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“De menina e de menino”: livro de Marília Lamas, que discute gênero desde infância

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A Marília é uma dessas mulheres que não tem como não admirar. Formada em jornalismo pela UFRJ e pós-graduada em Sociologia Política e Cultura pela PUC-Rio, no livro “De menina e de menino”, ela abre a discussão sobre gênero desde a infância. O livro é baseado na pesquisa que ela desenvolveu para a monografia da pós graduação e o desejo de transformar a monografia em livro vem de um amor antigo: “Sempre tive uma ligação fortíssima com os livros. Minha primeira experiência profissional foi em uma editora e lá essa paixão só se fortaleceu”, conta Marília.

Há seis anos ela trabalha no canal Multishow e desde o ano passado é roteirista por lá. Escreve programas de humor, webséries e, semanalmente, o TVZ ao vivo. Mas “De menino e de menina” não é o primeiro livro dela. Em 2015 ela lançou “São Jorge: a saga do santo guerreiro”. A diferença dessa vez é que Marília escolheu fazer tudo de forma independente e escolheu o GWS pra embarcar nessa missão com ela. A novidade que a gente conta aqui em primeira mão é que agora, além do nosso clube do livro GWS , nosso clubinho onde todo mês lemos um livro juntas e fazemos uma resenha sobre ele, expandiu! Criamos um selo para ajudar novas autoras a lançarem seus ebooks e livros de forma independente. É escritora? Tá cheia de dúvidas e inseguranças para lançar seu primeiro livro? A gente te dá uma ajuda! Escreve pra gente e continuamos esse papo por e-mail.

Marilia lamas

Voltando ao e-book da Marília, “De menina e de menino” pretende discutir e desnaturalizar a lógica que norteia a divisão por gêneros nos brinquedos e demais itens de consumo oferecidos às crianças. Trata-se de uma discussão sobre como os brinquedos que lotam as prateleiras das lojas contribuem para a reprodução de estereótipos e a manutenção de desigualdades entre os gêneros: para elas, bonecas, panelinhas, cor-de-rosa, a casa, a delicadeza; para eles, carrinhos, tratores, azul, a rua, a força, a liberdade. Para compreender o que motiva pais de crianças a seguir essa lógica, Marília entrevistou sete mães e pais de meninas e meninos de diversas faixas etárias, entre outubro e novembro de 2014. Esta é uma análise da infância e das relações que se articulam nesse período: entre brincadeiras, bonecas e carrinhos podem se encontrar modos de reprodução de desigualdades de gênero profundamente estabelecidas na sociedade e sobre as quais pouca reflexão é produzida. O objetivo da discussão proposta pelo livro é pôr em cheque essas desigualdades, rompendo com estereótipos e com conceitos tidos como naturais pelo senso comum.

Como surgiu a vontade de Marília de fazer um livro que discute gênero? Por que é importante falar sobre isso? Perguntei pra ela.

“Acho que essa foi a primeira questão que eu tive na vida: por que certas coisas são “de menino” e outras são “de menina”? Nunca entendi a categorização das cores, por exemplo. Eu gostava de brincar com todo tipo de brinquedos e ouvi muitíssimas vezes que determinada coisa “não era pra mim”. Eu tive panelinhas, bonecas, estojinhos de maquiagem, mas nunca ganhei um carrinho, pegava os do meu irmão, que é nove anos mais velho, clandestinamente. Hoje, quando penso na criança que fui, acho que eu já era feminista (risos), porque eu ficava inconformada com isso.” 

A divisão dos brinquedos nas prateleiras das lojas é realmente assustadora: a seção dedicada às meninas tem todo tipo de miniatura de utensílios domésticos, além de bonecas (que são bebês, pra elas brincarem de ser mães). Tudo rosa. Já os meninos recebem pequenos aviões, carros, tratores, bolas… A separação casa/rua fica muito nítida. As meninas brincam de ficar em casa cozinhando e cuidando dos filhos; os meninos são estimulados à aventura, a desbravar a rua. Como é possível romper com a desigualdade de gêneros na sociedade se estimulamos as crianças a perpetuar estereótipos, a reproduzir os velhos papéis sociais de sempre?

“Se queremos homens dividindo honesta e igualmente a criação dos filhos e os trabalhos domésticos com as mulheres, por que seria um absurdo que os meninos também brincassem com panelinhas e bonecas? Se as mulheres são tão capazes de dirigir e pilotar aviões quanto os homens, por que não damos carrinhos e aviões às meninas?”

O que não podemos negar é que estamos em um tempo que a discussão sobre o papel do homem e da mulher nunca esteve tão em voga. Mas o que achei mais interessante no livro da Marília é que ela vai lá na origem da questão, desde a barriga da nossa mãe, como ela mesmo fala no livro, com a pergunta “é menino ou menina?”. Mas eu sempre tenho uma dúvida: Discutir sobre isso vai fazer essa estrutura que vivemos um dia se quebrar ou isso é uma utopia? Falar sobre isso só nos ajuda a compreender com mais clareza a estrutura que vivemos? Marília acredita que sim:

“A mudança acontece lentamente, porque os estereótipos estão enraizados na gente, é dificílimo romper com isso. Mas acredito de verdade no poder da informação, do conhecimento e do debate como agentes de mudança.”

Claro que um dos principais e mais poderosos agentes de mudanças são os pais. Afinal, como criamos nossos filhos é fundamental para se formar uma nova sociedade.  Para o livro, Marília conversou com vários pais, de meninos e meninas. Perguntei pra ela o que ela ouviu de mais preocupante e o que mais deu esperanças em relação a criação e a nossa próxima geração de adultos:

“Ficou muito claro pra mim que o caminho a ser percorrido é longo. Ouvi o pai de um menino dizer que não daria uma boneca a seu filho, ‘pra ele não achar que certas coisas são normais’ e entendi que havia ali uma referência à homossexualidade. Então são duas questões. A primeira é que brincar de boneca (ou seja, brincar de cuidar de um neném) é algo tão associado à mulher, que o fato de um menino querer brincar com uma boneca sugere a esse pai que o filho poderia querer ‘ser menina’ ou ‘ser gay’, e não que o filho está simplesmente brincando de ser pai. Quando falo sobre meu livro, aliás, muita gente a princípio acha que estudei casos de crianças transgênero. Não é esse o tema. Mas quando falamos em menina brincando de carrinho e menino brincando de comidinha, as pessoas imediatamente acham que estou falando de crianças que não se identificam com seu gênero. Elas não concebem que uma menina pode querer brincar de carrinho e continuar sendo menina, cisgênero, heterossexual. Que um menino brinca de comidinha e não deixa de ser menino por isso. Que essa é uma discussão sobre papéis sociais e não sobre sexualidade. A segunda questão é que esse pai que falou em não deixar o filho ‘achar que certas coisas são normais’ deixou claro que, para ele, homossexualidade é algo ruim e que deve ser evitado (e que a educação recebida em casa pode evitar, o que é ainda mais louco). Apesar de não ser esse o meu tema, também me assusta saber que os pais ainda têm expectativas e fazem planos quanto à sexualidade dos filhos, quando deveriam se preocupar apenas em garantir que os filhos sejam pessoas felizes, saudáveis, honestas.”

Mas e quando o assunto são as meninas? Será que estamos construíndo garotas mais seguras e esclarecidas sobre suas possibilidades?

“Tive esperanças ouvindo mães de meninas. Algumas, em especial, demonstraram grande interesse na pesquisa e pareciam querer a minha opinião sobre o que elas diziam, como se dissessem: ‘E aí, estou fazendo certo, de acordo com o que você pesquisou aí?’. Risos. Eu não podia dar opinião para não influenciar as respostas, mas espero que elas leiam o livro, se identifiquem ali e entendam que estou com elas.”

Ficou com vontade de ler? Este é um livro digital e é possível comprar pelo site da Amazon, neste link: http://bit.ly/demeninaedemenino. Custa R$ 8,99 e não é necessário ter um Kindle para ler. Qualquer pessoa que comprar vai receber o arquivo, que poderá ser lido no computador, no celular ou no tablet. Existe um aplicativo de leitura do Kindle, gratuito, que permite que o usuário leia o que ele compra na Amazon em qualquer aparelho. Está tudo lá na página de compra do livro.

Por que é tão importante falarmos sobre isso? Marília me responde com um trecho do livro: “É inadiável a discussão pela desnaturalização de estereótipos. Se, como afirmou Simone de Beauvoir, ‘a natureza, como realidade histórica, não é um dado imutável’, a cultura também não o é. Essa é uma pauta fundamental para a construção de um futuro em que mais meninas sonhem e mais mulheres sejam aquilo que desejam ser: engenheiras, donas de casa, mães, médicas, modelos, presidentas: mulheres livres.” 

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Espaço Criativo GWS: Um espaço focado no desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres

landau_espaco_gws_19Marie Victorino e Nuta Vasconcellos (Foto: Lucas Landau)

Esse post demorou, mas chegou! Era para ele ter rolado antes do nosso primeiro curso, antes da gente abrir as portas do Espaço Criativo GWS, mas foi tudo acontecendo tão rápido, ficamos tão ocupadas e atarefadas com tudo que não deu tempo. Mas tudo bem! Nunca é tarde pra gente falar um pouco mais sobre o espaço, fazer uma apresentação formal e mostrar tudo pra vocês.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5511O projeto do espaço foi feito pelos arquitetos Monica Montenegro e Marcio França da MontenegroFrança com a ideia de ser multifuncional. A mesma sala pode oferecer diferentes tipos de formatação e tudo muda de lugar! (Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5577(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Primeiro, como isso tudo aconteceu? Como e quando surgiu a ideia de criar um espaço físico para o GWS? Na verdade, desde sempre! Sempre tivemos a consciência que o espaço físico seria uma consequência natural do nosso trabalho. Esse desejo cresceu, a oportunidade surgiu e falamos: “é agora”! Era só colocar a mão na massa e investir, porque o projeto de como seria já existia nas nossas cabeças há anos. O espaço é uma grande conquista para o GWS e o pontapé inicial de vários projetos que temos em mente. Temos como proposta ser uma plataforma independente, com a vontade de enriquecer a vida das mulheres através de um conteúdo empoderador.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5516(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Nosso espaço offline fica na Rua Marquês de Abrantes, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro e lá queremos despertar o lado empreendedor e o desenvolvimento profissional das garotas, sempre com foco na autoestima e amor próprio. O espaço vai estar de portas abertas para cursos, palestras, workshops, reuniões e mais um monte de coisas, que inclusive, vocês podem e devem propor pra gente porque além dos eventos organizados por nós, o espaço está aberto a propostas e necessidades de outras mulheres. Está procurando um lugar pra ministrar seu curso? Ou fazer uma reunião? Ou até fazer um trabalho de faculdade? Fala com a gente! Vamos pensar na melhor forma de você usar o Espaço Criativo GWS. Vamos crescer e nos desenvolver juntas.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5522(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Além de cursos das mais diversas áreas profissionais, também vamos fazer encontros para tomar um chá e papear, sessões de cinema, oficinas místicas, de bordado, ilustração e D.I.Y e mesas de debate sobre os mais variados temas que fazem parte da realidade da mulher. Para saber sempre o que está rolando no espaço e se inscrever é só ficar de olho na nossa loja. Nessa nova fase do GWS é importante que a gente cite quem apostou na ideia e ajudou a gente a realizar tudo isso. Além do escritório de arquitetura MontenegroFrança, que conseguiu transformar o que tínhamos na mente em um lugar real, todas as alunas ganham material para o curso e tudo exclusivo do GWS: Lápis, caderno e adesivo feito com muito carinho pela gráfica Vizooart e os patches exclusivos, que são da nossa parceria com a Toca dos Bordados. Além disso a LUSH! Sim, a marca de cosméticos naturais e veganos embarcou nessa com a gente e está apoiando o projeto. Fizemos um vídeozinho em parceria com a Camisa Preta, falando mais sobre tudo e mostrando cada detalhe pra vocês! Isso sem contar os amigos (e namorado!) que embarcaram nessa com a gente e ajudaram com decoração, frete das coisas, indicações, paciência… Obrigada Maria, Pedro, ‘Lobinho’, Landau e todo mundo que mandou energias positivas mesmo de longe!

Queremos que tudo no Espaço tenha a mesma linguagem divertida, leve e acessível do blog e que no final das contas seja sempre um grande encontro de amigas! A ideia é desenvolver um lugar onde mulheres falem para mulheres, porque acreditamos que toda garota tem algo incrível para mostrar pro mundo. 

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Jornalismo de Moda com Luiza Brasil

O Espaço Criativo GWS é uma realidade!

Tudo bem… Admitimos que andamos um pouco monotemática… Seja aqui ou nas redes sociais, só falamos sobre o nosso Espaço Criativo! Não é pra menos, ele é uma grande conquista para o GWS e o pontapé inicial de vários projetos que temos em mente para ajudar o desenvolvimento pessoal e profissional de mulheres. As fotos são da fotógrafa Sthefany Barros.

Nuta Vaconcellos Marie Victorino Espaço criativo GWS

Nuta e Marie postando nas redes sociais do GWS

Para quem ainda não sabe, inauguramos esse mês no Flamengo, aqui no Rio de Janeiro nosso espaço físico.Vocês sabem que desde sempre temos como proposta ser uma plataforma online, independente, com a vontade de enriquecer a vida das mulheres através de um conteúdo empoderador. No nosso espaço offline queremos despertar o lado empreendedor e o desenvolvimento profissional das garotas, sempre com foco na autoestima e amor próprio.

Espaço Criativo GWS

Primeira turma do Espaço Criativo GWS! Até Frida veio!

 

alunas espaço criativo gws

Um lugar aonde mulheres falem para mulheres, porque acreditamos que toda garota tem algo incrível para mostrar pro mundo. O espaço está funcionando e de portas abertas para cursos, palestras, workshops, reuniões e mais um monte de coisa! Tem um vídeo no forno quem mostramos como transformamos o espaço e um pouco mais sobre toda a ideia e os parceiros que tivemos nessa jornada. Em breve a gente posta aqui e no nosso canal no youtube.

 

Luiza Brasil falando um pouco sobre a história do jornalismo de moda no mundo

Por hoje, queremos compartilhar com vocês um pouquinho do que foi nosso primeiro workshop no Espaço Criativo GWS, no último sábado,  jornalismo de moda com a incrível Luiza Brasil. E se você está afim de conhecer nossos espaço, participar dos cursos, se liga na nossa loja virtual, lá vamos postar toda a programação.

espaço criativo gws jornalismo de moda luiza brasil

Hora da dinâmica!

Além da tarde de aprendizado, todas as alunas ganham material para o curso e tudo exclusivo do GWS: Lápis, caderno e adesivo feito com muito carinho pela Vizooart pra gente, patches da nossa parceria com a Toca dos Bordados e kits da LUSH! Sim, a marca de cosméticos naturais e veganos embarcou nessa com a gente e está apoiando o projeto. O único lugar que você encontra LUSH no Rio é no Espaço Criativo GWS. – Sentido-se especial.

LUSH KIT GWS espaço criativo gws

Kits da Lush e do GWS esperando suas donas!

 

LUSH espaço criativo gws

Também fizemos um cantinho para os nossos produtos: Fanzines, adesivos, patches, cadernos, cadernetas, tatuagens temporárias… tudo GWS! Quando você compra, você ajuda a manter o blog no ar e ajuda a gente com futuros projetos, principalmente as oficinas gratuitas que vamos fazer. Em breve, esses kits estão disponíveis na nossa loja virtual também.

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Nossa lojinha improvisada! 

 

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Teve lanchinho!

 

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Nosso espaço é pequenino e quase que como a plataforma 9/34 de Hogwarts. Ele fica dentro de uma galeria e no segundo andar de uma loja que não tem nada a ver com o GWS. Mas e daí? Isso também faz parte do que queremos mostrar com esse espaço, que empreender é assim: Fazer o melhor com o que se tem, é acreditar nos seus projetos e fazer acontecer.

Como dizem por aí: “Feito é melhor que perfeito” e esse é só o começo.

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Expectativas, trabalho, felicidade e Geração Y

O que vocês pensam sobre a busca por uma atividade que te deixe mais feliz e não seja só uma forma de ganhar dinheiro? É possível ou é só ilusão? E quais as suas expectativas em relação ao futuro? Você se sente uma vítima do esteriótipo da sua geração? E aí, como lidar com isso?

Ei, dono do The Sims da vida real, dá parar um pouquinho de jogar? Pode dar um tempo para a galera que tá aqui na linha de frente respirar?

Olha, quem quer que seja que te responda isso, é quase certo que vai te fazer pensar que não, que não dá tempo. Mas é mentira.

Por isso queria muito compartilhar com vocês alguns links que tenho visto pela Internet e que tem sido super importantes para as minhas reflexões. Vai que te ajuda também, né? Tem muita coisa útil, muitas experiências dos outros que agregam à nossa própria vida, muita inspiração e algumas explicações. Espero que curtam. =)

– Pensou que só de “stay hungry, stay foolish” vive um belo discurso de formatura? Neil Gaiman deu os melhores conselhos que já ouvi neste vídeo:

http://vimeo.com/uartsphilly/neil-gaiman-addresses-the-university-of-the-arts-class-of-2012

– Um casal se preparou e foi buscar o que importava para eles. Vale a pena largar tudo em busca da felicidade?

 

– “Oi, não sei se vou poder ir.” “Ai, ando tão ocupada ultimamente.” “Tô na correria.” Leia este artigo do NYT  e corte o que não cabe mais na sua vida: The Busy Crap

GYPSY expectation

– A explicação sobre por que nós, da geração Y, somos como somos. Why generation Y yuppies are unhappy.

 

– Mais um vídeo maravilhoso. O professor de ética Clóvis de Barros Rodrigues foi no Jô e falou umas coisas lindas sobre ser feliz no trabalho. E a plateia aplaudiu de pé. Clica pra ver.

 

– Um projeto que mostra a vida de pessoas que resolveram ir viver seus sonhos. Continue Curioso.

motor-home

– Resolveu viver sua aventura pessoal? Saiba como é e quanto custa morar em motor-home.

 

Agora é com vocês. E se tiverem mais links e vídeos que te inspirem, deixem nos comentários! Tenho certeza que não sou só eu que vou adorar.

*Thanks Carol Alt, que tem feito posts lindos no Facebook e sem saber, me inspiraram a fazer este compilado.