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Mês passado fomos pegos de surpresa com a trágica morte do estilista inglês Alexander McQueen. Mais uma vez, o mundo se viu paralisado pela perda inaceitável de um homem jovem, saudável e talentoso. Como aceitar que alguém aparentemente tão bem sucedido tenha tirado a própria vida?

Talvez vocês não saibam, mas o suicídio não é uma realidade incomum. Na verdade, está entre as 20 maiores causas de morte em todas as faixas etárias segundo a OMS. É uma alternativa desesperada para a dor física e psicológica, adotada principalmente por pessoas com transtornos mentais, depressão, alcoolismo, comportamento violento ou vítimas de grandes perdas (como McQueen).

Para mim, é especialmente difícil falar sobre esse assunto. Há poucos meses, um membro da minha família se matou. Não era alguém de quem me considerava próxima, mas ainda assim, com o perdão da palavra, é uma merda. No meu caso, a dor maior não foi da perda em si, mas assistir o impacto dela em pessoas que amo muito e sentir que não posso fazer nada para amenizá-lo. Do ponto de vista familiar, um suicídio é uma espécie de buraco negro, uma força brutal e irreversível que afeta todos em volta.

Caso um amigo ou familiar te confidencie a vontade de morrer, não ignore. Diga a aquela pessoa o quanto ela é importante e querida, o quanto fará falta e fale sobre o que o futuro guarda. Não traia sua confiança, mas convença-a a se abrir com a família e dar a devida atenção a seus sentimentos. Avisos e tenativas de suicídio não são teatrinhos, chantagem emocional, ou falta de maturidade, são pedidos de ajuda: até 90% dos suicidas (principalmente mulheres) avisa sobre suas intenções antes de agir.

E se você está passando por momentos difíceis, não deixe de pedir ajuda a amigos, parentes e pessoas de confiança. Não se feche em sua tristeza e não tenha vergonha de pedir ajuda. Caso não se sinta à vontade para falar com ninguém à sua volta, procure serviços de apoio como o CVV (http://www.cvv.org.br/ ou  telefone: 141). A vida sempre merece uma chance.

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