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Talvez por ser psicóloga humanista, por defender com todas as minhas forças e teorias um ambiente de trabalho saudável, eu acho benéfica toda e qualquer decisão para uma melhor qualidade de vida relacionada à realização profissional, quando tomada com muita segurança e certeza.

Ilustração: Yooco Tanimoto

Mas só de pensar em mudar de profissão, bate um nervosismo que só vendo, não é mesmo? E por mais que ansiemos muito essa nova etapa de vida, o medo e insegurança, por muitas vezes, nos paralisa e não conseguimos chegar a lugar nenhum. Isso acontece porque foram anos nos dedicando a aquela carreira. Foram 4,5 anos estudando, e mais alguns outros trabalhando naquilo. No entanto, quando algo tá gritando no seu coração e quando você não passa um só dia sem pensar naquilo, você precisa perceber que uma nova oportunidade está surgindo: a de começar a trilhar um rumo para encontrar essa nova pessoa que nos tornamos. E mudar, nós sabemos bem, dá uma trabalheira!

Se você já precisou mudar de casa ou apartamento, sabe bem do que estou falando. Precisamos tirar tudo do lugar. Encaixotar e seguir em frente. Na nova casa/apartamento, precisamos reorganizar tudo novamente. Adaptarnos à nova realidade. Precisamos vez ou outra reformar um cantinho, quebrar algo aqui, pintar algo ali… E limpar tudo! Até que finalmente… O resultado chega. Toda mudança, todo cansaço, toda dificuldade encontrada no caminho, valeu muito a pena quando você encontra felicidade no novo lar. Da mesma forma é com a mudança de carreira. Você precisará mexer em muitas coisas até que tudo finalmente saia como o planejado. Porém, acredite, é o caminho que te levará para a sua realização profissional (e pessoal) e melhora da autoestima, caso descubra que é isso que você precisa fazer!

 

> Leia: Grandes mudanças acontecem quando mulheres são empoderadas!

 

Muitas de nós, só conseguem se sustentar através do trabalho e isso ocupa um tempo precioso das nossas vidas. Portanto, “É importante existir satisfação no trabalho, além de dinheiro na conta. Se não, a mente, o corpo e o coração pagam a conta depois”. Opina a designer de interiores Lia Udi, que um dia já trabalhou com animação.

Recentemente conheci a história de Roberta. Uma advogada, coordenadora do núcleo de plantão jurídico de uma faculdade, carreira estável, mas por estar totalmente desmotivada com a carreira que “decidiu” seguir, hoje é aluna do curso de enfermagem da mesma faculdade em que ainda trabalha. Ela conta que a escolha do curso de Direito foi fortemente influenciada pela mãe. Todavia, logo no terceiro período, percebeu que não era o que queria para vida, pois não se identificava com a área. Mas, para evitar conflitos com a mãe e a família, decidiu seguir em frente até concluir a graduação.

Quando questionada sobre o processo de mudança, Roberta conta que foi muito demorado. “O medo da mudança foi determinante nesse processo. Até que a dor de permanecer com o mesmo foi maior do que o medo de mudar”. A partir daí, ela iniciou um intenso processo terapêutico, que segundo a mesma, foi um caminho de conhecimento e fortalecimento, auxiliando-a nessa decisão que ela mesma já tinha tomado: a de mudança de carreira.

Por fim, ao ser questionada como foi a escolha pela enfermagem, ela respondeu que sempre gostou de “cuidar”, da possibilidade de exercer um ofício em que estivesse em contato com as pessoas. Então, acabou deduzindo que os cursos que mais se adequariam a esse desejo e que mais se identificava, eram os cursos de medicina e enfermagem. E como tinha uma rotina de muito trabalho, e duas crianças, entendeu que a enfermagem estaria mais ao seu alcance. Com essa história da Roberta, podemos concluir dois pontos muito importantes neste processo de mudança de carreira:

1º: Nunca é tarde pra mudar. Pergunte-se a si mesmo: O que adianta estar com uma carreira totalmente estabilizada se ela não te faz mais feliz?

2º: A terapia é um facilitador importantíssimo neste processo. Mas entenda que o psicólogo não terá a função de te dar respostas, mas de te auxiliar nesse processo de decisão: Mudar ou não mudar. O agente principal é você.

 

> Leia: Seja você mesma, mas de verdade!

 

É necessário deixar claro que nem sempre o que você precisa é de uma mudança de carreira. Às vezes, você só precisa de férias. Às vezes, você só precisar se desligar mais do trabalho, e dar mais valor à sua vida social ou apenas mudar o local aonde trabalha. Converse com você, se faça perguntas e as responda de forma honesta. Boa sorte!

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Por Marta Barradas:

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