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5 dicas para fugir de fofocas (e fofoqueiros)

“Quem fofoca com você, fofocará sobre você.” – Provérbio irlandês.

Confessem: quem nunca caiu na tentação de passar à frente uma informação “suculenta” sobre outra pessoa (ainda que a fonte não tenha sido totalmente confiável)? E quem não resistiu e ainda deu uma aumentada na história com fins puramente literários? Jogar conversa fora sobre a vida alheia pode ser muito gostoso, mas a coisa fica feia quando nos descobrimos do outro lado da moeda, sendo personagens de rumores e vítimas do excesso de tempo e criatividade dos outros.

Só quem já viveu isso sabe o quanto é horrível estar envolvida em boatos e ser julgada por coisas que você não fez (ou fez, mas ninguém deveria saber). Nessas horas, a vontade que dá é de descer do salto e sair lembrando os podres de todos os cretinos que andam cochichando nossos nomes, gritando aos quatro ventos o que realmente aconteceu, mandando cada um cuidar de sua própria vida… Mas será que esse é o melhor caminho?

Embora seja muito complicado lidar com o excesso de atenção negativa, eu acredito que existem algumas coisas que podemos fazer para amenizar os impactos da fofocaria em nossas vidas (sem perder a pose, é claro). O que segue aí embaixo são algumas dicas que acabei aprendendo por experiência própria…

NÃO DÊ SATISFAÇÕES A QUEM NÃO DEVE

Você tem toda a razão em estar chateada com os rumores e querer limpar seu nome, mas subir num palanque e contar a sua versão da história para a cidade inteira não vai te ajudar em nada. As pessoas podem até balançar a cabeça fingindo concordar contigo, mas a tendência é que vejam sua preocupação como a prova definitiva de que os rumores procedem. Agarre-se ao que restou da sua privacidade e não saia dividindo os pormenores da sua vida com quem não precisa.

CONVERSE COM QUEM IMPORTA (OU DÊ SATISFAÇÕES A QUEM DEVE)

Se existem pessoas com quem você se preocupa que podem ser direta ou indiretamente afetadas pelas quase-verdades sendo divulgadas, vale a pena chamá-las para uma conversa franca. Conte o que aconteceu (ou não), esclareça os mal entendidos e, se for o caso, peça desculpas. Seja sincera: a verdade protege.

DESCUBRA QUEM SÃO SEUS AMIGOS

Faça a Pollyana: lembre-se que até as piores situações têm seu lado bom e encare essa confusão como uma oportunidade de identificar quem são seus verdadeiros amigos. São eles que vão ignorar os boatos, fazer questão de estar ao seu lado e, no caso dos mais empolgados, te defender calorosamente quando escutarem conversinhas bestas. Preste bastante atenção e, quando os rumores passarem, não esqueça de dar valor àqueles que preferiram acreditar em você.

RESPIRE FUNDO E ESPERE PASSAR

É difícil acreditar nisso quando todos te olham torto e dão risadinhas infames, mas fofocas, por mais suculentas que sejam, estão fadadas ao esquecimento. Com o tempo, as pessoas vão perdendo o interesse naquele babado fortíssimo, escolhem uma nova vítima e, eventualmente, suas orelhas param de arder. Você só precisa de um pouco de classe e paciência.

LEMBRE-SE NO QUE SENTIU SENDO VÍTIMA DE FOFOCA DA PRÓXIMA VEZ QUE SENTIR A LÍNGUA COÇANDO PRA PASSAR UMA ADIANTE

Se você sabe como é ser difamada, com certeza já deve pensar duas mil vezes antes de participar do telefone sem fio da vida alheia. Outra coisa importante é tentar não encarar os “fulana me disse” como verdades absolutas e lembrar que, mesmo um boato aparentemente inofensivo pode causar muito sofrimento.

Concordam? Discordam? Conhecem estratégias ainda mais eficientes? Dividam suas opiniões e experiências na caixa de comentários.

Beijos e até a próxima!

— ♥ —

 

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A diferença entre gentileza e passividade (O Retorno)

 

Gostaria de começar esse segundo artigo com uma verdade estarrecedora: NEM TODO MUNDO TEM NOÇÃO NESSE MUNDO. Aliás, noção não é uma característica inata do ser humano, ela é aprendida. Sabem como? Ouvindo não de vez em quando. Ou seja, negar não é só defender seus direitos, é educar Joselitos para a vida!!!!!

E tem mais: quem tem dificuldade de negar não só estimula os sem-noção a continuarem assim, como acaba deseducando pessoas perfeitamente sensatas. Já aconteceu com vocês daquela amiga super gente boa pedir de repente um favor completamente desnecessário e esdrúxulo (tipo seu óculos de grau emprestado para ir a uma festa a fantasia ou pedir para você scannear um material e mandar por email porque ela está com preguiça de tirar uma xerox)?

Voltando aos full-time-Joselitos, é bom deixar claro que a pior maneira de lidar com eles não é dando desculpas bizarras, evitando-os ou cedendo só pra não contrariar: É SIMPLESMENTE DIZER NÃO. E não precisa ser aquele não chorado, se explicando, praticamente pedindo desculpas por existir, viu?

Uma boa maneira de ficar tranqüila na hora de negar é pensar o que você sentiria se estivesse no papel do pedinte. É só imaginar: você teria um infarto, amaria menos aquela pessoa e costuraria o nome dela na boca do sapo se ela te dissesse não para aquele favor específico? Pensando direitinho, você sequer pediria aquilo a alguém em circunstâncias semelhantes?

Quanto à “extensão” do não, se você acha que aquele é um pedido plausível, vindo de uma pessoa querida, mas não está disposta a aceitá-lo, vale a pena explicar a razão, mesmo que ela pareça besta. Mas se o favor é algo sem noção, que você jamais pediria, e vindo de uma criatura não muito polida, o melhor é dizer não gentilmente (sempre!), mas sem grandes explicações para evitar solicitações semelhantes no futuro.

Além de ter mais tempo livre e sofrer menos na mão dos espertos dessa vida, se você conseguir se expressar bem, é provável que as pessoas próximas se sintam até mais à vontade para te pedirem uma força quando realmente precisarem, já que elas vão saber que você não vai fazer das tripas, coração sem necessidade.

Acreditem, eu sei o quanto é difícil, mas vale a pena pelo menos experimentar ser menos passiva diante dos desejos e necessidades alheios. E, garanto, depois da primeira vez, dizer “não” fica cada vez mais fácil. A gente só precisa ter a força pra começar.

p.s.: Os exemplos citados nesse artigo são verdadeiros. E, apesar da minha culpa cristã, eu disse NÃO!|

— ♥ —

Por: Helena Martinelli

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A diferença entre gentileza e passividade

 

Amizade é uma riqueza que a gente conquista e pelos meus posts, vocês já devem ter entendido que um dos maiores esforços da minha existência é de ser sempre uma pessoa gentil, isso é, tratar o outro como gostaria de ser tratada. É claro que em muitos momentos não consigo fazer a Glória Kalil e parto para a violência (só verbal, hein) ou, ao contrário, passo por cima de mim mesma para não desagradar os outros.

Imagino que essa última característica não seja exclusiva da minha personalidade magnética (heeeeee), mas um transtorno na vida de muitas pessoas. Querem ver?

Respondam rápido: quantas vezes vocês já fizeram um favor que não queriam só pra não chatear um amigo? E quantas já emprestaram aquele objeto tão querido pra uma criatura desleixada só para não parecerem egoístas?

Quantas vezes deixaram de falar para alguém sobre atitudes que as desagradaram só pra “evitarem” mais briga? Quantas vezes fizeram alguma coisa, não porque estavam verdadeiramente dispostas, mas para não sentirem culpa, serem rejeitadas, serem mal vistas ou “desgastarem” relações?

O mais interessante desse tipo de atitude é que ela sempre nos parece a única solução possível. Enxergamos uma negativa, por mais plausível que ela seja, como uma violência horrenda contra o outro e nos sabotamos antes mesmo de tentar agir diferente.

Mas, menines, acreditem: não querer fazer um favor por cansaço, falta de disposição, pouca coragem de sair da cama etc não é um crime. É um direito. Não querer emprestar algo não é sinal de possessividade e egoísmo, é, outra vez, um direito.

No mais, discutir a relação com amigos e familiares pode ser chato, mas muitas vezes é a melhor maneira de evitar transtornos no futuro. 

*Dica para assistir: Dogville, de Lars von Trier

— ♥ —

Por: Helena Martinelli.

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