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Sensível e Selvagem: Você conhece a (sua) energia feminina?

energia feminina

Sensível e Selvagem: Você conhece a (sua) energia feminina? Devo confessar para vocês que essa é uma pergunta que eu tenho me feito com tanta frequência que me fez mergulhar em leituras e estudos cada vez mais profundos sobre a construção (ou a destruição?) do feminino na nossa sociedade.

Já compartilhei com vocês várias vezes que um dos principais motivos que decidi me aprofundar nos estudos de autoestima e falar sobre isso, foi justamente porque eu sempre lutei muito para me sentir bem na minha própria pele, para acreditar em mim mesma, me achar merecedora.

Como sempre fui questionadora, me perguntava: “Por que? Por que me sinto assim? Com tanto medo, vergonha. Com tanta necessidade de agradar, de aprovação, de reconhecimento. Porque continuo perpetuando conceitos e ideias que não são minhas e que inclusive, me diminuem, me aprisionam, me limitam e me enchem de culpa?”

A primeira luz no fim do túnel que se abriu para mim foi o feminismo. Foi com ele que entendi a construção do papel social da mulher no mundo androcêntrico. Entendi que não fomos ensinadas a sermos independentes, livres, poderosas mas sim, obedientes, recatadas, frágeis.

A mente clareou e muita coisa começou a fazer sentido. Mas eu percebi que muitas vezes, eu sentia raiva, angústia, desejo de vingança. Quem me aprisionou deveria ser aprisionado? Logo percebi que não estava ali a resposta. O feminino não estava mais sendo silenciado, era pior: Ele não existia mais.

E provavelmente toda liberdade que nós achamos que conquistamos ela nos foi dada porque existia um interesse androcêntrico nisso. Ao longo da nossa história acreditamos que tivemos conquistas que, na verdade, foram permitidas. É inquestionável que vivemos em uma sociedade construída pelos homens. Tudo que nos é “vendido” sobre ser produtiva, vencedora, ser ativa, é masculino porque a construção social que vivemos é masculina.

Nos adaptamos à linearidade do mundo para não sermos engolidas por ele, nos desconectamos das nossas potências, da forma que realmente pensamos, produzimos, socializamos e funcionamos muito antes das nossas bisavós nascerem.

O que me faz pensar que pelo fato de vivermos em uma estrutura social patriarcal, na maioria das vezes, nossos pensamentos, ações e reações também são masculinos. Chegar a essa conclusão mudou o jogo pra mim. Percebi que estamos todas interpretando a muito, muito tempo e basicamente, dois personagens:

  • A santa: Aquela que aguenta tudo e sofre calada, se doa, se doa, serve, serve até secar como uma terra que não é regada. Sempre tentando agradar, tomada pela culpa e pelo medo.
  • A puta: que dá conta de tudo, que funciona de forma linear, que não precisa de ninguém, que tá sempre pronta para o combate, fortona, controladora, sem medo de nada.

E aqui chegamos:

“Sem recordar sua própria estrutura psicofísica e nem conhecer sua própria história cultural, as mulheres ansiosas de energização só souberam projetar a aventura improvável de imitar os homens e aceitar as regras do jogo criadas por eles para eles mesmos… Chegou o momento de medir com lucidez e sem coações o espaço que nós mulheres realmente utilizamos.”

trecho do livro: A Deusa em Nós – Ethel Morgan

A resposta pra mim está no resgate da energia feminina. Na verdade, sendo honesta, antes de resgatá-la, precisamos conhecê-la. E é esse o convite do movimento Sensível e Selvagem.  Conhecer essa energia, se apropriar dela.

Para falarmos em energia feminina, antes precisamos entender o conceito de energia. Aprendemos na escola que o universo é regido por leis naturais como a lei da gravidade, da ação e reação, leis de Mendel… quem lembra? Vamos falar um pouco sobre a lei da Polaridade que diz que tudo tem um oposto: Positivo e negativo, luz e sombra, feminino e masculino… Carregamos dentro de nós, sendo homens ou mulheres o princípio feminino (yin) e masculino (yang) então, não é um papo sobre gênero.

Segundo os orientais, yin e yang, são pólos opostos de uma energia chamada Qi (pronuncia-se tchi), que está presente em tudo no universo. Quanto mais você se afasta da sua essência feminina e da sua essência individual – seu eu de verdade -, menos chances você tem de encontrar o autoconhecimento, o amor próprio, a sua autoestima e a sua felicidade.

Sensível e Selvagem é sobre abraçar e acolher o feminino, percebendo a importância dele não só na sua vida, mas no mundo. É usar nossas emoções como um ponto forte, não como uma fraqueza. SENTIR e prestar atenção ao que esses sentimentos me dizem.

Vulnerável, real e verdadeira. Reconhecendo o poder da mulher indomada e também da amorosa e dedicada. Só depois de sermos inteiras, livres de moldes e donas da nossa própria soberania poderemos nos encarregar de nossa parte intransferível: A mediação conciliadora e a defesa da ordem natural para curarmos e reconectarmos com nós mesmas e com o mundo.

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Como me conectar com a minha verdadeira essência?

essência

Afinal o que é essência e como se conectar com ela?

Em Jung, chamamos essa essência de “SELF”, a parte que consideramos a mais “pura” de nós, a que reflete melhor quem nós realmente somos. Quando estamos conectadas com essa essência conseguimos desenvolver o nosso melhor de nós emocionalmente, psicologicamente e até espiritualmente.

Apesar de vivermos na era da comunicação, praticamos pouquíssimo o diálogo interno e, por medo, vergonha e insegurança não nos permitimos viver esse nosso EU, na sua totalidade.

Quantas vezes você já se pegou dizendo coisas como: “eu não consigo”, “não sou boa o suficiente”, “não sou bonita o suficiente”, “não sou inteligente o suficiente” ou se sentindo incapaz de tomar uma atitude, uma decisão ou um posicionamento por insegurança? Sem perceber, achamos que somos os que os outros dizem que somos, o que acreditamos que a vida nos tornou, o que achamos que “é o que dá” pra ser. Caímos nas armadilhas do EGO… E veja bem, não estou falando mal do EGO aqui.

O EGO é o que nos dá o senso de identidade, fundamental para lidarmos com o nosso dia-a-dia, para vivermos em sociedade. É ele que chamamos de nossa personalidade, nele que mora nossos gostos pessoais de música, moda, o que consideramos interessante ou não.

A questão é que muitas vezes temos um EGO preso em uma persona, uma imagem idealizada de nós mesmos. Para sermos essa persona, nos desconectamos da nossa essência e esquecemos de deixar que o EGO cumpra apenas o papel dele: O de estar a serviço da nossa essência e não o contrário.

Vivemos em uma era do bombardeio de informações, ideologias, estéticas prontas, fórmulas prontas e consumimos isso todos os dias, querendo ou não, ao abrir o instagram por exemplo. É fácil se conectar com as crenças de outras pessoas. Principalmente quando sabemos exatamente o que temos que falar, o que temos que vestir, como devemos ser para pertencer.

Se conectar com sua essência é sintonizar consigo mesma, se tornar curandeira de você mesma, das suas crenças, dos seus valores. Um dos conceitos mais importantes na psicologia analítica é o de valor. O valor é uma medida da quantidade de energia que você atribui a sua personalidade. Quando se atribui um alto valor a uma ideia ou sentimento, significa que esse valor pode ser o grande responsável por conduzir a sua vida. Por isso é tão importante perguntar: Estou sendo guiada por meus reais valores ou pelos valores do meu ego?

Manter a mente aberta e empática é importante.

Mas conectadas com nós mesmas, entendemos o que realmente faz sentido ou não, levar com a gente. Uma vez, uma grande amiga minha disse: “Crenças que pertencem a você não vão colocar mais peso sobre seus ombros. Elas irão tirar dos seus ombros o que você está desnecessariamente carregando.” Isso, é estar conectada com a sua essência.

Já escrevi um texto em 2017, antes de ser estudante de psicologia e saber falar sobre isso com uma visão mais técnica, chamado: “Seja você mesma mas de verdade, use sua autoestima” e acho válido trazer um trecho pra cá: “O seu processo de descobrimento e desenvolvimento é só seu. Não acelere, não finja acreditar no que não acredita, não se sinta culpada por pensar o que você pensa e o mais importante: não tenha medo de mudar de ideia. O medo e a insegurança só distanciam a gente de nós mesmas e tudo que queremos ser.”

Quanto mais a gente se conecta com esse EU, esse SELF, mais trabalhamos nosso autoconhecimento, cura interna, nossas inseguranças, autoestima e nosso propósito. Gosto muito de uma frase: Eu não sou quem eu digo que sou, eu não sou quem eu gostaria de ser, eu não sou o que dizem que eu sou. Quanto mais conectadas estamos da nossa essência, mais sentido ela faz.

Se você quer ter acesso a exercícios e ferramentas para se conectar com a sua essência, entender mais sobre o ego, trabalhar sua inteligência emocional, mudanças de hábitos e mentalidade, conheça o Método CdA.

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Por que nos sentimos tão frustradas?

porque nos sentimos tão frustradas

Frustração e autoestima.

Um paradoxo estranho que vejo hoje e é muito comum para quem como eu, sofreu com autoestima baixa durante muitos anos: Ao mesmo tempo que eu me sentia um lixo, sem valor algum, feia, nada inteligente, eu tinha lapsos de grandeza, de me achar melhor que os outros, mais merecedora. Sentia que era injusto eu não ser, eu não ter.

Hoje entendo como tudo isso, são dois lados da mesma moeda. Pode reparar, quem muito se acha, na intimidade, são pessoas cheias de inseguranças e medos. Depois que mergulhei nos estudos do autoconhecimento, fui entendendo melhor como desenvolvi minha mentalidade, primeiro passo para qualquer mudança quando algo nos incomoda.

Aliás eu acho muito curioso quando vejo por aí: “Trabalhar o autoconhecimento pra que? Eu me conheço a vida toda!” Sim, nós sabemos como agimos e reagimos no mundo, nossa cor favorita, se gostamos de frio ou calor. Mas sem nos aprofundarmos na nossa psique, não conseguimos compreender porque nos construímos como nos construímos, porque temos as crenças que temos, os hábitos, os medos, as inseguranças. Sem compreendermos isso, ficamos em um ciclo eterno de repetições de padrões e não fazemos mudanças reais na nossa vida, não evoluímos, não nos libertamos.

O caminho do autoconhecimento não é fácil, nem indolor e nem linear. Algumas coisas depois que compreendemos, destravamos com tanta facilidade… Já outras carregamos com a gente durante anos, mesmo depois de entendermos a origem e como nos fazem mal.

E o papo hoje é sobre frustração, esse sentimento carregado de uma sensação de impotência e de desânimo, muitas vezes com pitadas de raiva, que tem origem em tudo que não conseguimos ser e conquistar que eu conheço muito bem. Pelo menos uma vez por mês, a “Dona Frustração” senta na minha sala, pede um café, acende um cigarro e coloca por água abaixo meus anos de dedicação ao “me curar de mim” como diz a letra linda da música da Flaira Ferro.

A frustração é um sentimento super conectado com nosso EGO e distante da nossa essência, ou como diria a psicologia analítica, do nosso SELF. Essa essência, explicando de forma simplificada, é nosso “eu” mais puro, no sentido de ‘verdadeiro’. Quanto mais a gente se conecta com esse self, mais trabalhamos nossa cura interna, nossas inseguranças, nossa autoestima e nosso propósito. Quanto mais conscientes estamos da nossa essência, mais entendemos o ego e não caímos mais nas armadilhas dele.

E por que o ego apesar de necessário nas nossas vidas pode ser tão perigoso? Porque é nele que mora uma versão idealizada de nós mesmos. E pode ser muito frustrante passar a vida toda, desconectada de si mesma, em busca desse “eu” ideal imaginário. Perceber os perigos do ego não é fácil porque pensamos: “Ué, mas eu quero isso, mereço isso, vou lutar por isso, eu SOU isso.” Sem perceber que nossa essência já carrega tudo que nós precisamos.

Se conectar com a própria essência é fazer as pazes com nós mesmas, mas às vezes, nosso ego não deixa. É quase como quando brigamos com a nossa melhor amiga, sabe? Queremos fazer as pazes mas quem tem que pedir desculpas primeiro é ela.

Nunca nos sentimos tão frustradas e também nunca estivemos tão reféns do nosso ego. Afinal, todo mundo pode ter 15 minutos de fama, todo mundo pode se autodeclarar especialista e influenciar pessoas porque dá dinheiro, status. Likes nas redes sociais nos fazem nos sentir mais que amados, veja só: valorizados. Junto a isso, um mundo acelerado onde tudo fica ultrapassado (inclusive nós mesmas) em um estalar de dedos.

É impossível não se deixar afetar, impossível não se deixar levar. E quando bate a frustração? Vem a depressão, baixa autoestima, procrastinação, comportamentos compulsivos, ataques de raiva e para algumas pessoas até pensamentos suicidas.

Na sociedade em que vivemos existe uma  pressão para ser feliz e bem-sucedida. Essa pressão faz com que a gente se conecte cada vez mais com a ideia de sucesso do mundo e menos com a nossa, aquela da nossa essência. Aquela que faz sentido pra gente de verdade. Não aquela que quer provar alguma coisa para o mundo, não aquela que quer se encaixar, pertencer, não aquela que vai alimentar a vaidade. Tão fácil entender, tão difícil colocar em prática.

Uma coisa eu entendi: Onde existe frustração, existiu expectativa. Alinhar expectativas é uma forma de trabalhar as frustrações, assim como aceitar a realidade dos fatos. Nem tudo para acontecer depende do nosso esforço ou vontade, não temos controle de tudo. Aceitar a realidade não tem a ver com se acomodar, aliás acredito que aceitar é o primeiro passo para de fato, transformar.

O diálogo interno também é a chave para esse resgate da nossa essência. Quando me sinto frustrada tento me questionar com acolhimento: “O que me fez sentir assim?”, “O que é que eu esperava que acontecesse?”, “O que está ao meu alcance fazer?”, “Quais são as crenças que tenho sobre mim, a vida, sobre o sucesso que essa situação reafirma?” Me fazer perguntas e responder de forma honesta tem sido fundamental no meu processo de autoconhecimento e autoestima.

Será que naturalizar a frustração é a saída? Eu não sei, estou em busca de respostas sobre esse sentimento complexo há tempos. Tenho feito uma reflexão: Todas nós já nos sentimos frustradas. Aliás, é um sentimento que nos acompanha desde que somos bebês. Aquele choro desesperado quando não encontrávamos o peito para mamar, sabe? Ou seja, desde que o mundo é mundo recebemos essa mensagem difícil de engolir: O mundo não gira em torno dos nossos desejos.

Mas a frustração tem um efeito positivo no nosso desenvolvimento. É através dela que trabalhamos a nossa autonomia e resiliência, por exemplo. E também porque não dizer, nossa compaixão e autocompaixão.  Talvez seja impossível se libertar do sentimento, mas talvez seja possível mudar a forma que nos relacionamos com ele.

Se você quer ter acesso a exercícios e ferramentas para se conectar com a sua essência, entender mais sobre o ego, trabalhar sua inteligência emocional, mudanças de hábitos e mentalidade, conheça o Método CdA. 

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Autoconhecimento: O que é e como exercitá-lo

Autoconhecimento é o CONHECIMENTO DE SI MESMA

Conhecimento das próprias características, sentimentos e inclinações. Ou seja, você é a única pessoa que pode fazer esse processo de autoconsciência. E se você está pensando que se conhecer é saber sua cor preferida ou prato predileto, pense outra vez.

A PERCEPÇÃO de si mesma é algo muito mais profundo e tem influência direta nas suas decisões, comportamentos, objetivos, metas e sonhos. A falta de autoconhecimento é o que muitas vezes nos leva a nos tornarmos inseguras, dependentes e até de assumirmos uma personalidade que não é a nossa de verdade apenas porque acreditamos que é o que devemos ser ou o que os outros esperam que sejamos.

Autoconhecimento é compreender com mais profundidade como você funciona internamente. E assim, conhecer seus recursos externos e internos, sua história e padrões comportamentais e tomar as rédeas da sua vida. Esse processo é o que nos leva ao próximo passo: A CONSCIÊNCIA.

Isso não significa apenas saber quais são seus pontos fortes, ou seus pontos de melhora, por exemplo. Ter consciência e clareza desses fatos é o que torna possível a mudança e as transformações que você deseja de comportamento e de percepção de você mesma e do mundo.

A maior parte das respostas para nossas dúvidas estão dentro de nós e autoconhecimento é a forma de fazer as pazes com você mesma.

Como identificar que você precisa trabalhar mais o seu autoconhecimento?

O autoconhecimento é um trabalho eterno. Não é uma montanha cujo objetivo é chegar no pico, mas sim, uma jornada que envolverá momentos difíceis, momentos prazerosos, momentos de dúvidas e certezas.

Mas às vezes, estamos tão perdidas de nós mesmas que nem percebemos o quanto autoconhecimento nos falta e o quanto ele seria agente de mudanças na nossa vida se o colocarmos em prática. Será que você se identifica com algumas características da falta de autoconhecimento?

Não conseguir ficar sozinha:

Você se sente angustiada quando está sozinha? Procura alguém pra conversar, para encontrar, ou precisa sempre de uma distração? Quando a gente não se conhece é muito difícil nos sentirmos relaxadas ou simplesmente curtir os momentos de solitude. Você também pode se sentir menos especial ou importante se não tem alguém ao seu lado.

Você se importa demais com a opinião alheia:

Quando não trabalhamos o nosso autoconhecimento geralmente construímos nossa imagem com base na opinião dos outros. Ou seja, acabamos vivendo em uma dependência da aprovação e reconhecimento alheio, resultado de falta de boa percepção de si mesma. Enquanto recebe aprovação, fica feliz e satisfeita com quem é, mas não sabe lidar com críticas e tem a tendência a se ajustar somente para corresponder às expectativas alheias.

Sempre se compara:

Está constantemente comparando seu corpo, seu sucesso pessoal e profissional com os de outras pessoas. Às vezes passa até a acreditar que a vida de alguém em específico deveria ser a sua. Quando você se compara, aos poucos, vai deixando sua  essência para trás e entende cada vez menos seus recursos externos e internos, sua história e padrões comportamentais. O que te deixa cada vez mais distante da tomada de consciência, fundamental para tomar as rédeas da sua vida.

Insegurança na hora de tomar decisões:

Se você não se conhece, se não tem seus objetivos claros, se não assumiu uma postura, um posicionamento, como vai ter clareza de qual caminho seguir?

A falta de autoconfiança, fruto da falta de autoconhecimento, congela nossas atitudes. Muitas vezes por conta disso, você deixa os outros decidirem por você o seu caminho, suas atitudes e às vezes até a forma com que você deve se vestir e comportar.

Não vive o presente:

Está sempre apegada a um passado, se agarra em uma fase específica da vida onde acreditava que era mais feliz, fácil ou que você se sentia mais protegida. Também pode viver projetando o futuro, construindo cenários imaginários que muitas vezes são muito distante da sua realidade ou exigiria um trabalho hoje que não está sendo feito porque você não vive o presente. O famoso “amanhã eu começo”.

Não tenha medo ou vergonha de ser você e tudo que você quer ser. É possível começar a exercitar o autoconhecimento.

autoconhecimento

Foto: Ava Sol no Unsplash

Como exercitar o autoconhecimento?

Se faça perguntas: 

O filósofo Sócrates entendia que as ideias já estão dentro das pessoas e são conhecidas por sua alma e a pergunta correta pode fazer com que a alma se recorde de seu conhecimento prévio. Se faça perguntas e responda de forma honesta, sem cair na tentação das mentirinhas que contamos para nós mesmas.

Aproveite sua própria companhia:

Quando você investe tempo em ficar sozinha, se abre para a chance de ouvir a sua própria voz em ação, ou seja, os desejos de sua mente e de seu coração são compreendidos com mais facilidade.

Diga mais não: 

Quantas vezes você disse sim querendo dizer não? Quantas vezes por medo de magoar o outro, por medo da rejeição ou por insegurança você fez algo que não queria e se submeteu a situações que não se sentia confortável?

Em alguns momentos, dizer mais não para os outros, significa dizer mais sim pra você. E quanto mais sim você diz para si mesma, mais confiança e autonomia você ganha.

Medite:

Meditar é se conectar no momento presente e focar somente nele. Isso diminui a ansiedade e ajuda no processo de auto-observação, tão importante no processo de autoconhecimento.

Mantenha um diário: 

Escrever é uma forma poderosa de trabalhar a autoconsciência das nossas emoções. Quando mantemos um diário conseguimos rastrear a forma como agimos e pensamos. Assim, conseguimos refletir sobre uma determinada emoção quando ela não está presente e compreendemos melhor nossos hábitos e mecanismos de defesa.

Espero que esse texto ajude você nesse processo tão importante. Quando nos conhecemos melhor, desenvolvemos a autoconfiança necessária para seguirmos adiante e o resultado do autoconhecimento é uma autoestima fortalecida e clareza dos seus recursos.

Autoestima é sobre trilhar seu próprio caminho, ouvir seu coração e conhecer a sua essência. Boa sorte na jornada!

Quer trabalhar seu autoconhecimento?

O Método CdA é uma abordagem terapêutica, com base em estudos da Psicologia, Neurociência e Sagrado Feminino. Um convite para você se sentir confortável com você mesma, vislumbrando novas possibilidades e expandindo seu nível de consciência com foco nas suas potencialidades e recursos, construindo uma visão mais ampliada de si mesma e do mundo.

Saiba mais sobre o Método CdA