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Por: Giuliana Mesquita

Talvez seja uma surpresa para alguns que marcas como Céline, Saint Laurent Paris, Givenchy e Nars estejam abrindo mão de modelos super retocadas e escolhendo mulheres mais reais para estrelar suas campanhas. Mais do que nunca, as marcas mostram uma vontade de se relacionar com mulheres mais maduras, inteligentes, com personalidade, empregos, hobbies, características suas (e só suas) e, porque não, defeitos. Afinal, existe alguém que é perfeito 100% do tempo, assim como nas campanhas?

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Trazer o mundo da moda mais perto do mundo de suas consumidoras é uma maneira inteligentíssima de criar vínculos com suas clientes (coisa que as marcas querem – e precisam! – fazer). Fazê-las sentir parte desse mundo – que elas já fazem parte, por serem consumidoras de artigos de luxo – que parecia inatíngivel.

Pensando nisso, Phoebe Philo colocou Joan Didion, escritora de 80 anos que a estilista adora, na campanha de verão 2015 da Céline. Na Saint Laurent, Hedi Slimane fotografou Joni Mitchell para o seu Music Project. Na Givenchy, Julia Roberts, que não precisa de retoques para ser uma linda mulher. Em vez de uma modelo de pele perfeita, sem rugas ou marcas de expressão, a Nars escolheu Charlotte Rampling para a campanha de sua nova linha de batons. “Seus olhos azul-piscina são cativantes, daquele jeito vilã do James Bond, bonito-mas-volátil, e isso seria verdade se ela estrelasse a campanha aos 68 ou aos 24 anos de idade”, disse François Nars ao WWD ao justificar sua escolha. O dono e fundador da marca de maquiagem é um dos principais apoiadores da beleza e da mulher.

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Esse approach pode parecer arriscado, mas é bem vindo em um mundo em que retoques acabam transformando modelos em mulheres irreais, inatingíveis e em que nada se relacionam com uma mulher da vida real, que trabalha, sai, bebe cerveja, tem insônia e retoca a maquiagem no carro e envelhece. Isso significa reconhecer (e enaltecer) as características pessoais de cada uma de nós.

Desde o desfile da Chanel de verão 2015, em que Karl Lagerfeld colocou as modelos em uma avenida parisiense protestando, com placas que diziam “Women’s Right Are More Than Alright” e “Ladies First”, muito se fala sobre feminismo na moda. E muito se fala sobre os dois assuntos não se encaixarem. Diferente do feminismo da segunda metade da década de 60, em que as mulheres queimavam sutiãs para reivindicar  nossos direitos, o feminismo do século XXI não tem cara. A feminista pode gostar de moda, usar batom, saia curta, camiseta rasgada ou cabelo desgrenhado; desde que se sinta confortável assim. Nossas características pessoais nunca foram tão enaltecidas – e a moda, agora, faz coro. Mais do que o desfile-protesto-angariador-de-likes de Karl Lagerfeld, essa sim é a cara do feminismo de 2015.

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