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Lista negra: Dicas de produtos de beleza para garotas de pele escura

Abri o meu feed de notícias do facebook e deparei-me com a seguinte novidade: “Marca lança lingerie cor de pele para mulheres negras”. Fui checar a informação e trata-se da americana Nubian Skin, que no about do seu blog (que vale muito a pena ler porque é carregado de empoderamento para garotas negras) fala do começo de uma revolução na indústria e cita Eunice W. Johnson.

No início dos anos 50, Eunice criou a Ebony Fashion Fair, que foi o ponto de partida para trazer as primeiras soluções em maquiagem para a pele negra. Pois é minha gente, o nude, que dá pinta no mundo da moda e da maquiagem tem uns 5 anos, ainda não tem suas versões para a pele escura em um país como o Brasil.

Esse fato, fez-me lembrar de um episódio que era para ser bastante trivial, mas tornou-se para mim um desafio, quase uma questão de honra: encontrar um sapato nude de festa que fosse de fato do tom da minha pele. A missão foi difícil, hein?!

Se não eram tonalidades de pele mais rosadas ou amareladas, partiam para o bege, que ficava claro de mais, ou caia no marrom-café, que também não atingia o meu objetivo. Encontrei a solução da minha causa na Schutz, que diante de outras marcas nacionais, tem uma cartela de nudes bem mais extensa e que contempla peles mais escuras.

Mas infelizmente não é só a carência de “nudes” que mulheres negras enfrentam no seu dia-a-dia. Nos faltam produtos de beleza nacionais que não nos deixe com a cara acinzentada ou alaranjada, linhas de produtos capilares que não prometam reduzir o nosso venerado volume e cremes que, de fato, atuem bem em nossas peles, que tendem a ser um pouco mais ressecadas.

Pensando nisso, compartilho com vocês algumas das descobertas e itens da necessaire que podem dar uma luz para quem deseja experimentar algo novo. Caso queira investir, tem opções bacanas e que valem bastante a pena a aposta. Se a grana estiver curta, não tem problema, existem alternativas com ótimo custo-benefício nas prateleiras, sim!

 

cabelos

Cabelos

  • Chic:

• Uma linha que sou apaixonada é a Kérastase Óleo Relax. Deixa o cabelo com uma textura muito boa, principalmente para os altamente crespos e tem um cheiro ok, o que é um grande problema entre alguns produtos que pesquisei no mercado.

• Outro kit de tratamento que gosto bastante e se estiver na gringa vale a pena experimentar é de Oléo de Oliva orgânica da Root Stimulator. Não é lá o mais perfumado dos produtos, mas apesar da embalagem com a modelo de cabelo alisado, considero um dos melhores na hora de hidratar fios muito crespos. Ele deixa os cabelos macios e recuperam o brilho nos mais ressecados. Amazing!

• Com tranças ou sem, outra linha que super recomendo para cabelos altamente crespos (eu disse ALTAMENTE CRESPOS) é a da Moroccanoil. Quando estou trançada, uso somente o shampoo. Quando estou com as madeixas soltas, uso o kit de tratamento. Atenção! Se você for semi-crespa e ama um volume, eu não recomendaria. Ele dá “peso” ao cabelo e pode deixá-lo mais lambido.

  • Cheap:

• Entre as marcas nacionais, a Novex vai muito bem, obrigada. Sou fã dos produtos à base de azeite de Oliva, que deixam os cabelos ultrahidratados. A linha de Argan também é muito boa.

• Um leave-in que curto bastante é o Só Brilho da Houtrée. É, o nome não é o mais bacana, a embalagem não é a mais formidável, mas nada disso importa quando você vê a qualidade do produto. Para mim, foi um dos mais maravilhosos que eu experimentei. Foi um dos que melhor se adaptou ao meu cabelo.

• Bioextratus Tutano: apesar de não amar o cheiro dessa linha, da última vez que tirei as tranças e voltei a usar o meu cabelo natural, recorri para ele. Ele deu uma força absurda ao picumã e ajudou a reestruturá-lo.

• Máscara de azeite de oliva: quer uma dica baratinha, baratinha? Faça quinzenalmente uma máscara com o creme de hidratação da sua escolha + 1 colher de sopa de azeite de oliva + 1 colher de chá de açúcar + 1 colher de chá de bepantol + 1 ampola de sua escolha (sim, essas de farmácia. Entre as minhas preferidas estão tutano e argan). Deixe nada mais do que 30 minutinhos, lave a cabeça e voilá!! Cabeleira linda, saudável e brilhosa!!

make

Maquiagem

  • Chic

• Confesso que no quesito primer, não troco a textura do meu Prep + Prime da MAC. Ele ajuda a dar aquela iluminadinha.

• No quesito base + corretivo, estou no meu momento MAC também. Curto a textura e a cor que não me deixa alaranjada e nem acinzentada. Sei que cada tom de pele é um, mas funciona muito bem para mim o NC45. Mas outra marca que tem uma variada muito boa de nuances para a pele negra é a Bobbi Brown.

• Entre os blushes, sou adepta de dois da MAC. O Babyface, mais rosadinho, uso no dia-a-dia. Já o Format, uso em maquiagens mais carregadas, que dou aquele toquinho com o iluminador, que no meu caso é o “Watt’s Up”da Benefit.

• Aprendi há muito tempo atrás, com o meu amigo e queridíssimo make up artist Rômulo Flores, que não se deve colocar corretivo na pálpebra superior dos olhos. Eu o substitui pela sombra cremosa da MAC – Indianwood.

  • Cheap

• Sou apaixonada pelos produtos da Vult! Entre as marcas nacionais, para mim é uma das que mais acertam nas tonalidades para a pele das brasileiras no quesito corretivo e base.

• Outra linha que gosto bastante (e os preços ainda são “friendly” no Brasil) são alguns dos itens da Maybelline. É muito boa a textura e tonalidade do Dream Mousse Blush – 60 Coffee Cake – e a base Dream Matte Mousse na tonalidade Caramelo. A marca também tem opções como o Cocoa para peles mais escuras.

• Ainda da Maybelline, sou apaixonada pelas sombras cremosas “Color Tattoo”. Para o dia a dia gosto do 25 Bad to the Bronze. Para a noite, vou de 45 Bold Gold para os dias “dourados” ou 15 Audacious Asphalt.

 

batom

Batom nude

  • Chic:

• Para nudes, gosto bastante das opções da MAC, o Honeylove e Cherish, que funcionam muito bem para a pele negra, pois não ficam com um aspecto amarelado, meio cadavérico. São tons de pele para nós mesmo!

  • Cheap:

• Descobri uma versão de nude da Avon, que muito me apetece: o Ultra Color 154 – Nude Matte.

hidratante

Hidratantes corporais

  • Chic:

• Não tem nada igual do que o poder de hidratação do Cetaphil. Tenho a versão para corpo e rosto, que ainda tem filtro solar 50, e faz magia em peles ultrassecas. A durabilidade também é bastante justa. Vale o investimento!

• Para as que têm a pele mais sensível, vale como alternativa o Fisiogel. O creme hipoalergênico tem uma boa textura, uma hidratação que dispensa comentários e é sem cheiro.

  • Cheap:

• Outro que uso bastante é o Johnson Softlotion de Manteiga de Karité e Cacau. Além de uma boa hidratação para o custo-benefício, tem um cheirinho que gosto bastante.

 

lingerie

 

UNDERWEAR: Se ainda não encontrou um nude para chamar de seu

– Invista no avelã! A cor favorece em tons de pele mais escuras, pois não marca em roupas claras, além de dar um toque mais sofisticado do que os beges (principalmente se for mostrá-la para alguém! rs). A Hope trabalha com a nuance em vários modelos.

– Quem ainda tem receio e prefere a paleta tradicional, a Scala tem o chocolate, que pode cair acertadamente na sua pele!

Pois, é diante dessa lista enorme de coisas que troquei com vocês, seria audacioso da parte do setor de marketing de qualquer empresa dizer que não existe mercado no Brasil para a beleza negra. Temos de mostrar que somos fortes consumidoras, que temos potencial de compras e que investimos e muito, principalmente, no que diz respeito à beleza.

Ok, mas como fazer isso? Simples. Não tenha receio e nem preguiça de entrar em contato com o SAC das marcas que você gosta! Para as mais práticas e que curtem colocar a boca no trombone, as redes sociais também são uma ótima forma de expor seu descontentamento e enviar sua crítica construtiva (disse crítica construtiva. Não vale errar na dose e sair xingando as marcas).

Nas publicidades não existe ninguém com o seu perfil? Explicite sua necessidade de identificação! A publicidade tem alguém que você possa seguir como referência? Ajude a pulverizar a boa ideia, que com certeza as marcas vão começar a aderir! Entre os exemplos mais atuais estão as cariocas Karamello e a Blue Man.

Vale também frisar a inspiração do Verão 15 do consagrado Alexandre Herchcovitch, que veio da Baptist Nazareth Church, religião de origem sul-africana, que levou para as passarelas fortes influências afro, além de um casting magnífico, composto por modelos negros.

Assim como diz o site da Nubian Skin, suas pequenas atitudes podem ser um passo enorme para uma revolução, que sempre começam de algum lugar! Faça a sua “pequena grande” parte!

 

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Buzzcut: Minha decisão de raspar o cabelo

Por: Letícia Monteiro

buzzcut

“Bonita até careca”. Esse foi um “elogio” que eu ouvi bastante desde que decidi raspar meus cabelos. E que me fez pensar em como a gente escorrega em ser verdadeiramente gentil e respeitoso com as outras pessoas sem perceber, por causa de preconceitos tão arraigados no senso comum que passam batido pra maior parte das pessoas. Ouço muita gente reclamar de outros elogios duvidosos piores do que esse, tipo “nossa, você é gordinha mas tem um rosto lindo!”, ou “tão bonita, que pena que é cadeirante”. E aqueles comentários pavorosos sobre negras que “Ficariam lindas se dessem um jeito no cabelo”? En-fim.

Pra mim, raspar o cabelo não foi nada assim tão radical. Nunca tive muito apego a cabelo comprido – na verdade, nunca consegui deixar ele crescer muito além dos ombros, no máximo, porque tenho uma “coceira” permanente pra mudar de visual. Não aguento ficar com a mesma cara por muito tempo. E cortar o cabelo é minha mudança favorita, porque é reversível (cabelo cresce), mas dura um tempo que não exige retoques constantes, tipo pintar as unhas (TETESTO).

Eu sempre curti a ideia de fazer um buzzcut pelo menos uma vez na vida, mas a vontade aumentou no ano passado, quando cortei um pixie bem curtinho pela primeira vez. Além de ter amado o ventinho na nuca, percebi que o meu cabelo cresce bem mais rápido do que eu imaginava. A própria decisão do pixie demorou um pouquinho mais do que eu normalmente levo pra fazer alguma maluquice capilar, porque – ai, por mais feminista que a gente seja, tem tanto ainda pra desconstruir em si mesma, né? – fiquei com medinho dos caras não me darem bola. O medinho passou uma vez em que tava conversando sobre isso com uns amigos num boteco e alguém falou “Mas pô, você não tá solteira mesmo com cabelo grande”? Good point.

Então, na hora de raspar eu já não tava nem aí pro que os caras iam pensar (e só para constar, o pixie fez o maior sucesso com os boys, o buzzcut também tá fazendo). Fiquei com calor, tive vontade, fui numa loja de eletrodomésticos e comprei uma máquina. Escolhi uma baratinha porque né, não sabia nem se eu ia gostar, quanto mais repetir o corte. Fiz sozinha, no meu banheiro mesmo, usando um espelho de mão pra dar uma olhada na parte de trás. Foi mais difícil do que eu pensava e na verdade ficaram umas falhazinhas na nuca, então eu aconselharia pedir ajuda pra alguém na hora de tentar rapar a cabeleira.

buzzcut-LETICIA

Primeiro cortei com tesoura bem curtinho, de qualquer jeito mesmo, porque percebi que não ia rolar fazer Britney. A máquina não ia funcionar direito no cabelo comprido. Comecei passando a máquina no pente 4 e a ideia inicial era raspar zero, mas na hora achei que ia estranhar muito e talvez não ficasse tão bonito. Acabei optando pela máquina 1, que deixa os fios curtinhos a ponto de aparecer um pouco o couro cabeludo, mas ainda marcando presença de cabelo, digamos assim. As partes mais difíceis, além da de trás da cabeça e nuca, são atrás das orelhas e nos rodamoinhos (descobri que tenho nada menos que três!), que exigem que você passe a máquina em vários sentidos diferentes para ficar uniforme.

Eu amei o resultado! Estou me sentindo linda, fresquinha, maior liberdade. Também estou me divertindo em brincar com contrastes, usando vestidinhos românticos, brincos estilo princesinha e maquiagem fofa. Antes, estava com uma franjinha bem menininha e me jogava nos meus amados looks boho, grunge e tomboy; agora faço o contrário e sou uma bonequinha careca porque tô aqui pra confundir!

Aconselho fortemente todas as garotas a se desprenderem da ideia de que existe “cabelo feminino”, e ainda mais de que “homem prefere isso ou aquilo”. Até porque o que adianta eles gostarem de algo em você se você sente vontade de ser ou experimentar outras coisas? A opinião que mais importa é sempre a sua própria. Como bem disse a Isa Freire nesse post, “Minha beleza não derivava nem do meu cabelo, nem de nenhum outro atributo físico. Minha identidade, minha beleza, minha segurança, minha força e minha coragem não estavam no meu cabelo, estavam dentro de mim, onde sempre vão estar.”

Tenha menos medo de passar a tesoura (ou navalha, ou máquina) nos fios, eles têm o resto da sua vida pra crescer o quanto você quiser. E se alguém te disser que você é “bonita até careca” (como se ser careca fosse a pior coisa do mundo, né), sugiro a resposta que eu tenho usado: “Mas claro que sou, eu não sou bonita só por causa do meu cabelo, oras”!

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Carta para um cabelo crespo

Por: Luiza Brasil

cabelos-crespos

Olá querido cabelo,

Tudo bem?

Resolvi escrevê-lo após recordar-me de um episódio um tanto constrangedor, para mim e para você. Lembra de uma vez que estávamos no salão e enquanto nossa cabeleireira atendia outra cliente, resolvi fazer as unhas? Isso faz tempo, acho que uns 6 anos ou até mais. A manicure, que adorava bater um papo e tinha muitas opiniões sobre diversos assuntos que variavam entre política, novela, futebol e celebridades decidiu dar o seu pitaco sobre a minha presença no centro de beleza e, claro, ela não fez a menor questão de te poupar.

E em mais um “minuto de sabedoria” daquela senhora, saiu a seguinte declaração: “Ainda bem que você está aqui para dar jeito no seu cabelo. Ele não é adequado para você. Você é muito bonita e ele não te valoriza”!

Te defender? Brigar? Dar uma lição de moral? A minha reação inicial foi de tamanha perplexidade, que eu não consegui pensar em nada disso, somente me limitei em dizer que adequado ou não, aquele era o meu cabelo e que não, eu não estava ali para me submeter a alguma química alisamento.

A sorte, é que tamanha insensibilidade da moça atingiu alguém que talvez tivesse um pouco mais de consciência do poder, imponência e respeito que você, crespo que é, tem e merece. Quantas vezes eu não ouvi relatos de meninas e mulheres que não conseguem se libertar de forma alguma dos alisantes, apliques e até mesmo das tranças?!

Eu mesma fui uma que durante muitos anos encarei o rastafári como um “estado natural” seu e só depois dos 18 anos de idade é que consigo passear com uma certa tranquilidade por vários estilos, que incluem o black power, o nagô, o midi, o grande, o beeeem grande, o side hair… Vejo que hoje em dia a transição do cabelo com química para o crespo, tornou-se uma prática bastante comum e divulgada nas redes sociais.

Não é algo fácil, pois até mais do que mulheres que cultivaram sua “crespisce” desde que nasceram, esse “ritual” de passagem em uma idade em que você já tem uma personalidade definida, já construiu uma imagem, mexe bastante com o nosso ego, nossos medos e inseguranças. Isso é realmente um ato de coragem, de bastante admiração e digo até mais, uma ato de amor para/com você. Sinceramente, queria enviar uma flor e um “muito obrigada” para cada uma dessas guerreiras.

 

Captura de Tela 2014-07-16 a_s 18.27.08Ilustração: Dê Lírios

 

Bem aventurados foram os pais da pequena Blue Ivy Carter que simplesmente balançaram os ombros para um abaixo-assinado no qual era pedido para que eles penteassem as madeixas de sua pequena de apenas dois anos, sob alegação de que a filha do casal-astro Jay-Z e Beyoncé andava por aí com dreads e tochas de cabelos embaraçados.

Mal devem saber essas pessoas o quanto essa questão dói, fisicamente e moralmente, para as meninas, que desde tão novas são condicionadas a vê-lo como feio, fora do padrão,“inapropriado”, “ruim”, entre outros termos mais ou menos grosseiros, e que de alguma forma encaram o fato de você ser crespo uma ofensa e te rebatizam com nomes como “étnicos” ou “toin-oin-oin”. Sem contar os inúmeros procedimentos que muitas vezes passamos para deixá-los com um aspecto mais “sociável”.

Ah, outra coisa que incomoda profundamente é a condição de algumas pessoas para você crescer e aparecer. “Ah, mas o seu cabelo ainda faz uns cachinhos”, “Mas vc viu o cabelo da fulana? Faz uns cachos maravilhosos! Aí sim fica bonito!”, “ Passa pelo menos um relaxante para soltar essa raiz dura”. Muitas pessoas só gostam de você de fato se for minimamente aceitável, pois você é impactante e, pasme, te consideram agressivo.

Não passa na cabeça delas que assim como os lisos, existem vários tipos de crespo e não necessariamente é aquele cabelo enrolado que todos querem imitar, mas caso não seja, ainda sim temos total condição de deixá-los macios, exuberantes e lindos, sem precisar escondê-los ou recorrer a métodos extremamente agressivos, que modificam totalmente a sua estrutura como os permanentes. Nem eu, nem você precisamos passar por isso, apenas aceitem.

Bom, hoje fico por aqui. É claro que eu sei que tudo que tem um pouco mais de personalidade, tem às vezes seus dias temperamentais, difíceis e que é necessário um pouco mais de paciência. Mas quero deixar bem claro que não tenho absolutamente nada contra você. Pelo contrário! Te valorizo, te respeito, tenho orgulho e gosto de você assim, bem do jeito que você é. VOCÊ PODE TUDO!

Beijos afetuosos,

Luiza.

 

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Pintando o cabelo de rosa em casa

Tomei coragem! Quem nos acompanha no Insta (@girlswstyle, segue aí!) já viu que eu pintei meu cabelo de rosa e que foram alguns erros e acertos até conseguir fazer a cor pegar. Conversei com outras meninas que tem cabelo colorido, peguei muitas dicas de vocês nas redes sociais e entrei em incontáveis blogs e vídeos no Youtube para aprender tudo de cabelo colorido para conseguir fazer em casa.

Só para dar uma introduzida no assunto para quem nunca leu nada: Pintar o cabelo de colorido basicamente consiste em descolorir o cabelo até ficar quase branco para que o colorido pegue e depois pintar com tonalizante (ou tinta) da cor que preferir.

Então vamos lá que vou contar tudo que fiz e como cada produto funcionou no meu cabelo.

 cabelo-rosa-inspiracoes

 

As coisas que você tem que ter cuidado

Seu cabelo pode estragar

Eu não sou muito apegada ao meu cabelo. Já pintei de diversas cores, cortei cada hora de um jeito e por isso me senti segura em fazer tudo em casa. A Marie, que já teve cabelo platinado homemade, também tem uma vasta experiência e me ajudou na aventura.

Então a primeira coisa importante pra se ter em mente é: saiba que você corre riscos de sim, deixar seu cabelo mais ressecado, poroso, ou até estragar. Por que? Porque descolorir o cabelo é um processo muito agressivo e você não pode fazer repetidas vezes num curto período de tempo. Ou seja, as únicas garotas que podem ficar despreocupadas são as que tem cabelo loiro (tipo russa) natural.

Colorações anteriores atrapalham

Outra questão importante é se seu cabelo já tiver outras colorações. O meu tinha uns 4 dedos de raiz virgem e restante com um tonalizante caramelo (contei sobre ficar ligeiramente ruiva aqui). Isso atrapalhou bastante a nossa vida porque o descolorante não pegou direito onde o cabelo tava tingido, em compensação na parte virgem ficou super loiro, quase branco como eu queria.

Seu tipo de cabelo

O meu é muito oleoso. Muito mesmo. Do tipo que precisa lavar todo dia, precisa de shampoo especial passado pela dermatologista (Dra Bianca <3) e etc. Então, pra mim, esse processo todo que resseca muito o cabelo, é de uma certa forma, bom. O cabelo aguenta bem, mas as pontas sempre sofrem. Tem umas partes no comprimento e pontas que ficou com um frizz estranho que só dá pra sentir quando você pega. Sigo hidradando.

E se você tem cabelo normal, seco, sensível, precisa procurar cuidados específicos para te ajudar na saga. Mas o conselho geral é: triplique os cuidados e hidrate muito.

Fazer ou não em casa

Fazer no salão é sempre melhor, gente. Claro que tem que ser um lugar moderno (que entenda a pegada dos cabelos coloridos) e um bom profissional, mas considerando essas obviedades, é certo que os cabeleireiros vão saber muito mais de cabelo que nós.

Eu optei por fazer em casa porque, por mais que eu fizesse a primeira vez no salão, a manutenção da cor é frequente, então eu não ia poder gastar indo no salão todo mês. E conhecendo meu cabelo como eu conheço, já tendo pintado e feito outras aventuras em casa, sabia que daria certo.

A cor

Existem diversas tonalidades dentro de uma só cor. Eu só tinha uma exigência: que meu cabelo não ficasse rosa clubber. De resto, poderia ser qualquer tom de rosa que eu ia ficar feliz, ainda mais sabendo que desbota rápido e o tom desbotado é o meu predileto. Então não ser muito exigente com o tom exato é uma das coisas que me deu mais segurança pra fazer em casa. Acho que se você tiver muita fixação em uma cor específica, melhor desapegar e aceitar que o legal é ter seu cabelo colorido.  De uma lavagem pra outra tudo pode mudar e a vida é assim.

Bom, depois das mil e uma recomendações, vamos ao processo.

cabelo-rosa-descolorindo_2

Passo 1: Descolorir

Como eu fiz:

Misture a água oxigenada, o pó e as ampolas aos poucos até fazer um creme homogêneo (com a consistência tipo de Ketchup. Hahahah Minhas referências são péssimas).

Separe o cabelo em mechas.

Depois peça ajuda pra a sua amiga mais experiente passar o descolorante mecha por mecha, com muito cuidado para não deixar nada de fora. Quando acabar, passe papel alumínio (sim, bem tosca) em volta da cabeça com o lado fosco pra dentro.

Nós deixamos agir no meu cabelo 45 minutos. Você vai ter que sentir quanto tempo o seu precisa para descolorir. Mas não é recomendados deixar muito mais que isso.

Então lavei o cabelo normal para tirar toda a descoloração, secamos e repetimos o procedimento, desta vez deixando agir por 30 minutos. Alerta de perigo aqui: eu descolori 2x seguidas por que meu cabelo se comportou muito bem. Não ficou poroso, elástico, nada. Tem que tomar muito cuidado, tem relatos de pessoas que falam que o cabelo quebrou na metade, caiu, coisas do tipo. Se liguem, hein! Se tiver insegura, faz no salão!

Resultado:

Meu cabelo ficou um strawberry blonde bem digno. Fiquei com ele assim por mais ou menos duas semanas, só curtindo e hidratando dia sim dia não. Passei ampolas, máscaras, coisas do tipo. E nada no couro cabeludo, que no meu caso é oleoso.

cabelo-rosa-coloração

Passo 2: Colorir!

Na primeira tentativa passei essa Exotic Colors cor Rosa Super Blonde que ganhei da loja Ethus (lá tem roupas lindas, vocês tem que ver!). Não deu certo pra mim por que meu cabelo não estava branco como deveria. Eu só fui saber disso depois, quando postei no insta e todo mundo comentou que o problema tava aí.

Passei umas duas semanas pensando se daria certo tentar outros tonalizantes mais fortes ou se teria que descolorir mais. Mas resolvi tentar como estava. A única coisa que fiz para amenizar o avermelhado/amarelado foi passar este shampoo da Alfaparf chamado Alta Moda. O efeito é bem legal, mas dura pouco. Você tem que lavar sempre para ir desamarelando progressivamente. Ele tem um tom mega lilás que até mancha um pouco a mão. Mas nada que uma lavada não resolva.

Como eu queria ir logo pro colorido, fiz minha segunda tentativa, que deu certo, o tonalizante Yamá Fashion Colors.

Como eu fiz:

Misturei o tonalizante com a máscara hidratante.

Fiz isso por que o Yamá tem uma cor muito forte e eu queria amenizar um pouco para não ficar com o cabelo clubber. hahaha

Lavei o cabelo com shampoo normal, depois com ele ainda úmido, passei o creme colorido em todo o cabelo, mecha por mecha. Não precisa pincel, pode ser feito com a mão mesmo.

cabelo-rosa-resultado-final

Resultado:

A cor ficou linda! Durou uma semana e meia. Sim, muito pouco! Mas lembram que contei que lavo o cabelo todo dia? Pois é. E eu não quero passar tinta (que fixa muito mais que tonalizantes) por que elas são mais agressivas. Quero deixar meu cabelo o mais hidratado possível.

Ufa, escrevi uma bíblia!

Mas espero que tenha sido útil.

Contem nos comentários o que vocês acharam, se tem mais dicas e ideias para cabelos coloridos. Vamos trocar figurinhas!

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