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Insegurança no Trabalho: Quais os principais motivos e como vencê-los

insegurança no trabalho

Antes de falarmos sobre a insegurança no trabalho é importante entendermos o que a insegurança significa. Insegurança é um estado emocional que tem origem no sentimento de inferioridade. E o que a pessoa insegura acredita? Que ela não é boa o suficiente e isso se manifesta na realização de tarefas, na hora de se posicionar ou fazer uma apresentação, por exemplo.

A insegurança no trabalho faz com que a gente acredite que os outros são sempre melhores, mais capacitados e mais preparados que nós. Mas por que será que nunca nos achamos boas o suficiente?

Listamos alguns motivos: 

Síndrome de impostora

 

A Síndrome da Impostora é a autopercepção que uma pessoa tem de si mesma se considerando menos qualificada para uma determinada função, cargo ou desempenho que outros profissionais da mesma área. O estudo sobre esse quadro teve início em 1978 quando duas psicólogas, Pauline Rose e Suzanne Imes começaram a estudar o “fenômeno da impostora“, um estudo sobre mulheres que sofriam de algum tipo de insegurança no trabalho, que apesar de serem reconhecidas em suas profissões, não se sentiam competentes na mesma medida. 

E por que é tão mais comum em nós, mulheres? A revista Science fez um estudo e mostrou que meninas, a partir dos 6 anos, já possuem a sensação de pertencerem a um grupo com menos capacidade. Nesse mesmo estudo, descreveram uma pessoa extremamente inteligente e capacitada para um grupo de meninas e meninos e foi perguntado para eles se essa pessoa descrita era um homem ou uma mulher. A maioria das meninas e dos meninos, responderam que a descrição seria de um homem.

Muitas vezes temos a sensação de ser algo muito pessoal, individual nosso, mas mulheres muito bem sucedidas e reconhecidas como a atriz Kate Winslet, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook e Gabriela Prioli, advogada criminalista e apresentadora de TV já relataram sofrer da síndrome. 

Se tantas mulheres sofrem com essa questão, não seria a síndrome da impostora uma questão de gênero? Uma questão cultural?

Isso fica ainda mais evidente quando pensamos que a síndrome contrária, chamada de “o efeito Dunning-Kruger”, onde indivíduos se sentem muito mais capacitados e preparados do que realmente são é muito mais comum em homens.  

Ter consciência que é algo conectado a forma que a mulher é vista e colocada na sociedade é fundamental para se libertar dessa síndrome, mas sabemos que mesmo com isso em mente, a síndrome de impostora tem consequências individuais já que essa autopercepção gera angústia e alguns sintomas físicos como: dor de cabeça, taquicardia, tensão muscular e desordem nos hábitos alimentares, por exemplo. 

Quais as principais características da síndrome de impostora?

 

  • Nunca se sente pronta ou com conhecimento suficiente
  • Autossabotagem
  • Suas conquistas foram sorte (menospreza o próprio sucesso)

 

Como você pode trabalhar sua síndrome de impostora?

 

  • Aceite elogios, ABSORVA as coisas positivas que falam de você

Quando sofremos de síndrome de impostora temos dificuldade de aceitar elogios e nunca absorvemos como verdade o que foi dito para nós. Quando alguém te elogiar pelo seu trabalho ou competência, agradeça e pare para absorver o que foi dito pra você, trabalhe a ideia de se reconhecer naquele elogio.

  • Anote e relembre suas conquistas

Estamos constantemente pensando no futuro e muitas vezes esquecemos das realizações que vivemos até aqui. Tenha um caderno para anotar suas conquistas. Anote como foi viver cada um dos passos, as dificuldades que superou, como superou, quais seus talentos e habilidades você usou nesse processo. Reler vai te ajudar a se conectar mais com a sua real capacidade, o que aumenta a autoconfiança. 

  • Compartilhe como se sente com alguém de confiança

Compartilhe como você se sente com uma pessoa que você confia e sabe que não vai te julgar. Quando compartilhamos, naturalmente organizamos a mente e alguns medos e inseguranças que estavam gigantes na nossa cabeça, perdem forças.

 

Complexo de inferioridade 

 

O complexo de inferioridade é uma das formas da insegurança se manifestar. Por isso, se conhecer, ser honesta com você, entender as origens e consequências dessa insegurança é fundamental. Entender se é algo que você pode mudar sua mentalidade, ajustando comportamentos e crenças, ou se é algo que você precisa de tratamento clínico.

O complexo de inferioridade aparece quando a pessoa realmente acredita que não tem tanto valor quando se compara a outra pessoa. É uma certeza absoluta e ela tenta provar o tempo todo para outras pessoas que ela não consegue e não é boa o suficiente. Algumas características comuns são:

  • Pensar o tempo todo o que os outros estão pensando de você
  • Deixar de realizar uma tarefa que você tem conhecimento, dizendo que não sabe ou não vai conseguir e passar para outra pessoa.
  • Excesso de medo (chegando a sentir sintomas físicos de medo)

Esses sentimentos podem esconder um grande medo de rejeição, falta de autoaceitação, pessimismo excessivo e culpa. Para encontrar a raiz do problema é importante se fazer perguntas: Quando você começou a se sentir dessa forma? O que ou quem fez com que você se sentisse assim? Qual primeiro passo para se libertar desse sentimento? 

É natural sentir medo e insegurança no trabalho. O problema é que algumas mulheres acabam paralisadas e com isso perdem muitas oportunidades. É clichê, mas é verdade: A maioria das pessoas continua com medo, só que vai com medo mesmo.

Falta de alinhamento entre expectativa e realidade 

 

Aqui podemos falar um pouco sobre propósito, né? Passamos muito tempo acreditando no príncipe encantado que seria a representação dos felizes para sempre (romanticamente falando) e a cada dia que passa, percebo que muitas de nós estamos desencanando dessa ideia nos relacionamentos, mas transferindo para nossas carreiras.

Muitas mulheres acreditam que encontrar o propósito no trabalho é sentir uma felicidade plena com o que faz, uma constante sensação de estar realizada. 

Mas vamos por partes: O que é  propósito de vida? É o que te motiva, o que você entende como sua missão, como você acha que deve se expressar no mundo, algo que faz você se sentir bem.

Você não precisa ver propósito no seu trabalho! Ele pode estar na sua vida familiar, social, hobbies… Tá tudo bem ter um trabalho só para pagar as contas. E mesmo que seu propósito esteja na sua profissão, ainda sim, existirá momentos de tristeza, cansaço, desânimo e questões chatas para resolver.

Lembre-se que a felicidade nem sempre é sobre amar o que se faz, mas fazer com amor o que se faz.

Para terminarmos esse texto, quero colocar aqui um trecho do livro “Indomável” da escritora americana Glennon Doyle (que recomendo demais a leitura se você sofre com insegurança no trabalho).

“Uma vez Oprah Winfrey me disse: Não seja modesta. A Dra. Maya Angelou me ensinou que modéstia é uma afetação adquirida. Você não quer ser modesta, quer ser humilde. A humildade vem de dentro para fora…

…Toda vez que você finge ser menos do que é, rouba a permissão de outras mulheres para existirem completamente. Não confunda modéstia com humildade. Modéstia é uma mentira, uma atuação, uma máscara. A palavra humildade vem do latim, humilitas, que significa “da terra”. Ser humilde, saber quem você é e ter os pés no chão por causa disso. Deixa implícita a responsabilidade de se tornar quem está destinada a ser. De crescer, expandir, florescer por completo, com a força e a grandeza com as quais você foi criada para ter.”

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Conheça o blend Chá de Autoestima

Ervas para o amor próprio Autoestima

As plantas e ervas sempre se conectaram de uma forma especial com as mulheres e podem ser nossas aliadas na jornada de autocuidado e amor próprio.

A mulher está no útero da matriarca camomila, que parece frágil, dócil, mas tem a força que acolhe, cura e dá a luz que clareia as ideias e nos ajuda a rever nossas crenças. A camomila acalma. E não porque te anestesia mas porque te liberta.

A mulher está na fertilidade do Hibisco, uma referência à Ísis, a deusa da fertilidade. E ser fértil é se permitir criar,se reinventar, ser dona de si mesma, ouvir sua intuição. Encontrar seu equilíbrio.

A mulher tá no poder de comunicação, na provocação e na libido da Canela. Aquela que se precisar queimar tudo, queima. Domina, mas também aquece, recebe, dá prazer.

A mulher está no magnetismo da Jasmim, feliz de ser quem é, que faz um mergulho interno em si mesma porque entende que tudo se constrói de dentro pra fora. Jasmim te convida a rever o seu feminino, olhar seu coração, suas emoções, compreender e honrar sua própria história.

A mulher é próspera e estimulante como o cravo, livre do medo de brilhar, com consciência do seu poder de atração, pronta para o sucesso.

Ervas para o amor próprio Autoestima

O que é poder feminino pra você?

O Blend Chá de Autoestima com flores e especiarias foi criado para ser o seu companheiro nos rituais de autocuidado, autoamor e autoconhecimento. Rituais são formas de fortalecer seu vínculo com você mesma. Beber um chá se torna um ritual quando é feito com atenção, intenção e plena entrega. O nosso chá foi desenvolvido com ingredientes para as necessidades físicas, emocionais e energéticas da mulher.

O blend contém:

Camomila:

  • Diminui a ansiedade e a insônia
  • Reduz cólicas menstruais, cólicas intestinais e gases
  • Ação antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória
  • Trabalha curas emocionais e a culpa (estudos da fitoenergética)

Hibisco:

  • Evita a retenção de líquidos
  • Antioxidante
  • Aumenta a produção natural de colágeno, hidrata e cicatriza
  • Trabalha a criatividade, intuição e o equilíbrio emocional (estudos da fitoenergética)

Canela:

  • Termogénica
  • Melhora a circulação sanguínea, reduz o inchaço do corpo
  • Antibacteriana
  • Trabalha a libido e a comunicação (estudos da fitoenergética)

Cravo:

  • Facilita a digestão
  • Combate os radicais livres
  •  Fonte de substâncias importantes para o bem-estar e ânimo
  • Desperta o sentimento de crença em si mesma (estudos da fitoenergética)

Jasmim:

  • Analgésico: Alivia dores de cabeça e musculares
  • Protege a microbiota intestinal
  • Fortalece o sistema imunológico
  • Trabalha o feminino e questões internas (estudos da fitoenergética)

Garanta o seu Chá de Autoestima agora na nossa loja online!

 

*Importante: O blend do Chá de Autoestima é uma infusão de flores e especiarias para o seu bem estar.
NÃO é um medicamento e o nome Chá de Autoestima® se refere a nossa marca de produtos e serviços e NÃO ao efeito do blend.*

Saiba mais em: Termos e Condições 

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Autoconfiança: 5 sinais de que você duvida de si mesma (e como se sentir diferente)

autoconfiança

Como anda a sua autoconfiança? Será que você duvida demais de si mesma? A autoconfiança não é somente uma sensação, é um processo, um exercício fundamental para você se sentir apta a realizar tarefas, perceber e usar suas habilidades e qualidades.

Pra se colocar no mundo, fazer o que acredita, como acredita, para viver com verdade. Autoconfiança não é se achar invencível ou melhor que os outros. Inclusive, duvidar um pouco de si mesma tem até um lado saudável, sabia?

É por isso que você consegue ter a habilidade de ouvir os outros, por exemplo, e de tomar consciência que não está certa em alguma situação. Mas a falta de autoconfiança pode se tornar algo não saudável quando impede que você veja seu valor, qualidades, talentos, ou quando faz com que você não se sinta merecedora e perca oportunidades.

Apesar de autoconfiança ter tudo a ver com autoestima, elas não são sinônimos. Na verdade a autoconfiança pode ser vista como um ingrediente da autoestima. Ter um nível saudável de autoconfiança pode te ajudar a ter sucesso na sua vida pessoal e na profissional.

Quando você acredita em si mesma, se sente mais disposta a se abrir para novas oportunidades e se sentindo mais confiante, automaticamente você está trabalhando sua autoestima. É possível exercitar a autoconfiança, mas antes, você precisa identificar onde o calo aperta.

 

É impossível mudar o que não reconhecemos ou entendemos na totalidade, certo? Então listei 5 sinais de que você duvida demais de si mesma e como você pode exercitar uma mudança:

 

1) Nunca percebe suas características positivas.

Têm dificuldade em ver coisas positivas em você? Está constantemente duvidando da sua capacidade e se autodepreciando? 

Tomar consciência da sua autocrítica excessiva é o primeiro passo. Toda vez que você sentir que está duvidando de você mesma, lembre-se que você pensa os seus pensamentos. E só porque você pensa, não faz disso uma verdade, certo?

Se você não mudar sua forma de pensar, também não conseguirá mudar sua visão de você mesma. Lembre-se sempre que o poder pertence ao pensador e não ao pensamento. Os pensamentos que você constrói em relação a você mesma se tornam afirmações.

Que tipo de afirmações você está  fazendo em relação a você? “Uma reclamação é uma afirmação. A gratidão é uma afirmação. Todo pensamento e toda palavra afirma alguma coisa… Suas afirmações de hoje possibilitam uma nova experiência do amanhã.” – Louise Hay no livro: “A Vida Ama Você”. Pense sobre isso.

 

2) Você tem medo de manifestar sua opinião.

Constantemente você se cala por insegurança, com medo do que os outros vão pensar sobre a sua opinião? Vive engolindo sapo?

Muitas vezes a gente duvida tanto de nós mesmas que criamos verdades absolutas (que só fazem sentido pra gente) e uma delas pode ser acreditar que o que você tem para dizer é irrelevante ou burrice.

Ter medo de manifestar uma opinião também pode estar ligado ao medo excessivo do julgamento alheio. Caso esse seja o seu caso, pense o quanto isso de fato não pode ser uma fobia. Sim, se você tem MUITO medo do que os outros vão pensar sobre você, pode ser alodoxafobia.

Essa fobia prejudica sua vida pessoal e profissional, já que ela faz com que você acredite que está constantemente sendo julgada ou criticada pelos outros. Se você acredita que esse pode ser o seu caso, busque ajuda profissional e não tenha vergonha de acionar sua rede de apoio!

Quando esse medo surgir de forma exagerada, quando você sentir que está impedindo de fazer ou falar algo importante, de sair de uma situação incômoda ou de se posicionar em algo importante, fale com alguém que você confie, goste e que te faça sentir acolhida.

O que essa pessoa pensa sobre o seu pensamento? Falar em voz alta e gravar um áudio para você mesma sobre a sua opinião e questionamento e ouvir algumas vezes também é um ótimo exercício para trabalhar a insegurança em se posicionar.

 

3) Você desiste antes mesmo de tentar.

Sente que falhou antes mesmo de ter começado? Só de pensar no que precisa ser feito, tem certeza que não possui as habilidades necessárias? Não se permite errar? 

Se você desiste antes mesmo de tentar, com certeza acredita que as chances de dar errado são maiores do que as chances de ter sucesso. E isso provavelmente acontece porque você não se sente capaz de realizar algo pela falta de autoconfiança, ou porque não tem real clareza do que quer.

A melhor forma de trabalhar essa insegurança ou falta de clareza é através do autoconhecimento. Quando a gente não se conhece, não conhecemos nossos talentos e habilidades e, por isso, acreditamos que não temos o que precisamos para conquistar nossos sonhos, desejos e objetivos.

Quando não nos conhecemos, facilmente acreditamos que somos o que os outros dizem que somos, que somos o que dá pra ser (geralmente, uma versão bem distorcida da sua real personalidade).

Trabalhar o autoconhecimento é tomar consciência do próprio poder. É fundamental que você conheça suas potências para entender do que realmente é capaz. Mulheres confiantes lidam melhor com erros porque sabem que isso não as define e que erros podem se tornar aprendizados, potencialidades e experiências para seguirem adiante.

 

4) Sempre se compara.

Está constantemente comparando seus pontos fracos com os pontos fortes de outras pessoas?

Quantas vezes, pra se sentir bem, você teve de usar outras como base de comparação? Ou quantas vezes você se comparou a alguém e se sentiu um lixo? Eu consumo dizer que toda vez que você se compara, você perde. Mesmo quando você ganha.

Afinal, você precisou medir o seu valor com o valor de outra pessoa. O que é mais cruel com nós mesmas é que muitas vezes nós comparamos os nossos pontos de melhoria com os pontos fortes de outra pessoa. Isso é justo com você?

Achei interessante trazer um trecho do texto O mundo e suas competições: Quanto mais você se compara, mais longe está de se encontrar: “É importante olhar pro lado pra ajudar, entender e perceber que os outros são diferentes, mas não pra querer ser melhor ou igual a ninguém.

Você não é um grupo, você não é a sociedade, você não é uma família, no fundo, no fundo, você é só você e é legal ser você, porque só você é você e sabe o que é ser você. O quanto você se compara, é inversamente proporcional ao quanto você se sente bem, se conhece e se ama.”

E o mais importante: Entenda que muitas vezes quando você se compara, você está se comparando a uma versão idealizada da pessoa, não a realidade. Geralmente nós focamos nossa atenção apenas em determinados aspectos da pessoa idealizada, o que acaba sendo uma fantasia criada por nossa mente.

Nós olhamos apenas para as características que desejamos e rejeitamos, ignoramos ou realmente não enxergamos aquelas que não consideramos atraentes. Se comparar é um hábito e hábitos podem ser transformados.

 

5) Você é indecisa e influenciável.

Você pensa demais antes de tomar uma decisão, se sente ansiosa para tomar decisões simples? Prefere que outras pessoas decidam por você? 

Para se tornar mais autoconfiante para tomar decisões é importante começar a perceber que toda decisão que você tomar é na verdade uma oportunidade de aprendizado. Pensar dessa forma faz com que a gente sinta menos medo de “tomar a decisão errada”, afinal não existem decisões certas ou erradas quando você escolhe pensar dessa forma. Todo mundo já fez escolhas desfavoráveis e reconhecer isso é aceitar e acolher sua imperfeição, algo fundamental para nosso desenvolvimento.

Acho que o trecho do texto Insegurança e ego, o que uma coisa tem a ver com a outra? pode fazer sentido aqui: “Talvez a insegurança tenha muito a ver com a importância que a gente se dá. É achar que a gente não pode falhar, que temos em nós toda a responsabilidade de fazer tudo dar certo, de ser perfeita, irretocável. É não aceitar que pode não dar certo, que pode não ser tão bom, que alguém pode perceber que você não sabe tudo.

Como se você tivesse obrigação de saber tudo, como se você não precisasse passar por processos que todo mundo passa. É achar sempre que todos os olhos estão te observando, te julgando, esperando o momento em que você erre para apontar o quanto você não é tão boa assim. Pergunta dura mas que vale ser feita: O quanto sua insegurança pode estar na verdade ligada com um ego infladíssimo? Ou até mesmo com uma necessidade enorme de atenção?”

Saiba que mesmo quando você não decide está decidindo, afinal a indecisão também é uma decisão. Algo vai acontecer se você escolher tomar uma atitude ou não. Ou seja: Não tomar uma decisão é a mesma coisa que tomar uma decisão.

E se você tá pensando: “Ufa! então não preciso me decidir!” Entenda que quando você não toma suas próprias decisões, você perde o controle da sua própria vida e das suas escolhas. E isso tem a ver com autorresponsabilidade e exercitar a autorresponsabilidade é exercitar a autoestima. Pense sobre isso.

Muita coisa fez sentido pra você? Percebeu que precisa mesmo trabalhar sua autoconfiança? Montei uma série de exercícios para você trabalhar suas inseguranças e medos. Estão disponíveis no nosso grupo do Telegram!

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Sobre poder feminino

poder feminino

Essa última semana não foi nada fácil pra mim e diante de tantos pensamentos conturbados acabei pensando muito sobre relações de poder e em especial sobre poder feminino.

Como eu disse, tive uma semana esquisitíssima, não conseguia me sentir disposta para colocar em prática nada que eu tinha planejado. Estava no deadline e não conseguia trabalhar, também não conseguia estudar, nem responder os e-mails, muito menos separar os documentos para o imposto de renda.

Então eu tentei relaxar. Assistir uma série, talvez? Terminar o livro que estou lendo? Dormir de tarde?Faxinar? Todas as opções não me pareciam boas opções porque elas só me lembravam do que eu deveria estar fazendo e não estava.

Cozinhar era a única coisa que eu conseguia fazer sem me sentir mal afinal, eu tinha que me alimentar. Mesmo assim… Se eu demorasse muito preparando a comida, já me culpava por não ter pensando em algo mais prático, rápido para fazer.

 

poder feminino

 

E você pode estar lendo isso e pensando: “é ansiedade”. E sim, é ansiedade. Sou diagnosticada com TAG (transtorno de ansiedade generalizada) o que significa que o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos reais e além disso, estamos vivendo uma pandemia em um governo desgovernado, o que vamos combinar? Não deixa ninguém mais tranquilo.

Mas a ansiedade não é exatamente o foco desse texto. E sim o que talvez cause essa estranha sensação de estar sempre perdendo tempo, que eu poderia fazer mais, ser mais, ser mais prática, rápida, melhor, estar sempre em movimento, em busca de… poder.

Colocamos todos os dias na nossa lista de afazeres tarefas que fazemos praticamente no automático, todos os dias, como se fossemos uma máquina, que funcionasse sempre da mesma forma todas as vezes que ligamos na tomada. E eu sei, que você mulher, assim como eu, tem dias que se sente inspirada para produzir, dias que prefere refletir, dias que quer explorar, dias que quer se recolher…

Isso porque somos cíclicas como a lua. Mas somos obrigadas a funcionar como o sol, energia masculina, sempre em movimento e em ação, apenas reproduzindo todos os dias o mesmo movimento. Se esse papo tá místico demais pra você, ok, vamos falar cientificamente: Os hormônios femininos por exemplo, sofrem variações constantes durante o dia. Alguns fatores que alteram a quantidade de hormônios femininos por exemplo são a hora do dia, o ciclo menstrual, menopausa, medicamentos, estresse, fatores emocionais, sem falar na gravidez. Já nos homens, os hormônios seguem praticamente da mesma forma durante toda a fase adulta.

É inquestionável que vivemos em uma sociedade construída pelos homens. Tudo que nos é “vendido” sobre ser produtiva, vencedora, ser ativa é masculino porque a construção social que vivemos é masculina. Nós nos desconectamos com a forma que realmente pensamos, produzimos e funcionamos muito antes das nossas bisavós nascerem.

No fundo, sentimos que não queremos produzir assim, que não é essa a forma que gostaríamos de nos expressar, de viver, de trabalhar, não é como gostaríamos de ver o mundo funcionar, mas esse é o único jeito que a gente conhece. O jeito dos homens que passou a ser somente o jeito certo.

Sentimos um incômodo que não passa, independe de estarmos cumprindo ou não, nossa lista de tarefas, se a semana foi produtiva ou não, seguimos enraizando mais ainda o jeito masculino de fazer as coisas, reproduzindo algo que não nos pertence.

Nossa energia feminina está em desequilíbrio há tanto tempo que é preciso reconhecer que nós mesmas não a conhecemos, não a vivemos. Tudo que temos é uma coisinha dentro de nós, uma semente que podemos chamar de intuição que tenta nos avisar diversas vezes que como todo o sistema funciona, não é a forma que queremos viver.

Mas isso não tem a ver com “pegar”o poder para nós, não é uma disputa por ele. Nós, mulheres, precisamos compreender que a questão não é sobre quem está no poder e sim, a importância de mudar a natureza do poder que se estabeleceu na nossa sociedade.

Como Starhawk, uma escritora americana disse no seu livro “Truth or Dare”. Existe o “poder sobre” que está relacionado com dominação e controle e o “poder de dentro” que despertam nossas habilidades e potencialidades profundas. O “poder sobre” trabalha como uma pirâmide, enquanto o poder de dentro, como um grande círculo, sempre disposto a expandir.

Sem perceber, justamente por termos sido nascidas e criadas dentro desse sistema de “poder sobre”, assim como nossas mães, nossas avós, nossas bisavós (e a lista poderia seguir mais longe) nós o reproduzimos e chamamos isso de independência, autonomia, profissionalismo, sucesso…

Competimos mesmo fazendo textão de empoderamento, vemos as outras como competidoras mesmo quando sabemos que podemos aprender e ensinar umas com as outras, falamos sobre autoestima, duvidando da nossa capacidade e nos odiando em frente ao espelho. Nos sentimos constantemente frustradas, porque estabelecemos um ritmo para nós que não é nosso.

Seguimos apoiando uma fórmula que não funciona pra gente e usando apenas a liberdade que nos foi dada, que nos foi permitida, porque verdade seja dita? Dentro da sociedade que nascemos e conhecemos, não fomos nós que conquistamos. Em alguns momentos da história, foi interessante pro sistema que ganhássemos pequenas liberdades. Até quando? Pra quais de nós? A que custo?

Ainda temos muito o que entender sobre nós mesmas. Inclusive a forma que produzimos, criamos, realizamos, existimos e se o que fazemos com “essa tal liberdade” realmente nos liberta ou estamos somente fortalecendo algo que no fundo, no fundo (nem tão no fundo assim) nos limita.

Afinal, nós fomos e somos reprimidas, estereotipadas, inferiorizadas e desacreditadas. A história da mulher na nossa sociedade é uma história de renuncias e tudo isso está enraizado no nosso subconsciente, na nossa criação e na forma que a sociedade funciona.

É nosso papel buscar o equilíbrio dessas forças. O primeiro passo é conhecer e reconhecer a nossa energia. Chegou o momento, mulheres, de recuperamos a consciência das nossas potencialidades e conhecer de verdade, nosso poder, o verdadeiro poder feminino.