Publicado em Deixe um comentário

A estética e a influência dos anos 20

Todo mundo sabe que de tempos em tempos, uma década volta para nos inspirar. Na moda, no cinema, na música e tudo isso que envolve a nossa tão controversa e amada cultura pop. Eu também acredito que essa influência é comportamental. Quando nosso olhar se volta para uma década, estamos também buscando os valores da mesma.

Depois de toda a influência dos anos 90, agora vivemos toda adoração pela estética e pelo comportamento sessentista; que é a cara de uma garota original, cheia de personalidade e sem medo de se destacar, sem medo de se divertir.

 

estética anos 20

 

Mas engana-se quem acha que as primeiras “rebel girls” nasceram lá nos anos 60. Mesmo que as décadas de 30, 40 e 50 tenham sido um pouco sem graça quando o assunto é comportamento feminino, os anos 20 foram importantíssimos para a construção e evolução do que (a gente) acredita ser uma garota estilosa (pausa para refletir se você acha que estilo é sinônimo de roupa).

A mulher dos anos 20, foi fundamental para que as garotas dos anos 60 pudessem se divertir e principalmente, fundamental para que elas pudessem queimar o sutiã. Aliás, foi lá naquela década que surgiu a primeira it girl do mundo, Clara Bow, atriz de Hollywood. Naquele tempo também tínhamos Louise Brooks (uma das mulheres mais lindas do mundo na minha opinião) e com certeza, uma mulher a frente do seu tempo e Alice Paul ativista que lutou pela direito do voto das mulheres.

Aos poucos, bem aos poucos, eu percebo que essa mulher anos 20, está dando as caras na estética e no comportamento atual. Até os anos 20, a mulher era educada para ser “fada do lar” (sim, isso mesmo que você leu) e era considerada incapaz, veja bem, INCAPAZ de fazer suas escolhas, e por isso, precisava, (eu disse PRECISAVA) de um “responsável”, fosse ele pai, irmão ou marido para fazer isso por ela.

Até os anos 20 mulher  não podia trabalhar, não podia votar. Tinha que usar espartilho. TINHA QUE. Mulher “direita” não usava batom vermelho, roupa que mostrava a pele. Não bebia, não fumava, não usava cabelo curto. Isso era coisa de homem.

Os anos 20 mudaram tudo isso. As mulheres se posicionaram e lutaram pelo que acreditavam. E se hoje em dia já é difícil ser uma garota, você imagina naquele tempo? Mas elas conseguiram o que realmente, parecia impossível. Elas se livraram do espartilho, colocaram as costas e braços de fora, maquiagem de “puta” na cara, cortaram os cabelos e foram dançar jazz.

 

estética anos 20

 

O filme “O Grande Gatsby” é baseado no livro de mesmo nome do autor F. Scott Fitzgerald que originalmente foi lançado em 1925. O livro é uma crítica ao “sonho americano” e toda a estrutura conhecida até então. A prova que a “geração anos 20” estava longe de ser uma geração conformada.

Na moda, desde o ano passado é visível o desejo pela volta da estética da década como vimos nos desfiles da Gucci, Ralph Lauren, Marc Jacobs e Etro. A garota dos anos 00’s assim como a garota dos anos 20 luta pelo direito de usar o que quiser, como quiser. Sem ser tachada de puta ou santa.

 

estética anos 20

 

Além da transformação estética a mulher dos anos 20 foi trabalhar, ganhou direito ao voto, bebia, fumava, dirigia, expressava seus desejos sexuais. A mulher dos anos 20 era um soco no estômago do machismo. Ela incomodava e quebrava todo o conceito de mulher princesa, da mulher delicada, frágil.

Ela era rock’n’roll e mostravam isso com seus decotes, com seu cabelos curtíssimos, com os vestidos de melindrosa. A silhueta era mais vertical e longilínea, com a cintura deslocada para baixo. Os tecidos eram leves, fluidos como a seda.

Foi o primeiro grito da androginia, com mulheres usando peças do guarda-roupa masculino. Hoje em dia com certeza usaria blusa de banda, calça jeans, all star preto e levaria seu cartaz para a marcha das vadias.

A luta de uma garota dos anos 20 não morreu, mas vamos dizer que ela passou um tempo adormecida. Foi difícil para as mulheres dos anos 30, 40 e 50 darem um passo tão grande e revolucionário como as da década anterior.

Tinha que ter muito peito, muita coragem, e elas que assistiram de perto, sabiam que não foi nada fácil. As garotas dos anos 60, 70, 80 e 90 aproveitaram essa liberdade, esse direito de ser livre que foi conquistado pela mulher dos anos 20 e viveram ali, sem grandes preocupações.

Mas a garota dos anos 00’s percebeu que o machismo foi “domado” mas não abolido. Ele está ali, nas entrelinhas, nas piadinhas do dia a dia, nos salários mais baixos mesmo exercendo a mesma função do homem. Que mesmo livre dos espartilhos, a mulher continua “escrava” da beleza e dos padrões pré – estabelecidos.

A mulher 00’s enxerga que doenças como a bulimia e  anorexia, que o estupro e que até as revistas femininas são ainda frutos do machismo incubado na nossa sociedade. A mulher 00’s também tem consciência de que ser feminista não é o oposto de ser feminina.

Aliás, a mulher 00’s sabe que feminismo não é o machismo invertido como nossa sociedade tenta pregar. A mulher 00’s enxerga que o machismo faz mal não só para as mulheres, mas para os homens também.

Com essa consciência a mulher dos anos 00’s busca inspiração na mulher dos anos 20. E é essa influência que vamos começar a ver nas vitrines, no cinema e no novo comportamento feminino que vem chegando de mansinho, assim como foi naquela época, mas vem chegando, para mais uma vez, revolucionar  o mundo.

Publicado em Deixe um comentário

Como não se deixar levar pelo que os outros pensam de você

Às vezes a busca pela validação alheia nos impede de ir atrás do que realmente queremos ou nos deixa insegura. Todas queremos e acredito que é saudável buscar algum reconhecimento e até elogios, por que não? Mas como não se deixar levar pelo que os outros pensam de você?

Outro dia estava rolando pela internet uma matéria da revista Glamour que deixou muita gente de cara (inclusive eu). O título era “Quero ser hipster! Como fazer parte da turma mais cool da década“. E vou te falar, só não foi uma das coisas mais bizarras que já li pela internet por que na internet tem coisa muito pior. Olha que sou assinante da revista.

Depois ainda entrei no Youtube para me distrair um pouco com os vídeos do Porta dos Fundos e me deparo com isso.

Se por um lado essas matérias são vergonha alheia, por outro me fizeram ter uma ideia (mentira foi uma amiga minha que deu): os manuais práticos são realmente muito úteis quando tem temas de fato legais.

Por isso resolvi fazer este post. Por que útil e legal de verdade é a gente aprender a não ligar pros outros. Você pode ser hipster, rock’n’roll, hippie, patty ou qualquer outra coisa não definida. O importante é saber ligar o foda-se e não fazer do seu estilo uma escravidão. Então vamos lá?

 

– Pensar demais cansa a sua beleza

Imagina que horror ficar pensando em cada detalhe milimétrico da sua existência: “preciso ter unhas descascando pra ser igual a fulano”, “preciso ter uma franja pra ficar como sicrano”, “sem uma blusa cropped no meu armário eu não sou ninguém”, “ai meu Deus, eu nunca vi Laranja Mecânica, devo me matar?”.

Se liberta disso! Que loucura é essa que tão querendo nos fazer acreditar? Aposto que daqui a pouco tem uma empresa fazendo esmalte que já vem descascado. OH WAIT. Junto com ele vem um atestado de otária.

 

– O que você é, define o que você faz. E não o contrário

Aprendi esta frase em “Across the Universe” e nunca mais esqueci. Não deixe a sociedade ou qualquer pessoa insistir do contrário. Força. Tente procurar sua própria personalidade dentro de você mesma e não no que o mundo te coloca. Referências são referências e não fórmulas prontas.

 

– Seus amigos são o seu bem mais precioso

Acho que entre todas as baboseiras da matéria da Glamour, a pior de todas foi falar pra você andar com um grupo de hipsters. Amigos são a família que você escolhe, por mais que isso seja brega. E aí você vai fazer esta escolha tão importante baseada em valores tão vazios?

 

– Corações no Instagram e likes no Facebook não servem pra nada

Reconhecimento por postar uma foto linda que você amou clicar ou por compartilhar um conteúdo legal no Facebook é muito bom. A gente fica feliz mesmo, eu sei. Mas no fim das contas, isso dura três segundos e depois você já tá obcecada por outra foto ou outro conteúdo para receber mais likes.

E pra quê? Mais três segundos de felicidade de novo. Tipo dependência química ou sei lá o quê. Não compensa, a conta não fecha. Escolha ser livre e use o Instagram por que você gosta de tirar fotos e não pelos corações dos outros.

 

– Ninguém paga as suas contas

Eu tô aqui falando, falando, bem dona da verdade. A revista e o vídeo que foram inspiração pra este post também falam pelos cotovelos. A gente tá a mercê das regras que os outros inventam pra gente o tempo todo.

Mas no fim, você vai seguir meus conselhos, só se você quiser. Este poder é seu e ninguém tasca. Por que se eu falar besteira e você se der mal, eu não vou estar aí pra te ajudar. A conta é sua, girl. Se liga.

 

– No fim, uma roupa é só uma roupa

A gente ama moda. Parece até hipocrisia escrever este post aqui, já que somos vistas como hipsters muitas e muitas vezes. Mas a verdade é que não é hipocrisia por que a gente tem consciência de que roupas, são roupas.

Elas não nos fazem ser mais importantes, elas não nos fazem ser mais amigas ou ter mais satisfação na vida. Elas só são uma maneira de nos divertir. Ponto final.

Publicado em Deixe um comentário

10 mulheres poderosas da música

Estamos no mês das mulheres e nada mais justo do que uma pequena homenagem às nossas musas do mundo artístico/musical.

Elas têm voz, elas têm estilo, elas têm glamour: o lema aqui e agora é Girl Power!

 

Cat Power

Começando com ela, que tem poder até no nome. Cat Power é o nome artístico da americana Charlyn Marie Marshall. Admirada não só pela sua voz e suas canções, mas também pelo seu estilo e jeito de ser. “I have the Power!!!” E ela ainda vem ao Brasil novamente para a Virada Cultural Paulista!

Amy Winehouse

Mesmo com os problemas com álcool e drogas, Amy não deixa de ser nossa musa do “vozeirão”. Ela põe a boca no trombone em suas letras e solta todos os sentimentos. Mulher de atitude e ousadia, também muito apreciada pelo seu estilo meio rocker pin-up.

Madonna

Nossa Rainha do Pop encanta milhões desde os anos 80 e ainda continua bela e poderosa nos palcos até hoje. Há quem diga que ela deveria parar, já está velha, mas verdade seja dita: ela está com tudo em cima! God save the Queen!

Lady Gaga

Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou Lady Gaga, é a girl com mais atitude nos últimos tempos! Ela usa roupas extravagantes e chamativas, maquiagens impecáveis, efeitos, danças, luzes…. tudo para um show ser melhor que o outro, tornando-os cada vez mais grandiosos! Suas músicas são daquelas que ficam na cabeça, e quem que nunca cantou um “PO-PO-POKER FACE!”?

Beyoncé

O que posso dizer? Ela é poderosa, mulher do Jay-Z, usa roupas phyníssimas, super dança, atua, tudo isso (e mais) além de cantar, é claro. Quem diria que aquela garota novinha no Destiny’s Child se tornaria tudo isso que ela é hoje? DIVA mesmo.

 

Beth Ditto

Gordinha e lésbica: poderiam ser dois motivos para muitos a julgarem mal, mas pelo contrário, por ela demonstrar tudo isso com muito orgulho e ter uma atitude de poucos, na verdade Beth é admirada e uma referência para várias pessoas não se esconderem e terem vergonha do que são. Isso tudo, sem contar que ela canta super bem e é cheia de energia!

Alison Mosshart

Alisson tem se tornado cada vez mais a inspiração para muitas girls. Também não é para menos: a cantora da voz rasgante tem um estilo próprio, marcante, todo rocker, meio junkie, com sua jaqueta de couro, botas de cowboy e camisetas furadas. Fez (e ainda faz) sucesso no Kills e mais recentemente no Dead Weather. Já favoritei ela! haha

Debbie Harry

Lá pelos anos 70, uma moça dos cabelos descoloridos começou a chamar a atenção. Debbie, junto com sua banda, o Blondie, agitou muito nos palcos, sempre muito linda e cheia de poder, e hoje em dia ainda não perdeu nem um pouco do seu glamour. Dona da frase “Die Young, stay pretty!” e musa do punk da época, Debbie nunca deixará de ser inspiração!

Rita Lee

Nossa musa sixtie brasileira, cantora dos Mutantes, fez e ainda faz um sucesso estrondoso inclusive lá fora! Nos 60, sempre muito bonitinha, com o cabelinho e os cílios postiços, super em alta na época. Mesmo após sua saída dos Mutantes continuou cantando, tocando e fazendo sucesso.

Janis Joplin

Dona de uma voz inigualável, ela é musa sim, apesar de alguns a julgarem mal. Ela tinha muita atitude não só no palco, como também no cotidiano. Viveu (BEM) intensa e loucamente conquistando multidões de fãs. Podemos até tirar algumas lições de acordo com a vida dela, como por exemplo, aproveitar cada momento e descarregar as emoções. Janis foi um dos ícones do rock clássico e do movimento Hippie e com certeza será sempre lembrada.

 

Publicado em 10 comentários

Garotas dos anos 60

Por Clarissa Justino:

Nos anos 60 muita coisa mudou. O homem chegou ao espaço pela primeira vez, a TV em cores chegou ao Brasil e a ditadura foi instaurada…

Ao mesmo tempo, a moda também mudava, ao som de muito Beatles e Rolling Stones! O mundo da moda se rendeu aos encantos da minissaia. Juntamente com ela, as botas de cano longo, os vestidos tubinho e trapézio e as estampas futuristas e coloridas marcaram a época.

Mas… nada disso seria possível sem as modelos, que mostraram esse estilo ao mundo. Aqui vamos relembrar 5 das musas que são a cara dessa década.

Um dos rostos mais característicos da década, os olhos marcantes e realçados com muito rímel e cílios postiços são copiados até hoje.

Inaugurou o padrão das modelos magérrimas, por se contrapor ao padrão de mulheres curvilíneas como as dos anos 50.

Deixou de modelar para se dedicar à carreira de atriz e cantora. Participou de espetáculos da Broadway, e gravou vários discos.

Atualmente é jurada do America’s next top model.

Participou de filmes como o clássico Blow-Up, de 1966, e recentemente de 007- Casino Royale.

Foi casada com o fotógrafo e artista plástico alemão Holger Trueltzsch, a ‘body-painting’ se tornou uma obsessão do casal, tornando-a um ícone da pintura do corpo e do rosto.

Nascida Vera Gottliebe Anna Von Lehndorff- Steinort, criou uma personagem chamada Veruschka e se dizia russa (na verdade era alemã) para conseguir mais trabalhos. É frequentemente citada como “a primeira supermodelo que o mundo viu”.

Se inspirou em Ursula Andress, Brigitte Bardot e Greta Garbo, mas se achou mesmo foi na body-painting. Citação: “I was always being different types of women. I copied Ursula Andress, Brigitte Bardot, Greta Garbo. Then I got bored so I painted myself as an animal.”

Já modelando estreou sua carreira de atriz no filme “A Hard Day’s Night”,

Reza a lenda que durante as filmagens desse filme algumas garotas se aproximaram dos Beatles para pedirem autógrafos. George Harrison assinou um beijo para cada uma delas e sete para Pattie.

Pattie já foi casada com George Harrison e Eric Clapton e foi eternizada por eles em canções que estão entre as mais belas músicas de amor de todos os tempos. Entre elas: “Something” e “Layla”. Também flertou com John Lennon, Mick Jagger e com Ronnie Wood dos Rolling Stones.

Em 2007 lançou sua autobiografia “Wonderful Tonight”. O título é o nome de uma das inúmeras músicas que Clapton escreveu para ela. Foi escrita em alguns minutos enquanto ele esperava que Pattie se arrumasse para uma festa e comentava o quanto ela era maravilhosa.

Sem tecido suficiente para fazer um vestido acabou fazendo uma saia branca com a qual desembarcou na Austrália, a saia era curta demais para os padrões da época. Acabou sendo eleita a “rainha da saia curta”. Na ocasião, ao contrário das outras mulheres presentes, Jean não usava chapéu nem luva. Mas usava um relógio masculino, na época algo muito vulgar para uma mulher.

Segundo o escritor e ilustrador Claude Forest, Jean era a única mulher capaz de interpretar sua sensual personagem de quadrinhos adultos, ‘Barbarella’, nos cinemas. Após ler algumas edições da revista em quadrinhos Jean Shrimpton desistiu de encarnar a personagem. O papel ficou para Jane Fonda e acabou transformando-a em símbolo sexual da época.

Nascida na Alemanha, Christa Päffgen foi apelidada de Nico, que é um anagrama da palavra ícone (icon). Além de modelo também foi cantora, compositora e atriz. Se tornou vocalista do grupo ‘Velvet Underground’ após Andy Warhol se tornar empresário do grupo e lhe fazer a proposta.

Teve um filho com o ator francês Alain Delon, que sempre negou a paternidade. Entre seus relacionamentos amorosos encontram-se vários músicos famosos como: Jim Morrison, Brian Jones, Bob Dylan e Iggy Pop.

É a única modelo citada nessa lista que já faleceu. Nico morreu em 1988 devido à um ataque cardíaco.