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Planejamento financeiro: Como lidar com o dinheiro em tempos de coronavírus

planejamento financeiro

Nós do Invista como uma garota sempre falamos que a vida é muito mais fluida que uma planilha e que os planos mudam. Mas claro, ninguém estava contando com uma mudança tão drástica, algo que só uma pandemia pode causar ao nosso planejamento financeiro. Então o que podemos fazer e aprender nesse período tão turbulento de coronavírus em relação ao nosso dinheiro? Segue alguns pontos importantes:

Entender de uma vez por todas a importância da reserva financeira

Acreditamos que agora, mais do que nunca, é possível entender a importância de ter uma reserva de emergência. Perguntando para as garotas que nos seguem no nosso Instagram, esse foi o maior aprendizado em relação a dinheiro durante esses dias. Seja porque é o que está salvando ou porque precisou dessa reserva e não tinha. Independente da sua situação, a mensagem é para entendermos o quanto é fundamental conhecer mais sobre isso e colocar em prática o quanto antes porque é ela que nos permite passar por momentos tensos como o que estamos vivendo agora. Já falamos sobre isso aqui no Chá de Autoestima!

Dá uma lida nos textos: Como organizar suas finanças, Planejamento e orçamento financeiro mensal: Como fazer e 5 dicas para (finalmente) conseguir juntar dinheiro.

Se pergunte o que realmente é essencial (agora e depois) 

O que é realmente essencial e importante na sua vida? Vimos uma frase na internet que dizia: “É engraçado, a economia está prestes a colapsar porque as pessoas estão comprando apenas o que precisam”. Ninguém tá dizendo aqui que quando a pandemia passar a solução para não gastar é ficar sem sair de casa, sem viajar, sem comprar coisas novas – nosso ponto não é esse – mas esse momento talvez tenha possibilitado uma reflexão do que realmente é importante pra gente e, consequentemente, onde deveríamos usar nosso dinheiro.

As pessoas estão se reinventando e com isso a forma que usam o dinheiro também. Seus gastos com alimentação aumentaram ou diminuíram? Agora talvez ache importante fazer terapia? E algum curso novo? Será que a academia não tá pesando o orçamento? Não é possível mesmo fazer exercício de graça em casa depois que tudo passar? Aprendeu a fazer as unhas sozinha?

Agora que toda saída tem que ser planejada, quanta besterinha, que consome metade do seu cartão de crédito, você deixou de comprar na farmácia? Na padaria? Naquela fast-fashion? Quanto desses itens você percebeu que são dispensáveis? Esse é o raciocínio para você começar a construir uma reserva financeira.

Negocie as dívidas 

Pra você que tem uma dívida, esse talvez seja um bom momento para tentar negociá-la. A Selic, que é a nossa taxa de juros, nunca esteve tão baixa e portanto as instituições estão com mais necessidade – e vontade – do que nunca de receberem o que lhe devem. Para esse momento, se preparem: entendam quanto estão pagando de juros, quanto que está a taxa de juros hoje, quanto que é uma parcela que cabe no seu bolso. Quando chegamos com esses argumentos bem desenhados, fica mais fácil de negociar melhores saídas e soluções.

Peça ajuda

Em meio a tudo que está acontecendo, muita gente perdeu o trabalho ou teve uma baixa grande no orçamento. Estamos vivendo um momento único na história recente. As empresas e as pessoas estão mais abertas a ajudar. Não se feche, não tente resolver tudo sozinha, não se sinta insegura ou tenha vergonha de pedir ajuda e dizer que está com dificuldades, seja para conversar com o banco, seja para pedir para atrasar o aluguel um mês, pra pedir uma ajuda pra um amigo/familiar ou pra fazer outros tipos de trabalho.

Converse sobre o assunto e faça também com que boas soluções cheguem até mais pessoas. Ouvimos histórias de inquilinos que deram 50% de desconto para quem teve o salário reduzido nesse valor, histórias de financiamentos coletivos para quem não está podendo trabalhar, dando certo… Vá atrás dessas opções e também das que os governos e os bancos estão criando. Você pode se surpreender com as possibilidades.

— ♥ —

Texto por Vic e Aninha:

O Invista Como Uma Garota começou em 2018 como um projeto que aproxima mulheres com diálogos informais e sem tabu sobre dinheiro. Questões da mulher no mercado de trabalho, investimentos e orçamento pessoal são temas que abordamos. Somos apaixonadas por educação financeira e economia comportamental e encontramos assim uma forma de contribuir com a liberdade da mulher e sua autonomia financeira.

 

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Não tente parecer rica se você não é: O que te faz consumir da forma como você consome?

Nao tente parecer rica se voce nao e

Há algum tempo, lemos um texto que descreveu muito bem um tema sobre o qual nós queríamos escrever há meses. Esse texto fala sobre como o custo do nosso estilo de vida enquanto somos jovens e a preocupação com o futuro (ou a falta dela) são os principais fatores que definem como será a nossa velhice.

No texto, o autor compara dois casais na casa dos setenta anos que tiveram rendas muito semelhantes ao longo da vida, tiveram a mesma quantidade de filhos, viviam no mesmo país.

Ao chegarem na terceira idade, um dos casais já estava tranquilamente aposentado e nunca se tornaria um fardo em termos financeiros para seus filhos.

Já o outro casal ainda estava trabalhando sem descanso e a dependência em relação aos filhos era só uma questão de tempo. A diferença entre eles? O filho do primeiro casal deu uma resposta simples e direta: “Meus pais não passaram a vida fingindo que eram ricos.”

Essa frase nos atingiu como um canhão. PUFT. Toma essa. E é sobre isso que a gente vai falar hoje.

Parando para pensar nos motivos pelos quais muitas de nós não guardam (e investem) dinheiro para o futuro, na verdade a resposta é muito simples:

A maioria de nós prefere usar nosso dinheiro hoje, no presente.

As coisas que queremos (roupas, viagens, shows, apartamento, sapatos, cursos, maquiagem, passeios, etc…) hoje são muito mais legais do que “uma velhice segura e tranquila” – isso parece tão sem graça, não?

Pois é, nós sabemos que não é fácil (mesmo!) priorizar algo que parece tão distante, tão chato, tão longe da nossa realidade. Mas isso não pode ser desculpa para você não se preparar. Se você quer fazer qualquer coisa daqui a algumas décadas que não seja trabalhar, trabalhar, trabalhar e se preocupar com dinheiro, você precisa começar a investir pelo menos 10% da sua renda desde já para se proteger. Esse é o maior gesto de carinho que você pode ter consigo mesma.

Não sabemos como serão as aposentadorias daqui a 20, 30, 40 anos, não sabemos como estará a nossa saúde, não sabemos como será o mercado de trabalho, não sabemos que tipo de gastos teremos lá na frente. Não tem jeito: precisamos ser o nosso próprio porto seguro, não podemos só torcer pra que tudo dê certo. A maioria dessas histórias não têm um final feliz.

Não queremos ser céticas e nem chatas, mas precisamos te falar a verdade – é pra isso que servem as amigas, não é mesmo? Então decidimos trazer aqui algumas reflexões que podem te ajudar :)

Nao tente parecer rica se voce nao e

Vamos começar pelo estilo de vida:

– Com que você gasta?
– Quanto você gasta com essas coisas?
– Isso é uma necessidade ou um luxo?
– É uma prioridade na sua vida?
– O que te faz consumir da forma como você consome?
– O que te influencia?

Em tempos de shoppings, Instagram, YouTube, influencers, fotos perfeitas e lojas online, essas perguntas são fundamentais. Às vezes nós aqui nos pegamos pensando “Nossa, guardar dinheiro devia ser muito mais fácil na época dos nossos pais…” justamente porque hoje, mais do que nunca, nós somos estimulados a consumir o tempo in-tei-ro, e não só pelos meios óbvios, como propagandas…

Você já parou pra pensar no quanto as fotos das viagens dos seus amigos no Instagram já não te fizeram querer pagar por uma viagem que você ainda não poderia fazer? E quantas vezes você não foi lá e fez mesmo, só porque todo mundo estava fazendo também? Você já parou pra pensar se você compraria tudo o que você compra e gastaria com tudo o que você gasta se as redes sociais não existissem, se você não fosse receber nenhum like?

O quanto será que nós estamos fazendo as coisas por uma pressão social, por uma ansiedade, por insegurança, por vontade de receber likes, por querermos fotos perfeitas, por querermos impressionar os outros?

Ou o quanto você compraria se não existissem lojas te perseguindo e te seduzindo no Instagram, no WhatsApp? Se essas coisas te afetam e se você tem um padrão de gastos acima do que você acha que deveria, tente repensar como eliminar esses gatilhos do seu dia a dia: quanto mais longe das tentações, melhor!

E aqui entra a outra reflexão que a gente quer te trazer: não seja irresponsável com seu dinheiro “só porque todo mundo também” está sendo. “Eu vou ter que dividir essa viagem em dez parcelas e vai ficar um pouco pesado no meu orçamento… Mas dane-se, essa vai ser uma experiência maravilhosa e imagina cada fotão que eu vou tirar nesse lugar!”

Acredite: ter tranquilidade sabendo que seu dinheiro está bem cuidado e fazer as coisas quando realmente podemos (sem peso na consciência!), essas sim são experiências maravilhosas.

E… Você teria um minuto para ouvir a palavra do minimalismo? Não estamos falando pra você ter 20 peças de roupas nem viver num apartamento só com uma cama, um fogão e uma geladeira e nunca comprar nada. Queremos que você pense se você precisa consumir no ritmo que você consome. E pode ser que você seja uma garota super consciente e controlada!

Não estamos dizendo que você está gastando mal o seu dinheiro, pode ser que você esteja arrasando!

Não nos entenda mal, por favor, hehe. Queremos que você dê um passo atrás e coloque a ditadura do consumo em perspectiva. – Ah! Se você ainda não viu o documentário “Minimalism” do Netflix, fica aqui a nossa recomendação.

Um fator que acreditamos que esteja totalmente ligado ao nosso padrão de consumo é a nossa falta de paciência. A ansiedade que nós, millennials temos (e porque não, que a Geração Z também tem) em mostrar o nosso sucesso. Queremos mostrar isso pela roupa que usamos, pelo bar que frequentamos, pelos shows, pelas viagens, pelos restaurantes.

Queremos mostrar que somos brilhantes, que somos mais avançados do que nossos pais eram na época deles… Mas será que somos mesmo? Quando chegam as contas pra pagar, as faturas do cartão, a necessidade de investir, o tempo mais longo para aquela promoção, ou uma demissão inesperada, cai a ficha de que precisamos ter paciência. Precisamos plantar por muito mais tempo do que imaginávamos para podermos colher.  

Por último, queremos reforçar o pedido para que você pense em quais são seus pontos fracos, quais são seus gatilhos para consumir. A comodidade da comida por delivery, que sai 5x mais cara do que cozinhar?

É a loja do Instagram que fica aparecendo no seu feed todos os dias? O passeio no shopping? São as fotos das amigas? Os amigos gastões? São os barzinhos?

É preguiça de acordar um pouco mais cedo e ir para o trabalho de ônibus? É não saber usar o cartão de crédito com responsabilidade? Entenda o que é que pega e faça algo a respeito! (Uma dica pra conseguir fazer isso é aprender a dizer dane-se para a opinião alheia… Nós recomendamos fortemente!)

Viva um degrau abaixo da sua renda

Viva com menos do que você ganha. Invista logo que o dinheiro cair na conta e gaste o que sobrar, tire uma parte da sua renda do seu alcance, finja que ela nem existe. E continue fazendo isso (e vá aumentando a porcentagem da sua renda que é destinada aos investimentos) conforme a sua renda for aumentando.

Não tente parecer rica se você não é. Pode ser gostoso no momento, mas essa sensação é passageira. Comece o quanto antes a investir para o seu futuro, não subestime isso. E então, tenha uma vida mais simples. Você nunca se arrependerá disso.

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Texto por Vic e Aninha:

Invista Como Uma Garota começou em 2018 como um projeto que aproxima mulheres com diálogos informais e sem tabu sobre dinheiro. Questões da mulher no mercado de trabalho, investimentos e orçamento pessoal são temas que abordamos. Somos apaixonadas por educação financeira e economia comportamental e encontramos assim uma forma de contribuir com a liberdade da mulher e sua autonomia financeira.

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Planejamento e orçamento financeiro mensal: Como fazer?

No nosso último artigo por aqui, 5 dicas para (finalmente) conseguir juntar dinheiro, nós falamos sobre orçamento, que é quase um palavrão né? haha. E sabemos que a pergunta clássica que vem depois de fazer um orçamento é: “Beleza, mas como eu faço pra seguir o orçamento no dia a dia?“. E é sobre isso que vamos falar hoje. :)

Assim como em quase tudo que falamos sobre planejamento, investimento, dinheiro, não existe um único método que funciona (ainda bem!). Tem gente que anota os gastos em caderninho, planilha, usa aplicativo. Uma vez por mês, por semana, diariamente. Não existe o jeito perfeito. É preciso encontrar um que funcione para você e ele pode ser um misto de várias dicas legais que você foi pegando ao longo da vida. Nós viemos contar como fazemos isso.

orçamento financeiro

Método Aninha

Eu faço meu planejamento mensal desde 2015 e uso mais ou menos o mesmo método desde então. A base dele fica em uma planilha no Google Sheets e eu tenho uma aba para cada salário desde então e é uma forma bem legal de acompanhar essa evolução também. Eu uso um método que é conhecido como método dos envelopes, que eu chamo de caixinhas. Quem fala muito dele é um aplicativo que chama YNAB (You Need a Budget) que é super referência no tema, mas confesso que nunca tive coragem de pagar pra usá-lo.Vou resumir o método do YNAB aqui, mas vocês podem dar uma olhadinha no site deles também.

Regra 1 – Dê uma função para cada real: pense no dinheiro que entra de forma completa e dê um destino para cada parte dele;

Regra 2 – Compreenda suas verdadeiras despesas: Apesar de gastarmos com algumas coisas específicas em um ou outro período do ano, não podemos tratar estes gastos como exceções ou imprevistos. Se você tem que pagar o seguro do carro no começo do ano, por exemplo, divida o custo dele em 12 e guarde um pouco pra isso todo mês. Serve para presente de Natal, roupas… Na hora de pagar, isso não será mais um sofrimento e ainda rola a possibilidade de conseguir um desconto por pagar à vista.

Regra 3 – Siga a onda: Se em algum mês você gastar um pouquinho a mais em uma categoria, é só compensar e gastar menos em outra.

Regra 4 – Envelheça o seu dinheiro: Tenha um salário de reserva na sua conta e comece a pagar as contas desse mês com o salário do mês passado e assim por diante. É libertador saber que todos os boletos estão garantidos assim que eles chegam.

Antes eu anotava todos os gastos na planilha uma vez por mês e via quanto sobrou em cada uma delas e fazia o controle dessa forma. A planilha é muito simples, vou tentar explicar por aqui, mas acho que fica mais fácil dar uma olhada nela nesse link. Eu tenho uma coluna base, que é a Regra 1. Depois disso eu tenho as colunas dos meses em que eu vou subtraindo o que foi gasto naquele mês da base + a “sobra” do mês passado. É um exemplo fictício em que estou no começo de Janeiro e ainda não anotei os gastos desse mês. Vejam que no fim de cada uma das colunas, fica o saldo total de todas as caixinhas. Esse dinheiro eu deixo na conta corrente mesmo, porque ele é dinheiro do dia a dia e pode sair a qualquer momento.

Eu passei um tempo sem fazer esse tipo de acompanhamento de março de 2018 até mês passado, e tudo bem passarmos por momentos assim. A nossa vida muda com o tempo e temos que ir nos adaptando – mesmo que para isso a gente passe meses, sem fazer acompanhamento do orçamento mensal, deixe de investir e até use um pouco da reserva de oportunidades. Acontece, e bora começar de novo! É um trabalho contínuo que não tem que ser pesado.

Mês passado o jeito que eu acompanhava ganhou um up de produtividade, ou seja, menos tempo cuidando de planilhas e mais tempo para qualquer outra coisa. Eu comecei a usar o Guiabolso para acompanhar os meus gastos no dia a dia, e ele já faz a categorização automática das minhas caixinhas que antes eu fazia manualmente lendo cada linha dos meus extratos. Agora eu uso a categorização do Guiabolso para ver quanto gastei em cada categoria e pego os valores gastos e coloco na planilha uma vez por mês. Entro no aplicativo pelo menos três vezes por semana pra ver meus gastos e atualizo a planilha no final de cada mês.

Método da Vic

Eu uso uma planilha que eu desenhei em 2017, quando eu tava toda enrolada com grana e comecei a me organizar financeiramente de verdade. É essa aqui, nesse link.

Basicamente a planilha é separada em 4 macro categorias: renda, investimento, gastos essenciais e gastos não-essenciais. Assim consigo definir qual é a porcentagem da minha renda que vai pra cada categoria. Atualmente a minha proporção é de 40% para gastos essenciais (mercado, bilhete único, aluguel, contas), 10% para gastos de estilo de vida, os não essenciais (restaurante/barzinho, cinema, cartão de crédito, reserva para roupas, reserva para farmácia e cosméticos, reserva para presentes) e 50% para investir. 

A pegada é parecida com a da Aninha! Também faço as reservas para cada categoria pra ter o dinheiro em mãos quando quiser comprar as coisas, mas acho que a principal diferença é que ao invés de deixar o dinheiro das reservas na conta corrente, eu coloco as reservas na poupança porque eu sou menos controlada que ela e não gosto de deixar uma quantia grande na minha conta. Então quando o salário cai na conta no começo do mês, eu já separo tudo.

Invisto o que for pra investir, pago as contas, pago a fatura do cartão, coloco os valores de cada reserva na poupança (neste caso eu não me incomodo de usar a poupança porque ele não fica lá por muito tempo e é uma quantia relativamente pequena, então deixo lá só pra não ficar na conta corrente mesmo), carrego o bilhete único, e aí deixo na conta mesmo só o valor que vou usar pra pagar o cinema, o mercado e os restaurantes, tudo no débito.

Às vezes gosto de sacar o valor também, assim fica mais palpável ainda o quanto eu realmente posso gastar com lazer e restaurantes naquele mês. Gosto de fazer isso porque vou colocando um pouco do dinheiro na carteira toda semana pra gastar aos poucos e ter noção de limite, não fico com aquela sensação de EU SOU RYYCAAA, sabem? E quando eu quero usar um valor da reserva, só transfiro da poupança pra conta corrente e pago no débito.

E aí garotas, o que acharam?

Compartilhem com a gente suas dúvidas e as suas dicas também, vamos conversando! Estamos aqui para isso. Segue a gente no instagram também. Estamos compartilhando várias dicas por lá. 

— ♥ —

juntar dinheiro

 

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5 dicas para (finalmente) conseguir juntar dinheiro

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Você já parou pra pensar que muitos dos seus sonhos e objetivos precisam de algum tipo de planejamento financeiro para serem realizados? Já pensou que o dinheiro que vai te permitir alcançar esses objetivos precisa ser acumulado e investido? Então se prepara que vamos te mostrar 5 dicas para (finalmente) conseguir juntar dinheiro!

Ops, antes de investir, vamos dar um passo atrás: Você já tentou juntar algum dinheiro? Você guarda uma parte do que entra todo mês? Falando em dinheiro que entra, você já negociou o seu salário alguma vez? Já pediu um aumento? Falando em pedir aumento… Você conversa com alguém sobre dinheiro, gastos, negociação de salário, investimentos ou algo do tipo? Falando em investimentos: Você sabe pode onde começar? Você já investe? Sim? Não?

Calma, entendemos que parece muita coisa, mas a gente tá aqui pra te ajudar nisso! Não importa quais foram as suas respostas, você encontrou o lugar certo para conversar e aprender sobre todos esses temas. E o melhor: Só entre nós, mulheres.

Nós, Aninha e Vic, começamos o ‘Invista como uma garota‘ em julho de 2018, um projeto que aproxima mulheres no começo da carreira de temas como dinheiro, investimentos e questões da mulher no mercado de trabalho de uma forma tranquila, descontraída e sem tabu. Nós somos apaixonadas por educação financeira e economia comportamental, encontramos assim uma forma contribuir ativamente com a causa feminista: A liberdade da mulher passa por autonomia financeira.

Nosso compromisso é postar aqui no Chá de Autoestima diversos temas sobre finanças, sempre com um viés voltado para a realidade da mulher. Se vocês tiverem dúvidas, sugestões de temas, ou quiserem dicas de conteúdos sobre o assunto, podem mandar um oi para [email protected]. Vocês sempre serão mais que bem vindas! Estamos aqui para construir tudo isso juntas. Fiquem de olho e sintam-se a vontade para mandar suas perguntas.

Mas já que estamos aqui por que não já começarmos com um texto para dar um gostinho do que estamos preparando? Vamos falar de um tema que parece chato, distante da nossa realidade, que só quem mexe com planilha sabe fazer ou aquela amiga de exatas: Um orçamento. Mas vamos mostrar que fazer isso é muito mais próximo de uma sessão de terapia do que simplesmente de números. Então bora começar:

Pegue seu caderno e lápis ou computador, encontre um cantinho aconchegante e tranquilo e seja bem-vinda a um momento feito para você.

1) Antes de mais nada, tenha objetivos claros.

Para que você consiga juntar dinheiro, um grande aliado é ter clareza sobre o motivo pelo qual você não vai gastá-lo, senão na primeira vontade de enfiar o pé na jaca, você não vai sentir que estará abrindo mão de algum objetivo.

2) Viva um degrau abaixo.

Se você ganha R$ 3000 e tem um padrão de vida de R$ 3000, nunca vai sobrar nada e pior do que isso, qualquer emergência ou oportunidade, você não vai ter de onde tirar ou provavelmente estará sempre dependente de empréstimos ou cheque especial.

Parece simples no papel, mas na prática a gente sabe que não é. Nós, humanos, temos racionalidade limitada. Somos seres movidos a emoções  e muitas delas a gente nem entende direito. Quem nunca passou aquele barzinho ou aquela roupa no cartão de crédito porque o dinheiro do mês já tinha acabado?

Não tem jeito: Você precisa se organizar e se planejar. Comece entendendo realmente quanto você ganha e entenda na sua vida o que é algo prioritário ou não. E mais importante de tudo: isso muda de pessoa para pessoa. Você pode até ler em alguns lugares por aí que se você cortar o café que você toma todos os dias você já consegue economizar mais de R$ 100 por mês.

Pergunte-se: Isso é prioridade pra mim? Se for, faça caber no seu orçamento. Se não, é hora de rever alguns gastos. E como fazer isso? Aí vem a próxima dica.

3) Orçar é diferente de anotar gastos.

Um orçamento é como um mapa, como um Waze: não adianta só saber pra onde você vai, se você não sabe como chegar. Com o orçamento você responde a exatamente essas perguntas: Como eu deveria organizar meu dinheiro pra conseguir atingir o meu objetivo? Como eu chego lá? O que eu tenho que fazer?

De forma bem simples, entenda em qual grupo os seus gastos se encaixam:

Pague-se primeiro — Invista antes de gastar, logo quando o dinheiro cair na conta: Mesmo que você ache que ganha pouco, é possível. Você pode começar a investir no Tesouro Direto, por exemplo, a partir de trinta reais. TRINTA reais. (E caso você tenha dívidas, em quase todos os casos é muito mais vantajoso quitá-las antes de começar a investir.)

Gastos essenciais (ou fixos): Aqueles que são básicos pra você viver, são a “manutenção do seu dia a dia”. O que você provavelmente não cortaria ou cortaria por último se fosse demitida hoje: Aluguel, contas, mercado, transporte, faculdade, etc.

Educação: O investimento com maior retorno que você pode fazer na vida. Nunca deixe de investir no seu desenvolvimento. Investir no seu cérebro vai alavancar o seu potencial de aumentar sua renda ao longo da vida.

Gastos com estilo de vida (ou variáveis): O que não é obrigatório, mas faz sua vida melhor: O restaurante, o barzinho, o cinema, as viagens, o esporte, a aula de música ou de dança, as compras, etc. Tudo aquilo que você ama e sabe que são luxos do dia a dia.

O quanto você vai separar para cada fatia é uma decisão sua, existem diversas regras por aí, mas o importante é que ela seja tomada de forma consciente e te ajude a conquistar o que é mais valioso pra você e no tempo que você julgou razoável — e razoável não é a mesma coisa que o mais rápido possível: Não adianta querer juntar todo o seu dinheiro e não poder nem comprar uma garrafinha de água na rua num dia quente, isso não é vida.

4) Tão importante quanto ter um planejamento é se planejar para conseguir segui-lo.

Lemos uma vez que “falhar em se preparar é se preparar para falhar“. É isso. Desenhe mecanismos que vão te ajudar a seguir esse planejamento, que vão facilitar a sua vida. Se você definiu que vai gastar só x reais em restaurantes esse mês, que mudanças você precisará fazer na sua rotina?

Vai ter que cozinhar em casa e levar marmita algumas vezes por semana para o trabalho? Então o que você vai cozinhar? Em que momento da semana? Quando irá ao mercado?

Uma coisa que é importantíssima nesse contexto de mudança é o alinhamento com as pessoas que convivem com você. Nós somos animais sociais e fazemos muitas coisas por pressão social, medo de dizer não, por vergonha. Então, fale de dinheiro com quem está próximo a você.

Se as pessoas que estão perto de você realmente te querem bem, pode ter CERTEZA de que elas vão entender quando você sugerir uma programação em algum lugar mais barato, um jantar em casa ao invés do restaurante, um filme em casa ao invés do cinema. E te garanto que você vai se surpreender com a quantidade de vezes que elas vão responder “nossa, ufa, também não tô podendo gastar!

5) Planos mudam!

Sejam gentis com você se você quer algo hoje e daqui um tempo não quer mais, por isso refaçam essa conversa interna (ou com o papel e a caneta) de vez em quando para entender se as prioridades continuam sendo prioridades ou se algo mudou.

Ah, e quem topar esse primeiro desafio e tiver alguma dúvida, compartilha com a gente. Estamos ansiosas para vermos os planejamentos e prioridades de cada uma. Boa sorte e acredite em você!

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Texto por Vic e Aninha:

Invista Como Uma Garota começou em 2018 como um projeto que aproxima mulheres com diálogos informais e sem tabu sobre dinheiro. Questões da mulher no mercado de trabalho, investimentos e orçamento pessoal são temas que abordamos. Somos apaixonadas por educação financeira e economia comportamental e encontramos assim uma forma de contribuir com a liberdade da mulher e sua autonomia financeira.