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Michael Jackson e a moda

Era madrugada e eu não conseguia dormir. Pensava em mil looks, várias peças que queria ter no meu guarda roupa, na minha wishlist e em como eu estava obcecada por aquilo. Fazia tempo que não me sentia assim, apaixonada pela moda… fazia tempos que tínhamos uma relação estável de amor. Querendo consumi-la desesperadamente, assumindo a fashion victim que mora dentro de cada uma de nós.

No meio daquele pensamento “fútil” tentei filosofar; e como acontece quando estamos pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo, do shopping cheguei a Michael Jackson. Que a moda agora vai (e já está) consumindo Michael até a última ponta, como diria D2, (olha o que dá pensar na madruga…).

O interessante é perceber que a moda parece que previu que Michael por algum motivo iria entrar na moda.

michael-jackson

Antes de Michael morrer, a Balmain já estava mostrando seus blazers e ombros; e já estávamos vendo nas passarelas internacionais e nacionais lantejoulas, casacos militares, silhuetas magras, ombros exagerados, zíperes, oxford shoes, t-shirts básicas com gola V, chapéus, tachinhas e casacos de couro. Até mesmo a volta fashion das tees com estampas como personagens da Disney e frases engraçadas nos lembra Michael com sua mania de Peter Pan. Era alguma forma muito louca de MJ “sem querer”  deixar seu legado.

A moda faz agora uma mistura do exagero fashion do 80’s com a elegância e simplicidade dos 90’s.

E dentro ainda da minha viagem da madrugada (mesmo já sendo de manhã) achamos o equlíbrio da força. (Star Wars é vício gente, sorry). Depois que a morte de Michael virou fato, não previsão, várias revistas começaram a fazer editorias bem legais com ele como tema, babei nessas fotos da revista Grazzi:

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Na verdade esse post que passou do shopping para uma galáxia muito, muito distante, é só para celebrar. A moda e Michael.

Arriba, abajo, al centro e adentro!

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Garotas dos anos 60

Por Clarissa Justino:

Nos anos 60 muita coisa mudou. O homem chegou ao espaço pela primeira vez, a TV em cores chegou ao Brasil e a ditadura foi instaurada…

Ao mesmo tempo, a moda também mudava, ao som de muito Beatles e Rolling Stones! O mundo da moda se rendeu aos encantos da minissaia. Juntamente com ela, as botas de cano longo, os vestidos tubinho e trapézio e as estampas futuristas e coloridas marcaram a época.

Mas… nada disso seria possível sem as modelos, que mostraram esse estilo ao mundo. Aqui vamos relembrar 5 das musas que são a cara dessa década.

Um dos rostos mais característicos da década, os olhos marcantes e realçados com muito rímel e cílios postiços são copiados até hoje.

Inaugurou o padrão das modelos magérrimas, por se contrapor ao padrão de mulheres curvilíneas como as dos anos 50.

Deixou de modelar para se dedicar à carreira de atriz e cantora. Participou de espetáculos da Broadway, e gravou vários discos.

Atualmente é jurada do America’s next top model.

Participou de filmes como o clássico Blow-Up, de 1966, e recentemente de 007- Casino Royale.

Foi casada com o fotógrafo e artista plástico alemão Holger Trueltzsch, a ‘body-painting’ se tornou uma obsessão do casal, tornando-a um ícone da pintura do corpo e do rosto.

Nascida Vera Gottliebe Anna Von Lehndorff- Steinort, criou uma personagem chamada Veruschka e se dizia russa (na verdade era alemã) para conseguir mais trabalhos. É frequentemente citada como “a primeira supermodelo que o mundo viu”.

Se inspirou em Ursula Andress, Brigitte Bardot e Greta Garbo, mas se achou mesmo foi na body-painting. Citação: “I was always being different types of women. I copied Ursula Andress, Brigitte Bardot, Greta Garbo. Then I got bored so I painted myself as an animal.”

Já modelando estreou sua carreira de atriz no filme “A Hard Day’s Night”,

Reza a lenda que durante as filmagens desse filme algumas garotas se aproximaram dos Beatles para pedirem autógrafos. George Harrison assinou um beijo para cada uma delas e sete para Pattie.

Pattie já foi casada com George Harrison e Eric Clapton e foi eternizada por eles em canções que estão entre as mais belas músicas de amor de todos os tempos. Entre elas: “Something” e “Layla”. Também flertou com John Lennon, Mick Jagger e com Ronnie Wood dos Rolling Stones.

Em 2007 lançou sua autobiografia “Wonderful Tonight”. O título é o nome de uma das inúmeras músicas que Clapton escreveu para ela. Foi escrita em alguns minutos enquanto ele esperava que Pattie se arrumasse para uma festa e comentava o quanto ela era maravilhosa.

Sem tecido suficiente para fazer um vestido acabou fazendo uma saia branca com a qual desembarcou na Austrália, a saia era curta demais para os padrões da época. Acabou sendo eleita a “rainha da saia curta”. Na ocasião, ao contrário das outras mulheres presentes, Jean não usava chapéu nem luva. Mas usava um relógio masculino, na época algo muito vulgar para uma mulher.

Segundo o escritor e ilustrador Claude Forest, Jean era a única mulher capaz de interpretar sua sensual personagem de quadrinhos adultos, ‘Barbarella’, nos cinemas. Após ler algumas edições da revista em quadrinhos Jean Shrimpton desistiu de encarnar a personagem. O papel ficou para Jane Fonda e acabou transformando-a em símbolo sexual da época.

Nascida na Alemanha, Christa Päffgen foi apelidada de Nico, que é um anagrama da palavra ícone (icon). Além de modelo também foi cantora, compositora e atriz. Se tornou vocalista do grupo ‘Velvet Underground’ após Andy Warhol se tornar empresário do grupo e lhe fazer a proposta.

Teve um filho com o ator francês Alain Delon, que sempre negou a paternidade. Entre seus relacionamentos amorosos encontram-se vários músicos famosos como: Jim Morrison, Brian Jones, Bob Dylan e Iggy Pop.

É a única modelo citada nessa lista que já faleceu. Nico morreu em 1988 devido à um ataque cardíaco.