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Complementares à dieta e aos tratamentos cosméticos, vitaminas e nutracêuticos são a bola da vez! Quem nunca ouviu falar dos benefícios do Ômega 3? Multivitamínicos? Ou os “milagres” da biotina e dos probióticos? Mas e aí, funcionam? Quais escolher? O que é importante saber? Vamos desvendar nesse post, tudo que você precisa saber sobre beleza e saúde em cápsulas.

beleza e saúde em cápsulas

Ilustração: Henn Kim 

Nutracêuticos são substâncias que auxiliam em prevenção ou tratamento de doenças. Estão inclusos os suplementos de vitaminas, minerais, fibras, proteínas, aminoácidos, carboidratos e gorduras.

Podemos fazer a seguinte analogia: estes elementos que citei, são tijolos para construção de um lindo castelo (nosso corpo). Conseguimos obtê-los através da alimentação, porém, em caso de insuficiência ou determinadas condições clínicas, necessitamos suplementá-las.

Há mais um grupo que pode ser considerado um nutracêutico: os fitoterápicos. Estes por sua vez, são exclusivamente de fontes vegetais, devido aos seus respectivos princípios ativos que são resultantes de seu metabolismo secundário, ou seja, estes alimentos de origem vegetal, produzem determinadas substâncias para a própria sobrevivência, que para nós exerce determinado efeito, como por exemplo, a curcumina, princípio ativo presente na Curcuma longa (açafrão ou cúrcuma), que possui efeito anti-inflamatório, antioxidante e depurativo em nosso organismo.

É imprescindível que o uso de suplementos seja realizado com orientação nutricional ou médica, pois existem inúmeras contraindicações e em determinadas doses e frequência podem sobrecarregar rins e fígado. Através de exames bioquímicos, o profissional irá determinar a conduta de acordo com a necessidade do paciente. É importante ressaltar que os suplementos não devem substituir determinado(s) alimento(s), e sim complementar.

Diferença entre nutracêutico e alimento funcional: O alimento funcional, assim como diz o nome, é o alimento em sua forma comum, acarretando em determinado efeito fisiológico benéfico, seja de prevenção ou tratamento. Enquanto os nutracêuticos incluem partes isoladas de alimentos, muitas vezes invisíveis a olho nu.

Por exemplo: O alho é um alimento funcional, devido ao fato de um composto chamado alicina em sua composição. A alicina quando suplementada de forma isolada do alho (Allium sativum L.), é considerada um nutracêutico. Em ambos os casos, o efeito deste composto será de fortalecimento do sistema imunológico, redução de colesterol e triglicerídeos e hipertensão de leve a moderada.

Vejamos agora alguns grupos de nutracêuticos que vocês provavelmente já ouviram falar e devem ter muitas dúvidas sobre.

– Ômega 3

Proveniente principalmente da linhaça, chia e peixes gordurosos (como sardinha, anchova, salmão, atum, arenque) possui um potente efeito anti-inflamatório, além de atuar na prevenção e auxílio no tratamento de doenças cardiovasculares, redução de colesterol e triglicerídeos, prevenção contra câncer, diabetes, alívio de sintomas autoimunes e distúrbios neurológicos. Para praticantes de atividade física, reduz o estresse oxidativo durante e após o exercício físico, evitando danos musculares e promovendo uma melhor recuperação do músculo.

– Cálcio:

É um componente imprescindível para construção e manutenção de ossos e dentes, da coagulação sanguínea, da contração muscular, do metabolismo de lipídeos (gorduras), participa da secreção de hormônios e é utilizada no transporte da vitamina B12.

– Vitamina D:

Essa vitamina de uso muito comum na suplementação ortomolecular tem efeito profilático (prevenção) contra osteopenia e osteoporose, além disso, melhora a imunidade e é importante para o funcionamento da tireoide. Também melhora artrite e atua regulando batimentos cardíacos.

– Biotina:

Provavelmente você já ouviu este nome relacionado com o tema da estética. A biotina é uma vitamina que promove crescimento celular, por este motivo é muito usada em tratamentos de cabelo e pele.

– Triptofano:

Este é o aminoácido essencial (ou seja, nosso corpo não é capaz de sintetizá-lo, sendo assim, é obtido apenas através da alimentação) menos abundante nos alimentos. Possui grande atuação no cérebro humano, em sinergia com a vitamina B6, B3 e o magnésio, que são fundamentais para a produção de serotonina, responsável pelos estímulos neurais e atuação no mecanismo do sono. O triptofano pode ser usado em quadros de depressão, insônia e ansiedade.

– Probióticos:

São microrganismos vivos utilizados para o desenvolvimento da flora bacteriana benéfica intestinal.

-Prebióticos:

São oligossacarídeos (tipo de carboidrato) não digeríveis que estimulam o crescimento da flora bacteriana benéfica intestinal, funcionando como alimento para estas bactérias.

-Simbióticos:

Uma combinação de probióticos com prebióticos.

Em uma visão simplificada, os três atuam como agentes que modulam a saúde intestinal. Como o intestino é o principal órgão de absorção dos nutrientes, acabam por influenciar em diversos sistemas corporais, sendo assim, o uso destes elementos podem reduzir colesterol e triglicerídeos (que quando elevados são riscos de doenças cardiovasculares), melhora de sintomas de alergia, redução de risco de câncer de cólon, recuperação mais rápida de deficiências nutricionais, melhora nos quadros de constipação (prisão de ventre) e síndrome do intestino irritável.

– Antioxidantes:

Os principais são vitamina Selênio, C, E, A (carotenoides), licopeno, luteína, zeaxantina, flavonóides. Ajudam a prevenir contra doenças crônicas, como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemia, bronquite, osteoporose, câncer, deficiências neurológicas…).

Qual a importância dos antioxidantes? Nós somos expostos diariamente à diversos fatores que levam ao estresse oxidativo, ou seja, há muitos radicais livres circulando na corrente sanguínea e essa é a principal causa das doenças crônicas e degenerativas. Os fatores aos quais me refiro são: o estresse, alimentos industrializados, tabagismo, poluição ambiental, radiação, produtos químicos e estado de inflamação.

Só pelos dois primeiros que citei, já podemos concluir que devemos ingerir muito antioxidante para neutralizar o estresse oxidativo, concorda? Somos muito expostos ao estresse e a inflamação. Por isso, a alimentação o mais natural, colorida e variada possível, se mostra como melhor saída para evitar a necessidade de medicamentos no futuro.

– Fitoterápicos:

Antiinflamatórios:

Garra do diabo (Harpagophytum procumbens DC. ex Meissn. e H. zeyheri Decne)

Polígala (Polygala senega L.)

Salgueiro branco (Salix alba L. | S. purpurea L. | S. daphnoides Vill. | S. fragilis L.)

Unha de gato (Uncaria tomentosa)

Apoio gastrointestinal:

Alcachofra (Cynara scolymus L.)

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.)

Boldo, Boldo-do-Chile (Peumus boldus Molina)

Camomila (Matricaria recutita L.)

Cardo mariano (Silybum marianum (L.) Gaertn.)

Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss., Maytenus aquifolium Mart.)

Gengibre (Zingiber officinale Roscoe)

Calmante:

Erva-doce, Anis (Pimpinella anisum L.)

Maracujá, Passiflora (Passiflora edulis Sims)

Melissa, Erva-cidreira (Melissa officinalis L.)

Energético:

Ginseng (Panax ginseng C. A. Mey.)

Guaraná (Paullinia cupana Kunth)

Expectorante:

Guaco (Mikania glomerata Spreng., Mikania laevigata Sch. Bip. ex Baker)

Sabugueiro (Sambucus nigra L.)

Outros exemplos de nutracêuticos:

Vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, C, A, E, D, K, Colina, Biotina, Inositol, Cálcio, Fósforo, Magnésio, Ferro, Zinco, Cobre, Fluor, Iodo, Selênico, Manganês, Cromo, Boro, Silício, Molibidênio, Vanádio, Aspartato, Ácido glutâmico, GABA, Glutamina, Arginina, Carnitina, Cisteína, Fenilalanina, Creatina, Glicina, Lisina, Histidina, Metionina, Ornitina, Taurina, Prolina, Serina, Tirosina, Triptofano, L-theanina, Valina, Leucina, Isoleucina, Treonina , Glicosamina, Condroitina….

A lista é extensa e para os mais diversos fins. Se você se interessa em colocar na sua rotina não se esqueça: Suplementos devem ser administrados apenas com orientação do profissional. Existe uma infinidade de nutracêuticos e contraindicações. Por exemplo a alicina, não deve ser suplementada por indivíduos com gastrite aguda e úlceras. Também não é indicada para gestantes, pois aumentam as contrações uterinas. Além disso, interagem com anticoagulantes, hipotensores e hipoglicemiantes.

Conclusão: a individualidade de cada um deve ser levada em consideração antes de suplementar qualquer substância, para que não acabe por gerar desequilíbrio em vez de equilíbrio em novo organismo. Outra coisa importante: Tem hora certa e maneira adequada para tomar os suplementos, de forma que sejam melhores aproveitados pelo organismo e só um profissional pode te fornecer a melhor forma para o seu organismo.

Portanto, antes de rechear sua caixinha de comprimidos com vitaminas e nutracêuticos, conheça seu corpo e suas reais necessidades! Somos indivíduos e precisamos nos conhecer e conhecer nosso organismo para funcionar de forma saudável e feliz!

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Por Daniela Moura:

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