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Antes de falarmos sobre a insegurança no trabalho é importante entendermos o que a insegurança significa. Insegurança é um estado emocional que tem origem no sentimento de inferioridade. E o que a pessoa insegura acredita? Que ela não é boa o suficiente e isso se manifesta na realização de tarefas, na hora de se posicionar ou fazer uma apresentação, por exemplo.

A insegurança no trabalho faz com que a gente acredite que os outros são sempre melhores, mais capacitados e mais preparados que nós. Mas por que será que nunca nos achamos boas o suficiente?

Listamos alguns motivos: 

Síndrome de impostora

 

A Síndrome da Impostora é a autopercepção que uma pessoa tem de si mesma se considerando menos qualificada para uma determinada função, cargo ou desempenho que outros profissionais da mesma área. O estudo sobre esse quadro teve início em 1978 quando duas psicólogas, Pauline Rose e Suzanne Imes começaram a estudar o “fenômeno da impostora“, um estudo sobre mulheres que sofriam de algum tipo de insegurança no trabalho, que apesar de serem reconhecidas em suas profissões, não se sentiam competentes na mesma medida. 

E por que é tão mais comum em nós, mulheres? A revista Science fez um estudo e mostrou que meninas, a partir dos 6 anos, já possuem a sensação de pertencerem a um grupo com menos capacidade. Nesse mesmo estudo, descreveram uma pessoa extremamente inteligente e capacitada para um grupo de meninas e meninos e foi perguntado para eles se essa pessoa descrita era um homem ou uma mulher. A maioria das meninas e dos meninos, responderam que a descrição seria de um homem.

Muitas vezes temos a sensação de ser algo muito pessoal, individual nosso, mas mulheres muito bem sucedidas e reconhecidas como a atriz Kate Winslet, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook e Gabriela Prioli, advogada criminalista e apresentadora de TV já relataram sofrer da síndrome. 

Se tantas mulheres sofrem com essa questão, não seria a síndrome da impostora uma questão de gênero? Uma questão cultural?

Isso fica ainda mais evidente quando pensamos que a síndrome contrária, chamada de “o efeito Dunning-Kruger”, onde indivíduos se sentem muito mais capacitados e preparados do que realmente são é muito mais comum em homens.  

Ter consciência que é algo conectado a forma que a mulher é vista e colocada na sociedade é fundamental para se libertar dessa síndrome, mas sabemos que mesmo com isso em mente, a síndrome de impostora tem consequências individuais já que essa autopercepção gera angústia e alguns sintomas físicos como: dor de cabeça, taquicardia, tensão muscular e desordem nos hábitos alimentares, por exemplo. 

Quais as principais características da síndrome de impostora?

 

  • Nunca se sente pronta ou com conhecimento suficiente
  • Autossabotagem
  • Suas conquistas foram sorte (menospreza o próprio sucesso)

 

Como você pode trabalhar sua síndrome de impostora?

 

  • Aceite elogios, ABSORVA as coisas positivas que falam de você

Quando sofremos de síndrome de impostora temos dificuldade de aceitar elogios e nunca absorvemos como verdade o que foi dito para nós. Quando alguém te elogiar pelo seu trabalho ou competência, agradeça e pare para absorver o que foi dito pra você, trabalhe a ideia de se reconhecer naquele elogio.

  • Anote e relembre suas conquistas

Estamos constantemente pensando no futuro e muitas vezes esquecemos das realizações que vivemos até aqui. Tenha um caderno para anotar suas conquistas. Anote como foi viver cada um dos passos, as dificuldades que superou, como superou, quais seus talentos e habilidades você usou nesse processo. Reler vai te ajudar a se conectar mais com a sua real capacidade, o que aumenta a autoconfiança. 

  • Compartilhe como se sente com alguém de confiança

Compartilhe como você se sente com uma pessoa que você confia e sabe que não vai te julgar. Quando compartilhamos, naturalmente organizamos a mente e alguns medos e inseguranças que estavam gigantes na nossa cabeça, perdem forças.

 

Complexo de inferioridade 

 

O complexo de inferioridade é uma das formas da insegurança se manifestar. Por isso, se conhecer, ser honesta com você, entender as origens e consequências dessa insegurança é fundamental. Entender se é algo que você pode mudar sua mentalidade, ajustando comportamentos e crenças, ou se é algo que você precisa de tratamento clínico.

O complexo de inferioridade aparece quando a pessoa realmente acredita que não tem tanto valor quando se compara a outra pessoa. É uma certeza absoluta e ela tenta provar o tempo todo para outras pessoas que ela não consegue e não é boa o suficiente. Algumas características comuns são:

  • Pensar o tempo todo o que os outros estão pensando de você
  • Deixar de realizar uma tarefa que você tem conhecimento, dizendo que não sabe ou não vai conseguir e passar para outra pessoa.
  • Excesso de medo (chegando a sentir sintomas físicos de medo)

Esses sentimentos podem esconder um grande medo de rejeição, falta de autoaceitação, pessimismo excessivo e culpa. Para encontrar a raiz do problema é importante se fazer perguntas: Quando você começou a se sentir dessa forma? O que ou quem fez com que você se sentisse assim? Qual primeiro passo para se libertar desse sentimento? 

É natural sentir medo e insegurança no trabalho. O problema é que algumas mulheres acabam paralisadas e com isso perdem muitas oportunidades. É clichê, mas é verdade: A maioria das pessoas continua com medo, só que vai com medo mesmo.

Falta de alinhamento entre expectativa e realidade 

 

Aqui podemos falar um pouco sobre propósito, né? Passamos muito tempo acreditando no príncipe encantado que seria a representação dos felizes para sempre (romanticamente falando) e a cada dia que passa, percebo que muitas de nós estamos desencanando dessa ideia nos relacionamentos, mas transferindo para nossas carreiras.

Muitas mulheres acreditam que encontrar o propósito no trabalho é sentir uma felicidade plena com o que faz, uma constante sensação de estar realizada. 

Mas vamos por partes: O que é  propósito de vida? É o que te motiva, o que você entende como sua missão, como você acha que deve se expressar no mundo, algo que faz você se sentir bem.

Você não precisa ver propósito no seu trabalho! Ele pode estar na sua vida familiar, social, hobbies… Tá tudo bem ter um trabalho só para pagar as contas. E mesmo que seu propósito esteja na sua profissão, ainda sim, existirá momentos de tristeza, cansaço, desânimo e questões chatas para resolver.

Lembre-se que a felicidade nem sempre é sobre amar o que se faz, mas fazer com amor o que se faz.

Para terminarmos esse texto, quero colocar aqui um trecho do livro “Indomável” da escritora americana Glennon Doyle (que recomendo demais a leitura se você sofre com insegurança no trabalho).

“Uma vez Oprah Winfrey me disse: Não seja modesta. A Dra. Maya Angelou me ensinou que modéstia é uma afetação adquirida. Você não quer ser modesta, quer ser humilde. A humildade vem de dentro para fora…

…Toda vez que você finge ser menos do que é, rouba a permissão de outras mulheres para existirem completamente. Não confunda modéstia com humildade. Modéstia é uma mentira, uma atuação, uma máscara. A palavra humildade vem do latim, humilitas, que significa “da terra”. Ser humilde, saber quem você é e ter os pés no chão por causa disso. Deixa implícita a responsabilidade de se tornar quem está destinada a ser. De crescer, expandir, florescer por completo, com a força e a grandeza com as quais você foi criada para ter.”

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