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Autoconfiança: 5 sinais de que você duvida de si mesma (e como se sentir diferente)

autoconfiança

Como anda a sua autoconfiança? Será que você duvida demais de si mesma? A autoconfiança não é somente uma sensação, é um processo, um exercício fundamental para você se sentir apta a realizar tarefas, perceber e usar suas habilidades e qualidades.

Pra se colocar no mundo, fazer o que acredita, como acredita, para viver com verdade. Autoconfiança não é se achar invencível ou melhor que os outros. Inclusive, duvidar um pouco de si mesma tem até um lado saudável, sabia?

É por isso que você consegue ter a habilidade de ouvir os outros, por exemplo, e de tomar consciência que não está certa em alguma situação. Mas a falta de autoconfiança pode se tornar algo não saudável quando impede que você veja seu valor, qualidades, talentos, ou quando faz com que você não se sinta merecedora e perca oportunidades.

Apesar de autoconfiança ter tudo a ver com autoestima, elas não são sinônimos. Na verdade a autoconfiança pode ser vista como um ingrediente da autoestima. Ter um nível saudável de autoconfiança pode te ajudar a ter sucesso na sua vida pessoal e na profissional.

Quando você acredita em si mesma, se sente mais disposta a se abrir para novas oportunidades e se sentindo mais confiante, automaticamente você está trabalhando sua autoestima. É possível exercitar a autoconfiança, mas antes, você precisa identificar onde o calo aperta.

 

É impossível mudar o que não reconhecemos ou entendemos na totalidade, certo? Então listei 5 sinais de que você duvida demais de si mesma e como você pode exercitar uma mudança:

 

1) Nunca percebe suas características positivas.

Têm dificuldade em ver coisas positivas em você? Está constantemente duvidando da sua capacidade e se autodepreciando? 

Tomar consciência da sua autocrítica excessiva é o primeiro passo. Toda vez que você sentir que está duvidando de você mesma, lembre-se que você pensa os seus pensamentos. E só porque você pensa, não faz disso uma verdade, certo?

Se você não mudar sua forma de pensar, também não conseguirá mudar sua visão de você mesma. Lembre-se sempre que o poder pertence ao pensador e não ao pensamento. Os pensamentos que você constrói em relação a você mesma se tornam afirmações.

Que tipo de afirmações você está  fazendo em relação a você? “Uma reclamação é uma afirmação. A gratidão é uma afirmação. Todo pensamento e toda palavra afirma alguma coisa… Suas afirmações de hoje possibilitam uma nova experiência do amanhã.” – Louise Hay no livro: “A Vida Ama Você”. Pense sobre isso.

 

2) Você tem medo de manifestar sua opinião.

Constantemente você se cala por insegurança, com medo do que os outros vão pensar sobre a sua opinião? Vive engolindo sapo?

Muitas vezes a gente duvida tanto de nós mesmas que criamos verdades absolutas (que só fazem sentido pra gente) e uma delas pode ser acreditar que o que você tem para dizer é irrelevante ou burrice.

Ter medo de manifestar uma opinião também pode estar ligado ao medo excessivo do julgamento alheio. Caso esse seja o seu caso, pense o quanto isso de fato não pode ser uma fobia. Sim, se você tem MUITO medo do que os outros vão pensar sobre você, pode ser alodoxafobia.

Essa fobia prejudica sua vida pessoal e profissional, já que ela faz com que você acredite que está constantemente sendo julgada ou criticada pelos outros. Se você acredita que esse pode ser o seu caso, busque ajuda profissional e não tenha vergonha de acionar sua rede de apoio!

Quando esse medo surgir de forma exagerada, quando você sentir que está impedindo de fazer ou falar algo importante, de sair de uma situação incômoda ou de se posicionar em algo importante, fale com alguém que você confie, goste e que te faça sentir acolhida.

O que essa pessoa pensa sobre o seu pensamento? Falar em voz alta e gravar um áudio para você mesma sobre a sua opinião e questionamento e ouvir algumas vezes também é um ótimo exercício para trabalhar a insegurança em se posicionar.

 

3) Você desiste antes mesmo de tentar.

Sente que falhou antes mesmo de ter começado? Só de pensar no que precisa ser feito, tem certeza que não possui as habilidades necessárias? Não se permite errar? 

Se você desiste antes mesmo de tentar, com certeza acredita que as chances de dar errado são maiores do que as chances de ter sucesso. E isso provavelmente acontece porque você não se sente capaz de realizar algo pela falta de autoconfiança, ou porque não tem real clareza do que quer.

A melhor forma de trabalhar essa insegurança ou falta de clareza é através do autoconhecimento. Quando a gente não se conhece, não conhecemos nossos talentos e habilidades e, por isso, acreditamos que não temos o que precisamos para conquistar nossos sonhos, desejos e objetivos.

Quando não nos conhecemos, facilmente acreditamos que somos o que os outros dizem que somos, que somos o que dá pra ser (geralmente, uma versão bem distorcida da sua real personalidade).

Trabalhar o autoconhecimento é tomar consciência do próprio poder. É fundamental que você conheça suas potências para entender do que realmente é capaz. Mulheres confiantes lidam melhor com erros porque sabem que isso não as define e que erros podem se tornar aprendizados, potencialidades e experiências para seguirem adiante.

 

4) Sempre se compara.

Está constantemente comparando seus pontos fracos com os pontos fortes de outras pessoas?

Quantas vezes, pra se sentir bem, você teve de usar outras como base de comparação? Ou quantas vezes você se comparou a alguém e se sentiu um lixo? Eu consumo dizer que toda vez que você se compara, você perde. Mesmo quando você ganha.

Afinal, você precisou medir o seu valor com o valor de outra pessoa. O que é mais cruel com nós mesmas é que muitas vezes nós comparamos os nossos pontos de melhoria com os pontos fortes de outra pessoa. Isso é justo com você?

Achei interessante trazer um trecho do texto O mundo e suas competições: Quanto mais você se compara, mais longe está de se encontrar: “É importante olhar pro lado pra ajudar, entender e perceber que os outros são diferentes, mas não pra querer ser melhor ou igual a ninguém.

Você não é um grupo, você não é a sociedade, você não é uma família, no fundo, no fundo, você é só você e é legal ser você, porque só você é você e sabe o que é ser você. O quanto você se compara, é inversamente proporcional ao quanto você se sente bem, se conhece e se ama.”

E o mais importante: Entenda que muitas vezes quando você se compara, você está se comparando a uma versão idealizada da pessoa, não a realidade. Geralmente nós focamos nossa atenção apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, o que acaba sendo uma fantasia criada por nossa mente.

Nós olhamos apenas para as características que desejamos e rejeitamos, ignoramos ou realmente não enxergamos aquelas que não consideramos atraentes. Se comparar é um hábito e hábitos podem ser transformados.

 

5) Você é indecisa e influenciável.

Você pensa demais antes de tomar uma decisão, se sente ansiosa para tomar decisões simples? Prefere que outras pessoas decidam por você? 

Para se tornar mais autoconfiante para tomar decisões é importante começar a perceber que toda decisão que você tomar é na verdade uma oportunidade de aprendizado. Pensar dessa forma faz com que a gente sinta menos medo de “tomar a decisão errada”, afinal não existem decisões certas ou erradas quando você escolhe pensar dessa forma. Todo mundo já fez escolhas desfavoráveis e reconhecer isso é aceitar e acolher sua imperfeição, algo fundamental para nosso desenvolvimento.

Acho que o trecho do texto Insegurança e ego, o que uma coisa tem a ver com a outra? pode fazer sentido aqui: “Talvez a insegurança tenha muito a ver com a importância que a gente se dá. É achar que a gente não pode falhar, que temos em nós toda a responsabilidade de fazer tudo dar certo, de ser perfeita, irretocável. É não aceitar que pode não dar certo, que pode não ser tão bom, que alguém pode perceber que você não sabe tudo.

Como se você tivesse obrigação de saber tudo, como se você não precisasse passar por processos que todo mundo passa. É achar sempre que todos os olhos estão te observando, te julgando, esperando o momento em que você erre para apontar o quanto você não é tão boa assim. Pergunta dura mas que vale ser feita: O quanto sua insegurança pode estar na verdade ligada com um ego infladíssimo? Ou até mesmo com uma necessidade enorme de atenção?”

Saiba que mesmo quando você não decide está decidindo, afinal a indecisão também é uma decisão. Algo vai acontecer se você escolher tomar uma atitude ou não. Ou seja: Não tomar uma decisão é a mesma coisa que tomar uma decisão.

E se você tá pensando: “Ufa! então não preciso me decidir!” Entenda que quando você não toma suas próprias decisões, você perde o controle da sua própria vida e das suas escolhas. E isso tem a ver com autorresponsabilidade e exercitar a autorresponsabilidade é exercitar a autoestima. Pense sobre isso.

Muita coisa fez sentido pra você? Percebeu que precisa mesmo trabalhar sua autoconfiança? Montei uma série de exercícios para você trabalhar suas inseguranças e medos. Estão disponíveis no nosso grupo do Telegram!

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Solteira depois dos 30: É amor mesmo o que estamos buscando?

solteira depois dos 30

Eu tenho 35 anos e tive 5 namorados. Eu vivi o amor adolescente, vivi o amor que eu achei que seria casamento, namorei por conveniência, por diversão e namorei mais de uma vez pra fugir de mim mesma.

Hoje estou solteira depois dos 30 e pergunto: É amor mesmo o que estamos buscando?

Quando eu namorei o cara que eu achei que seria o amor da minha vida eu recebi tantos sinais que ele não era o cara certo… infinitos sinais e eu ignorei todos. “Por amor” eu aceitei ouvir coisas que detonavam a minha autoestima, eu sentia o tempo todo que não estava sendo boa o suficiente pra ele, me forçava a caber em um molde que não era meu.

Depois de 6 anos de namoro e alguns meses morando juntos, ele foi embora. Era carnaval e parecia cena de novela ele passando por uma multidão fantasiada com uma mochila indo embora da minha vida. Eu me sentei no chão da sala, olhei a minha volta e tive a sensação de que eu tinha perdido tudo, que ele levou naquela mochila minha alegria, minha dignidade, meus sonhos.

 

solteira depois dos 30

 

Eu ainda tinha eu mesma, eu ali, comigo naquela sala. Mas eu percebi que já tinha um tempo que eu mesma não era o suficiente. Tinha muito tempo que eu tinha me desconectado de mim. Afinal, quem eu era quando não queria ser perfeita pra ele? Quem eu era quando não tinha medo dele notar meus defeitos? Quem eu era quando não estava ansiosa esperando ele atender o telefone ou me ligar?

Eu estava tão envolvida em ser feliz com ele, em fazer ele feliz, que esqueci completamente como era ser feliz comigo. Enquanto eu estava no meio daquele campo de batalha do amor, eu estava tão preocupada em ser, viver pra ele que eu coloquei todas as minhas questões, problemas, inseguranças, medos, desejos, crenças em uma sacolinha no fundo do armário.

Quatro anos depois que esse relacionamento terminou, alguns rolos, namoros curtos, eu me vi novamente em um relacionamento que não fluía, eu estava novamente em um campo de batalha do amor. Jogando toda a minha energia ali, tentando fazer funcionar. Por que eu estava novamente forçando algo que claramente não teria futuro?

Comecei a me perguntar se eu não buscava amor por todas as razões erradas… amor como solução dos meus problemas, amor como sentido pra minha vida, amor como forma de aceitação, amor como forma de validação, amor como fuga, amor pelo medo de ficar sozinha. Eu não deveria estar mais focada em entender questões como: Por que eu repetia padrões? O que essa repetição tinha a dizer sobre mim?

Não me entenda mal, eu acho lindo o amor. Um casal apaixonado, o frio na barriga, o riso solto quando cai a ficha que estamos amando… Mas eu percebi que a nossa BUSCA pelo amor muitas vezes é uma forma de fugir de coisas que não queremos lidar. Uma forma de buscar validações e cumprir o manual da vida perfeita e nem nos damos conta disso, afinal não conseguimos nem lembrar a idade que começamos a sonhar com o príncipe encantado.

A busca pelo amor do outro pode ser muitas vezes a maior distração na nossa jornada de amor próprio o que (olha que louco!) nos deixa ainda mais distante de viver um relacionamento feliz e saudável. Será que não estamos distorcendo o que é o amor? É amor mesmo o que estamos buscando?

A vontade de se conectar, de compartilhar, de amar é humana e todos nós sentimos, mas não estamos enlouquecendo um pouco nessa busca? É saudável achar que ficar sem transar alguns meses é estranho? Que se você está solteira depois dos 30 ficou pra titia? É saudável acreditar que voltar pra casa sozinha e ter que passar a noite – PASMEM – com você mesma é coisa de perdedora?

Ao invés de ficar obcecada se ele respondeu ou não a última mensagem do whatsapp, virar a noite tentando entender o que ele quis dizer com emoji carinha feliz + coração amarelo, perguntando sem parar para sua amiga que namora há anos o que ela fez ou deixou de fazer para ter um relacionamento bem sucedido comparando sua trajetória com a dela, mandando perguntas em caixinha de perguntas para gurus de relacionamento na internet, você não deveria simplesmente ser você, apenas você? Você estará mais perto de fazer conexões reais.

Será que não estamos dando muita importância pro título de solteira depois dos 30? Será que nossa busca está sendo realmente se conectar com alguém fisicamente, emocionalmente, espiritualmente ou será uma forma de fuga de questões que não queremos lidar? Medo da solidão? Antes de amar, não temos que nos conectar com o sentido de amar?

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texto sobre poder feminino

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Sobre poder feminino

poder feminino

Essa última semana não foi nada fácil pra mim e diante de tantos pensamentos conturbados acabei pensando muito sobre relações de poder e em especial sobre poder feminino.

Como eu disse, tive uma semana esquisitíssima, não conseguia me sentir disposta para colocar em prática nada que eu tinha planejado. Estava no deadline e não conseguia trabalhar, também não conseguia estudar, nem responder os e-mails, muito menos separar os documentos para o imposto de renda.

Então eu tentei relaxar. Assistir uma série, talvez? Terminar o livro que estou lendo? Dormir de tarde?Faxinar? Todas as opções não me pareciam boas opções porque elas só me lembravam do que eu deveria estar fazendo e não estava.

Cozinhar era a única coisa que eu conseguia fazer sem me sentir mal afinal, eu tinha que me alimentar. Mesmo assim… Se eu demorasse muito preparando a comida, já me culpava por não ter pensando em algo mais prático, rápido para fazer.

 

poder feminino

 

E você pode estar lendo isso e pensando: “é ansiedade”. E sim, é ansiedade. Sou diagnosticada com TAG (transtorno de ansiedade generalizada) o que significa que o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos reais e além disso, estamos vivendo uma pandemia em um governo desgovernado, o que vamos combinar? Não deixa ninguém mais tranquilo.

Mas a ansiedade não é exatamente o foco desse texto. E sim o que talvez cause essa estranha sensação de estar sempre perdendo tempo, que eu poderia fazer mais, ser mais, ser mais prática, rápida, melhor, estar sempre em movimento, em busca de… poder.

Colocamos todos os dias na nossa lista de afazeres tarefas que fazemos praticamente no automático, todos os dias, como se fossemos uma máquina, que funcionasse sempre da mesma forma todas as vezes que ligamos na tomada. E eu sei, que você mulher, assim como eu, tem dias que se sente inspirada para produzir, dias que prefere refletir, dias que quer explorar, dias que quer se recolher…

Isso porque somos cíclicas como a lua. Mas somos obrigadas a funcionar como o sol, energia masculina, sempre em movimento e em ação, apenas reproduzindo todos os dias o mesmo movimento. Se esse papo tá místico demais pra você, ok, vamos falar cientificamente: Os hormônios femininos por exemplo, sofrem variações constantes durante o dia. Alguns fatores que alteram a quantidade de hormônios femininos por exemplo são a hora do dia, o ciclo menstrual, menopausa, medicamentos, estresse, fatores emocionais, sem falar na gravidez. Já nos homens, os hormônios seguem praticamente da mesma forma durante toda a fase adulta.

É inquestionável que vivemos em uma sociedade construída pelos homens. Tudo que nos é “vendido” sobre ser produtiva, vencedora, ser ativa é masculino porque a construção social que vivemos é masculina. Nós nos desconectamos com a forma que realmente pensamos, produzimos e funcionamos muito antes das nossas bisavós nascerem.

No fundo, sentimos que não queremos produzir assim, que não é essa a forma que gostaríamos de nos expressar, de viver, de trabalhar, não é como gostaríamos de ver o mundo funcionar, mas esse é o único jeito que a gente conhece. O jeito dos homens que passou a ser somente o jeito certo.

Sentimos um incômodo que não passa, independe de estarmos cumprindo ou não, nossa lista de tarefas, se a semana foi produtiva ou não, seguimos enraizando mais ainda o jeito masculino de fazer as coisas, reproduzindo algo que não nos pertence.

Nossa energia feminina está em desequilíbrio há tanto tempo que é preciso reconhecer que nós mesmas não a conhecemos, não a vivemos. Tudo que temos é uma coisinha dentro de nós, uma semente que podemos chamar de intuição que tenta nos avisar diversas vezes que como todo o sistema funciona, não é a forma que queremos viver.

Mas isso não tem a ver com “pegar”o poder para nós, não é uma disputa por ele. Nós, mulheres, precisamos compreender que a questão não é sobre quem está no poder e sim, a importância de mudar a natureza do poder que se estabeleceu na nossa sociedade.

Como Starhawk, uma escritora americana disse no seu livro “Truth or Dare”. Existe o “poder sobre” que está relacionado com dominação e controle e o “poder de dentro” que despertam nossas habilidades e potencialidades profundas. O “poder sobre” trabalha como uma pirâmide, enquanto o poder de dentro, como um grande círculo, sempre disposto a expandir.

Sem perceber, justamente por termos sido nascidas e criadas dentro desse sistema de “poder sobre”, assim como nossas mães, nossas avós, nossas bisavós (e a lista poderia seguir mais longe) nós o reproduzimos e chamamos isso de independência, autonomia, profissionalismo, sucesso…

Competimos mesmo fazendo textão de empoderamento, vemos as outras como competidoras mesmo quando sabemos que podemos aprender e ensinar umas com as outras, falamos sobre autoestima, duvidando da nossa capacidade e nos odiando em frente ao espelho. Nos sentimos constantemente frustradas, porque estabelecemos um ritmo para nós que não é nosso.

Seguimos apoiando uma fórmula que não funciona pra gente e usando apenas a liberdade que nos foi dada, que nos foi permitida, porque verdade seja dita? Dentro da sociedade que nascemos e conhecemos, não fomos nós que conquistamos. Em alguns momentos da história, foi interessante pro sistema que ganhássemos pequenas liberdades. Até quando? Pra quais de nós? A que custo?

Ainda temos muito o que entender sobre nós mesmas. Inclusive a forma que produzimos, criamos, realizamos, existimos e se o que fazemos com “essa tal liberdade” realmente nos liberta ou estamos somente fortalecendo algo que no fundo, no fundo (nem tão no fundo assim) nos limita.

Afinal, nós fomos e somos reprimidas, estereotipadas, inferiorizadas e desacreditadas. A história da mulher na nossa sociedade é uma história de renuncias e tudo isso está enraizado no nosso subconsciente, na nossa criação e na forma que a sociedade funciona.

É nosso papel buscar o equilíbrio dessas forças. O primeiro passo é conhecer e reconhecer a nossa energia. Chegou o momento, mulheres, de recuperamos a consciência das nossas potencialidades e conhecer de verdade, nosso poder, o verdadeiro poder feminino.

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Positividade e influência: Somos todos agentes de mudanças

Positividade e influência

Senti vontade de falar com vocês um pouquinho sobre positividade e influência. Existem tantas coisas a serem analisadas nessas questões e que muitas vezes se perdem em discursos prontos ou vazios. Vamos começar falando de positividade e a tal da gratidão?

O que significa energeticamente falando, vibrar positivamente em uma situação? Pensar positivo significa passar por situações difíceis, dolorosas e desafiadoras da forma mais resiliente possível. Percebendo quais os aprendizados você pode tirar daquela situação, qual o seu papel naquela situação, como você pode de forma ativa fazer a diferença naquela situação.

Ser positiva é acreditar no seu poder e no poder do mundo de transformação e superação. É entender que existe o caos, mas não entregar sua força energética e mental para o caos, porque isso seria paralisador e potencializaria sentimentos e ações não construtivas para você e pra o mundo.

Sabe aquele meme da turma da Mônica, deles correndo em círculos gritando “O que tá acontecendo? Eu não sei, eu não sei!!”, aquilo é basicamente entregar sua mente ao caos. Se manter positiva, vibrar luz e amor não tem a ver com fingir que o caos não existe. Tem a ver com perceber qual o seu papel dentro do caos, como você pode ser agente de mudança, qual a sua força, voz e capacidade para reverter, melhorar aquele cenário ou simplesmente não piorar.

O problema é que muita gente hoje em dia, usa a positividade e a gratidão como escudo para se manter alienado e centrado em seu próprio umbigo. E essa positividade de fachada, que gera alienação, tem muito mais a ver com egoísmo, irresponsabilidade, medo e covardia do que com positividade, amor e gratidão.

Não ler as notícias, fingir que nada tá acontecendo, dizer que tudo é lindo é ignorar o caos como parte fundamental da bonança. Em tempos difíceis ser positivo e vibrar amor tem a ver com ser responsável: Qual o meu papel nesse momento? Como eu posso fazer a diferença? Quais as ferramentas que eu possuo para interferir de forma ativa e positiva nessa situação? Como eu posso usar a minha influência de forma realmente positiva e construtiva nesse cenário?

E aí chegamos no tema influência… e claro, influenciadores. Vamos lembrar que influenciador não é algo que você pode se autodenominar. Quem determina quem e o que influencia a sua vida é você mesmo. Se algo ou alguém tem relevância, status e importância, pessoas colocaram esse indivíduo nessa posição.

Alguém não, milhares de pessoas. E por que? Qual a reflexão podemos tirar disso? Será que a forma da gente repensar influência é tornando pessoas que não concordamos com o posicionamento ainda mais relevantes? É dando engajamento? É tornando seu nome conhecido? (lembrem-se do fale mal, mas falem de mim). Ou chegou o momento de revermos para quem NÓS damos palco e por quê?

Por que os perfis que mais fazem sucesso e possuem maior relevância são os que vendem uma vida plastificada? Por que as pessoas que tem maiores números de seguidores são pessoas ególatras? Acho válido aqui também fazer uma outra reflexão…

Pessoalmente, não vejo problemática somente nos perfis #gratidão, não. Por que as pessoas gostam de seguir perfis que destilam intrigas e polêmicas? Ou outras que até falam de questões importantes e relevantes, mas abordam os temas de forma tão soberba e agressiva?

Muitos influenciadores cresceram vendendo uma vida dos sonhos e falsa positividade, outros, cresceram fazendo você acreditar que odiá-los é o caminho e, muitos outros, vivem do conteúdo gerado de ver o circo pegar fogo. Por que esses perfis são os mais seguidos?

Será que os nossos grandes influencers não são um reflexo de nós? Será que queremos mesmo conteúdos de qualidade ou no fundo gostamos desse ambiente que alimenta nossa raiva, nosso ego, nossa ideia de superioridade toda vez que alguém é cancelado?

Eu não tenho as respostas, mas queria convidar vocês para pensar sobre isso. Somos todos influenciados e influenciadores de alguma forma. O que você está fazendo hoje para agir positivamente e de forma construtiva nessa pandemia?

O que você tem feito hoje para construir redes sociais mais saudáveis para todos nós? Onde você tem colocado sua energia e seu foco, sua admiração, seu like, seu compartilhamento? Qual conteúdo você manda para suas amigas no WhatsApp? Para o que você dá voz? Quais sentimentos você anda alimentando na internet e fora dela?

Não se esqueça: Nós não somos espectadores. Somos todos agentes de mudanças.