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Não é um post sobre Taylor, Nicki nem Miley: É sobre entender que “It’s a long way to the top” para entender o feminismo

Vou confessar que o que eu mais gosto em premiações é a inspiração que elas me dão para escrever posts. Não, não tô falando desses sobre looks ou resumão do que teve, mas é sempre uma oportunidade incrível de observar mais de perto as pessoas que influenciam milhares de jovens no mundo e também uma oportunidade de ver como esses jovens reagem a essas pessoas.

É inegável que o feminismo está na moda. Virou pop, virou produto. Mas isso é ruim? Será que é ruim um movimento cujo a proposta é empoderar mulheres, fazer com que jovens garotas acreditem nelas mesmas e lutem por igualdade cair na boca do povo? Não, não é ruim.

Na minha modesta opinião, essa nova geração de mulheres que ainda estão chegando aos seus 20 anos, serão mulheres mais fortes, que acreditarão mais nelas mesmas, que vão entender o real significado de um relacionamento abusivo.

nicki minaj taylor swift ap vma

Mas em um mundo onde as pessoas são tão preto no branco e ainda descobrindo o significado de ser feminista… Essa mensagem está sendo bem interpretada? Bem, tenho minhas dúvidas. Para ilustrar, vou usar de exemplo a treta pré VMA’S que envolveu Nicki Minaj, Taylor Swift e a que entrou de gaiato no navio mas é fundamental para contar essa história, Miley Cyrus.

Eu estou usando essas três popstars de exemplo, mas elas poderiam ser você, sua vizinha, sua amiga do colégio.

Pra situar quem está por fora, um breve resumo: Nicki Minaj quando soube que seu vídeo de Anaconda não estava concorrendo ao melhor vídeo do ano, categoria principal da premiação da MTV, desabafou no twitter e em resumo, disse que as mulheres negras, mesmo sendo extremamente famosas, respeitadas musicalmente e com milhares de fãs, na hora do “vamos ver”, ou seja, na hora de ganharem reconhecimento pelo seu trabalho, eram excluídas e os grandes prêmios ainda iam parar nas mãos das mulheres brancas, loiras, magras e todo aquele estereótipo que a gente conhece bem.

Mais uma vez, ma minha opinião, Nicki acertou no discurso, mas pecou nas palavras. Claramente, mesmo que de forma sutil, ela atacou Taylor, como se a culpa da MTV não indicar ela fosse de alguma mulher branca em específico. E não, não é.

Eu entendo a vontade de Taylor de se manifestar e não ficar calada depois de se sentir atacada, mas será que um whatsapp ou um convite para jantar não seria mais indicado?

Swift preferiu se manifestar no twitter também e fez da situação mais ainda algo “all about her” e começou a mandar mensagens de “amor” e “feminismo” para Nicki, dizendo que ela sempre esteve lá por ela e sempre a apoiou.

Óbvio, Taylor não pode ser castigada por ser branca, loira, alta, magra, americana e rica. Mas será mesmo que ela precisava ter se manifestado naquele momento e ter feito do desabafo (mesmo que torto) de Nicki sobre a indústria e racismo em algo tão fútil (do jeito que a mídia gosta) como “a treta da Nicki Minaj e Taylor Swift no twitter”? Na minha opinião, não, não precisava. Tem vezes que temos que aprender que a melhor coisa a se fazer é ficar calada ou fazer como antigamente, sabe? Chamar a pessoa no canto e conversar.

A gente não sabe como essa “treta” se resolveu. O que a gente sabe é que o VMA começou do jeitinho que a indústria gosta! Bombando de audiência. Afinal, mesmo depois desse bafafá todo, lá estava Taylor Swift “apoiando” a irmã Nicki Minaj no palco.

A galera foi a loucura. “Taylor rainha”, “fizeram as pazes”, “Taylor é muito foda”… Ok, novamente a voz de Nicki foi abafada e quem brilhou foi a Taylor, toda imaculada “perdoando Nicki Minaj”. Minha Deusa, como Taylor Swift é feminista.

Bom, aonde entra Miley Cyrus? Vamos começar do começo: Em uma recente entrevista ao New York Times, dada um pouco antes da premiação, Miley criticou a atitude de Nicki Minaj ao acusar a MTV de racismo. Miley disse: “Se você quiser dizer que é por racismo, você pode dizer. Mas não torne a questão sobre você ou sobre outra pessoa. Diga: Eu acho que é importante ser indicada porque existem meninas como eu por aí”.

A gente não sabe bem se essas foram mesmo as palavras dela para o jornal, afinal, todo mundo sabe como funciona a imprensa, mas se foram, eu consigo entender o ponto de vista de Miley. Afinal, jogar uma mina contra a outra e dizer que uma garota em especial consegue algo por estar dentro de um padrão, na minha modesta opinião, não é nada feminista. Aquela velha história, o inimigo é outro.

O que a gente sabe com certeza é o seguinte: Taylor ficou de boa com Nicki e sobrou pra quem? Pra Miley! No discurso de agradecimento por ter ganhado melhor clipe de Hip-Hop do ano, Nicki termina seu agradecimento literalmente chamando Miley para a briga e chamando ela de vagabunda. O mais louco dessa história? Teve feminista aplaudindo! Educadamente, uma Miley deboísta parabenizou Nicki por seu prêmio.

Taylor é talentosa? Sim, sem dúvidas! Muito. Principalmente quando o assunto é marketing pessoal. É engraçado quando mesmo quando as coisas estão na nossa cara, elas são difíceis de ver, não é mesmo?

Nesse novo mundo pop feminista, nessa nova atmosfera que toma conta do mundo em que cada vez mais precisamos quebrar padrões, reinventar formas de consumir arte, música e moda, Beyoncé mesmo sem se envolver em nenhuma causa é rainha, Taylor, mesmo tendo o perfil completo de tudo que sempre mastigou a autoestima feminina ao longo dos anos é o maior exemplo de feminismo, em seu clipe (e vida) recheada de top models. Em uma era em que descobrimos cada vez mais a importância de compartilhar, do coworking, do crowdfunding, do escambo, a musa da vez registra palavras do seu último álbum como marca, proíbe músicas no streaming, não deixa fãs colocarem seus shows no youtube.

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Miley? Aquela louca maconheira com fotos bizarras no instagram? Deu voz no palco do VMA para jovens transsexuais e em sua performance, deu espaço para trans e drags e logo depois disso, anunciou que seu novo álbum estava disponível para download de graça na internet.

Em seus looks, mesmo que de forma extrema Miley mostra que a moda é para se divertir e que você pode e deve usar o que quiser. Como bem resumiu esse post do site FFW: “O que vale pontuar, é que ela tem coragem para dar um passo à frente em termos de visual, sem se levar tão à sério, sem ser tão milimetricamente planejado, como ocorre com Madonna e Lady Gaga. Ela topa que as pessoas não gostem, topa passar o ridículo e diverte-se com isso.”

Isso é só o que ela fez no palco do VMA.

Miley tem um trabalho lindo, o The Happy Hippie Foundation em que ajuda jovens sem teto ou que sofrem com preconceito em suas famílias por serem homossexuais. Ela era tudo que todo mundo espera que uma garota seja: Linda, magra, rica, comportada… E renunciou tudo isso para ser ela mesma e para lutar por outras pessoas que não conseguem ter as mesmas facilidades. E claro, o que ela ganhou com isso? Um monte de gente achando que ela é “louca demais” por ser ela mesma e lutar de verdade contra o sistema.

“Mas vá, precisa ficar nua? Você não tá sexy amiga!”. Bom, já rolou um post lindo aqui sobre isso, mas se você ainda não entendeu, lá vai: A nudez da Miley NADA tem a ver com sensualidade, com sedução. Tem a ver com liberdade sexual, com aceitação. Será que não é a sua visão de nudez que está muito sexualizada? Bora pensar nisso.

O que tô querendo dizer com isso é que hoje, nos sites de notícia só tinha como Taylor tinha “reinado”, “pisado nas inimigas” e da nova “briga” entre Miley e Nicki. E os holofotes foram totalmente apagados para onde eles deveriam estar desde o começo: Para a visibilidade da mulher negra, trans, para os homossexuais e sobre sororidade.

Será que a referência principal que as nossas jovens estão recebendo ainda não é a mesma? Que você tem que ser loira, magra, linda, fazer inveja nas inimigas, andar em bando com seu “squad” e assim será a “prom queen”? As reais ações e intenções das pessoas estão escondidas nos mínimos detalhes. É fácil ser rainha quando se tem o perfil esperado de majestade. Lembrem-se sempre disso.

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Por que as Kardashians são sinônimo de empoderamento e poder feminino e de quebra: A coleção da Kim para C&A

Acho que não é novidade pra ninguém que me segue em alguma das minhas redes sociais pessoais que eu adoro a família Kardashian/Jenner e que Kim Kardashian é uma musa e inspiração. Mas já ouvi algumas vezes, “Se você curte tanto elas, por que nunca fez um post?” A verdade, verdadeira é que eu estava sendo preconceituosa. Quase sempre fui levada a acreditar pelo meu ciclo social que gostar das Kardashians era quase um desvio de caráter. Tudo bem, posso tá exagerando, mas sempre ouvi por aí que não entendiam por que eu gostava delas e aí, eu sempre achava que a maioria das leitoras daqui não iriam curtir nenhum post sobre a família.

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Mas aí eu comecei a pensar o quanto as Kardashians tem, e muito, a ver com muita coisa que a gente fala por aqui: Como empoderamento, machismo, sexismo, preconceito, gordofobia, slut shaming e claro, porque não, moda. Curtindo ou não a família é inegável o poder que elas tem. Digo elas porque mesmo sendo uma família com homens, o poder é feminino, a liderança é feminina. Será que já não começa aí a implicância com elas? Como pode, a família mais rica e poderosa do mundo no momento ser matriarcal? Basicamente composta por três gerações de mulheres lindas, bem sucedidas, seguras de seus corpos e opiniões? Pode ter certeza, isso incomoda muita gente. “Mas o que elas fazem? Não entendo porque são famosas”. Pra começar, se em pleno 2015 você ainda não entendeu que nada, nada gera mais interesse no ser humano do que a vida do outro, se atualiza. Reality shows são praticamente o que mantém a TV funcionando. Existem realitys de tudo gente. Do cara que faz bolo, de gente presa dentro de uma casa por 3 meses, de viagem, até caras que reformam banheiro. Se tinha uma coisa que Andy Warhol estava certo, era sobre o 15 minutos de fama que todos nós teríamos no futuro. Vivemos a era dos realitys, dos vloggers, das redes sociais. O que você faz no instagram quando compartilha sua comida, seu tédio no twitter ou sua roupa nova no facebook, nada mais é que um Keeping Up With The Kardashians com baixa audiência. Por que elas são condenadas por fazer algo que hoje em dia, todo mundo faz? Aliás, a gente faz de graça, e ainda perde um tempão pra achar o melhor ângulo da selfie.

De estrela de reality show elas viraram empresárias, donas de marcas, musas das grifes mais poderosas do mundo, super modelos, capas de revistas conceituadas. “E tudo começou só porque uma delas fez uma sex tape”. Pra mim esse comentário que está carregado de slut shamming só prova o quanto Kim é poderosa. Porque ir de estrela de filme pornô caseiro, estrela de reality, para capa da VOGUE não é para qualquer uma, MESMO.  É inegável como ela, assim como Kris Jenner, sua mãe e empresária de toda família souberam dar cada passo, muito bem calculado e Kim, assim como suas outras irmãs, estão cada vez mais poderosas.

Mas mulher poderosa e bem resolvida sexualmente incomoda. É só passear por qualquer rede social de qualquer uma delas para ler comentários como “puta”, “piranha”, “toma vergonha na cara, você é mãe”. A sexualidade livre e a segurança que Kim tem com seu corpo é perturbadora pra muita gente. Como se ser mãe e sair nua na revista fosse a prova de que você não sabe criar uma filha. Pariu, tem que virar Virgem Maria. “Se dá valor”, como se ele já não fosse nosso por direto.

Quer dizer que depois que você é mãe perde sua sexualidade, perde o direito de ser você mesma, de ser um indivíduo? Kim nunca exibiu tanto seu corpo como depois de ser mãe. E quanto mais os puritanos apontam o dedo pra ela, mais nua e linda e dona do seu corpo ela fica. Se isso não é empoderamento, eu não sei o que é. Aliás eu acho que a Kim teve um papel muito importante para várias garotas e ela mesma, nem sabe disso. Ela nem imagina o quanto ver o seu corpo cheio de curvas, saber o quanto ela tá sempre na luta com a balança, ter acompanhado que ela não foi nenhuma grávidinha perfeita de Hollywood e ficou sim, enorme e com pés inchados faz dela, real. Faz a autoestima de todas nós aumentar. Kim é linda, mas está longe de ser o padrão da mídia. A gente consegue se identificar, se inspirar e o mais importante: Ela faz a gente se arriscar e ousar toda vez que ela usa tudo que todo livro de regra de moda diz que uma baixinha, de quadril largo e peitos gigantes não pode usar.

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Kim virou referência de moda e tava demorando para uma marca chamar ela para assinar uma coleção. E foi isso que a C&A fez! E eu já tô aqui, morrendo de ansiedade porque ela influencia muito meu estilo. Mas a gente ainda não sabe muita coisa. Só que ela estará em solo brasileiro dia 11 de maio e que a coleção será um reflexo do seu guarda-roupa e lifestyle. Como os looks da Kim são bem específicos já dá para ter uma vaga ideia do que vai rolar (eu acho) e fiz minha listinha de 6 apostas:

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1) Cores neutras e sem estampas

Um dos motivos que amo Kim: Ela não usa estampa e nem nada super mega colorido. Amo isso, me identifico e tô apostando que a coleção vai ser assim com muito nude, preto, branco e cinza <3 com recortes interessantes e transparências. E claro, muitas peças básicas como t-shirts.

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2) Conjunto Saia lápis midi + Top

Uma combinação clássica de Kim! Tenho certeza que vai rolar pelo menos um “conjuntinho” desse de saia midi cintura alta e top.

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3) Couro

Acho que vai rolar uma saia (também lápis midi), um vestido bem sexy e uma jaqueta, no mínimo.

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4) Alfaiataria 

Tô rezando para ter vestido tipo Blazer da Balmain que ela tem usado! Mas acho que vamos ter várias peças de alfaiataria e um blazer estruturado com ombro marcado e botões grandes.

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5) Jeans

Ela nem é de usar muito jeans, mas como é uma das coisas que mais vendem acho que ela vai criar umas pecinhas. Certeza que vai rolar saia lápis midi jeans clara detonada, blusão jeans e uma calça Extreme Ripped Jeans.

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6) Acessórios

Kim não é muito de usar colares, brincos, anéis… então estou bem curiosa para saber como serão os acessórios. Mas tenho uma certeza: Sapatos! Acho que vai rolar alguma bota over the knee, alguma sandália de tira única na frente e tira no tornozelo e claro, o scarpin que é um clássico dela, então é certeza que vai rolar.

E vocês? O que acham que vai rolar com certeza?

E só para terminar esse post, sempre bom lembrar: Independentemente de quanto você despreza Kim, Khloe, Kris, Kourtney, Kendall, Kylie, e quem mais comece com K, não muda o fato  que elas são sim, puro #GirlPower.

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5 coisas que não dou a mínima – Titi Müller

Nossa participante da vez da tag “5 coisas que não dou a mínima” é dessas garotas que representam muito bem o #girlpower: Titi Müller! Ela é apresentadora, atriz, estilista, feminista, linda e gente boa pra caramba. Precisa de mais?

Ela ficou nacionalmente conhecida depois de ser VJ da MTV durante 5 temporadas. Lá, ela apresentou alguns programas como o Acesso MTV, Podsex e MTV sem Vergonha, esses dois últimos, ela falava sobre sexo, com a naturalidade que o assunto pede e, principalmente, abordava o tema de um ponto de vista feminista e por conta disso, a gente tem certeza que Titi ajudou muita garota a se descobrir sexualmente, a se permitir e a não aceitar nada na hora do sexo só para “agradar” o outro. Amamos também quando Titi  fez uma coleção inteirinha no começo desse ano, para a marca Liverpool, chamada La Dolce Vita! Uma coleção totalmente “off” tendências, em que ela realmente desenhou o que gosta e usa. O resultado? Peças com carinha retrô e ares sessentistas. Como se tudo isso não fosse suficiente pra ela ser uma mina foda, esse ano ela também estreou nos cinemas com uma participação no filme de comédia Do Lado De Fora.

Hoje ela é apresentadora do canal Multishow, onde cobre as transmissões ao vivo do canal e também apresenta o programa de viagens “Anota Aí” que é uma volta ao mundo em 40 dias mostrando 10 dicas que fogem do comum e são mega úteis, como por exemplo: 10 pizzas de encher a barriga. Aí a gente viu vantagem.

Agora vem ver as 5 coisas que a Titi não dá a mínima e vê se rola aquela identificação!

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1. Ser tirada pra puta

Isso acontece desde antes da minha primeira aparição na MTV falando “pinto”, em 2009. Sempre dei para quem eu quis e boa parte das vezes na primeira, falei sobre sexo sem pudores a vida inteira e não sinto nenhuma culpa em relação a isso. Se isso é ser puta, ok, sou puta! O que me deixa ~puta~ é quando vem um cretino e fala isso de um jeito escroto e machista, me reduzindo a apenas esse tema. Mas na maioria das vezes, pra mim, puta não é ofensa. É característica.

2.Tendências

Tenho o mesmo estilo retrô sessentinha desde sempre. Aos 13 anos aprendi a costurar e passei a usar vestidos confeccionados por mim, todos muito parecidos. Meu eu armário é tão monotemático quanto o da Mônica: apenas vestidos com a cintura alta marcada e saias rodadas. É o que me favorece, me sinto confortável e desafio alguém a me convencer a usar uma calça saruel, mesmo se ela voltar com tudo no inverno 2016 e virar item “obrigatório”. Só a palavra “obrigatório” quando estamos falando de roupas já me dá enjoo.

 3.Gafes ao vivo

Recentemente soltei um “caralho” na transmissão do Paul Mccartney no Multishow. Foi um caralho feliz, estava mega emocionada por estar na cobertura do show do meu maior ídolo. No dia seguinte alguns sites noticiaram a “gafe”, dizendo que meu áudio vazou e deu para me escutar xingando e falando palavrão. Amigos jornalistas: eu sabia que estava ao vivo e aquilo não foi um piti. E não foi a primeira vez nem será a última vez que ganho “aspas” por falar palavrão. Imprensa limitadaZzzzZ

 4.Pagar a conta

Paguei muita conta do casal sozinha e quando tenho condi$ões não dou a mínima. Essa vida é uma montanha russa e não me importo que paguem pra mim também, principalmente quando a vaca está magra.

 5.Fiscal de cu

A natureza é perfeita e deu apenas um orifício anal para cada indivíduo para que todos cuidem do seu e de mais ninguém. Amplio aqui o conceito de cu para tudo: aparelho reprodutor, peso e escolhas amorosas. E cuidado: existe muito fiscal de cu disfarçado de amigo querendo aconselhar. Recomendo atenção.

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Sempre mais sororidade: A real mudança é por amor e não por didatismo

Por Pollyanna Assumpção:

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Semana passada rolou a “treta” da Anitta versus Pitty. Achei tudo um grande equívoco. Achei que as pessoas lidaram com isso de forma afobada e extremamente preconceituosa. Mas vamos parar pra pensar um pouquinho? A galera na internet está mais preocupada em gerar cliques que provocar uma discussão real sobre um assunto. A história todo mundo já conhece: Anitta e Pitty estavam em um programa de televisão. Anitta disse que as mulheres querem ser iguais os homens até no que não presta, Pitty disse que as mulheres podem ser o que quiserem. Imediatamente os times se formaram e o #teamanitta disse que Pitty era feminazi e o #teampitty disse que Anitta era uma machista. Em vez de simplesmente analisarem os argumentos, a polícia da internet já criou uma rixa entre as cantoras e falando que a Pitty devia esculachar Anitta. E olha, se você defende o feminismo e também defende que uma mulher deve escrachar a outra, acho que talvez você esteja com um conflito de conceitos. Por que Pitty deveria humilhar ou ofender outra mulher se ela se assume feminista? E por que você deveria?

A nova feminista do momento é a Taylor Swift e ela é um exemplo clássico de como as pessoas mudam de ideia. Hoje, as pessoas que estão exaltando suas novas músicas e suas novas declarações defendendo o feminismo, são as mesmas que anos atrás a ofenderam porque ela disse que não se considerava feminista. São as mesmas que já fizeram piada porque ela trocava sempre de namorado e “não conseguia segurar um homem”. Taylor cresceu, fez novas amigas, hoje anda por aí abraçada com Lena Dunham, Lorde, comemorando aniversário com Beyonce e foi impossível pra ela conviver com essas pessoas e não mudar sua visão de mundo. Quantas amigas e amigos já não me falaram que conviver comigo mudou a visão deles sobre muitas coisas e até seus próprios comportamentos? Quantas pessoas não foram diretamente responsáveis por eu ter me tornado um ser humano melhor nos últimos anos? E não foi porque essas pessoas falaram que eu deveria ser assim ou assado. Acredito na mudança por amor e não por didatismo. Deixar uma pessoa se aproximar de você e aprender com ela porque você a ama e admira é muito mais simples e efetivo que dar “aulas” sobre assunto. Duvido muito que Lena tenha chegado pra Taylor e a escrachado porque ela era machista. A gente aprende com quem a gente ama e respeita. A gente aprende por convivência e por exemplo de vida. Mas a gente aprende.

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A gente aqui no GWS bate muito na tecla da sororidade, da desconstrução diária que o feminismo nos provoca, do “apoie as irmã”, da autoestima e da aceitação. Pra mim esses casos que eu citei são exemplos claros de sororidade. Nós mulheres somos reprodutoras de um sistema opressor e é normal que a gente esteja tão inserida nele que não se dê conta de como estamos ajudando ele a sobreviver. Por isso é nosso papel diariamente se questionar em nossas próprias atitudes. Mesmo que a gente não concorde com algumas coisas, a auto avaliação é sempre importante. Anitta ainda é uma menina. Uma menina peituda e coxuda que fica linda de mini saia e sabe disso e usa isso a seu favor e que está fazendo sucesso pra caramba e ganhando um super dinheiro. Anitta além de ter uma origem social completamente diferente da Pitty, tem uma linha de trabalho mais diferente ainda. Mas isso não significa que ela seja mais “vadia” ou menos inteligente que a Pitty. Elas são mulheres diferentes, de origens diferentes, experiências diferentes e carreiras diferentes. Mas são tratadas pela mídia exatamente da mesma forma: como objetos. Lembro que no Rock in Rio durante o show da Pitty os comentários que mais víamos na mídia era sobre o corpo da Pitty. Ela estava mais gorda? Ela estava mais magra? Ela estava mais velha? Mais bonita? Ela era gostosa? Abrimos sites de fofocas e todas as notícias começam com “mais magra, fulana surge em festa”, “mais gorda, fulana passa dias em um SPA”. Pitty acabou de lançar um álbum novo, venceu uma depressão, passou por uma fase problemática e por conta DISSO emagreceu muito e mesmo isso tendo sido resultado de uma situação complicada, tudo que ela mais escuta agora é como está linda magra. Mais que ninguém, ela sabe o que é ter sua aparência e sua conduta escrutinada pela imprensa punheteira. Mesmo sendo uma artista conceitualmente tão diferente da Anitta. Pitty sabe como é. Pitty entende.

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Meu conselho é: Não desista daquela sua amiga que reproduz discurso machista. Todas nós podemos mudar e você mesma, levou um tempo para se tornar o que é hoje. Todas nós podemos acordar e percebermos que estamos sendo preconceituosas de alguma forma. Jogamos nossas inseguranças em cima das pessoas ao nosso redor e colocamos nelas nossas expectativas. Mas isso não significa que a gente não possa aprender com nossos erros e percebermos onde podemos melhorar. Pitty sabe disso e por isso jamais apoiou os pedidos de “acabe com a Anitta” como tanta gente na internet pediu pra ela fazer. Ela sabe que o caminho real de uma feminista é  ser uma amiga foda e mostrar pra ela como a vida é livre do lado de cá do feminismo. Anitta não precisa de esculacho. Anitta precisa de sororidade.

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