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Como fazer sua festa temática da Kim Kardashian: Kimoji Party!

Eu amo festas temáticas e meus amigos sempre se empolgam e já rolou festa #MãeNuta toda com elementos místicos e até pro meu namorado, o #HamburgaçoDoTonho com sanduíches porque é só disso que ele se alimenta. Esse ano eu disse para os meus amigos que eu faria o tema kimoji party, para quem não sabe, kimojis são os emojis da Kim Kardashian. Logo, a festa ganhou o apelido de #KinutaParty, pelos motivos óbvios! O mais legal é que a gente nunca faz nada caro ou impossível de reproduzir. Tudo é simples, mas fica legal e a gente se diverte! Então vou ensinar a vocês como fazer sua festa temática da Kim Kardashian: Kimoji Party!

Quem me acompanha nas redes sociais, sabe que sou mega apegada aos meus amigos e como passaria meu aniversário oficial longe somente com alguns, resolvi fazer duas festinhas, as duas claro, no tema do ano. Mas o legal é que cada uma foi bem diferente, a primeira, quase toda feita por mim e pelos meus amigos, desde a decoração até as comidas e já a segunda, eu encomendei tudo o que pode ser uma solução para quem não tem amigos habilidosos ou não tem tempo mesmo. Tentei dar o máximo de dicas possíveis de como fizemos tudo, mas qualquer dúvida, deixa aí nos comentários. Bom, vamos começar com a festa no Rio de Janeiro:

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Essa foi a primeira festinha em que primeiramente, gostaria de dar todos os créditos do mundo pra minha amiga Maria Cândida, que aliás tem um trabalho lindo de objetos de decoração, dá pra ver no insta: @odicasaloja. Ela consegue transformar qualquer reuniãozinha com zero reais em uma festinha bonitinha como essa.  Dica 1: Tenha uma amiga prendada e animada como a Maria! Ela fez a bandeirinha “Kinuta” usando cartolina preta e giz de quadro negro branco. Foi colado diretamente na parede, em um formato que dava a ilusão de que tinha a cordinha, sabe? Compramos os balões em uma casa de festa e também colamos eles na parede, usando durex. A toalha de mesa, nada mais é do que um tecido preto que a Maria tinha em casa com o papel de presente crying face da Kim, do merchandising oficial da Kim kardashian. Nesse caso, o papel de presente serviu como toalha pra ficar mais no tema.

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A maior dúvida que todo mundo teve no meu instagram foi como colocamos os kimojis no topo do bolo e nos cupcakes! Foi comprado? Veio pronto? Aonde vende? Como faz? Então, não! Foi tudo no clima D.I.Y e é mais simples do que parece: seleciona os kimojis que você quer usar (nem precisa ter o aplicativo, você acha fácil pela internet) e imprime.

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A boa é imprimir em um papel mais grossinho ou papel adesivo. Nesse caso, melhor imprimir em uma gráfica. Depois de imprimir só cortar! Usamos furador com formato, sabe? Aí sai redondinho certinho. Depois é só colar com durex em um palito de dente e pronto! Você já tem o enfeite temático do seu bolo e cupcakes.

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O bolo, compramos pronto no Bolo do Amor, que em outras palavras é o melhor bolo do Rio de Janeiro! Os cupcakes quem fez foi a namorada de um dos meus melhores amigos, o Rômulo. Valeu Leilane!! Ficaram uma delícia mesmo. Tão gostoso que acho que vale compartilhar a receita:

Receita de Cupcake:

Ingredientes massa:

• 3 ovos
• 1 xícara (chá) de açúcar
• 1/2 xícara (chá) de margarina
• 1/2 xícara (chá) de leite
• 1 colher (chá) de aroma de baunilha
• 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
• 1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Preparo:

1. Bata as claras em neve e reserve.
2. Bata as gemas com o açúcar até esbranquiçar. Junte a margarina e bata mais um pouco.
3. Em seguida, adicione o leite, o aroma de baunilha e a farinha de trigo. Bata tudo para misturar e encorpar os ingredientes.
4. Misture o fermento à massa com auxílio de uma colher ou de uma espátula flexível.
5. Depois, incorpore as claras em neve e mexa delicadamente com auxílio do fuê. Coloque a massa no saco de confeitar e reserve.
6. Coloque as forminhas de papel na forma de cupcake (ou nas forminhas de empada). Não é preciso untar.
7. Preencha as forminhas com massa até faltar mais ou menos um dedo para a borda da forma (3/4 da forma).
8. Leve as forminhas com a massa ao forno pré-aquecido a 180 graus entre 25 e 30 minutos.
9. Para ver se esta cozido, após os 25 minutos espete o cupcake com um palitinho – se sair limpo, você já pode tirar do forno, se não, deixe no forno por mais alguns minutos.
10. Resista à curiosidade e não abra o forno nos primeiros 10 minutos.
11. Apenas após esfriar confeite.

Para confeitar os cupcakes:

Foram usadas 2 coberturas diferentes: nutella e buttercream.  O de nutella foi a nutella pura mesmo.

Receita de Buttercream:

Ingredientes:
• 200g manteiga em temperatura ambiente
• 400g açúcar confeiteiro peneirado
• 2 colheres de sopa de leite
• 1 colher de chá de essência de baunilha

Preparo: Bata a manteiga, o açúcar, o leite e a essência de baunilha até obter uma mistura homogênea. Enche um saco daqueles de confeiteiro com o bico que desejar e aplique a cobertura sobre o bolinho fazendo o padrão de desenho que desejar. As tags do topo do cupcake foram impressas em papel foto. Após imprimir, só cortar com o furador e colar em palitos de dente. Já as forminhas,  foram compradas em lojas de artigos para festas.

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Agora o item que todo mundo mais amou: As máscaras e os balões de frases! Eles foram uma surpresa da Marie e todo mundo adorou. Dá um trabalho (nada que não seja até terapêutico e dá pra fazer em algumas horas) o resultado é muito legal e deixa o tema mais divertido. Se liga como ela fez: procurou no bom e velho google “Kardashian masks” e quando você fizer aí vai ver que aparece um monte.

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Algumas já veem até com os olhos furadinhos. Mas algumas são mais tosquinhas e em resolução menor e podem dar um pouco mais de trabalho. Depois que você salvar no computador todas as que você quer é só abrir o word mesmo, colocar o papel sem margem (tem um mínimo possível) e colocar o carão grandão ocupando uma folha A4. Depois ela foi em uma  papelaria e pediu um papel grossinho (um pouco mais grosso que cartolina) para as máscaras ficarem firmes, né? Aí em casa mesmo, do word, ela imprimiu, cortou com a tesoura e os olhos com canivete. Depois de cortadas, colou com uma fita durex grossa em palitos de churrasco. Se você não tem como imprimir em casa, pode fazer em uma gráfica rápida. Fácil, né?

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Passei meu aniversário oficial, dia 28 de agosto, em Gramado, no Rio Grande do Sul junto com meu namorado que é do Sul e alguns amigos que toparam ir pra lá comigo. Como estávamos de férias e ninguém estava na pilha de cozinhar, nem fazer nada e eu queria muito um bolo (aniversário sem bolo, não é aniversário!) encomendei na Pimenta Rosa um “nude cake” de chocolate branco e chocolate preto, alguns cupcakes e o que mais amei: os cookies!

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Nesse caso, eu só disse o tema e enviei os kimojis por e-mail pra Isabella, dona da Pimenta Rosa e ela cuidou do resto! Foi tudo em papel comestível então sim, comemos kimoji! Ficou lindo demais e absurdamente gostoso. Sério. Surreal, tudo! Se você mora em São Leopoldo ou região, encomenda com ela. Levamos de São Leopoldo pra Gramado de boa! Nada desmoronou.

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Pra fechar com chave de ouro esse aniversário lindo, deste 2016 que tem sido maravilhoso, ganhei do Antônio, uma Instax rosa fofa! Fotos de Instax em aniversários são sempre muito legais e depois você pode pedir pra cada amigo, deixar um recadinho embaixo da foto (coisa que eu mesma esqueci de fazer) então se você tem uma, não esquece de usar.

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Curtiram? Se você quiser mais ideias, fiz uma pasta no pinterest com outras coisas que achei pela internet do tema. Se fizer uma festa Kimoji, marca com #GWSlife nas redes sociais!

— ♥ —

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Kanye West: O homem que ama e odeia as mulheres

Para quem não sabe, ontem foi mais um dia que Kanye West arrumou treta com outro artista. Desta vez, foi com o também rapper Wiz Khalifa. O foco da discussão no twitter deveria ser sobre música e títulos de álbuns, mas acabou me fazendo refletir sobre a relação estranha de West com as mulheres.

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Devo admitir que nunca fui muito com a cara dele. Tudo que eu ouvia falar sobre Kanye West superficialmente na mídia, não me despertava nenhum interesse em conhecer mais sobre ele, sua música e suas roupas. Bom, se você ainda não sabe, fica sabendo agora: Sofro de paixonite pela Kim Kardashian e por toda a família (se você está me julgando nesse momento, fica comigo! Porque com certeza, esse post é um pouco para você também). E depois que Kim começou a se relacionar com ele, pensei que eu tinha que conhecer esse cara melhor. Nesse mergulho eu vi que West é um cara de muitos talentos. Faz música de qualidade, é visionário quando o assunto é moda e é um cara apaixonado por tudo que faz, ama e é dedicado a sua família e amigos. Aprendi a gostar do Yeezus. Mas não dá para negar: Toda bola fora do cara, envolve sua relação estranha de amor e ódio com as mulheres.

Mas seria o senhor West tão diferente da grande maioria dos homens? Infelizmente, não. Para quem não tá ligada, vou fazer um breve resumo: Em um passado não tão distante, antes de #kimye existir, Kanye West namorava Amber Rose, ex- stripper, que se tornou uma figura pública, dessas que a gente não sabe o que faz, mas acaba assinando coleção de roupa, perfume, tem fãs e vira referência na mídia (muita gente ainda não sabe lidar com esse tipo de gente famosa, APRENDAM, cada dia mais pessoas serão famosas por sua personalidade e menos por uma profissão especifica. Se atualizem), que depois se tornou esposa (hoje já ex) de Wiz Khalifa. Desde que Kanye começou a se relacionar com Kim, ele não perde uma oportunidade de insultar e praticar slut-shaming com Amber e ontem ele, mais uma vez, deu um show de machismo. Ao invés de manter o foco na música, como fez Khalifa, Kanye twittou sequências de frases na tentativa de fazer com que Wiz Khalifa se sentisse mal por ter sido casado e ter um filho com Amber Rose: “Você caiu na cilada de uma stripper”, “Por 18 anos ela vai te ter nas mãos” (sobre pensão alimentícia) e até: “Você não teria um filho se não fosse por mim”. Pera aí Kanye! Essa é a mulher que você escreveu um álbum todo sobre quando vocês terminaram. Já esqueceu?

Um clássico do machismo: O homem “insultar” sua ex namorada de puta, piranha… No maior estilo “nem gostava de você mesmo”, fazendo o kiko. Parece que Kanye não sabe valorizar Kim, sem desvalorizar Amber. Aquele velho joguinho de manipulação masculina: “Você é diferente das outras”. Não tem ninguém diferente aqui senhor West. Não existe diferença entre Malala e Kyle Jenner, não existe diferença entre Pitty e Anitta, eu e Gabriela Pugliesi e existe menos diferença AINDA entre Kim e Amber. Somos todas mulheres, construindo nossa história, vivendo nossas verdades e o mais importante: Sendo independentes e donas do nosso nariz.

Desvalorizar outra mulher, seja ela quem for, pelo seu intelecto, sua profissão ou personalidade é a forma mais desonesta e cruel que o machismo age. A gente já sabe que tem muito homem aí, inclusive Kanye, usando isso como forma de manipulação, mas é importante não esquecer como tem mulher caindo nesse papo e reproduzindo esse discurso. Homens (e mulheres!) tem que parar de nos separar em caixinhas. Só porque uma mulher gosta de comprar sapatos, não significa que não gosta de ler, só porque uma mulher gosta de assistir BBB, não significa que ela não é instruída, só porque eu sou fã de Kardashian, não significa que não sei conversar sobre política.

Kanye West é aquele cara que distingue mulher para casar e mulher para transar. Ele é aquele cara que sobe no palco e tenta calar o discurso de uma mulher usando a mesma estratégia: Algumas merecem valor, outras não. Eu sempre me perguntei… Se Taylor Swift fosse homem, será que Kanye teria invadido o palco e roubado o microfone? Eu realmente acredito que não.

O mais irônico é analisar o quanto Amber e Kim são parecidas. As duas ficaram famosas por conta de seus corpos e sensualidade, as duas tem um passado “que a sociedade condena”, Kim teve uma sex tape que vazou e Amber era stripper, as duas também são crucificadas por serem “famosas sem fazer nada” e as duas agora são mães. Então por que senhor West insiste em colocar uma no pedestal e a outra na lama? Mais um caso clássico dos homens. Aqueles que amam desesperadamente suas mães, mas xingam mulher de piranha na rua. O clássico respeito seletivo. Kanye é apaixonado por Kim, louco pela sua filha North, vive com uma família matriarcal que é o caso das Kardashians, mas não consegue estender esse respeito e amor para outras mulheres fora do seu ciclo. Pensando sobre isso, me lembrei muito desse vídeo, chamado Dear Daddy.

httpv://youtu.be/dP7OXDWof30

gws-kanye-west-slutshamingInfelizmente Kanye não é o único e nem será o último homem a separar mulheres por categorias, estereotipar garotas e praticar slut-shaming. A respeitar as mulheres da vida DELE, ou dos amigos DELE.  Aquele clássico que a gente escuta há anos quando uma mulher tenta ganhar respeito de um cara: “Imagina se fosse sua mãe”, “Poderia ser sua filha”. Não, nenhum cara precisa pensar que poderia ser algo DELE para te dar respeito. Mulheres não são propriedades, não são extensões dos homens presentes na vida dela. Somos indivíduos e vamos escrever, falar e gritar sobre isso até todos vocês entenderem. Respeito não é algo seletivo. Todas nós somos dignas de respeito. Independente de profissão, cor da pele, escolaridade e tamanho do decote.

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Não é um post sobre Taylor, Nicki nem Miley: É sobre entender que “It’s a long way to the top” para entender o feminismo

Vou confessar que o que eu mais gosto em premiações é a inspiração que elas me dão para escrever posts. Não, não tô falando desses sobre looks ou resumão do que teve, mas é sempre uma oportunidade incrível de observar mais de perto as pessoas que influenciam milhares de jovens no mundo e também uma oportunidade de ver como esses jovens reagem a essas pessoas.

É inegável que o feminismo está na moda. Virou pop, virou produto. Mas isso é ruim? Será que é ruim um movimento cujo a proposta é empoderar mulheres, fazer com que jovens garotas acreditem nelas mesmas e lutem por igualdade cair na boca do povo? Não, não é ruim.

Na minha modesta opinião, essa nova geração de mulheres que ainda estão chegando aos seus 20 anos, serão mulheres mais fortes, que acreditarão mais nelas mesmas, que vão entender o real significado de um relacionamento abusivo.

nicki minaj taylor swift ap vma

Mas em um mundo onde as pessoas são tão preto no branco e ainda descobrindo o significado de ser feminista… Essa mensagem está sendo bem interpretada? Bem, tenho minhas dúvidas. Para ilustrar, vou usar de exemplo a treta pré VMA’S que envolveu Nicki Minaj, Taylor Swift e a que entrou de gaiato no navio mas é fundamental para contar essa história, Miley Cyrus.

Eu estou usando essas três popstars de exemplo, mas elas poderiam ser você, sua vizinha, sua amiga do colégio.

Pra situar quem está por fora, um breve resumo: Nicki Minaj quando soube que seu vídeo de Anaconda não estava concorrendo ao melhor vídeo do ano, categoria principal da premiação da MTV, desabafou no twitter e em resumo, disse que as mulheres negras, mesmo sendo extremamente famosas, respeitadas musicalmente e com milhares de fãs, na hora do “vamos ver”, ou seja, na hora de ganharem reconhecimento pelo seu trabalho, eram excluídas e os grandes prêmios ainda iam parar nas mãos das mulheres brancas, loiras, magras e todo aquele estereótipo que a gente conhece bem.

Mais uma vez, ma minha opinião, Nicki acertou no discurso, mas pecou nas palavras. Claramente, mesmo que de forma sutil, ela atacou Taylor, como se a culpa da MTV não indicar ela fosse de alguma mulher branca em específico. E não, não é.

Eu entendo a vontade de Taylor de se manifestar e não ficar calada depois de se sentir atacada, mas será que um whatsapp ou um convite para jantar não seria mais indicado?

Swift preferiu se manifestar no twitter também e fez da situação mais ainda algo “all about her” e começou a mandar mensagens de “amor” e “feminismo” para Nicki, dizendo que ela sempre esteve lá por ela e sempre a apoiou.

Óbvio, Taylor não pode ser castigada por ser branca, loira, alta, magra, americana e rica. Mas será mesmo que ela precisava ter se manifestado naquele momento e ter feito do desabafo (mesmo que torto) de Nicki sobre a indústria e racismo em algo tão fútil (do jeito que a mídia gosta) como “a treta da Nicki Minaj e Taylor Swift no twitter”? Na minha opinião, não, não precisava. Tem vezes que temos que aprender que a melhor coisa a se fazer é ficar calada ou fazer como antigamente, sabe? Chamar a pessoa no canto e conversar.

A gente não sabe como essa “treta” se resolveu. O que a gente sabe é que o VMA começou do jeitinho que a indústria gosta! Bombando de audiência. Afinal, mesmo depois desse bafafá todo, lá estava Taylor Swift “apoiando” a irmã Nicki Minaj no palco.

A galera foi a loucura. “Taylor rainha”, “fizeram as pazes”, “Taylor é muito foda”… Ok, novamente a voz de Nicki foi abafada e quem brilhou foi a Taylor, toda imaculada “perdoando Nicki Minaj”. Minha Deusa, como Taylor Swift é feminista.

Bom, aonde entra Miley Cyrus? Vamos começar do começo: Em uma recente entrevista ao New York Times, dada um pouco antes da premiação, Miley criticou a atitude de Nicki Minaj ao acusar a MTV de racismo. Miley disse: “Se você quiser dizer que é por racismo, você pode dizer. Mas não torne a questão sobre você ou sobre outra pessoa. Diga: Eu acho que é importante ser indicada porque existem meninas como eu por aí”.

A gente não sabe bem se essas foram mesmo as palavras dela para o jornal, afinal, todo mundo sabe como funciona a imprensa, mas se foram, eu consigo entender o ponto de vista de Miley. Afinal, jogar uma mina contra a outra e dizer que uma garota em especial consegue algo por estar dentro de um padrão, na minha modesta opinião, não é nada feminista. Aquela velha história, o inimigo é outro.

O que a gente sabe com certeza é o seguinte: Taylor ficou de boa com Nicki e sobrou pra quem? Pra Miley! No discurso de agradecimento por ter ganhado melhor clipe de Hip-Hop do ano, Nicki termina seu agradecimento literalmente chamando Miley para a briga e chamando ela de vagabunda. O mais louco dessa história? Teve feminista aplaudindo! Educadamente, uma Miley deboísta parabenizou Nicki por seu prêmio.

Taylor é talentosa? Sim, sem dúvidas! Muito. Principalmente quando o assunto é marketing pessoal. É engraçado quando mesmo quando as coisas estão na nossa cara, elas são difíceis de ver, não é mesmo?

Nesse novo mundo pop feminista, nessa nova atmosfera que toma conta do mundo em que cada vez mais precisamos quebrar padrões, reinventar formas de consumir arte, música e moda, Beyoncé mesmo sem se envolver em nenhuma causa é rainha, Taylor, mesmo tendo o perfil completo de tudo que sempre mastigou a autoestima feminina ao longo dos anos é o maior exemplo de feminismo, em seu clipe (e vida) recheada de top models. Em uma era em que descobrimos cada vez mais a importância de compartilhar, do coworking, do crowdfunding, do escambo, a musa da vez registra palavras do seu último álbum como marca, proíbe músicas no streaming, não deixa fãs colocarem seus shows no youtube.

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Miley? Aquela louca maconheira com fotos bizarras no instagram? Deu voz no palco do VMA para jovens transsexuais e em sua performance, deu espaço para trans e drags e logo depois disso, anunciou que seu novo álbum estava disponível para download de graça na internet.

Em seus looks, mesmo que de forma extrema Miley mostra que a moda é para se divertir e que você pode e deve usar o que quiser. Como bem resumiu esse post do site FFW: “O que vale pontuar, é que ela tem coragem para dar um passo à frente em termos de visual, sem se levar tão à sério, sem ser tão milimetricamente planejado, como ocorre com Madonna e Lady Gaga. Ela topa que as pessoas não gostem, topa passar o ridículo e diverte-se com isso.”

Isso é só o que ela fez no palco do VMA.

Miley tem um trabalho lindo, o The Happy Hippie Foundation em que ajuda jovens sem teto ou que sofrem com preconceito em suas famílias por serem homossexuais. Ela era tudo que todo mundo espera que uma garota seja: Linda, magra, rica, comportada… E renunciou tudo isso para ser ela mesma e para lutar por outras pessoas que não conseguem ter as mesmas facilidades. E claro, o que ela ganhou com isso? Um monte de gente achando que ela é “louca demais” por ser ela mesma e lutar de verdade contra o sistema.

“Mas vá, precisa ficar nua? Você não tá sexy amiga!”. Bom, já rolou um post lindo aqui sobre isso, mas se você ainda não entendeu, lá vai: A nudez da Miley NADA tem a ver com sensualidade, com sedução. Tem a ver com liberdade sexual, com aceitação. Será que não é a sua visão de nudez que está muito sexualizada? Bora pensar nisso.

O que tô querendo dizer com isso é que hoje, nos sites de notícia só tinha como Taylor tinha “reinado”, “pisado nas inimigas” e da nova “briga” entre Miley e Nicki. E os holofotes foram totalmente apagados para onde eles deveriam estar desde o começo: Para a visibilidade da mulher negra, trans, para os homossexuais e sobre sororidade.

Será que a referência principal que as nossas jovens estão recebendo ainda não é a mesma? Que você tem que ser loira, magra, linda, fazer inveja nas inimigas, andar em bando com seu “squad” e assim será a “prom queen”? As reais ações e intenções das pessoas estão escondidas nos mínimos detalhes. É fácil ser rainha quando se tem o perfil esperado de majestade. Lembrem-se sempre disso.

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Por que as Kardashians são sinônimo de empoderamento e poder feminino e de quebra: A coleção da Kim para C&A

Acho que não é novidade pra ninguém que me segue em alguma das minhas redes sociais pessoais que eu adoro a família Kardashian/Jenner e que Kim Kardashian é uma musa e inspiração. Mas já ouvi algumas vezes, “Se você curte tanto elas, por que nunca fez um post?” A verdade, verdadeira é que eu estava sendo preconceituosa. Quase sempre fui levada a acreditar pelo meu ciclo social que gostar das Kardashians era quase um desvio de caráter. Tudo bem, posso tá exagerando, mas sempre ouvi por aí que não entendiam por que eu gostava delas e aí, eu sempre achava que a maioria das leitoras daqui não iriam curtir nenhum post sobre a família.

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Mas aí eu comecei a pensar o quanto as Kardashians tem, e muito, a ver com muita coisa que a gente fala por aqui: Como empoderamento, machismo, sexismo, preconceito, gordofobia, slut shaming e claro, porque não, moda. Curtindo ou não a família é inegável o poder que elas tem. Digo elas porque mesmo sendo uma família com homens, o poder é feminino, a liderança é feminina. Será que já não começa aí a implicância com elas? Como pode, a família mais rica e poderosa do mundo no momento ser matriarcal? Basicamente composta por três gerações de mulheres lindas, bem sucedidas, seguras de seus corpos e opiniões? Pode ter certeza, isso incomoda muita gente. “Mas o que elas fazem? Não entendo porque são famosas”. Pra começar, se em pleno 2015 você ainda não entendeu que nada, nada gera mais interesse no ser humano do que a vida do outro, se atualiza. Reality shows são praticamente o que mantém a TV funcionando. Existem realitys de tudo gente. Do cara que faz bolo, de gente presa dentro de uma casa por 3 meses, de viagem, até caras que reformam banheiro. Se tinha uma coisa que Andy Warhol estava certo, era sobre o 15 minutos de fama que todos nós teríamos no futuro. Vivemos a era dos realitys, dos vloggers, das redes sociais. O que você faz no instagram quando compartilha sua comida, seu tédio no twitter ou sua roupa nova no facebook, nada mais é que um Keeping Up With The Kardashians com baixa audiência. Por que elas são condenadas por fazer algo que hoje em dia, todo mundo faz? Aliás, a gente faz de graça, e ainda perde um tempão pra achar o melhor ângulo da selfie.

De estrela de reality show elas viraram empresárias, donas de marcas, musas das grifes mais poderosas do mundo, super modelos, capas de revistas conceituadas. “E tudo começou só porque uma delas fez uma sex tape”. Pra mim esse comentário que está carregado de slut shamming só prova o quanto Kim é poderosa. Porque ir de estrela de filme pornô caseiro, estrela de reality, para capa da VOGUE não é para qualquer uma, MESMO.  É inegável como ela, assim como Kris Jenner, sua mãe e empresária de toda família souberam dar cada passo, muito bem calculado e Kim, assim como suas outras irmãs, estão cada vez mais poderosas.

Mas mulher poderosa e bem resolvida sexualmente incomoda. É só passear por qualquer rede social de qualquer uma delas para ler comentários como “puta”, “piranha”, “toma vergonha na cara, você é mãe”. A sexualidade livre e a segurança que Kim tem com seu corpo é perturbadora pra muita gente. Como se ser mãe e sair nua na revista fosse a prova de que você não sabe criar uma filha. Pariu, tem que virar Virgem Maria. “Se dá valor”, como se ele já não fosse nosso por direto.

Quer dizer que depois que você é mãe perde sua sexualidade, perde o direito de ser você mesma, de ser um indivíduo? Kim nunca exibiu tanto seu corpo como depois de ser mãe. E quanto mais os puritanos apontam o dedo pra ela, mais nua e linda e dona do seu corpo ela fica. Se isso não é empoderamento, eu não sei o que é. Aliás eu acho que a Kim teve um papel muito importante para várias garotas e ela mesma, nem sabe disso. Ela nem imagina o quanto ver o seu corpo cheio de curvas, saber o quanto ela tá sempre na luta com a balança, ter acompanhado que ela não foi nenhuma grávidinha perfeita de Hollywood e ficou sim, enorme e com pés inchados faz dela, real. Faz a autoestima de todas nós aumentar. Kim é linda, mas está longe de ser o padrão da mídia. A gente consegue se identificar, se inspirar e o mais importante: Ela faz a gente se arriscar e ousar toda vez que ela usa tudo que todo livro de regra de moda diz que uma baixinha, de quadril largo e peitos gigantes não pode usar.

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Kim virou referência de moda e tava demorando para uma marca chamar ela para assinar uma coleção. E foi isso que a C&A fez! E eu já tô aqui, morrendo de ansiedade porque ela influencia muito meu estilo. Mas a gente ainda não sabe muita coisa. Só que ela estará em solo brasileiro dia 11 de maio e que a coleção será um reflexo do seu guarda-roupa e lifestyle. Como os looks da Kim são bem específicos já dá para ter uma vaga ideia do que vai rolar (eu acho) e fiz minha listinha de 6 apostas:

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1) Cores neutras e sem estampas

Um dos motivos que amo Kim: Ela não usa estampa e nem nada super mega colorido. Amo isso, me identifico e tô apostando que a coleção vai ser assim com muito nude, preto, branco e cinza <3 com recortes interessantes e transparências. E claro, muitas peças básicas como t-shirts.

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2) Conjunto Saia lápis midi + Top

Uma combinação clássica de Kim! Tenho certeza que vai rolar pelo menos um “conjuntinho” desse de saia midi cintura alta e top.

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3) Couro

Acho que vai rolar uma saia (também lápis midi), um vestido bem sexy e uma jaqueta, no mínimo.

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4) Alfaiataria 

Tô rezando para ter vestido tipo Blazer da Balmain que ela tem usado! Mas acho que vamos ter várias peças de alfaiataria e um blazer estruturado com ombro marcado e botões grandes.

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5) Jeans

Ela nem é de usar muito jeans, mas como é uma das coisas que mais vendem acho que ela vai criar umas pecinhas. Certeza que vai rolar saia lápis midi jeans clara detonada, blusão jeans e uma calça Extreme Ripped Jeans.

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6) Acessórios

Kim não é muito de usar colares, brincos, anéis… então estou bem curiosa para saber como serão os acessórios. Mas tenho uma certeza: Sapatos! Acho que vai rolar alguma bota over the knee, alguma sandália de tira única na frente e tira no tornozelo e claro, o scarpin que é um clássico dela, então é certeza que vai rolar.

E vocês? O que acham que vai rolar com certeza?

E só para terminar esse post, sempre bom lembrar: Independentemente de quanto você despreza Kim, Khloe, Kris, Kourtney, Kendall, Kylie, e quem mais comece com K, não muda o fato  que elas são sim, puro #GirlPower.

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