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Atire a primeira pedra a mulher que nunca ouviu que carro era coisa de homem. Afinal, desde muito cedo somos “doutrinadas” quando meninos brincam de carrinho e meninas, de casinha e boneca. Em pleno 2017, esses valores ainda são infelizmente, parte da nossa cultura. Mas saiba que, nós respondemos por quase 50% das compras dos zero quilômetro no Brasil. Os outros 50%? Os homens, claro. E que se ele tiver uma namorada, noiva ou esposa ou mãe, provavelmente ele fez uma consulta com ela sobre qual é a melhor escolha para se ter na garagem. Isso se não foi a própria quem ‘assinou o cheque’. Afinal, cerca de 80% das aquisições são influenciadas direta ou indiretamente pelo sexo feminino, segundo a consultoria Frost & Sullivan. Quando o assunto é poder de compra automobilística, estamos bem cientes do poder da mulher, mas e quando o assunto é força de trabalho?

 

Vivemos em um momento único, não apenas no Brasil, como no mundo inteiro em que de um modo geral está caminhando para a ruptura de diversos preconceitos. Sabemos que a caminhada é longa e que ainda temos muita coisa pra mudar e a luta está longe do fim, mas quando olhamos para trás e analisamos o cenário atual, podemos ver como a sociedade moderna vem evoluindo em questões fundamentais como a posição da mulher no mercado de trabalho.

Até o século passado, dentro de grandes indústrias e corporações era bem difícil a contratação de mulheres para qualquer departamento ou cargos. Indústrias como a automobilística, em toda sua história optou pela centralização de uma mão de obra machista. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo em pesquisa de 2015, cerca de 15% dos pouco menos de 100 mil funcionários trabalhando em empresas ligadas ao setor automotivo na região são mulheres. O percentual tem crescido, mas ainda de forma muito tímida: 18%. É menos de uma funcionária do sexo feminino para cada quatro do sexo masculino.

Mesmo que de forma lenta é fato que as profissionais do sexo feminino vem ganhando força nesse segmento. A presença da mulher nas atividades das montadoras de veículos, de autopeças online como o desta página, de logística, de engenheira, de insumos e de distribuição vem crescendo ano após ano.

Mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Se por um lado os números mostram uma evolução, esses mesmos dados apresentam ainda o mesmo olhar machistas do século passado aonde a mulher ainda não consegue concorrer em igualdade com os homens em cargos que envolvem liderança.

A indústria automobilística de forma geral, precisa perceber a mulher de forma diferente. Afinal quando o assunto é carros, existem várias questões que precisamos modificar além do mercado de trabalho. Não podemos esquecer que mesmo mulheres representando 50% das vendas de automóveis e influenciando os outros 50%, os salões de automóveis ainda são um ambiente extremamente machista, aonde as mulheres são modelos com roupas curtíssimas, usando o corpo para promover a marca e somente homens instrutores. Quando pensamos em mecânica, a queixa recorrente por exemplo, do frentista que afirma que o óleo está baixo ou é preciso completar é ouvida por qualquer motorista, mas inegavelmente, muito mais por mulheres, que se sentem mais enganadas e forçadas a comprar ou consertar coisas que não precisam em qualquer parada no posto ou no mecânico.

Fato é: Nós mulheres estamos mais acordadas que nunca. Estamos cientes das nossas qualificações e capacidades e é nosso dever cobrar que o mercado enxergue cada vez mais isso. Com o aumento significativo da nossa participação no mercado de trabalho, não é mais utópico imaginar o surgimento de um cenário igualitário entre ambos os sexos em todos os níveis de funções e hierarquia. Seguimos na luta!

 

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