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A música e o estilo de Selena Gomez

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Devo admitir que nunca dei muita bola para os prodígios da Disney. Mas aí, Miley Cyrus veio como quem não quer nada e fisgou meu coração com a sua atitude e personalidade. Pensei que a cota estava preenchida quando de repente, me vi viciada em Love You Like A Love Song da Selena e não cansava de passar dias gritando pela casa And I keep hittin re-pe-pe-peat (meus amigos são testemunhas sofridas). Ok, achei que era um hit e que nada da namoradinha de Justin me abalaria, mas a danada me fisgou de novo!

Assim que ouvi o primeiro single, Come & Get It do novo disco, Stars Dance me viciei na música e rapidamente minha mente substituiu o And I keep hittin re-pe-pe-peat por Na na na, na na na, na na na. É isso, mesmo a gente sendo bem mais ~do rock~, as músicas de Selena são viciantes.

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Seleninha também acertou em cheio na estética de Stars Dance. Quem lembra que ano passado fizemos um post falando sobre a A INFLUÊNCIA DA ÍNDIA E DE OUTROS PAÍSES EMERGENTES NA MODA? Pois é, ela fisgou totalmente a tendência e usou e abusou dela.

Stars Dance é um álbum pop de altíssima qualidade e vale a pena mesmo ouvir de cabo à rabo!

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E o estilo da mocinha? Os looks de Selena Gomez estão amadurecendo junto com ela e sua música. Uma pegada boho que quase beira o hiponguismo (essa palavra existe?) botas, franjas, saias longas, e muitos acessórios étnicos. Ela também está em uma fase sandálias gladiadoras suuuper altas! que eu particularmente, acho superlindas. Isso sem contar o cabelõn diva latina. No red carpet ela sabe como ninguém ser o tal do sexy sem ser vulgar (hihi) e tenho curtido muito as escolhas. Ah, desafio você a não morrer de amores pelos looks que ela usa no clipe mais recente de “Slow Down”.

Para fechar nosso amor por Selena, ela ainda por cima está no filme que estamos MORRENDO DE VONTADE de assistir, Spring Breakers!

Selena acabou de completar 21 anos, terminou com Justin Bieber, estreou seu primeiro filme de gente grande AND acabou de lançar seu melhor álbum. Certeza que ainda vem muita coisa legal da garota por aí. YOU GO SEL!

 

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Eu, os Hanson e o que vocês tem a ver com isso

Este post é sobre uma alegria que queria muito compartilhar com vocês: este ano realizei todos os meus sonhos com os meus ídolos, os Hanson (se você é chato pensou algumas coisas que já me adianto em responder: sim, eles ainda existem / sim, aqueles do mmmbop / sim, aquelas “meninas” loirinhas). E mesmo sem saber, vocês, leitoras e leitores que nos acompanham, também são responsáveis por parte destas realizações. Vou explicar! Mas vamos por partes.

Desde 1997 sou fã dos três. Já fui apaixonada pelo Taylor (depois passou), já fiquei 13h na fila do show (esta fase também passou), fui pra Jamaica “passar férias” com eles (este é um capítulo a parte, que vou contar num post só disso, porque merece) e este ano posso dizer que estava de boa para o show que rolou no último dia 20. Já tinha realizado todos os meus sonhos na Jamaica, tirei foto com eles, vi o show de pertinho, vi passagem de som, tudo. Lá foi realmente foda, preciso fazer post.

hanson-90-e-agora

 

Enfim, voltando à julho de 2013:
Estava em casa em um dia aleatório quando recebi o e-mail da assessoria que cuidou da vinda deles para o Brasil (ei, pessoal, muito obrigada!) falando a seguinte frase mágica: “Oi Carol, você quer cobrir a coletiva de imprensa do Hanson amanhã?”
OOOOOOOI?

coletiva-de-imprensa-hanson

Imagina eu, que estava na zona de conforto a dois dias do show, quase dei um pulo do sofá, mandei whatsapp emocionado pra Nuta e pra Marie e confirmei minha presença.
E aí que vocês entram. Se não fosse o GWS, a assessoria nunca saberia que curto eles, nunca teria me chamado. E sem vocês o GWS não existiria, logo… Obrigada!
A coletiva foi sensa, gente. Fiquei de cara com os meninos, eles tocaram duas músicas do álbum novo, Anthem, e responderam a perguntas dos jornalistas.

httpv://youtu.be/hQLH7X994n4

Neste momento acho que cheguei no ápice do que uma fã pode querer: eu era uma das jornalistas ali e pude fazer uma pergunta! Cara, o quão maneiro é fazer uma pergunta pro seu ídolo e ele te responder diretamente, sabe? Irado.
Não vou falar da entrevista toda aqui, por que sei lá, está tudo no Ego, Uol, etc. Mas preciso falar a parte maneira da minha pergunta. Maneira pra mim né, por que vocês tem todo direito de me achar retardada. De qualquer forma eu vou contar por que esse blog é meu e conto nele o que eu quiser.

Antes de efetivamente perguntar você tinha que falar seu nome e veículo.
– Hi, my name is Carol, I’m from Girls With Style. We love style, but we love music as well… (meio que tentando explicar por que um blog teoricamente de moda está fazendo lá)
Aí o Taylor interrompe:
– That’s great, cuz we love music and girls with style.
FIM
hahahahaha

Morri, ele falou sem querer que ama meu blog! Mentira, mantive a compostura e continuei falando como se não fosse nada demais. Daí mencionei que curto eles muito, que fui pra Jamaica, eles se amarraram, etc. E fiz a pergunta, que era:
– Por que vocês resolveram lançar uma cerveja?
Só pra situar vocês: eles lançaram esta cerva há pouco tempo, na premiere do filme Se Beber Não Case 3 (acho cool).
Bom, e daí o Taylor respondeu PRA MIM, a única pessoa naquela sala naquele momento (hahahaha) que eles curtem cerveja há um tempo, lá nos EUA rola uma cultura de degustação e eles tavam super fazendo várias, então pensaram que é algo que combina com música e tal. Além disso, a banda estava comemorando 21 anos de carreira e lá nos Estados Unidos só pode beber depois dos 21, então tinha tudo a ver com isso também (tô resumindo muito).

Mas na real, um parêntese do meu ponto de vista de fã que acompanha os caras há muito tempo e também de uma pessoa que trabalha com Branding: os Hanson são a banda independente que trabalha melhor a sua “marca” entre todas que conheço. Eles tem estratégias fenomenais de nicho, focadas no público, conexão com as fãs e tudo mais. Eu sempre digo que uma fã de Hanson é uma fã feliz, por que eles nunca te deixam sem novidade. Seja através de música diretamente (como os álbuns feitos só para fã, que rolam todo ano), seja com produtos como a cerveja ou até fazendo livecam com Q&A, listenings exclusivos, shows ao vivo. Cara, é sensacional. Podem pedir pra banda predileta de vocês fazer um workshop com eles. Hahahaha
E aí, por fim, acabou que toda a minha calma com a vinda deles para o Brasil foi por água abaixo. Postei feito louca nas redes sociais do GWS, virei uma pessoa monotema por dois dias, pulei muito no show, cantei alto e chorei ouvindo Weird, uma das poucas músicas marcantes do álbum deles dos anos 90 que tenho quase certeza que nunca tinha ouvido ao vivo.

httpv://youtu.be/RP6n3PHSmgo

Quando acabou o show, eu achei que não tinha mais como ficar melhor, minha amiga Bia, que foi comigo pra Jamaica e foi sorteada para um meet and greet, me encontra e diz que tem um presente. Ela fez um pôster com as melhores fotos da Jamaica (detalhe: ela é fotógrafa fera) e sim, pediu pra eles autografarem com dedicatória. O-M-G! Quantas vezes serei capaz de falar a palavra “obrigada” em um mesmo post?

poster-hanson-autografo

E aqui termina esta história fantástica que eu precisava compartilhar. Espero que vocês tenham curtido um pouco. Se não o meu relato, pelo menos a lindeza destes três que, vamos combinar? Que Deus conserve!

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Há esperança para o rock nacional: Entrevista com Selvagens à Procura de Lei

No meio da semana que os protestos começaram a pipocar pelo país, recebi um e-mail da Universal Music apresentando uma nova banda de rock nacional chamada Selvagens à Procura de Lei. De cara já curti os caras, pelo nome, pelo timing que o e-mail chegou e pelos vários artistas (tipo Dado Villa-Lobos e Marcelo D2) que deram ótimos depoimentos sobre a banda, olhaí:

httpv://youtu.be/5a2Vv-ud-oY

Depois, fui descobrindo um pouco mais sobre a história dos Selvagens, que começaram a banda em 2009, em Fortaleza. A banda é formada por quatro caras: Rafael Martins (vocais, guitarra), Gabriel Aragão (vocais, guitarra), Caio Evangelista (baixo) e Nicholas Magalhães (bateria).

E aí por último fui ouvir o CD (tem ele completo no Deezer). Me amarrei muito. Acho que há muito tempo não ouvia uma banda rock nacional que realmente gostasse. E Selvagens é mesmo muito bom. E vocês vão entender melhor o que falei sobre o timing dos protestos quando ouvirem a música “Brasileiro”. Aqui o clipe dela:

httpv://youtu.be/ymUZJlNtzSU

 

Carol GWS: A gente já viu artistas importantes falando de vocês, ouvimos as músicas (e concordamos com eles). Como é a sensação de ver os seus próprios ídolos curtindo a tua música? Existe uma pressão para estourar? Como funciona isso na cabeça de vocês?

Gabriel Aragão: É muito, muito gratificante. O Dinho é um ícone do rock nacional. O Dado escreveu história junto com Legião Urbana. O D2 levantou importantes bandeiras nos anos 90 e 2000. O Yuka é um dos letristas mais criativos que o país já teve. Acredito que chegamos até aqui com muita dose de coragem, sinceridade e foco. Nós quatro já somos pressão o suficiente para nós mesmos. Somos muito conscientes de onde podemos chegar como banda. Sabemos que só depende de nós.

GWS: A gente sabe que o Brasil é cheio de diferenças regionais e como cada lugar influencia de maneira diferente na nossa cultura. Como é ter uma banda de rock em Fortaleza? Como a cultura local influenciou a música de vocês?

G.A.: Estamos numa geração influenciada pelas mesmas coisas de um jeito muito profundo. A internet criou um novo sentimento de união, mesmo que isso signifique estar sozinho no seu quarto. Daí o tema de “Juventude Solitude”. O rock em Fortaleza é o mesmo de São Paulo, que é o mesmo de Seattle, que é o mesmo de qualquer lugar do mundo. Na época que começamos a tocar, existia uma ideia de misturar o modelo clássico do rock com instrumentos regionais. Hoje em dia consigo entender a importância desse estilo, mas na época me soava como algo muito taxativo. Por isso, no primeiro disco, decidimos ser uma banda atual, moderna como em qualquer lugar do mundo, mas que traria uma visão particular na composição, no tema, na letra. Foi assim que surgiu “Mucambo Cafundó”, por exemplo.

GWS: A internet ajuda a divulgar o trabalho da banda? Como vocês vêem a relação entre a disseminação de conteúdo na internet e os direitos autorais?

G.A.: A internet é uma realidade com a qual todos nós crescemos. Eu vivo essa realidade desde os 10 anos. Provavelmente a minha banda nunca vá saber o que é ter tantos discos no topo de vendas do ano. Mas acredito que isso não importa, pois a criatividade musical nunca dependeu de discos de ouro. Também acredito que o capitalismo sempre vai se adaptar a qualquer situação enquanto houver abertura para isso. Enquanto fã de música, gosto de comprar o material dos meus artistas preferidos, e ainda tenho muitos CDs. Não acho que essa demanda vai morrer. Os direitos autorais vão continuar existindo e cumprindo a sua função. Mas a coisa que mais me preocupa mesmo é que as pessoas não escutam mais música juntas. Essa é uma das melhores experiências da vida: colocar um LP para rolar e ouvir do começo ao afim junto com os seus amigos. São as melhores lembranças da minha vida, da infância à vida adulta. Só assim você pode apreciar música completamente, porque todo mundo escuta a mesma canção de um jeito diferente e isso precisa ser compartilhado.

GWS: Não poderíamos deixar de citar que logo que ouvimos “Brasileiro” fizemos ligações com o momento político atual do nosso país. “Os nossos heróis de verdade morreram por covardia”, mas vocês acham que os novos heróis que vem por aí também vão sofrer do mesmo mal ou mudou alguma coisa?

G.A.: Quando escrevi essa frase estava pensando em figuras como Tiradentes, Antônio Conselheiro… Mas não pude deixar de pensar também nos heróis do dia-a-dia. Empregadas domésticas, professores, assistentes sociais, médicos, advogados, todos os trabalhadores honestos. Somos muito covardes com nós mesmos. Consideramos nossas celebridades o padrão a ser seguido, mas esquecemos que somos nós a base da sociedade. Se o povo realmente acordou, espero que a arte e todo e qualquer forma de entretenimento seja um reflexo da intimidade e da cultura desse povo e não um produto testado em laboratório – feito para durar tempo suficiente para chamarem de “efeito viral” e, depois, divulgado como se representasse a demanda de toda a população.

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Para ouvir: Givers

Quando ouvi Givers pela primeira vez poderia jurar que é a trilha sonora perfeita para “As Vantagens de Ser Invisível”. Só por eles serem fofinhos e os atores que fizeram o filme também são fofinhos. hahaha

Anyway, Givers faz parte desta onda meio indie / folk / bonitinho que tá rolando ultimamente. Há quem ame, há quem odeie. Eu normalmente não gosto, maaaaaaaas, eles me pegaram pela parte psicodélica do primeiro clipe, “Up up up”, lançado em 2011:

A banda é de Louisiana e existe desde 2009. Já se apresentaram no Jimmy Fallon, estavam no line-up do Coachella e Lollapalooza de 2012, entre outras coisas legais. A vibe “estamos entre amigos” que eles conseguem passar também é demais. <3

A presença mais marcante entre todos da banda, sem dúvida é a do vocalista e guitarrista Taylor Guarisco. Agitado, ao mesmo tempo com cara de tranquilo (como todos da banda) e além de tudo, gatinho. hehehe A formação continua com a única menina da banda, a Tiffany Lamson, vocalista e  percursionista; Kirby Campbell, vocalista e bateirista; Josh LeBlanc, baixista e guitarrista e o Nick Stephan, flautista, saxofonista e tecladista. Ufa! Mó galera.

O estilo deles é super simples. Parecem ter saído de um Woodstock dos anos 2000 em moldes low profile. Faz sentido? Pra mim faz, e muito! Eles parecem não ligar muito para o que vestem, como se as referências da música deles influenciasse as roupas de um jeito natural, sem muitas produções, mas ainda assim, deixando o estilo da banda bem claro. Me lembrou muito a época hippie do filme Across The Universe.

Eu fiquei muito inspirada em desenvolver meu lado paz e amor. Se você também se sentiu assim, já separei umas ideias para o look lindonas da Loja GWS e que tem tudo a ver com Givers. Vem, gente!

Mix de Pulseiras Hippie  – R$14,40

Óculos Round JL – $89,90

Headband – R$11,20

Brinco Crucifixo – R$13,00

Bolsa Coruja – R$59,90

Para saber mais sobre a banda: Site // Insta // Twitter // Facebook