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Como ouvir os sinais do seu corpo e se reconectar com ele em tempos de isolamento social

ouvir os sinais do seu corpo

Você já pensou em ouvir os sinais do seu corpo? O corpo fala, diariamente, nos transmitindo sinais e mostrando que hábitos e atitudes não estão nos fazendo bem. Ele manifesta isso em forma de resfriados, dores de cabeça, insônia, irritabilidade e muitas outras coisas.

A erotização do corpo feminino feita pelo patriarcado e a nossa rotina corrida, são um dos grandes responsáveis pela nossa falta de conexão com ele.

Nosso corpo é uma geometria sagrada mas nossa relação com ele acaba se baseando se o achamos atraente ou não, jovem ou não, bonito ou não. Mesmo você não percebendo, nosso corpo fala de forma não verbal e se conectar com ele de uma forma mais orgânica é a oportunidade de construir um olhar mais amoroso e respeitoso para você mesma.

Em tempos de isolamento social, temos a oportunidade de vivenciar e estar presente com nosso corpo como nunca antes. E agora que você não precisa mais se preocupar tanto se vai estar sexy no primeiro encontro, se aquela roupa te favoreceu… o seu olhar de julgamento naturalmente, diminuiu.

Não é o momento perfeito de se criar uma conexão e ressignificar a relação com o seu corpo? Você consegue ouvi-lo? Que tal exercitar uma nova forma de se relacionar com ele com mais respeito e amor?

Existe um exercício simples para essa conexão: basta você estar em um lugar confortável ou até mesmo no banho, já que esse é um momento que permite relaxar corpo e mente. Aproveite para sentir de forma consciente cada parte do seu corpo, se dê carinho e diga palavras de acolhimento: “Eu me perdoo, eu me aceito, eu me amo”.

Mesmo que pareça forçado no início, não menospreze o poder da palavra. Foque no seu chakra cardíaco, localizado na altura dos seios, perto do coração. Ele é o portal de nutrição e acolhimento, projetando sentimentos de força, confiança e liberdade, o centro do controle das emoções. Quando está em desequilíbrio, pode gerar baixa autoestima, depressão e ansiedade.

Para fazer essa prática, seja no banho ou não, é legal ter um óleo, algo que facilite o deslizar das mãos para massagear. Fica a sugestão: Você pode usar para esse momento óleo essencial de lavanda, bergamota ou alecrim. O óleo essencial de bergamota, segundo a aromacologia – estudo da influência dos odores no comportamento humano e nos nossos sentimentos e emoções –  ameniza a culpa, autocrítica, fortalece a autoestima e autoimagem.

A lavanda é conciliadora, trabalha a insegurança, carência afetiva e insônia. Já o alecrim, restaura nossa energia vital e trabalha oscilações de humor, angustia e irritabilidade.

Para usar o óleo essencial no seu corpo você precisa misturar com óleo vegetal: Coco, amêndoas, andiroba, entre outros. O uso do óleo essencial não diluído em óleo vegetal pode provocar sensibilização na pele! A mistura é simples, só colocar 3 gotas do óleo essencial escolhido em 1 colher de sopa de óleo vegetal e fazer sua auto massagem.

Respire fundo e relaxe. Ao começar, sinta o calor que ele te traz e a nutrição que vai sendo liberada. Com esse gesto simples e diário as memórias e couraças registradas no seu corpo vão sendo ativadas e liberadas.

Esse exercício é ótimo para que você se sinta nutrida e libere tensões acumuladas. Durante o processo é importante você prestar atenção em como o seu corpo reage, como a sua respiração fica. Pronta pra ouvir os sinais do seu corpo? O que ele quer te contar?

É um momento de conexão e reencontro com você e a sua essência. Aproveite.

— ♥ —

Texto por Letícia Rodrigues

Terapeuta, ginecologista natural, em formação de psicanálise e linguagem do corpo. Criadora do @mulheresdlua, em que trabalha a essência, reestruturação e patologias femininas através de técnicas milenares, por meio de atendimentos e grupos terapêuticos.

 

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Positividade e influência: Somos todos agentes de mudanças

Positividade e influência

Senti vontade de falar com vocês um pouquinho sobre positividade e influência. Existem tantas coisas a serem analisadas nessas questões e que muitas vezes se perdem em discursos prontos ou vazios. Vamos começar falando de positividade e a tal da gratidão?

O que significa energeticamente falando, vibrar positivamente em uma situação? Pensar positivo significa passar por situações difíceis, dolorosas e desafiadoras da forma mais resiliente possível. Percebendo quais os aprendizados você pode tirar daquela situação, qual o seu papel naquela situação, como você pode de forma ativa fazer a diferença naquela situação.

Ser positiva é acreditar no seu poder e no poder do mundo de transformação e superação. É entender que existe o caos, mas não entregar sua força energética e mental para o caos, porque isso seria paralisador e potencializaria sentimentos e ações não construtivas para você e pra o mundo.

Sabe aquele meme da turma da Mônica, deles correndo em círculos gritando “O que tá acontecendo? Eu não sei, eu não sei!!”, aquilo é basicamente entregar sua mente ao caos. Se manter positiva, vibrar luz e amor não tem a ver com fingir que o caos não existe. Tem a ver com perceber qual o seu papel dentro do caos, como você pode ser agente de mudança, qual a sua força, voz e capacidade para reverter, melhorar aquele cenário ou simplesmente não piorar.

O problema é que muita gente hoje em dia, usa a positividade e a gratidão como escudo para se manter alienado e centrado em seu próprio umbigo. E essa positividade de fachada, que gera alienação, tem muito mais a ver com egoísmo, irresponsabilidade, medo e covardia do que com positividade, amor e gratidão.

Não ler as notícias, fingir que nada tá acontecendo, dizer que tudo é lindo é ignorar o caos como parte fundamental da bonança. Em tempos difíceis ser positivo e vibrar amor tem a ver com ser responsável: Qual o meu papel nesse momento? Como eu posso fazer a diferença? Quais as ferramentas que eu possuo para interferir de forma ativa e positiva nessa situação? Como eu posso usar a minha influência de forma realmente positiva e construtiva nesse cenário?

E aí chegamos no tema influência… e claro, influenciadores. Vamos lembrar que influenciador não é algo que você pode se autodenominar. Quem determina quem e o que influencia a sua vida é você mesmo. Se algo ou alguém tem relevância, status e importância, pessoas colocaram esse indivíduo nessa posição.

Alguém não, milhares de pessoas. E por que? Qual a reflexão podemos tirar disso? Será que a forma da gente repensar influência é tornando pessoas que não concordamos com o posicionamento ainda mais relevantes? É dando engajamento? É tornando seu nome conhecido? (lembrem-se do fale mal, mas falem de mim). Ou chegou o momento de revermos para quem NÓS damos palco e por quê?

Por que os perfis que mais fazem sucesso e possuem maior relevância são os que vendem uma vida plastificada? Por que as pessoas que tem maiores números de seguidores são pessoas ególatras? Acho válido aqui também fazer uma outra reflexão…

Pessoalmente, não vejo problemática somente nos perfis #gratidão, não. Por que as pessoas gostam de seguir perfis que destilam intrigas e polêmicas? Ou outras que até falam de questões importantes e relevantes, mas abordam os temas de forma tão soberba e agressiva?

Muitos influenciadores cresceram vendendo uma vida dos sonhos e falsa positividade, outros, cresceram fazendo você acreditar que odiá-los é o caminho e, muitos outros, vivem do conteúdo gerado de ver o circo pegar fogo. Por que esses perfis são os mais seguidos?

Será que os nossos grandes influencers não são um reflexo de nós? Será que queremos mesmo conteúdos de qualidade ou no fundo gostamos desse ambiente que alimenta nossa raiva, nosso ego, nossa ideia de superioridade toda vez que alguém é cancelado?

Eu não tenho as respostas, mas queria convidar vocês para pensar sobre isso. Somos todos influenciados e influenciadores de alguma forma. O que você está fazendo hoje para agir positivamente e de forma construtiva nessa pandemia?

O que você tem feito hoje para construir redes sociais mais saudáveis para todos nós? Onde você tem colocado sua energia e seu foco, sua admiração, seu like, seu compartilhamento? Qual conteúdo você manda para suas amigas no WhatsApp? Para o que você dá voz? Quais sentimentos você anda alimentando na internet e fora dela?

Não se esqueça: Nós não somos espectadores. Somos todos agentes de mudanças.

 

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Despertar espiritual: como a pandemia tem afetado nossa fé

despertar espiritual

Muitas questões, dúvidas e incertezas pairam no ar nesse momento. “O mundo vai mudar completamente”, “o modo de vida que conhecemos hoje não será mais o mesmo” e outras frases como essas estão pipocando por aí. E tentar decifrar o que isso quer dizer, só causa ansiedade e angústia. Será que estamos passando por uma espécie de despertar espiritual coletivo?

Claro que o mundo vai mudar, já mudou! Quando você imaginou, de verdade, viver uma pandemia? Pensou ser possível fazer isolamento social (essa expressão algum dia chegou a passar pela sua cabeça?). Já mudou, nossa ressocialização vai ser lenta, a forma que consumimos cultura, por exemplo, não será mais a mesma (ninguém vai sair de um isolamento direto pra um show lotado).

A forma como estamos olhando pro outro, principalmente os que estão passando mais dificuldade, é outra. Aliás, o consumo é o grande “x” da questão quando a gente pensa na grande mudança.

Mesmo que não seja a maioria pensando assim, não podemos negar que colocou as coisas em perspectiva até pros mais céticos e digamos, “desumanos”. Todo mundo tá sendo impactado no seu modo de vida de alguma forma. E isso coloca as coisas em perspectiva sim.

Mas sabemos também que temos um enorme poder de resiliência e dependendo do real impacto desse novo vírus, tudo pode voltar ao “normal”, à velha exploração de antes.

Mas eu não vim aqui pra falar dessa mudança. Não vim falar de consumo, de capitalismo. Vim falar de sentimento, de consciência. Muitas previsões de pessoas espiritualizadas, de numerólogos, de médiuns, já nos avisavam sobre esse evento. Na verdade, sobre esse conjunto de eventos. Alguns dizem que isso é só o começo, que serão dois longos anos de muitos desafios pela frente.

E é disso que eu quero conversar. Independente do que você acredita, tem alguma coisa, alguma coceirinha, uma pulga atrás da orelha te fazendo pensar minimamente por esse lado? Pelo lado da natureza das coisas? Vocês acham que seguimos um caminho natural até chegar aqui? Vocês acham que é sustentável tamanha exploração da Terra, dos animais e de próprios humanos? Eu não acho.

E o que eu tenho observado é que muita gente está passando por um “despertar” nesse momento. Algumas pessoas já sentiram isso até antes um pouco do caos de fato começar, lá no final do ano passado. Pode parecer oportunismo essa nova consciência espiritual, mas me diz aí, tem momento mais oportuno que esse pra gente colocar a mão na consciência? Porque não encararmos isso como uma chance de sermos melhores de verdade?

Eu não vim trazer nenhuma solução. Eu não tenho entendimento de nada disso, eu não acredito em líderes espirituais. Mas eu acredito em consciência e em intuição e isso TODO MUNDO tem. A gente só tá mega desconectado mesmo.

Então é isso, eu queria falar de sentimento, lembra? Os papos sobre produtividade, procrastinação, ansiedade, angústias são super importantes nesse momento. Até porque são eles que podem nos levar ao nível de despertar, de abrir os olhos, de rever prioridades. A gente literalmente precisa se adaptar na vida prática (que não parou, né!). Mas também temos que admitir que ganhamos o que a gente mais sentia falta e que custava caríssimo: tempo.

E eu tô muito a fim de usar esse tempo pra expandir a minha consciência, pra elevar a vibração, pra pensar na chatíssima hashtag “gratidão”, pra bater mais papos sinceros com meu anjo da guarda e pra isso eu preciso ouvir a minha intuição. Que sempre esteve aqui, mas talvez silenciada.

Como a gente sempre disse: não existe autoestima sem autoconhecimento. Somos seres muito privilegiados e estamos usando nossos super poderes de forma errada. Não precisa crer em um Deus pra perceber isso. Tudo ainda está muito no começo e a gente não tem a menor ideia do que esperar, mas uma coisa é certa: olhar pra dentro, se fortalecer energeticamente, exercitar empatia e compaixão são coisas que nunca vão te fazer mal algum.

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Produtividade x Inércia durante a pandemia: Quando tá mesmo tudo bem?

produtividade e inércia

Desde que começamos a viver o isolamento social existe uma discussão que está por todos os lados: Produtividade x inércia durante a pandemia. No meio disso tudo, vários tweets emoldurados circulando nas redes sociais com frases feitas dizendo que seja qual for seu comportamento agora, “tá tudo bem”.

Mas tá tudo bem mesmo?

Vamos falar um pouco sobre autoestima: Amor próprio, se amar e se aceitar, não significa ignorar hábitos e comportamentos que nos fazem mal e que atrasam o seu crescimento e autoconhecimento. Por isso é importante antes de dizer para você mesma que “tá tudo bem” qualquer tipo de comportamento que você esteja tendo,  se observar.

Por um lado, estamos sendo estimuladas a fazer cursos, cozinhar, fazer exercícios físicos, arrumar a casa, aprender um novo idioma… e por outro, passar o dia de pijama, comendo sorvete e vendo netflix. Seja qual for sua escolha no momento é importante perceber o motivo real delas.

Esse “bem” pode facilmente se tornar uma mentira que você está contando para você mesma, para não lidar de verdade com seus sentimentos durante essa fase. Será que essa vontade louca de se manter sempre produtiva não é uma fuga para não encarar como você realmente se sente nesse momento? Ou apenas um desespero porque você não para de se comparar com a sua amiga que está fazendo yoga, aulas online e meditação e não ser dessa forma faz com que você se sinta perdedora?

Será que não fica horas na Netflix porque é o único jeito que você consegue fingir que não está ansiosa? Quanto tempo você vai segurar até a bomba explodir e você ter uma crise de ansiedade, choro ou até estafa nesse momento?

O “tá tudo bem” é saudável para nossa mente e para o nosso corpo quando ele vem de um lugar de verdade e não quando é algo para você tapar o sol com a peneira. É muito importante para a nossa saúde mental estar em contato de verdade com os nossos sentimentos, razões e decisões. Caso ao contrário, podemos agravar comportamentos destrutivos, prejudicando a longo prazo, a nossa saúde física e emocional.

Aceitar somente o “tá tudo bem” sem buscar a origem dos seus comportamentos e sem ficar realmente consciente e em paz com as suas escolhas, trazem uma falsa sensação de satisfação momentânea, mas em médio e longo prazo, geram uma sensação de descontrole, crises de pânico e um processo doloroso de culpa.

Estamos todas atravessando uma fase desafiadora e inédita para a maioria de nós. E é normal estar se sentindo confusa, perdida e angustiada. Tá tudo bem sim, ser produtiva ou não. Perceba apenas se essas escolhas são realmente suas e se estão realmente te fazendo bem ou agravando algum quadro de autopunição, autossabotagem ou falta de autoaceitação.

Permitir ouvir seus pensamentos, emoções e sensações fará com que de fato, suas escolhas te deixem o mais tranquila e resiliente possível para atravessar esse momento.

Quer encontrar de verdade o seu “tá tudo bem”? Segue algumas dicas:

Cuidado com as opiniões alheias e comparações:

Uma das primeiras atitudes que você deve tomar para entender o que realmente vai te fazer bem agora é parar de ouvir a opinião dos outros ou de se comparar. Muitas das nossas decisões são tomadas por  “pressão social” ou por repetição, para se sentir parte de um grupo, de um movimento. O que você de fato quer agora? Como passar por esse momento sem se machucar ou despertar gatilhos ruins? É muito diferente do que os outros pensam e falam? Não tem problema! O importante aqui é se ouvir e não contar mentirinhas para você mesma.

Pratique o autoconhecimento

Quando nos conhecemos bem, sabemos das nossas forças, limitações e o que realmente nos importa. Quando a gente se conhece conseguimos lidar com momentos de frustração e tristeza, pois entendemos que tudo é temporário e parte do nosso crescimento e aprendizado.

O autoconhecimento nos ajuda a encontrar pequenas felicidades mesmo no meio do caos e é fator decisivo na hora de definir o que lhe faz mal e o que colabora para você passar por momentos desafiadores.

Como trabalhar o autoconhecimento? Escreva para você mesma, uma carta sobre como você está se sentindo no momento, onde você busca conforto e por que. Desabafe, se entregue ao momento, permita sentir suas emoções.

Se faça perguntas e se responda de forma honesta

  • O que atrai meu interesse nesse momento? O que eu gostaria de fazer?
  • Quais são os problemas que eu considero mais preocupantes durante esse momento no mundo
  • Posso ajudar de alguma forma a sociedade/humanidade agora? Eu gostaria de fazer isso? Como?
  • Como juntar as coisas que me fazem bem e me dão conforto e alegria nesse momento?
  • Sinto vontade de me dedicar a algo agora? Se sim, o quê? Por quê?
  • Tenho descontado minha tristeza, angústia ou medo em algo? Isso está me fazendo bem ou me deixando mais triste e culpada? Como posso mudar esse comportamento?

Essas são somente algumas sugestões de perguntas! Se entregue ao processo e você perceberá quantas respostas você mesmo carrega em você para atravessar esse momento.

Vamos passar por isso! Lembrem-se: Tudo é temporário e isso também, vai passar. Se puder, FIQUE EM CASA!