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Comecei a assistir My Mad Fat Diary por motivos óbvios. A série se passa na Inglaterra, nos anos 90, onde uma adolescente acima do peso, fanática por Oasis relata toda sua vida em um diário. Tirando a melhor parte, a de morar na Inglaterra, poderia dizer que essa é quase a descrição da minha própria adolescência.

Mas falando sério agora. Estava faltando um seriado adolescente com um conteúdo mais sério, com questões psicológicas e conflitantes que abordasse os perrengues que a gente passa nessa época de aceitação, de autoconhecimento de descobrimento… Mesmo com todas essas questões psicológicas a série não perde o  humor e aquela pitadinha de futilidade que a gente curte! A série é inspirada no livro My Mad Fat Teenage Diary, da autora Inglesa Rae Earl. O que torna mais legal de assistir já que a série é inspirada em fatos reais.

httpv://youtu.be/3tmqLvgUd-s

Rae Earl é interpretada pela atriz estreante Sharon Rooney, que faz uma interpretação fantástica. Rae é uma garota gorda (uma das coisas que  faz a série ser especial é justamente o fato da palavra gorda ser usada sem medo) de 16 anos que acabou de sair de um hospital psiquiátrico para tratar problemas de depressão e ansiedade, que a levaram a fazer coisas muito graves contra ela mesma. Agora Rae está de volta a sua vida e amigos e tenta ver as coisas de uma forma diferente, encarar o mundo exatamente do jeito que ela é. É uma imagem clara do que é ser jovem, ter pensamentos mais profundos, mas também os clássicos da idade, como querer transar pela primeira vez, lidar com pais, ter de ser aceito na sociedade, viver um amor não correspondido e lidar com amizades antigas que já não funcionam como antes.

Os dilemas que ela tem que passar são basicamente os que qualquer adolescente enfrenta, mas aquela velha história, né? Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.  Rae não é magra nem bonita como sua amiga Chloe, mas compensa tudo isso com sua inteligência, atitude, humor e seu entendimento musical. Aliás a trilha sonora do seriado é um capítulo a parte. Pra quem como eu é apaixonada por rock inglês, o famoso britpop é absurdamente maravilhoso ouvir isso em um seriado!

A coisa já começa bem com a música de abertura. The Charlatans com One to Another. E a coisa só melhora… Oasis logo nos primeiros cinco minutos do primeiro capítulo depois tem Blur, Stone Roses… enfim, apenas maravilhoso.

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Além da música, para conseguir passar por essa fase complicada de ser uma adolescente, Rae faz terapia e escreve em seu diário. Uma das frases que ela disse durante uma sessão com seu psiquiatra relata exatamente o que garotas foram do padrão passam: “Eu definitivamente não sou feminina. Eu bebo. Eu xingo. Eu falo alto, eu conto piadas. Contar piadas é uma coisa de menino. E garotos não gostam quando meninas contam piadas porque assusta eles pensar que uma garota pode ser tão engraçada quanto eles.” Agora se você está se perguntando se tem gatinho, yes, temos gatinho! Finn Nelson interpretado por Nico Mirallegro faz bem esse papel.

httpv://youtu.be/eh5-ch6zsUs

My Mad Fat Diary é uma mistura perfeita de comédia e drama. Eu assisti os episódios um atrás do outro de tão envolvida que eu fiquei. Cada sessão de terapia às vezes funciona como sua própria terapia. Tem um episódio, da primeira temporada que o psiquiatra de Rae pede para ela lembrar dela mesma quando criança. E o que ela vê é uma criança feliz, que come sem culpa, alegre e livre. E mais uma vez, eu lembrei da minha própria história. Como absolutamente tudo que me fazia feliz na infância se tornou um problema e um fardo na adolescência? Aliás a série mostra bem isso. Como a indústria da beleza e os padrões da sociedade acabam com a autoestima feminina e muitas vezes não incentivam a gente a se cuidar mais com eles dizem e sim a simplesmente, odiarmos nossos corpos.

My Mad Fat Diary  tem primeira temporada super curtinha, como apenas 6 episódios, assim como a segunda. A terceira, ainda não foi confirmada. Você vê as duas temporadas fácil, fácil em um domingo de preguiça com pipoca.

A série ainda não é transmitida no Brasil e por ser uma série inglesa talvez nunca seja, então o jeito é ver pela internet mesmo. Mas garanto que vocês vão gostar e se identificar e muito com Rae. Quem sabe até resgatar o bom e velho diário de papel.

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