos pouquíssimo o diálogo interno e, por medo, vergonha e insegurança não nos permitimos viver esse nosso EU, na sua totalidade.

Quantas vezes você já se pegou dizendo coisas como: “eu não consigo”, “não sou boa o suficiente”, “não sou bonita o suficiente”, “não sou inteligente o suficiente” ou se sentindo incapaz de tomar uma atitude, uma decisão ou um posicionamento por insegurança? Sem perceber, achamos que somos os que os outros dizem que somos, o que acreditamos que a vida nos tornou, o que achamos que “é o que dá” pra ser. Caímos nas armadilhas do EGO… E veja bem, não estou falando mal do EGO aqui.

O EGO é o que nos dá o senso de identidade, fundamental para lidarmos com o nosso dia-a-dia, para vivermos em sociedade. É ele que chamamos de nossa personalidade, nele que mora nossos gostos pessoais de música, moda, o que consideramos interessante ou não.

A questão é que muitas vezes temos um EGO preso em uma persona, uma imagem idealizada de nós mesmos. Para sermos essa persona, nos desconectamos da nossa essência e esquecemos de deixar que o EGO cumpra apenas o papel dele: O de estar a serviço da nossa essência e não o contrário.

Vivemos em uma era do bombardeio de informações, ideologias, estéticas prontas, fórmulas prontas e consumimos isso todos os dias, querendo ou não, ao abrir o instagram por exemplo. É fácil se conectar com as crenças de outras pessoas. Principalmente quando sabemos exatamente o que temos que falar, o que temos que vestir, como devemos ser para pertencer.

Se conectar com sua essência é sintonizar consigo mesma, se tornar curandeira de você mesma, das suas crenças, dos seus valores. Um dos conceitos mais importantes na psicologia analítica é o de valor. O valor é uma medida da quantidade de energia que você atribui a sua personalidade. Quando se atribui um alto valor a uma ideia ou sentimento, significa que esse valor pode ser o grande responsável por conduzir a sua vida. Por isso é tão importante perguntar: Estou sendo guiada por meus reais valores ou pelos valores do meu ego?

Manter a mente aberta e empática é importante.

Mas conectadas com nós mesmas, entendemos o que realmente faz sentido ou não, levar com a gente. Uma vez, uma grande amiga minha disse: “Crenças que pertencem a você não vão colocar mais peso sobre seus ombros. Elas irão tirar dos seus ombros o que você está desnecessariamente carregando.” Isso, é estar conectada com a sua essência.

Já escrevi um texto em 2017, antes de ser estudante de psicologia e saber falar sobre isso com uma visão mais técnica, chamado: “Seja você mesma mas de verdade, use sua autoestima” e acho válido trazer um trecho pra cá: “O seu processo de descobrimento e desenvolvimento é só seu. Não acelere, não finja acreditar no que não acredita, não se sinta culpada por pensar o que você pensa e o mais importante: não tenha medo de mudar de ideia. O medo e a insegurança só distanciam a gente de nós mesmas e tudo que queremos ser.”

Quanto mais a gente se conecta com esse EU, esse SELF, mais trabalhamos nosso autoconhecimento, cura interna, nossas inseguranças, autoestima e nosso propósito. Gosto muito de uma frase: Eu não sou quem eu digo que sou, eu não sou quem eu gostaria de ser, eu não sou o que dizem que eu sou. Quanto mais conectadas estamos da nossa essência, mais sentido ela faz.

Se você quer ter acesso a exercícios e ferramentas para se conectar com a sua essência, entender mais sobre o ego, trabalhar sua inteligência emocional, mudanças de hábitos e mentalidade, conheça o Método CdA.

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Saúde emocional: como ela pode auxiliar você no ambiente corporativo

Saúde emocional no trabalho

Em épocas de pandemia, o setor de recursos humanos tem que estar mais atento do que nunca. Com os altos e baixos do momento presente, que infelizmente ainda parece estar longe de acabar, é natural que o nosso emocional fique bastante abalado.

Por quê? Bom, primeiro porque, de fato, estamos diante de uma doença que pode não apenas nos vitimar, mas também afetar aqueles que amamos. Além disso, a pandemia do novo coronavírus, aliada às oscilações pelas quais têm passado o mercado, gerou aumento da inflação, do desemprego e dos transtornos psicológicos.

Sim, infelizmente: especialistas em saúde mental têm alertado que, por conta do isolamento – que, sabemos, é muito necessário e recomendado pela Organização Mundial de Saúde -, as pessoas têm se sentido mais frágeis, solitárias, deprimidas e ansiosas. Às vezes, na verdade, esses sentimentos se confundem ou aparecem juntos.

É fundamental, nesse momento, que as empresas busquem maneiras de oferecer conforto e estabilidade aos seus funcionários, seja por meio de facilitação de tratamentos de ordem psicológica, seja por meio do oferecimento de benefícios corporativos que gerem segurança de curto e longo prazo.

Entre os benefícios que mais têm sido escolhidos pelas empresas estão: plano de saúde – geralmente com acesso a clínicas de psicologia e psiquiatras de excelência -, plano de previdência privada, possibilidade de home office, vale-academia e vale-cultura. 

Essa junção de coisas, como sabemos, é capaz de colaborar para a diminuição do temido estresse financeiro, da ansiedade (que também se relaciona ao medo do futuro) e dos demais anseios provocados pela pandemia.

Por falar em saúde emocional e psicológica… Existem muitas razões pelas quais é importante cultivá-las. Vamos falar mais sobre isso a seguir.

O que entendemos por saúde emocional?

Uma pessoa com a saúde emocional em dia tem menos oscilações de humor, ou seja, consegue manter a calma e agir de forma racional quando está diante de desafios. Da mesma forma, ela tem foco, concentração, capacidade de agir depressa e, geralmente, menos problemas de relacionamento.

A saúde emocional também está ligada à ausência de pensamentos depressivos ou ansiosos em demasia, circunstâncias que, como sabemos, têm sido bastante frequentes na nossa sociedade. Ter pensamentos é normal; o que não pode acontecer é ser tomado por eles o tempo inteiro ou perder a capacidade de ação por conta deles.

Existem muitas razões para o desenvolvimento de problemas de saúde emocional. As mais comuns são: traumas de ordem familiar ou profissional, excesso de cobrança (seja por chefes, companheiros de trabalho, filhos, etc), problemas financeiros, baixa autoestima, excesso de trabalho.

Uma pessoa instável tem baixa tolerância a erros, não consegue lidar bem com a presença de terceiros, pode ter dificuldade para se comunicar e trabalhar, geralmente não tem foco e, em muitos casos, pode ter comportamentos tomados no impulso, ou seja, inteiramente emocionais.

No campo do trabalho, isso é bastante complicado. Por mais que sejamos próximos daqueles que dividem o cotidiano conosco, existem limites que não podem ser ultrapassados na convivência profissional.

Por onde começar?

Ao perceber que algo está fora do normal, é fundamental que o colaborador procure ajuda especializada – que, como já comentamos, deve ser facilitada pela empresa ao qual ele é vinculado.

Ao entrar em contato com um especialista, vale fazer uma lista de sintomas e dizer com que frequência e há quanto tempo eles têm se manifestado. Às vezes, não estamos cientes de que estamos passando por uma circunstância que, se não for corretamente tratada, pode evoluir para um quadro crônico.

Outras práticas cotidianas podem ajudar na diminuição do estresse, que é um dos principais responsáveis por abalar a nossa saúde emocional. Alguns exemplos são:

  • Prática de atividade física, por pelo menos trinta minutos por dia. Para aqueles que são acelerados, o mais indicado é buscar um exercício que os traga para o centro e alivie a ansiedade, como Yoga, Pilates ou mesmo alongamento;
  • Prática de mindfulness – também chamada de atenção plena – ou de meditação, diariamente, até que seja possível controlar os impulsos;
  • Acompanhamento com um terapeuta, que poderá identificar quais são os gatilhos emocionais do indivíduo e, então, auxiliá-lo no processo de conter e lidar com aquilo que faz com que ele aja sem pensar ou que o afeta além do normal.

Pessoas mentalmente saudáveis têm maior produtividade, lidam melhor com prazos, não têm grandes índices de absenteísmo e, geralmente, têm relações afáveis com os seus colegas e superiores.

Assim, quando o emocional está em dia, está em dia também o sucesso profissional.