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O movimento neo hippie e a volta das peças em crochê que são a aposta certeira para o verão 2015

Parece que tudo que a gente considerava coisa de “vovózinha” está ganhando uma nova cara. Vocês lembram que fiz um post falando sobre o novo bordado? E de como essa arte que parecia ultrapassada está sendo reinventada por uma nova geração de mulheres?

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Agora, outra tradição das antigas está sendo repaginada e ganhando status fashion. As peças “handmade” são o que há de mais atual e desejo no momento. A moda sempre busca referências em outras épocas e dá uma repaginada em inspirações antigas. Nessa temporada, o clima de anos 70 ganhou as passarelas  e agora vão invadir seu guarda roupa: os biquínis, maiôs e tops cropped de crochê estão de volta neste verão!

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Na década de 70, o crochê fazia parte da cultura hippie, seguindo uma moda mais livre, natural e despreocupada. Em 2015, o crochê está representando a mesma coisa. A moda está resgatando esse desejo de liberdade, de natural, do feito a mão e acredito que por conta disso, as peças desse material estão ganhando destaque.

Esse revival já conquistou principalmente adeptas do estilo boho, cada vez mais confortável e despretensioso mas não menos estiloso. Eu sempre acredito que tendências de moda estão ligadas a movimentos sociais, mesmo que de forma sutil. A volta do crochê, pra mim, não representa só a volta de peças usadas nos anos 70. Acredito também que o espírito hippie dos anos 70 está cada vez mais forte nessa nova geração. O nome dado para esse movimento é “neo hippie” um movimento que vem crescendo desde 2008 dominando a cabeça dos jovens de nossa Geração Y. Esses jovens trazem consigo os valores e ideias do movimento hippie que aconteceu nas décadas de 60 e 70.

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O movimento neo-hippie tem muita criatividade musical, amor e comportamento livre, sendo que cada vez mais tem se manifestado através da moda. Ele recomeçou nos EUA por conta das guerras anunciadas pelo presidente Bush contra o Oriente Médio e o abuso dos poderes capitalistas e governamentais no país. Esse movimento que vem crescendo e se espalhando pelo mundo, ganhou uma definição do escritor argentino Alejandro Rozitchner: “Ser neo-hippie significa ser informal, aventureiro, esteticamente livre”.

Os jovens neo-hippies estão se mudando cada vez mais para o campo, junto com os amigos, saindo das cidades grandes e indo morar em casas ou condomínios sustentáveis, que já estão sendo construídos no Brasil em inúmeras cidades, com sistemas hidráulicos inteligentes que re-utilizam a água para regar a horta ou o pomar, com telhados de barro para plantar jardins suspensos, sensores de luz para economizar energia e placas de captação de energia. Uma pessoa que se considera neo-hippie procura utilizar meios de locomoção alternativos para poluir menos o ambiente como bicicletas e também procuram ter uma alimentação mais natural e orgânica. Quanto mais natural a origem do alimento for, melhor para a saúde e equilíbrio espiritual. Os neo-hippies também acreditam em uma moda mais justa e são adeptos do slow fashion.  Por conta desse novo movimento social que está ganhando cada vez mais força, podemos esperar grandes mudanças na moda: Principalmente um retorno aos materiais naturais e trabalhos manuais.

O que eles buscam é qualidade de vida, é encontrar a si mesmos através do que fazem, realizar um mundo melhor.

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Alfaiataria esportiva em alta!

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Calma, calma. Eu explico. E desde o começo! Vamos lá: O termo “alfaiataria” vem de “alfaiate” e antigamente era o nome dado ao local de trabalho desse profissional. Portanto, uma peça de alfaiataria era uma peça produzida por um alfaiate, com modelagem e corte específicos para o corpo do cliente, uma peça única e exclusiva.

Com o passar dos anos e o crescimento do comércio, essa exclusividade foi deixada de lado e hoje se encontram “peças de alfaiataria” em lojas de departamentos com numeração padronizada, o que alterou um pouco o significado da palavra. Atualmente o termo é empregado para determinar a confecção de peças estruturadas em tecidos planos, como os ternos por exemplo.

A alfaiataria, da forma comportada e careta como ela surge naturalmente na nossa mente não é mais a (única) realidade dessas peças faz tempo. Lá nos anos 80 seus pais provavelmente misturaram blazers com calças jeans surradas (e a gente achando que o hi low era novidade!). Mas a coisa ficou “ousada” mesmo foi nos anos 90. Uma época contrastante, onde o minimalismo de Calvin Klein e a ousadia de Gianni Versace tinham o mesmo destaque.

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O começo dos anos 90 também nos apresentou a uma nova leitura de alfaiataria. A estética considerada de “adulto” e até feita para o trabalho, foi parar no guarda-roupa adolescente e peças como blazers, calças, camisas e até tailleurs ganharam uma nova leitura. As meninas que investiam mais nesse tipo de look, eram conhecidas como “patricinhas”. Tá aí, “As Patricinhas de Beverly Hills”, que não me deixa mentir e assim seguiu até o começo dos anos 00’s.

Final de anos 90, começo de 00’s, uma outra tendência, de uma outra galera, ganhava força : O visual sporty, seguido a risca por  Mel C., também conhecida como Sporty Spice das Spice Girls e o visual clássico da minha girlband favorita, as All Saints. Nessa onda influenciada pelo esporte e também pela música, o legal era misturar calça jeans larga ou calças de esporte com micro tops (hoje conhecidos como cropped tops) e tênis Adidas.

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Mas a geração que começou a virar gente em meados dos anos 00’s e cresceu vendo esses adolescentes passarem, resolveu misturar todas essas referências e transformá-las em uma coisa só, e assim nasceu a tendência que eu batizei de alfaiataria esportiva! Então tá valendo calça social com cropped top, tênis Adidas com blazer, looks que ao mesmo tempo carregam o ar elegante da alfaiataria e são jovens. A maior entusiasta dessa mistura é a cantora Lorde, que também gosta de mesclar com referências do misticismo.

Mas não é só a Lorde que investe no conceito não. É só passear pelo tumblr (<- segue a gente) para ver garotas com as mesmas referências. Aliás quem deve andar olhando o tumblr é Karl Lagerfeld, que fez a coleção da Chanel de outono/inverno 14/15 toda nessa vibe alfaiataria esportiva.

O mais legal é que misturar, funcionou! Precisamos dar o braço a torcer quando o assunto é estilo e geração 00’s. Vocês sabem como fazer direitinho.

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Camisa xadrez é o truque de styling da vez! Vem saber a história da peça

Não sabemos de onde veio… nem para onde vai… mas fato que de uma hora pra outra é impossível entrar em sites de street style e não achar pelo menos um look com esse detalhe: camisa xadrez amarrada na cintura!

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Fotos: Reprodução

E vale em qualquer tipo de visual, não só na boa e velha composição tênis + calça jeans. O truque também está rolando com saias, looks com mais cara de noite e até jardineiras (que voltaram com tudo e nós anunciamos que isso iria acontecer lá em 2012). Tá, sabemos que a primavera está bombando e que xadrez é uma vibe inverno, mas acredito mesmo que vamos ver esse truque rolando nos looks de verão.

Observar essa tendência me fez pensar na origem do xadrez e achei que vocês fossem gostar de saber um pouco mais sobre.

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Fotos: Reprodução

O tecido xadrez foi criado por proprietários de terras na escócia, durante o século XIX, como alternativa para o tartã, considerado inadequado ao uso diário ou ao trabalho. Durante o século XX, foi usado, a princípio, somente em ternos e casacos masculinos, mas logo tornou-se popular para as mulheres em xales, saias e vestidos, com o xadrez vermelho e branco chamado “Medevi Square”considerado a marca registrada do xadrez sueco.

Mas foi nos anos 60 com a  padronagem branca e preta, conhecida como “Vichy”, que Mademoiselle Chanel  introduziu o xadrez ao mundo fashion. Isso tudo com uma ajudinha de Brigitte Bardot que começou a usar a padronagem um pouco antes, nos anos 50.

Nos anos 70, os punks na Inglaterra adotaram o xadrez e tinham a intenção de ironizar e romper com os ícones culturais, exigindo mudanças sociais e comportamentais. A estilista inglesa Vivienne Westwood foi uma das responsáveis por levar o punk pro fashion. Ela foi uma das primeiras a colocar nas passarelas o xadrez em versão street, algo bem longe do clima elegante proposto por Chanel.

Nos anos 80 o xadrez foi fortemente ligado ao movimento operário, principalmente nos Estados Unidos. Daí pra música foi um pulo, já que quase todo roqueiro antes de ser rock star, pertencia a classe trabalhadora. E assim nos anos 90 em Seattle, o grunge começa a tomar força e a camisa xadrez vira oficialmente, um elemento do rock.

Nos dias de hoje podemos considerar a camisa xadrez um clássico e ela funciona bem (devemos confessar) no estilo mais paty tanto quanto no alternativo. Mas é claro, pra gente, camisa xadrez vai ser sempre rock’n’roll.

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A história do animal print na moda

Devo começar esse post confessando que sou uma fã assumida do animal print. Tem muita gente que define a estampa como “perua” mas eu acho uma das coisas mais rock star vibe já confeccionadas. E está aqui nesse post, a prova concreta disso.

Me peguei pensando em quanto eu gostava de animal print quando recebi de presente da Netshoes um tênis customizado pelo Diego Alcenso Lemos especialmente pra mim! E adivinhem? Um mix de zebra e leopardo. Daí bateu a vontade de fazer esse post, não sobre formas de usar animal print (como você quiser) nem sobre os tipos de corpo que podem usar animal print (o seu), mas um post de pesquisa. Quando será que passamos a achar legal usar estampas que imitam outros animais?

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Fotos: Reprodução

O uso da pele de animais selvagens é tão antigo quanto nossa própria história. Usávamos pele para nos proteger desde os primórdios da humanidade, por conta disso, alguns psicólogos defendem a ideia de que a fascinação pelas imagens de animais está em nosso DNA.

Na civilização antiga, usar pele de animal era símbolo de status e poder, usada por reis, nobres e figuras religiosas. As estampas de animais, assim como suas peles, começaram a ter seu status fashion no século 18, por remeterem ao universo exótico da África, e seus animais selvagens, e viraram sinônimo de ousadia e luxo.

Até então, as estampas de animais estavam presentes no vestuário através do uso de peles, aos poucos as pessoas foram valorizando mais as formas e padronagem dos pelos dos animais do que sua pele em si. Foi o começo do “animal print”.

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Fotos: Reprodução

Historicamente, pode-se dizer que o filme Tarzan, dos anos 30, foi um marco inicial e ajudou a promover no mundo da moda as estampas de inspiração africana. Um dos exemplos disso é o vestido criado em 1936 pela casa francesa Busvine, feito com estampa de leopardo. Na mesma época, a estilista francesa Jeanne Paquin usou peles de leopardo em suas coleções. Já na década de 40 Christian Dior foi o primeiro a usar a estampa de onça, e não a pele, em um vestido apropriadamente chamado África, para sua coleção primavera-verão. Por causa dele também o animal print ganhou forma em acessórios, bolsas e sapatos. Mas foi da estilista Elsa Schiaparelli um dos hits da época, o chapéu de leopardo.

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Fotos: Reprodução

O cinema dos anos 50 e 60 ajudaram a transformar as estampas de animais em símbolos de elegância e sofisticação e assim, continuou pelos anos 70. Nos anos 80 época do exagero e que muita gente considera de gosto duvidoso, o animal print foi usado e abusado e pela primeira vez em algum tempo com uma novidade: usando somente a padronagem do animal mas com cores como pink e verde limão. Esse exagero de animal print dos anos 80 (exemplo: glam rock) fez com que na década de 90 a estampa de bicho fosse associada a roupas vulgares e de baixa qualidade, coisa que talvez só a Versace podia ousar a fazer.

Mas nos anos 00’s tudo mudou. Tudo é válido, tudo pode. Até então, somente os animais exóticos tinham vez. Mas agora  outros animais se misturam as estampas de onça, zebra e cobra, como por exemplo as vacas.

Fato é:  O animal print deve estar no nosso DNA mesmo. Já foi tendência, atemporal, clássico, cafona e chique. Mas estão por toda parte, seja na lojinha da esquina ou no desfile de Roberto Cavalli.