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Ser virginiana

virgem

 

Dia 23/08 damos início aos nascidos sob o signo de virgem. Virginianos esses seres mais mal compreendidos do zodíaco. A vida é cheia de contradições e ser virginiano talvez seja uma das maiores provas disso. Gostamos de resumir, definir, rotular e separar tudo em uma ordem imaginária (às vezes não tão imaginária assim), mas nós mesmos somos bem complicados para descrever em algumas palavras.

Quem nunca leu por aí que virginianos são discretos? De quebra, com a descrição, textos dizendo que adoramos looks caqui e acessórios pequenos e discretos. Eu nunca conheci um virginiano com um estilo discreto. Já conheci librianos, capricornianos e até geminianos, mas jamais um virginiano.

Eles precisam de assinatura, de características marcantes, precisam mostrar pro mundo que são fortes e entendem a importância da linguagem estética. Precisam do bigode do Freddie Mercury, dos cabelos de Amy Winehouse das jaquetas de Michael Jackson, da ruivice de Shirley Manson. Todos esses, claro, virginianos.

Constumo dizer que virginianos são uniformizados dentro da sua própria extravagância. Enquanto ao longo dos anos, a maioria dos signos muda de cabelo, de estilo e de opinião, o virginiano permanece imutável. Pro mundo, uma pessoa segura, certa de todas as suas escolhas, muito certo de quem é. Virginianos não são apenas fervorosos quanto ao que acreditam, eles costumam refletir e pesquisar bastante sobre o assunto e não são de fugir de uma discussão. Virginianos são grandes observadores e facilmente dominam um debate e também podem ser bem persuasivos.

Contraditório são os virginianos. Porque sim, somos discretos. Aquela pessoa mais alegre e comunicativa da festa, com o vestido vermelho, teve que respirar fundo antes de sair de casa e enfrentar o mundo. Somos cheios de medo e inseguranças. De sermos julgados, de sermos rejeitados, das pessoas perceberem que não somos tão bons quanto gostaríamos de ser. Às vezes tudo que um virginiano quer é passar batido e não ser notado, mas sua grande armadura não é sumir na multidão e sim, se destacar nela.“Quanto mais insegura me sinto, maior tem que ficar meu cabelo”, já dizia Amy. Contraditório, né? Pois é o que somos.

Passamos a vida inteira em busca da perfeição e temos certeza absoluta que só nela se encontra a felicidade. Virginianos são constantemente considerados fúteis. Thom Yorke pode ser até libriano, mas soube cantar como ninguém a agonia virginiana. “I wanna a perfect body, I wanna a perfect soul”.

Os virginianos têm um alto nível de exigência pessoal, repetindo rituais quantas vezes forem necessários, na busca da perfeição. Pretty hurts, já dizia a virginiana Beyoncé. Essa busca pela perfeição é o grande ponto fraco dos nascidos sob esse signo, pois se concentram muito no objeto e esquecem do todo, perdendo a visão universal das coisas. Tá aí Michael Jackson que não me deixa mentir.

A maioria das pessoas não entende que essa busca, não é tão fútil quanto parece. O excesso de criticismo e minúcia, nada mais é do que um eterno desejo inconsciente para chegar mais perto da própria elevação, do divino, pois entendem que sendo perfeitos estão mais próximos de Deus. Afinal, Shaka era o cavaleiro mais próximo de Deus.

Parecem frios e interesseiros, cobrando muito dos outros, mas principalmente de si mesmos. Procuram se rodear de pessoas úteis, com qualidades que eles não possuem, porque acreditam que construir e melhorar faz parte do sentido da vida. Não são fãs de namoro grude, de chamego exacerbado, nem de colo de mãe, mas contraditório que só eles, são campeões em relacionamentos de dependência do tipo mais doentio possível.

A dependência física pode ser pequena, mas a emocional é gigantesca até o momento que isso… Muda. Virginianos podem parecer cruéis por causa da facilidade com que se desapegam, mas o lado analítico deles não permite que se aborreçam por muito tempo.

Mas não se engane: Virginianos amam demais. Do jeito deles, meio frios, meio distantes, mas demais. Talvez um dos signos mais família do zodíaco. Apenas mais uma contradição.

Virgem é regido por Mercúrio, Hermes na mitologia grega. O mensageiro dos deuses, aquele que transitava entre o céu, a terra e o inferno. “As above so below”.  Um dos signos mais carismáticos do zodíaco na verdade são eternos eremitas e constantemente preferem a compania deles mesmos.

Um viajante solitário. Entendem que a alegria é tão importante quanto a tristeza. E vivem intensamente os dois sentimentos.

Eu sou virginiana. Da pior espécie. Sou chata, arrogante, crítica, insegura, ansiosa, hipocondríaca, reservada, eterna insatisfeita. Sou apaixonada, dedicada, fiel, carismática e comunicativa. Tive uma dificuldade imensa de descrever as qualidades. Por isso que claro, não entendo leoninos.

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Um pouco sobre Tarô e outras coisas místicas.

Tarot e outras coisas misticas

Quem acompanha a gente há algum tempo sabe que eu sempre fui ligada em tarô, signos e todas essas coisas místicas e astrológicas, temos até a tag #Mãe Nuta em que eu falo sobre signos e outras coisas.

Comecei a me interessar pelas cartas do tarô quando eu tinha 13 anos e com 14 fui fazer um curso e assim comecei a ler, estudar e jogar pra mim, amigos e família.

 

Tarô e outras coisas místicas

 

Sabe quando você sente que um monte de coisa que estava adormecida em você volta a tona? Eu com meus 20 e tantos anos nunca mais me identifiquei tanto com a Nuta de 14 anos como agora. Pode parecer estranho, infantilidade, mas na verdade, estou achando um sinal de maturidade.

Em 2013 estou me aceitando mais, procurando dentro de mim as coisas que me construíram de fato. Percebi que meu lado “Mãe Nuta” é um deles e estou disposta  a deixar ele mais aflorado (mil desculpas por essa palavra cafona). Por isso, eu voltei a estudar tarô depois de uns quatro anos sem mexer muito nisso.

Eu tirei a poeira dos livros e  voltei a devorar tudo sobre o assunto. Aproveito o trânsito sem fim da volta do trabalho para mergulhar nesse universo todo novamente. E com isso, comecei a reparar em algumas coisas interessantes. Eu estava no ônibus lendo meu livro “O tarô mitológico” e fazendo anotações com minha mão esquerda porque obviamente, sou canhota, quando reparo que a senhorinha do meu lado fez o sinal da cruz.

Mesmo sem saber  as crenças ou religião da senhorinha imagino que ela achou que um livro com esse nome e imagens como a carta do diabo sendo lido por uma canhota só podia ser coisa do “tinhoso”.  Esse tipo de reação pode não ser comum, mas o estranhamento e o preconceito com as cartas do tarô e com quem lê, é.

Pra começar, quem lê tarô não é advinha. Tarô também não tem nenhuma semelhança com ler bola de cristal e muito menos com magia negra.

O tarô é um jogo de cartas e a regra básica de um jogo de cartas é você conhecer o significado delas. E claro que quem joga tarô acredita no mundo espiritual e principalmente acredita que essas energias influenciam o jogo.

A filosofia do tarô é ligada as energias do universo e assim como ele, todas as cartas são positivas e negativas, o yin e o yang. Quem joga, acredita na importância da vibração negativa e da positiva e o importante é o equilíbrio delas, não a anulação de nenhuma.

 

Tarot e outras coisas misticas

 

 

Quando eu decidi estudar tarô tive que escolher qual tipo eu iria me aprofundar. Existem muitos, todos mantendo a mesma base: Os arcanos maiores e os arcanos menores. Os baralhos mais conhecidos são o tarô cigano, o tarô egípcio, o tarô de marselha e o tarô mitológico (Eu decidi jogar o mitológico porque unia duas coisas que sempre me interessei: O tarô e a mitologia grega).

Hoje em dia existem os mais diferentes tipos de baralho. Uns lindos de morrer como o The Unknown Tarot e até Zombie Tarot. Pode ser impressão minha, mas a leitura de tarô, tá ficando hypada.

A origem do tarô é um mistério. Quem as teria imaginado, onde, como e com qual objetivo, é uma resposta que ninguém tem. O que na minha opinião, faz das cartas algo ainda mais interessante. Alguns afirmam que o tarô tem origem no Egito antigo, outros dos celtas e existem algumas evidências que na metade do século XV na Europa, o tarô era comercializado e disponível para qualquer um que tivesse interesse em desvendar sua mensagem.

As cartas eram vistas como uma forma do homem entender sua própria jornada na terra. Isso até a idade média quando a igreja condenou o uso do baralho dizendo que era coisa do demônio e dos incrédulos. O tarô não combinada com o estilo de vida da era medieval já que contestava a concepção de que o homem era um ser miserável e pecador e que a única maneira de se aproximar de Deus, era através da igreja.

As cartas de tarô sempre tiveram uma mensagem de que o homem, assim como os deuses, eram seres com defeitos e qualidades, e que só o autoconhecimento levaria o ser humano a uma vida equilibrada.

O tarô ganhou novamente destaque no período renascentista onde o pensamento que, na verdade o homem era um grande milagre e co-criador do universo, ganhava força. Muitos afirmam que foi nesse período que as cartas de tarô como a gente conhece até hoje foram desenhadas. Esse pensamento da Renascença foi na verdade, uma volta as origens já que os gregos diziam: “Conhece-te a ti mesmo”.

Essa é a filosofia e mensagem do tarô. As cartas e a viagem do personagem principal, representada pela carta d’O Louco nada mais é do que a busca pelo autoconhecimento e as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais representadas no tarô, pelos quatro naipes do baralho, pelos quatro elementos da natureza.

Jogar tarô pra mim é quase como ir ao psicólogo pra alguns. Você tem que mergulhar dentro de você de verdade, procurar entender o que aquela carta está tentando te dizer. E se aceitar, crescer, seguir em frente assim como O Louco percorrendo o seu caminho até a carta d’O mundo.

 

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