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Autoconhecimento: O que é e como exercitá-lo

Autoconhecimento é o CONHECIMENTO DE SI MESMA

Conhecimento das próprias características, sentimentos e inclinações. Ou seja, você é a única pessoa que pode fazer esse processo de autoconsciência. E se você está pensando que se conhecer é saber sua cor preferida ou prato predileto, pense outra vez.

A PERCEPÇÃO de si mesma é algo muito mais profundo e tem influência direta nas suas decisões, comportamentos, objetivos, metas e sonhos. A falta de autoconhecimento é o que muitas vezes nos leva a nos tornarmos inseguras, dependentes e até de assumirmos uma personalidade que não é a nossa de verdade apenas porque acreditamos que é o que devemos ser ou o que os outros esperam que sejamos.

Autoconhecimento é compreender com mais profundidade como você funciona internamente. E assim, conhecer seus recursos externos e internos, sua história e padrões comportamentais e tomar as rédeas da sua vida. Esse processo é o que nos leva ao próximo passo: A CONSCIÊNCIA.

Isso não significa apenas saber quais são seus pontos fortes, ou seus pontos de melhora, por exemplo. Ter consciência e clareza desses fatos é o que torna possível a mudança e as transformações que você deseja de comportamento e de percepção de você mesma e do mundo.

A maior parte das respostas para nossas dúvidas estão dentro de nós e autoconhecimento é a forma de fazer as pazes com você mesma.

Como identificar que você precisa trabalhar mais o seu autoconhecimento?

O autoconhecimento é um trabalho eterno. Não é uma montanha cujo objetivo é chegar no pico, mas sim, uma jornada que envolverá momentos difíceis, momentos prazerosos, momentos de dúvidas e certezas.

Mas às vezes, estamos tão perdidas de nós mesmas que nem percebemos o quanto autoconhecimento nos falta e o quanto ele seria agente de mudanças na nossa vida se o colocarmos em prática. Será que você se identifica com algumas características da falta de autoconhecimento?

Não conseguir ficar sozinha:

Você se sente angustiada quando está sozinha? Procura alguém pra conversar, para encontrar, ou precisa sempre de uma distração? Quando a gente não se conhece é muito difícil nos sentirmos relaxadas ou simplesmente curtir os momentos de solitude. Você também pode se sentir menos especial ou importante se não tem alguém ao seu lado.

Você se importa demais com a opinião alheia:

Quando não trabalhamos o nosso autoconhecimento geralmente construímos nossa imagem com base na opinião dos outros. Ou seja, acabamos vivendo em uma dependência da aprovação e reconhecimento alheio, resultado de falta de boa percepção de si mesma. Enquanto recebe aprovação, fica feliz e satisfeita com quem é, mas não sabe lidar com críticas e tem a tendência a se ajustar somente para corresponder às expectativas alheias.

Sempre se compara:

Está constantemente comparando seu corpo, seu sucesso pessoal e profissional com os de outras pessoas. Às vezes passa até a acreditar que a vida de alguém em específico deveria ser a sua. Quando você se compara, aos poucos, vai deixando sua  essência para trás e entende cada vez menos seus recursos externos e internos, sua história e padrões comportamentais. O que te deixa cada vez mais distante da tomada de consciência, fundamental para tomar as rédeas da sua vida.

Insegurança na hora de tomar decisões:

Se você não se conhece, se não tem seus objetivos claros, se não assumiu uma postura, um posicionamento, como vai ter clareza de qual caminho seguir?

A falta de autoconfiança, fruto da falta de autoconhecimento, congela nossas atitudes. Muitas vezes por conta disso, você deixa os outros decidirem por você o seu caminho, suas atitudes e às vezes até a forma com que você deve se vestir e comportar.

Não vive o presente:

Está sempre apegada a um passado, se agarra em uma fase específica da vida onde acreditava que era mais feliz, fácil ou que você se sentia mais protegida. Também pode viver projetando o futuro, construindo cenários imaginários que muitas vezes são muito distante da sua realidade ou exigiria um trabalho hoje que não está sendo feito porque você não vive o presente. O famoso “amanhã eu começo”.

Não tenha medo ou vergonha de ser você e tudo que você quer ser. É possível começar a exercitar o autoconhecimento.

autoconhecimento

Foto: Ava Sol no Unsplash

Como exercitar o autoconhecimento?

Se faça perguntas: 

O filósofo Sócrates entendia que as ideias já estão dentro das pessoas e são conhecidas por sua alma e a pergunta correta pode fazer com que a alma se recorde de seu conhecimento prévio. Se faça perguntas e responda de forma honesta, sem cair na tentação das mentirinhas que contamos para nós mesmas.

Aproveite sua própria companhia:

Quando você investe tempo em ficar sozinha, se abre para a chance de ouvir a sua própria voz em ação, ou seja, os desejos de sua mente e de seu coração são compreendidos com mais facilidade.

Diga mais não: 

Quantas vezes você disse sim querendo dizer não? Quantas vezes por medo de magoar o outro, por medo da rejeição ou por insegurança você fez algo que não queria e se submeteu a situações que não se sentia confortável?

Em alguns momentos, dizer mais não para os outros, significa dizer mais sim pra você. E quanto mais sim você diz para si mesma, mais confiança e autonomia você ganha.

Medite:

Meditar é se conectar no momento presente e focar somente nele. Isso diminui a ansiedade e ajuda no processo de auto-observação, tão importante no processo de autoconhecimento.

Mantenha um diário: 

Escrever é uma forma poderosa de trabalhar a autoconsciência das nossas emoções. Quando mantemos um diário conseguimos rastrear a forma como agimos e pensamos. Assim, conseguimos refletir sobre uma determinada emoção quando ela não está presente e compreendemos melhor nossos hábitos e mecanismos de defesa.

Espero que esse texto ajude você nesse processo tão importante. Quando nos conhecemos melhor, desenvolvemos a autoconfiança necessária para seguirmos adiante e o resultado do autoconhecimento é uma autoestima fortalecida e clareza dos seus recursos.

Autoestima é sobre trilhar seu próprio caminho, ouvir seu coração e conhecer a sua essência. Boa sorte na jornada!

Quer trabalhar seu autoconhecimento?

O Método CdA é uma abordagem terapêutica, com base em estudos da Psicologia, Neurociência e Sagrado Feminino. Um convite para você se sentir confortável com você mesma, vislumbrando novas possibilidades e expandindo seu nível de consciência com foco nas suas potencialidades e recursos, construindo uma visão mais ampliada de si mesma e do mundo.

Saiba mais sobre o Método CdA

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Insegurança no Trabalho: Quais os principais motivos e como vencê-los

insegurança no trabalho

Antes de falarmos sobre a insegurança no trabalho é importante entendermos o que a insegurança significa. Insegurança é um estado emocional que tem origem no sentimento de inferioridade. E o que a pessoa insegura acredita? Que ela não é boa o suficiente e isso se manifesta na realização de tarefas, na hora de se posicionar ou fazer uma apresentação, por exemplo.

A insegurança no trabalho faz com que a gente acredite que os outros são sempre melhores, mais capacitados e mais preparados que nós. Mas por que será que nunca nos achamos boas o suficiente?

Listamos alguns motivos: 

Síndrome de impostora

 

A Síndrome da Impostora é a autopercepção que uma pessoa tem de si mesma se considerando menos qualificada para uma determinada função, cargo ou desempenho que outros profissionais da mesma área. O estudo sobre esse quadro teve início em 1978 quando duas psicólogas, Pauline Rose e Suzanne Imes começaram a estudar o “fenômeno da impostora“, um estudo sobre mulheres que sofriam de algum tipo de insegurança no trabalho, que apesar de serem reconhecidas em suas profissões, não se sentiam competentes na mesma medida. 

E por que é tão mais comum em nós, mulheres? A revista Science fez um estudo e mostrou que meninas, a partir dos 6 anos, já possuem a sensação de pertencerem a um grupo com menos capacidade. Nesse mesmo estudo, descreveram uma pessoa extremamente inteligente e capacitada para um grupo de meninas e meninos e foi perguntado para eles se essa pessoa descrita era um homem ou uma mulher. A maioria das meninas e dos meninos, responderam que a descrição seria de um homem.

Muitas vezes temos a sensação de ser algo muito pessoal, individual nosso, mas mulheres muito bem sucedidas e reconhecidas como a atriz Kate Winslet, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook e Gabriela Prioli, advogada criminalista e apresentadora de TV já relataram sofrer da síndrome. 

Se tantas mulheres sofrem com essa questão, não seria a síndrome da impostora uma questão de gênero? Uma questão cultural?

Isso fica ainda mais evidente quando pensamos que a síndrome contrária, chamada de “o efeito Dunning-Kruger”, onde indivíduos se sentem muito mais capacitados e preparados do que realmente são é muito mais comum em homens.  

Ter consciência que é algo conectado a forma que a mulher é vista e colocada na sociedade é fundamental para se libertar dessa síndrome, mas sabemos que mesmo com isso em mente, a síndrome de impostora tem consequências individuais já que essa autopercepção gera angústia e alguns sintomas físicos como: dor de cabeça, taquicardia, tensão muscular e desordem nos hábitos alimentares, por exemplo. 

Quais as principais características da síndrome de impostora?

 

  • Nunca se sente pronta ou com conhecimento suficiente
  • Autossabotagem
  • Suas conquistas foram sorte (menospreza o próprio sucesso)

 

Como você pode trabalhar sua síndrome de impostora?

 

  • Aceite elogios, ABSORVA as coisas positivas que falam de você

Quando sofremos de síndrome de impostora temos dificuldade de aceitar elogios e nunca absorvemos como verdade o que foi dito para nós. Quando alguém te elogiar pelo seu trabalho ou competência, agradeça e pare para absorver o que foi dito pra você, trabalhe a ideia de se reconhecer naquele elogio.

  • Anote e relembre suas conquistas

Estamos constantemente pensando no futuro e muitas vezes esquecemos das realizações que vivemos até aqui. Tenha um caderno para anotar suas conquistas. Anote como foi viver cada um dos passos, as dificuldades que superou, como superou, quais seus talentos e habilidades você usou nesse processo. Reler vai te ajudar a se conectar mais com a sua real capacidade, o que aumenta a autoconfiança. 

  • Compartilhe como se sente com alguém de confiança

Compartilhe como você se sente com uma pessoa que você confia e sabe que não vai te julgar. Quando compartilhamos, naturalmente organizamos a mente e alguns medos e inseguranças que estavam gigantes na nossa cabeça, perdem forças.

 

Complexo de inferioridade 

 

O complexo de inferioridade é uma das formas da insegurança se manifestar. Por isso, se conhecer, ser honesta com você, entender as origens e consequências dessa insegurança é fundamental. Entender se é algo que você pode mudar sua mentalidade, ajustando comportamentos e crenças, ou se é algo que você precisa de tratamento clínico.

O complexo de inferioridade aparece quando a pessoa realmente acredita que não tem tanto valor quando se compara a outra pessoa. É uma certeza absoluta e ela tenta provar o tempo todo para outras pessoas que ela não consegue e não é boa o suficiente. Algumas características comuns são:

  • Pensar o tempo todo o que os outros estão pensando de você
  • Deixar de realizar uma tarefa que você tem conhecimento, dizendo que não sabe ou não vai conseguir e passar para outra pessoa.
  • Excesso de medo (chegando a sentir sintomas físicos de medo)

Esses sentimentos podem esconder um grande medo de rejeição, falta de autoaceitação, pessimismo excessivo e culpa. Para encontrar a raiz do problema é importante se fazer perguntas: Quando você começou a se sentir dessa forma? O que ou quem fez com que você se sentisse assim? Qual primeiro passo para se libertar desse sentimento? 

É natural sentir medo e insegurança no trabalho. O problema é que algumas mulheres acabam paralisadas e com isso perdem muitas oportunidades. É clichê, mas é verdade: A maioria das pessoas continua com medo, só que vai com medo mesmo.

Falta de alinhamento entre expectativa e realidade 

 

Aqui podemos falar um pouco sobre propósito, né? Passamos muito tempo acreditando no príncipe encantado que seria a representação dos felizes para sempre (romanticamente falando) e a cada dia que passa, percebo que muitas de nós estamos desencanando dessa ideia nos relacionamentos, mas transferindo para nossas carreiras.

Muitas mulheres acreditam que encontrar o propósito no trabalho é sentir uma felicidade plena com o que faz, uma constante sensação de estar realizada. 

Mas vamos por partes: O que é  propósito de vida? É o que te motiva, o que você entende como sua missão, como você acha que deve se expressar no mundo, algo que faz você se sentir bem.

Você não precisa ver propósito no seu trabalho! Ele pode estar na sua vida familiar, social, hobbies… Tá tudo bem ter um trabalho só para pagar as contas. E mesmo que seu propósito esteja na sua profissão, ainda sim, existirá momentos de tristeza, cansaço, desânimo e questões chatas para resolver.

Lembre-se que a felicidade nem sempre é sobre amar o que se faz, mas fazer com amor o que se faz.

Para terminarmos esse texto, quero colocar aqui um trecho do livro “Indomável” da escritora americana Glennon Doyle (que recomendo demais a leitura se você sofre com insegurança no trabalho).

“Uma vez Oprah Winfrey me disse: Não seja modesta. A Dra. Maya Angelou me ensinou que modéstia é uma afetação adquirida. Você não quer ser modesta, quer ser humilde. A humildade vem de dentro para fora…

…Toda vez que você finge ser menos do que é, rouba a permissão de outras mulheres para existirem completamente. Não confunda modéstia com humildade. Modéstia é uma mentira, uma atuação, uma máscara. A palavra humildade vem do latim, humilitas, que significa “da terra”. Ser humilde, saber quem você é e ter os pés no chão por causa disso. Deixa implícita a responsabilidade de se tornar quem está destinada a ser. De crescer, expandir, florescer por completo, com a força e a grandeza com as quais você foi criada para ter.”

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Autoconfiança: 5 sinais de que você duvida de si mesma (e como se sentir diferente)

autoconfiança

Como anda a sua autoconfiança? Será que você duvida demais de si mesma? A autoconfiança não é somente uma sensação, é um processo, um exercício fundamental para você se sentir apta a realizar tarefas, perceber e usar suas habilidades e qualidades.

Pra se colocar no mundo, fazer o que acredita, como acredita, para viver com verdade. Autoconfiança não é se achar invencível ou melhor que os outros. Inclusive, duvidar um pouco de si mesma tem até um lado saudável, sabia?

É por isso que você consegue ter a habilidade de ouvir os outros, por exemplo, e de tomar consciência que não está certa em alguma situação. Mas a falta de autoconfiança pode se tornar algo não saudável quando impede que você veja seu valor, qualidades, talentos, ou quando faz com que você não se sinta merecedora e perca oportunidades.

Apesar de autoconfiança ter tudo a ver com autoestima, elas não são sinônimos. Na verdade a autoconfiança pode ser vista como um ingrediente da autoestima. Ter um nível saudável de autoconfiança pode te ajudar a ter sucesso na sua vida pessoal e na profissional.

Quando você acredita em si mesma, se sente mais disposta a se abrir para novas oportunidades e se sentindo mais confiante, automaticamente você está trabalhando sua autoestima. É possível exercitar a autoconfiança, mas antes, você precisa identificar onde o calo aperta.

 

É impossível mudar o que não reconhecemos ou entendemos na totalidade, certo? Então listei 5 sinais de que você duvida demais de si mesma e como você pode exercitar uma mudança:

 

1) Nunca percebe suas características positivas.

Têm dificuldade em ver coisas positivas em você? Está constantemente duvidando da sua capacidade e se autodepreciando? 

Tomar consciência da sua autocrítica excessiva é o primeiro passo. Toda vez que você sentir que está duvidando de você mesma, lembre-se que você pensa os seus pensamentos. E só porque você pensa, não faz disso uma verdade, certo?

Se você não mudar sua forma de pensar, também não conseguirá mudar sua visão de você mesma. Lembre-se sempre que o poder pertence ao pensador e não ao pensamento. Os pensamentos que você constrói em relação a você mesma se tornam afirmações.

Que tipo de afirmações você está  fazendo em relação a você? “Uma reclamação é uma afirmação. A gratidão é uma afirmação. Todo pensamento e toda palavra afirma alguma coisa… Suas afirmações de hoje possibilitam uma nova experiência do amanhã.” – Louise Hay no livro: “A Vida Ama Você”. Pense sobre isso.

 

2) Você tem medo de manifestar sua opinião.

Constantemente você se cala por insegurança, com medo do que os outros vão pensar sobre a sua opinião? Vive engolindo sapo?

Muitas vezes a gente duvida tanto de nós mesmas que criamos verdades absolutas (que só fazem sentido pra gente) e uma delas pode ser acreditar que o que você tem para dizer é irrelevante ou burrice.

Ter medo de manifestar uma opinião também pode estar ligado ao medo excessivo do julgamento alheio. Caso esse seja o seu caso, pense o quanto isso de fato não pode ser uma fobia. Sim, se você tem MUITO medo do que os outros vão pensar sobre você, pode ser alodoxafobia.

Essa fobia prejudica sua vida pessoal e profissional, já que ela faz com que você acredite que está constantemente sendo julgada ou criticada pelos outros. Se você acredita que esse pode ser o seu caso, busque ajuda profissional e não tenha vergonha de acionar sua rede de apoio!

Quando esse medo surgir de forma exagerada, quando você sentir que está impedindo de fazer ou falar algo importante, de sair de uma situação incômoda ou de se posicionar em algo importante, fale com alguém que você confie, goste e que te faça sentir acolhida.

O que essa pessoa pensa sobre o seu pensamento? Falar em voz alta e gravar um áudio para você mesma sobre a sua opinião e questionamento e ouvir algumas vezes também é um ótimo exercício para trabalhar a insegurança em se posicionar.

 

3) Você desiste antes mesmo de tentar.

Sente que falhou antes mesmo de ter começado? Só de pensar no que precisa ser feito, tem certeza que não possui as habilidades necessárias? Não se permite errar? 

Se você desiste antes mesmo de tentar, com certeza acredita que as chances de dar errado são maiores do que as chances de ter sucesso. E isso provavelmente acontece porque você não se sente capaz de realizar algo pela falta de autoconfiança, ou porque não tem real clareza do que quer.

A melhor forma de trabalhar essa insegurança ou falta de clareza é através do autoconhecimento. Quando a gente não se conhece, não conhecemos nossos talentos e habilidades e, por isso, acreditamos que não temos o que precisamos para conquistar nossos sonhos, desejos e objetivos.

Quando não nos conhecemos, facilmente acreditamos que somos o que os outros dizem que somos, que somos o que dá pra ser (geralmente, uma versão bem distorcida da sua real personalidade).

Trabalhar o autoconhecimento é tomar consciência do próprio poder. É fundamental que você conheça suas potências para entender do que realmente é capaz. Mulheres confiantes lidam melhor com erros porque sabem que isso não as define e que erros podem se tornar aprendizados, potencialidades e experiências para seguirem adiante.

 

4) Sempre se compara.

Está constantemente comparando seus pontos fracos com os pontos fortes de outras pessoas?

Quantas vezes, pra se sentir bem, você teve de usar outras como base de comparação? Ou quantas vezes você se comparou a alguém e se sentiu um lixo? Eu consumo dizer que toda vez que você se compara, você perde. Mesmo quando você ganha.

Afinal, você precisou medir o seu valor com o valor de outra pessoa. O que é mais cruel com nós mesmas é que muitas vezes nós comparamos os nossos pontos de melhoria com os pontos fortes de outra pessoa. Isso é justo com você?

Achei interessante trazer um trecho do texto O mundo e suas competições: Quanto mais você se compara, mais longe está de se encontrar: “É importante olhar pro lado pra ajudar, entender e perceber que os outros são diferentes, mas não pra querer ser melhor ou igual a ninguém.

Você não é um grupo, você não é a sociedade, você não é uma família, no fundo, no fundo, você é só você e é legal ser você, porque só você é você e sabe o que é ser você. O quanto você se compara, é inversamente proporcional ao quanto você se sente bem, se conhece e se ama.”

E o mais importante: Entenda que muitas vezes quando você se compara, você está se comparando a uma versão idealizada da pessoa, não a realidade. Geralmente nós focamos nossa atenção apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, o que acaba sendo uma fantasia criada por nossa mente.

Nós olhamos apenas para as características que desejamos e rejeitamos, ignoramos ou realmente não enxergamos aquelas que não consideramos atraentes. Se comparar é um hábito e hábitos podem ser transformados.

 

5) Você é indecisa e influenciável.

Você pensa demais antes de tomar uma decisão, se sente ansiosa para tomar decisões simples? Prefere que outras pessoas decidam por você? 

Para se tornar mais autoconfiante para tomar decisões é importante começar a perceber que toda decisão que você tomar é na verdade uma oportunidade de aprendizado. Pensar dessa forma faz com que a gente sinta menos medo de “tomar a decisão errada”, afinal não existem decisões certas ou erradas quando você escolhe pensar dessa forma. Todo mundo já fez escolhas desfavoráveis e reconhecer isso é aceitar e acolher sua imperfeição, algo fundamental para nosso desenvolvimento.

Acho que o trecho do texto Insegurança e ego, o que uma coisa tem a ver com a outra? pode fazer sentido aqui: “Talvez a insegurança tenha muito a ver com a importância que a gente se dá. É achar que a gente não pode falhar, que temos em nós toda a responsabilidade de fazer tudo dar certo, de ser perfeita, irretocável. É não aceitar que pode não dar certo, que pode não ser tão bom, que alguém pode perceber que você não sabe tudo.

Como se você tivesse obrigação de saber tudo, como se você não precisasse passar por processos que todo mundo passa. É achar sempre que todos os olhos estão te observando, te julgando, esperando o momento em que você erre para apontar o quanto você não é tão boa assim. Pergunta dura mas que vale ser feita: O quanto sua insegurança pode estar na verdade ligada com um ego infladíssimo? Ou até mesmo com uma necessidade enorme de atenção?”

Saiba que mesmo quando você não decide está decidindo, afinal a indecisão também é uma decisão. Algo vai acontecer se você escolher tomar uma atitude ou não. Ou seja: Não tomar uma decisão é a mesma coisa que tomar uma decisão.

E se você tá pensando: “Ufa! então não preciso me decidir!” Entenda que quando você não toma suas próprias decisões, você perde o controle da sua própria vida e das suas escolhas. E isso tem a ver com autorresponsabilidade e exercitar a autorresponsabilidade é exercitar a autoestima. Pense sobre isso.

Muita coisa fez sentido pra você? Percebeu que precisa mesmo trabalhar sua autoconfiança? Montei uma série de exercícios para você trabalhar suas inseguranças e medos. Estão disponíveis no nosso grupo do Telegram!

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Solteira depois dos 30: É amor mesmo o que estamos buscando?

solteira depois dos 30

Eu tenho 35 anos e tive 5 namorados. Eu vivi o amor adolescente, vivi o amor que eu achei que seria casamento, namorei por conveniência, por diversão e namorei mais de uma vez pra fugir de mim mesma.

Hoje estou solteira depois dos 30 e pergunto: É amor mesmo o que estamos buscando?

Quando eu namorei o cara que eu achei que seria o amor da minha vida eu recebi tantos sinais que ele não era o cara certo… infinitos sinais e eu ignorei todos. “Por amor” eu aceitei ouvir coisas que detonavam a minha autoestima, eu sentia o tempo todo que não estava sendo boa o suficiente pra ele, me forçava a caber em um molde que não era meu.

Depois de 6 anos de namoro e alguns meses morando juntos, ele foi embora. Era carnaval e parecia cena de novela ele passando por uma multidão fantasiada com uma mochila indo embora da minha vida. Eu me sentei no chão da sala, olhei a minha volta e tive a sensação de que eu tinha perdido tudo, que ele levou naquela mochila minha alegria, minha dignidade, meus sonhos.

 

solteira depois dos 30

 

Eu ainda tinha eu mesma, eu ali, comigo naquela sala. Mas eu percebi que já tinha um tempo que eu mesma não era o suficiente. Tinha muito tempo que eu tinha me desconectado de mim. Afinal, quem eu era quando não queria ser perfeita pra ele? Quem eu era quando não tinha medo dele notar meus defeitos? Quem eu era quando não estava ansiosa esperando ele atender o telefone ou me ligar?

Eu estava tão envolvida em ser feliz com ele, em fazer ele feliz, que esqueci completamente como era ser feliz comigo. Enquanto eu estava no meio daquele campo de batalha do amor, eu estava tão preocupada em ser, viver pra ele que eu coloquei todas as minhas questões, problemas, inseguranças, medos, desejos, crenças em uma sacolinha no fundo do armário.

Quatro anos depois que esse relacionamento terminou, alguns rolos, namoros curtos, eu me vi novamente em um relacionamento que não fluía, eu estava novamente em um campo de batalha do amor. Jogando toda a minha energia ali, tentando fazer funcionar. Por que eu estava novamente forçando algo que claramente não teria futuro?

Comecei a me perguntar se eu não buscava amor por todas as razões erradas… amor como solução dos meus problemas, amor como sentido pra minha vida, amor como forma de aceitação, amor como forma de validação, amor como fuga, amor pelo medo de ficar sozinha. Eu não deveria estar mais focada em entender questões como: Por que eu repetia padrões? O que essa repetição tinha a dizer sobre mim?

Não me entenda mal, eu acho lindo o amor. Um casal apaixonado, o frio na barriga, o riso solto quando cai a ficha que estamos amando… Mas eu percebi que a nossa BUSCA pelo amor muitas vezes é uma forma de fugir de coisas que não queremos lidar. Uma forma de buscar validações e cumprir o manual da vida perfeita e nem nos damos conta disso, afinal não conseguimos nem lembrar a idade que começamos a sonhar com o príncipe encantado.

A busca pelo amor do outro pode ser muitas vezes a maior distração na nossa jornada de amor próprio o que (olha que louco!) nos deixa ainda mais distante de viver um relacionamento feliz e saudável. Será que não estamos distorcendo o que é o amor? É amor mesmo o que estamos buscando?

A vontade de se conectar, de compartilhar, de amar é humana e todos nós sentimos, mas não estamos enlouquecendo um pouco nessa busca? É saudável achar que ficar sem transar alguns meses é estranho? Que se você está solteira depois dos 30 ficou pra titia? É saudável acreditar que voltar pra casa sozinha e ter que passar a noite – PASMEM – com você mesma é coisa de perdedora?

Ao invés de ficar obcecada se ele respondeu ou não a última mensagem do whatsapp, virar a noite tentando entender o que ele quis dizer com emoji carinha feliz + coração amarelo, perguntando sem parar para sua amiga que namora há anos o que ela fez ou deixou de fazer para ter um relacionamento bem sucedido comparando sua trajetória com a dela, mandando perguntas em caixinha de perguntas para gurus de relacionamento na internet, você não deveria simplesmente ser você, apenas você? Você estará mais perto de fazer conexões reais.

Será que não estamos dando muita importância pro título de solteira depois dos 30? Será que nossa busca está sendo realmente se conectar com alguém fisicamente, emocionalmente, espiritualmente ou será uma forma de fuga de questões que não queremos lidar? Medo da solidão? Antes de amar, não temos que nos conectar com o sentido de amar?

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texto sobre poder feminino