Publicado em Deixe um comentário

Você se cobra muito ou está só se criticando demais?

Você se cobra muito ou está só se criticando demais?

Você se considera uma pessoa que se cobra muito? É comum que a gente se sinta frustrada em diversos momentos da vida. Que a gente se sinta esgotada e perdida e achando que estamos nos cobrando demais. Mas será que o que estamos fazendo são realmente cobranças ou são autocríticas?

Será que nosso cansaço mental está refletindo nossas ações reais ou esse estresse vem das incertezas e das infinitas projeções que fazemos na nossa cabeça? Será que você está se cobrando mesmo, se motivando ou está virando uma pessoa que só reclama?

Eu acho que a gente tem que se cobrar sim. Se você quer realmente fazer alguma transformação na sua vida, você precisa se cobrar. Agora você é adulta e não tem mais ninguém pra fazer isso por você. É a tal da autorresponsabilidade.

Ainda que você terceirize sua alimentação para um nutricionista, sua educação para um mentor, seus exercícios físicos para um personal, ainda é você sozinha, que precisa levantar e ir em busca do que deseja. Ainda é você sozinha que precisa priorizar o que tem que ser feito e se colocar para fazer aquilo.

Não se cobre tanto à toa, eu diria. Não se cobre por metas inalcançáveis. Não se cobre por não conseguir o que é impossível agora.

Antes de mais nada, inclua na sua rotina, a busca pelo autoconhecimento. É ele que vai te poupar tempo e ansiedade. Saiba o que você quer, desenhe, liste, visualize. Não deixe “a vida te levar”. Aí sim, você será capaz de se cobrar em um nível mais saudável, mais realista e, portanto, positivo.

Relaxar, saber descansar é importante e fundamental, mas existem períodos em que a gente precisa se sobrecarregar sim para avançar naquilo que nos propomos. Então, quando a gente sabe o que quer, fica mais fácil direcionar nossos esforços na direção certa. Mas ainda vamos ter períodos turbulentos.

O que quero dizer é: acolha o caos também. Ele faz parte. Se cobre diariamente para cumprir suas metas, para subir um degrau, para realizar o que você mais deseja. Não se cobre para dar conta de tudo, para ser perfeita. Não se cobre para cair num looping de frustrações e acabar paralisada e inerte. E você só vai saber isso quando aprender a priorizar.

Se faça perguntas do que é importante pra você. Como você quer que a sua vida seja? Onde você quer morar? Que tipo de trabalho você quer realizar na sua vida? Pra onde quer viajar? Com que tipo de pessoas gostaria de se relacionar? Tenha em mente o que você quer ser e quais são os pequenos passos que te levarão até lá. E se cobre para cumpri-los!

A gente precisa saber parar com as autocríticas severas de que não damos conta de nada, de que não somos capazes, de paralisar diante da primeira dificuldade.

Alguém um dia colocou na sua cabeça que se você não tiver resultados rápido, visíveis a “olho nu”, então você não está fazendo certo, ou então você não é capaz. Pare já com isso! Construir algo, mudar algo, leva tempo. Valorize a constância e se abra para o longo prazo. Faça seus planejamentos com janelas grandes de tempo. Foque mais no processo, no dia a dia, nas sensações novas, em aprender, do que no resultado.

Tudo que você vê de quem conseguiu aquilo que você também deseja, é uma consequência de várias pequenas atitudes. Status profissional, dinheiro, liberdade, casamentos longos, corpo sarado, concurso público… Pra alcançar qualquer objetivo leva tempo, precisa de esforço e também de foco. As pessoas que são disciplinadas e mantém a constância daquilo que fazem, não estão se preocupando somente com o resultado final. Elas vivem o processo e o resultado é uma consequência disso.

O que eu quero dizer aqui, é que não existe um ponto de chegada. Você não pode parar porque atingiu o objetivo. A sua vida continua. Então, se você malha pra ter um “corpo perfeito”, o que vai acontecer quando você chegar no “corpo perfeito”? Você vai parar? Provavelmente não. Provavelmente, se você chegou até o que queria de maneira lenta e constante, você já sabe que precisa manter uma rotina para que isso se perpetue na sua vida. Se você escolheu atalhos e soluções “mágicas”, provavelmente em pouco tempo você voltará para a estaca zero e sentirá a frustração tomar conta de você.

Se cobre! Se cobre pra ser sua melhor versão, mas faça isso com clareza. Se cobre para começar. Tem dias que você vai dar 100% de você e tem dias que você só vai conseguir 30%. Mas se cobre sim, para sair do zero. Se cobre para fazer o que tem que ser feito e não para se sentir algo que você ainda precisa construir pra ser.

Publicado em Deixe um comentário

Sucesso e comparações

sucesso e comparações

Estamos em pleno vapor com as mudanças aqui no Chá de Autoestima. Depois que a quarentena começou, em março/20, tivemos que adaptar as aulas presenciais pra online e tivemos que parar a produção do blend que era totalmente artesanal. 

Resolvemos investir pra fazer mudanças na marca e também nas estruturas. Estamos loucas pra mostrar todas as novidades, mas já adianto que teremos nosso delicioso blend em sachês!

Esses meses loucos de isolamento social me renderam muitas reflexões, estudos, renovações em várias áreas da vida e eu andei pensando sobre sucesso esses dias e queria falar disso com vocês. Sobre sucesso e comparações.

Essa é a primeira vez na minha vida que eu não tenho outra fonte de renda além do Chá de Autoestima, que é um negócio em pleno crescimento, mas que ainda demanda muito investimento e o lucro não é significativo ao ponto de sustentar por completo a vida de suas duas sócias, eu e a Nuta.

Pois bem, nesse contexto, é fácil cair na armadilha das comparações, né? A gente olha pro lado e parece que tudo é mais fácil, que “com grana até eu”, que tem uma galera aí surfando onda sem fundamento nenhum e tem também aquelas que estão copiando descaradamente o que você faz.

Isso não é pessoal, isso serve pra você que está na batalha de empreender também ou pra você que está lutando pra se destacar numa empresa ou na sua carreira de autônoma. Quando você faz o seu com originalidade e qualidade, é normal que você vire uma espécie de referência.

E aqui entra aquela coisa de ser única, de ter a noção de que só você faz o que você faz, do jeito que você faz. Quando a gente diz que seu super poder é ser você mesma, é disso que falamos também. É saber que sempre que você se voltar pra si mesma, você vai encontrar o melhor caminho. E eu queria que vocês nunca esquecessem disso.

Então, pensando sobre tudo isso, eu comecei a tentar entender como EU acredito que o Universo funcione. E aqui você pode pensar no seu Deus, na sua força, nas energias… seja o que for que você acredite.

O lance é aquele: fazer o seu, ser grata e torcer sempre pra que todas as pessoas que te desafiam sejam felizes e conquistem mais e mais. De alguma forma que às vezes possa ser difícil para a nossa compreensão, o Universo retribui melhor assim do que quando alimentamos raiva e inveja e julgamentos.

Sabe aquelas pessoas que estão sempre de bem com a vida, não importa a merda que aconteça? Eu tenho pra mim que essas pessoas conseguiram virar essa chavinha da real gratidão (não aquele papo gratiluz falso), são pessoas mais felizes. E felicidade, você sabe, não tem a ver com o que você conquista na vida.

Vamos fazer o exercício de imaginar um “campo”, um círculo e que ali estão as pessoas que você admira, julga, se espelha… e é ali que está também o seu sucesso (o que isso significa pra você). 

O que te impede de entrar ou permanecer ali naquele campo, naquela vibração não são os outros, não é quem está ali também, não é quem sai dali, não é quem você julga que não deveria estar ali. 

Quem tem esse poder é só você mesma. Então, eu acho que a gente precisa mentalizar que lá é um lugar de prosperidade. Quanto mais a gente mentalizar que as pessoas que alcançaram o que a gente almeja sejam mais e mais bem sucedidas, mais esse campo vai se expandir. 

Se ficamos constantemente “preocupadas” com o sucesso e reconhecimento do outro, se a gente fica julgando que o outro está lá sem merecer, se a gente fica nesse lugar de pena de si mesma, então estamos enxergando somente esse campo encolher. Você acredita que alguém precisa sair pra você entrar. 

Mas eu acredito que essa é uma vibração de expansão e não de competição. Quanto mais a gente conquista e cresce, mais pessoas a gente carrega junto, mais espaço a gente abre, mais coisas positivas a gente é capaz de fazer pra si mesma, pro mundo, pro próximo. É um papo bem #gratiluz sim, mas pensa se não faz sentido?

É claro que não tô dizendo aqui que basta mentalizar! Nada é conquistado do dia pra noite. A maioria das vezes que você vê uma carreira “meteórica”, ela tem lá uma enorme bagagem de tentativas e erros que você não viu. É claro que é preciso trabalhar duro, se arriscar, não ter medo do fracasso, se aprimorar cada vez mais, investir tempo, energia e dinheiro. Mas estou trazendo aqui uma visão de mentalidade.

E aí, o que será que está impedindo seu sucesso? Comece a valorizar suas conquistas, comece a vibrar pelas conquistas alheias, comece a focar naquilo que transmite quem você é, comece a se colocar no mundo com a sua verdade e depois me diz se você não sentiu a diferença.

 

Publicado em 1 comentário

Sobre perdoar minha mãe e enxergar o lado bom dela…

perdoar minha mãe

Eu tive uma relação muito conturbada com a minha mãe. A gente passou boa parte da vida se agredindo, se culpando e se magoando, mas não foi sempre assim.

Ela era uma menina muito livre, vivia em um lugar pobre, chamava atenção pela beleza e a aposta era que ela seria uma artista: tão bonita, tão extrovertida…

Seus sonhos eram grandes, mas sua realidade (e falta de alguma coisa que eu não saberia identificar – oportunidade? amor próprio? determinação?) sempre podaram a imensidão que cabia dentro dela.

perdoar minha mãe Como toda pessoa sensível demais, era dada às aventuras mundanas e aos prazeres da vida. Me teve com 18 anos, depois de já ter engravidado outras vezes (eu sou filha única, no entanto). Era uma menina, animada, que às vezes tinha muito senso de responsabilidade, mas às vezes só queria viver sua juventude.

Desde que eu me lembro as drogas estavam presente na vida dela. E com certeza esse foi o seu maior obstáculo na vida. E o que levou a nossa relação ao limite também.

Mas hoje seria o aniversário dela. 56 anos. Ela adorava festejar, comemorar e eu queria pensar e buscar dentro de mim todas as coisas boas que ela fez por mim ou que eu admirava nela.

Porque antes até dela ir embora eu já queria mudar nossa convivência. Então, agora que ela não tá aqui faz menos sentido ainda remoer tanto as coisas ruins.

Ela era extremamente carinhosa e eu tinha uma paixão cega por ela quando era pequenininha. Todas as crianças amavam ela, queriam estar perto dela e aquilo me consumia de ciúmes… Mas ela tinha carinho pra dar pra todo mundo.

Ela me ensinou e ser generosa, a ajudar os outros. Lembro quando teve o Tsunami e montaram um posto de recolher doações aqui do lado de casa. Ela me levou pra gente ficar lá ajudando a receber, separar e encaixotar tudo… foi meu primeiro trabalho voluntário e eu aprendi muito com aquilo.

Ela falava muito de caridade e era sempre a pessoa que pensava em agitar o “lanche das crianças” em qualquer oportunidade. Ela era louca por criança.

É difícil me lembrar da parte boa da adolescência quando penso nela, porque foi realmente difícil entre nós, ela era muito instável, mas nas horas melhores, ela me apoiou em ser uma Spice Girl (!) e em ter um relacionamento com outra menina.

Ou quando eu quis fazer faculdade de moda, ela mexeu todos os pauzinhos e conseguiu uma bolsa de 60% pra mim. Ela acreditava que a gente tinha que ir atrás do nosso sonho, da nossa independência e ser feliz. Ela só esqueceu de fazer isso por ela mesma.

O melhor amigo da minha mãe era um homem gay. Nos anos 80 era bem diferente, um verdadeiro tabu. Mas ela lutava pelo direito dele de existir e me ensinou sobre preconceito. Ela me defendia como uma leoa e isso foi bom e foi ruim porque quando eu era criança e outra criança brigava comigo, ela ia lá brigar com a criança pra me defender (!), mas quando um amigo mais velho dela insinuou dar em cima da filha dela adolescente, ela foi pra cima dele tão forte que o homem teve que mudar de cidade.perdoar minha mãe

Aliás, ela me ensinou educação sexual desde novinha. Uma coisa que eu não vi acontecer com outras muitas amigas da minha idade.

Eu tenho muito nítido na memória o quanto ela se esforçava e sentia prazer em me dar coisas que eu queria muito, o quanto ela era destemida e me levava pra todos os cantos com ela.

Lembro das viagens, da gente indo de carona pra praia, de lugares que provavelmente uma criança não deveria estar… Lembro dos namorados legais que ela teve, dos inúmeros apelidos que ela me dava e me chamava, de como se emocionava com a lua cheia. Da comida e do tempero que era só dela. Às vezes eu lembro do cheiro dela.

Ironicamente, o que eu mais lembro de bom dela era o cuidado e o carinho que ela tinha comigo. É irônico porque as agressões foram muitas também.

Enfim, todo mundo tem seus momentos, seu lado bom e ruim. Ainda mais com vício norteando toda sua vida. Mas eu queria colocar em palavras a sensação boa de ter sido filha da Nayra, porque eu já falei muito sobre a parte ruim. Todo mundo sabe que perder ela foi a coisa mais difícil que eu já passei na vida. É uma saudade estranha, eterna, é um papel social que acabou pra mim: o de filha.

É um enorme clichê mas eu sei que apesar de todas as coisas, ela era a única pessoa que daria a vida por mim. E isso é imenso e carregado de significados, não só o literal, de morrer por outra pessoa. Não acho que isso seja inerente a todas às mães, não pretendo romantizar nada. Mas eu sei que com ela era assim.

Espero que hoje seja um dia de festa e alegria em alguma dimensão onde ela possa comemorar e se divertir.

— ♥ —

Por Marie Victorino

 

Publicado em Deixe um comentário

Despertar espiritual: como a pandemia tem afetado nossa fé

despertar espiritual

Muitas questões, dúvidas e incertezas pairam no ar nesse momento. “O mundo vai mudar completamente”, “o modo de vida que conhecemos hoje não será mais o mesmo” e outras frases como essas estão pipocando por aí. E tentar decifrar o que isso quer dizer, só causa ansiedade e angústia. Será que estamos passando por uma espécie de despertar espiritual coletivo?

Claro que o mundo vai mudar, já mudou! Quando você imaginou, de verdade, viver uma pandemia? Pensou ser possível fazer isolamento social (essa expressão algum dia chegou a passar pela sua cabeça?). Já mudou, nossa ressocialização vai ser lenta, a forma que consumimos cultura, por exemplo, não será mais a mesma (ninguém vai sair de um isolamento direto pra um show lotado).

A forma como estamos olhando pro outro, principalmente os que estão passando mais dificuldade, é outra. Aliás, o consumo é o grande “x” da questão quando a gente pensa na grande mudança.

Mesmo que não seja a maioria pensando assim, não podemos negar que colocou as coisas em perspectiva até pros mais céticos e digamos, “desumanos”. Todo mundo tá sendo impactado no seu modo de vida de alguma forma. E isso coloca as coisas em perspectiva sim.

Mas sabemos também que temos um enorme poder de resiliência e dependendo do real impacto desse novo vírus, tudo pode voltar ao “normal”, à velha exploração de antes.

Mas eu não vim aqui pra falar dessa mudança. Não vim falar de consumo, de capitalismo. Vim falar de sentimento, de consciência. Muitas previsões de pessoas espiritualizadas, de numerólogos, de médiuns, já nos avisavam sobre esse evento. Na verdade, sobre esse conjunto de eventos. Alguns dizem que isso é só o começo, que serão dois longos anos de muitos desafios pela frente.

E é disso que eu quero conversar. Independente do que você acredita, tem alguma coisa, alguma coceirinha, uma pulga atrás da orelha te fazendo pensar minimamente por esse lado? Pelo lado da natureza das coisas? Vocês acham que seguimos um caminho natural até chegar aqui? Vocês acham que é sustentável tamanha exploração da Terra, dos animais e de próprios humanos? Eu não acho.

E o que eu tenho observado é que muita gente está passando por um “despertar” nesse momento. Algumas pessoas já sentiram isso até antes um pouco do caos de fato começar, lá no final do ano passado. Pode parecer oportunismo essa nova consciência espiritual, mas me diz aí, tem momento mais oportuno que esse pra gente colocar a mão na consciência? Porque não encararmos isso como uma chance de sermos melhores de verdade?

Eu não vim trazer nenhuma solução. Eu não tenho entendimento de nada disso, eu não acredito em líderes espirituais. Mas eu acredito em consciência e em intuição e isso TODO MUNDO tem. A gente só tá mega desconectado mesmo.

Então é isso, eu queria falar de sentimento, lembra? Os papos sobre produtividade, procrastinação, ansiedade, angústias são super importantes nesse momento. Até porque são eles que podem nos levar ao nível de despertar, de abrir os olhos, de rever prioridades. A gente literalmente precisa se adaptar na vida prática (que não parou, né!). Mas também temos que admitir que ganhamos o que a gente mais sentia falta e que custava caríssimo: tempo.

E eu tô muito a fim de usar esse tempo pra expandir a minha consciência, pra elevar a vibração, pra pensar na chatíssima hashtag “gratidão”, pra bater mais papos sinceros com meu anjo da guarda e pra isso eu preciso ouvir a minha intuição. Que sempre esteve aqui, mas talvez silenciada.

Como a gente sempre disse: não existe autoestima sem autoconhecimento. Somos seres muito privilegiados e estamos usando nossos super poderes de forma errada. Não precisa crer em um Deus pra perceber isso. Tudo ainda está muito no começo e a gente não tem a menor ideia do que esperar, mas uma coisa é certa: olhar pra dentro, se fortalecer energeticamente, exercitar empatia e compaixão são coisas que nunca vão te fazer mal algum.