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Ansiedade durante o coronavírus: Como preservar a saúde mental

ansiedade durante o coronavírus

A sensação de ansiedade é uma reação normal do ser humano a uma ameaça e na verdade é até mesmo, um mecanismo de defesa. Mas em tempos como os atuais com o coronavírus, podemos nos ver presas em um ciclo constante de ansiedade, bloqueando nossas ações, concentração e até o raciocínio lógico – o que é completamente compreensível.

Durante esse momento queremos que você saiba que pode contar com o Chá de Autoestima! Por isso, decidimos fazer um listinha de formas para você lidar melhor com esse sentimento:

1) Evite o excesso de informações 

A todo momento surge um dado novo sobre a COVID-19 o que leva os noticiários a lotarem suas programações de reportagens. Obviamente é importante se manter informada, mas o excesso de notícias acaba gerando uma preocupação exacerbada e estresse. Sentiu que os sites e jornais estão te deixando ansiosa? Crie uma programação na sua rotina para se informar de uma a duas vezes ao longo do dia, cerca de no máximo 30 minutos. Tente evitar que esse momento seja logo ao acordar ou antes de dormir.

Foque nas informações que realmente te ajudarão nas práticas para prevenção. Se informe somente por fontes confiáveis, veículos de renome para não cair em fake news. Evite vídeos e áudios encaminhados no whatsapp. Não abra e nem escute. Lembre-se de que o que você precisa saber está nos veículos de comunicação seguros e confiáveis.

2) Aceite a incerteza  

Negar a incerteza das coisas e tentar prever, controlar todas as situações ou projetar um futuro o tempo todo para se prevenir de tudo que pode “dar errado” é o que tornam as pessoas ansiosas. Um estudo durante a pandemia de H1N1 de 2009 mostrou que as pessoas que tiveram mais dificuldade em aceitar a incerteza da situação tinham maior probabilidade de experimentar altos níveis de ansiedade. É um exercício. Tente aos poucos trabalhar com as incertezas do dia a dia, diminuindo a intensidade de buscar certezas.

Comece pequeno: Na próxima vez em que precisar de uma resposta para uma pergunta por exemplo, não busque imediatamente no google. Segure o desejo de ter certeza. Olhe menos a hora, a previsão do tempo. Tudo isso são exercícios simples para aceitar a incerteza. Naturalmente você vai reduzir o número de vezes por dia em que consulta a internet ou liga a TV para conseguir mais informações sobre a COVID-19.

3) Se posicione

Observe e faça uma lista das coisas da sua rotina que você identifica como gatilhos para ansiedade. Pode ser um comportamento, uma pessoa, um grupo… Conseguiu identificar o que te dá gatilho de ansiedade nesse momento? O que você pode fazer HOJE pra diminuir esse gatilho? É algum grupo no whastapp? Alguma atitude de alguém próximo?

Expresse como você se sente e se posicione para o bem da sua saúde mental. Não tenha vergonha de dizer: “prefiro não falar sobre isso porque me causa sentimentos ruins”, “vou sair do grupo por enquanto porque acho que será melhor para o meu bem-estar”.

Acredite, só o fato de você identificar seus gatilhos e se posicionar, fará com que você se sinta melhor.

4) Não finja que não está ansiosa

Já percebeu que quanto mais você pensa em não se sentir ansiosa mais ansiosa você fica? Tudo que você nega, cresce. Sem querer, para fugir da ansiedade, você pode apresentar outros comportamentos nada saudáveis: compulsão, procrastinação, obsessão… Esses comportamentos proporcionam alívio momentâneo. A longo prazo eles podem piorar a ansiedade.

Ou seja, negar a ansiedade quase sempre significa, alimentá-la. Permita que seus pensamentos, emoções e sensações físicas ligados a ansiedade aconteçam. Quando surgirem ondas de ansiedade por causa do coronavírus, observe e descreva a experiência, seus pensamentos para si mesma ou para outras pessoas da sua confiança.

Resista ao desejo de fugir do seus medos ou de tentar acalmá-los de forma obsessiva lendo notícias sobre o vírus. Por incrível que pareça, acolher a ansiedade no momento em que ela aparece sem fugas, leva a menos ansiedade a longo prazo.

5) Pratique o autocuidado e a resiliência 

Durante esse momento também é válido lembrar do que é eficaz para ansiedade desde de sempre: durma bem, estipule horários para dormir e acordar, faça exercícios físicos, pratique meditação (hoje em dia existem vários aplicativos para você praticar em casa!) e exercícios de respiração.

Alimente-se bem e ocupe sua mente com atividades prazerosas e que te trarão sentimento de utilidade. Manter esses hábitos durante esse período aumenta seu bem-estar psicológico e reforça o seu sistema imunológico. Vamos falar a verdade? Um momento como esse desperta na gente o medo da morte.

Mas lembra lá do que falamos sobre saber lidar com as incertezas? Nessas horas é preciso lembrar da nossa capacidade humana em sermos resilientes e adaptáveis. Já pensou tudo que a humanidade já enfrentou? E cá estamos nós. Use esse momento de se conectar com seu propósito de vida com a sua espiritualidade, com as pessoas que você ama e que te fazem bem.

Que tal começar algo que você sempre quis, mas adia há anos? Pode ser um curso online, um livro, se livrar de entulhos, fazer uma limpa no guarda-roupa, começar a meditar, a se exercitar, aprender a cozinhar… Quem sabe até fazer as pazes com alguém? Essas são uma das formas de fazer com que seu foco seja a saúde e o bem-estar e não a doença.

Lembrem-se: Tudo na vida é temporário! E esse momento também vai passar.

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Nada é pior do que ser gorda? A sociedade e a cultura de fórmulas prontas

Nada é pior do que ser gorda

Vivemos em uma cultura que diz pra gente, direta ou indiretamente, que NADA é pior que ser gorda. Ser gordo é sinônimo de ser preguiçosa, de ser infeliz, de ser mal amada, de ser feia, descuidada e até menos inteligente. Afinal, como são representadas na maioria das vezes as personagens gordas? Engraçadas, atrapalhadas, patetas…

Se nada é pior que ser gorda, qualquer coisa é melhor do que ser gorda. Então vale tentar o remédio milagroso que vai afetar seu fígado (é melhor ter o fígado machucado do que ser gorda), vale frequentar consultório de médicos com apelidos como “Dr. Caveirinha” (correr risco de infartar é melhor do que ser gorda), vale fazer cirurgia (morrer na sala de cirurgia é melhor do que ser gorda).

Vale passar fome, desmaiar, vomitar, fazer a dieta que você só come proteína (mesmo que isso eleve seu colesterol… afinal, colesterol alto é melhor do que ser gorda), vale tomar fórmulas caríssimas que te secam em 3 meses mesmo que isso faça você ter insônia e taquicardia afinal… vocês já sabem.

Se você pesquisa sobre chá verde? Emagrece! Hibisco? Também! Centella asiática? Seca!!! Afinal, para que conhecer todos os outros benefícios maravilhosos e tão importantes pra nossa saúde que essas plantas podem fornecer para nossa mente e organismo? O importante afinal sempre será emagrecer.

E quando você finalmente emagrecer… será sinônimo de saúde, de beleza, de superação, mesmo que seu psicológico tenha ficado seriamente afetado no processo e que na verdade pra você chegar naquele peso tenha usado métodos nada saudáveis. Mas o que importa? Nada é menos saudável do que ser gorda! Não importa como você emagreceu. E agora sim! Você está pronta para viver, ser feliz, amar, ser amada e ser bela. Se tem algo mais importante que emagrecer… é ser bela. 
Nada é pior do que ser gorda

Ilustração: Anna Macht

 

Além da cultura do nada é pior do que ser gorda, vivemos na cultura das fórmulas prontas. Nossa vida virou um grande copia e cola. Na hora da prova queremos responder as questões exatamente como diz no livro e nunca o que compreendemos dela. A real é que pensar dá medo. Não queremos enfrentar nossos demônios, entender nossos porquês, ressignificar nossa relação com a comida, com o nosso corpo, com os nossos hábitos.

Porque temos medo, temos medo da autorresponsabilidade. Temos medo de nos conhecer de verdade, de enfrentar nossos demônios. E nosso maior medo é de compreender que somente nós podemos salvar nós mesmas. Morremos de medo de assumir o “sou responsável por mim, pelas minhas escolhas.” É bem mais fácil quando alguém diz: “É isso aqui que você tem que fazer pra ser e conseguir o que você quer. Se você seguir, conseguirá tudo que deseja!”.

Se tem algo que a gente acredita mais que príncipe encantado é fada madrinha que transforma abóbora em carruagem e, nos dias de hoje, que transforma até sua microbiota.

Transformações reais nascem do autoconhecimento. Conheça seu corpo, conheça sua mente. Como é a sua relação com seu corpo? Quando você começou a odiá-lo? Por que? O que você pode fazer para entender melhor seu organismo? Como é sua relação com a comida? É abusiva? É fuga? Do que você está fugindo? E se você quer mudá-lo, o que te motiva? O que você acredita que terá e será com essa mudança? Por que?

É mais fácil encapsular soluções milagrosas do que estimular você a pensar por você mesma, a fazer um mergulho interno e assumir responsabilidade sobre suas escolhas e entender suas diferenças, suas particularidades. Porque aí vem a autonomia… e a verdade é que autonomia e autorresponsabilidade não são interessantes pra sociedade em que vivemos.

Nada é pior do que ser gorda

Não tenha medo de encarar suas questões de frente, de parar de interpretar um personagem pra você mesma. Assuma seus desejos, suas vontades e trilhe seu caminho com amor, com respeito e acolhimento com você mesma.

Você tem dentro de você tudo que precisa. Você não precisa de milagre e de fada madrinha. Precisa ouvir sua intuição e se conectar com seu verdadeiro eu. Quando isso acontecer de forma honesta tudo terá um novo significado. Seu corpo, sua comida, sua história, seus desejos… O que é realmente importante pra você? O que faz sentido pra você?

Mudanças REAIS levam tempo. Respeite seu tempo. Entenda que você é digna e que toda mudança só é positiva pra você quando é fruto do amor. Olhe pra dentro. Descubra o que funciona pra você e que ninguém mais pode descobrir. Você é dona do seu corpo, da sua mente, e se conhece como ninguém. Use seu tempo descobrindo o que te faz feliz e transforma de verdade sua autoestima.

 

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O que são terapias holísticas e como utilizar para seu autoconhecimento

O que são terapias holísticas

Que as medicinas e terapias holísticas estão super em alta, você provavelmente já sabe, acho que desde os anos 70 não acontece um “boom” tão grande de práticas espirituais e alternativas; ao mesmo tempo que cresce também movimentos anti-vacinas e terraplanistas e um conflito forte com a ciência acaba colocando tudo isso no mesmo barco e nada poderia ser mais equivocado.

Então vamos começar pelo começo, o que é “holismo”? O termo holístico deriva do grego holos que significa “todo”, “inteiro” ou “completo”, ou seja, holístico é aquele que busca compreender os fenômenos na sua globalidade e totalidade. A visão holística é não reducionista, ao olhar para algo, enxerga-se e a totalidade, sintetizando o todo em unidades. Aristóteles dizia que: “O todo é maior do que a simples soma das suas partes”.

Então as terapias e medicinas holísticas nada mais são do que práticas que enxergam o ser humano como o todo, considerando as questões físicas, mentais, espirituais. E também levando em conta o ambiente que o cerca, que pode ser resumido a uma visão global daquele ser e/ou circunstância; diferente da medicina moderna alopática, cujo princípio básico é combater as doenças com o uso de medicamentos que produzam efeitos contrários aos sintomas causados por elas.

Por isso, é tão comum que drogas tenham nome de “anti”, como por exemplo os antibióticos. A alopatia parte do princípio básico oposto ao da homeopatia de que: “​semelhantes são curados por semelhantes”.

Com isso eu estou dizendo que a alopatia é ruim e que devemos tratá-la como inimiga e sair por aí não vacinando nossos filhos e recusando atendimento médico? É claro que não! O que eu busco praticar na minha vida é a promoção da saúde.

Estamos tão acostumados a vibrar na energia da doença, a falar de doença, pensar sobre doença de tal forma que a maioria de nós já tem na ponta da língua tudo aquilo que faz mal, que dá indigestão, dor de barriga, alergia etc e tal e que remédio tomar quando isso acontecer.

Mas se eu te perguntar sobre saúde, sobre os hábitos que te causam bem-estar e boa saúde, será que você sabe responder?! Ao praticar um estilo de vida holístico eu tenho me tornado uma pesquisadora da minha própria saúde, vou experimentando práticas e hábitos que me fazem ter mais energia, mais felicidade e consequentemente mais gentileza e amor comigo mesmo e com o meu próximo.

Aos poucos eu vou me conhecendo melhor, aprendendo a conversar com meu corpo e o que ele precisa para funcionar bem. Ao invés de prestar atenção somente ao que está errado passo a atentar também ao que está indo muito bem, que alimento que meu corpo agradece quando recebe, que atividade física faz meu corpo vibrar, que palavras fazem minha alma iluminar, que pessoas e conversas estimulam minha mente, que leitura me transforma.

Uma vez ouvi de uma médica que ela não teve em toda a sua graduação uma só matéria sobre saúde, todo o curso de medicina foi 100% focado em estudar as doenças. É claro que é importante as pesquisas médicas sobre as diferentes patologias e é fundamental irmos ao médico quando surge uma situação com a qual não sabemos lidar, ele é o profissional capacitado para isso.

O que eu quero dizer com isso é que é possível aproveitar o melhor dos dois mundo, celebrar as pesquisas científicas, os avanços na área de saúde sem precisar delegar meu bem-estar a outra pessoa.

Creio que o primeiro passo é mudar nosso discurso, afinal as palavras tem poder! Então se um dia acordo espirrando, eu interpreto isso como meu corpo em pleno funcionamento eliminando todo aquele muco que precisa sair, ao invés de ir correndo buscar um antibiótico ou “bater uma chapa do pulmão” (como dizia minha avó) no meu primeiro espirro.

Observo o que está causando tanta produção de muco, pode ser excesso de lactose, farinha, muita poeira no ambiente, talvez o corpo não reaja bem a alimentos muito gelados, observo e busco introduzir novos hábitos. No meu caso, percebi que alimentos crus me ajudam a produzir menos muco e por isso ter muito mais qualidade de vida, então dentro do possível busco introduzir mais desses alimentos na minha vida e menos farinha para promover a saúde do meu ser.

Em outro momento entendi que precisava da orientação de um médico hematologista para acompanhar minha vitamina B12 (que é fundamental para a saúde e muito negligenciado pelas pessoas), faço a reposição com seu acompanhamento sempre relatando aquilo que não está funcionando muito bem e o que está, ouvindo e também sendo ouvida a todo momento, afinal é o meu corpo e cabe a mim cuidar muito bem dele.

Existem inúmeras práticas holísticas maravilhosas que me auxiliam no equilíbrio desses três pilares fundamentais de corpo, mente e espírito. Normalmente uma prática auxilia a outra. Hoje além do acompanhamento de um hematologista, frequento um iridologista, que ​é o profissional que estuda a observação de traços da personalidade através da análise da íris.

A partir disso direciona para tratamentos como cromoterapia, florais e argiloterapia e tenho obtido ótimos resultados, lembrando que seres humanos não são uma constante, vivemos nossos altos e baixos e por isso mesmo podemos aproveitar essas ferramentas para alcançar mais equilíbrio.

A medicina não é nossa inimiga, ela só não pode e não deve ser uma muleta para evitar um olhar mais íntimo e profundo em nós mesmas.

Texto por Martha Maximiano:

Designer, cozinheira vegana, louca por moda e maquiagem. Sou apaixonada por animais e criadora do Vegmax, um empreendimento 100% vegetariano que busca abrir os olhos das pessoas para o relacionamento com a alimentação. A marca surgiu a partir do meu próprio processo, de quem sempre enxergou comida como inimiga e, hoje, vê nela uma aliada para o autocuidado.

 

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Tristeza: Por que sentimos e como podemos vencê-la?

Confesso que fiquei um bom tempo olhando para o teclado antes de começar a colocar esse texto pra fora e falar sobre tristeza. Primeiro porque é difícil demais admitir: “sim, estou triste, estou me sentindo mal e não sei como ou quando vou melhorar”. A gente se sente culpada por estar triste. Principalmente quando a tristeza, parece não ter motivo aparente. Não aconteceu nada realmente grave, tem um teto sob a nossa cabeça, não sofri nada ruim.

Às vezes, desabafar deixa tudo mais complicado. “Você precisa sair mais”, “vem, vai ser divertido, “mas olha o fulano, ele sim tem motivo para estar triste”. Nós mesmas não aceitamos a nossa tristeza. Criamos fugas e ficamos fingindo que ela não está lá, mantemos nossa cabeça ocupada com coisas úteis ou nem tão úteis assim. Quem nunca assistiu 3 temporadas de uma série na Netflix em um dia só para não ter que lidar com a própria realidade?

E quando a gente menos espera, não tem mais vontade de sair da cama, a lista de “to do” continua igual e as coisas só se acumulam… O que faz a gente perder a vontade de agir? Seguir adiante? O que faz com que a gente veja a vida em preto e branco?

tristeza

A verdade é que uma tristeza sem motivo, tem motivo. O grande problema é que a maioria das vezes, a gente se conecta mais com o sentimento, ou seja, com a dor, do que com os motivos que nos levou até ela. Passamos dias, semanas, meses e às vezes até anos deixando algo ali no cantinho, sem resolver, achando que não precisamos dar atenção. Que é só distrair a cabeça, que já superamos… e aí, um tempo depois, vem a angústia, a dor, a tristeza.

Como podemos superar esse sofrimento? Como sair desse estado de tristeza? O Primeiro passo, que estou tomando nesse processo é entendendo que eu não sou essa dor. Essa dor não me define. Ela faz parte de mim, mas ela não sou eu. Por que quero ter como parte da minha personalidade um sentimento que me faz mal? O quanto a gente se define por sentimentos ruins, né? “Eu sou triste”, “sou desanimada”, “sou nervosa”.

Acho fundamental para a jornada de autoconhecimento entender nossas sombras. Compreender que não somos só “luz” ajuda a gente a ter uma vida mais verdadeira e honesta com nós mesmas. Mas o mais importante de entender nossas sombras é saber que quando nós as conhecemos e aceitamos elas podemos, de fato, mudar, melhorar, nos curar.

Estou começando a entender que, pra mim, a tristeza tem muito a ver com a necessidade de cura. É uma forma do meu corpo, minha mente, mandar um recado que preciso revisar algo dentro de mim, desembolar algum nó. Estou percebendo que se eu começar a me conectar mais com a raiz da minha tristeza e menos com a dor gerada por ela, posso começar meu processo de cura, rumo a felicidade. Refletir sobre a tristeza, mas não mergulhar nela. É um processo complicado, mas estou exercitando.

É difícil pra mim admitir que estou triste e que ainda tô no processo de entender os motivos. Mais difícil ainda porque trabalho com autoestima, que tem muito a ver com ter uma visão positiva de si mesma. Mas é exatamente como falo no Chá de Autoestima: O processo de desenvolvimento do amor próprio é eterno. E temos altos e baixos. E mentir pra vocês que estou sempre bem é mentir pra mim mesma. E eu quero passar nessa vida sendo verdadeira, superando meus problemas de verdade.

Não sei dizer exatamente como cheguei até aqui, nesse momento que me sinto triste. Acho que acumulei muitas coisas que não resolvi por completo e acelerei processos de cura que eu deveria ter vivido com mais verdade e menos de forma prática.

Como a tristeza rouba nosso ânimo, temos a tendência a jogar ela pra debaixo do tapete, pra seguir a vida, antes de compreender tudo que ela quer contar pra gente. No momento, estou me permitido sentir para assim, entender. Se você também está se sentindo triste, tente perceber a tristeza como um sintoma de alguma doença. Faça um mergulho interno e tente entender qual é essa doença, para assim, você seguir rumo a sua cura.

Escute suas emoções. Analise sua vida e tente compreender o que está te incomodando de verdade, o que você gostaria que fosse diferente, o que você não superou, o que precisa expurgar. Algumas coisas podem ser mudadas e dependem de você, outras não. Mude o que pode ser mudado e aceite o que não depende de você. Muitas vezes a gente se sente triste porque lutamos contra aquilo que não pode ser mudado por nós. E gastamos energia e força, remando contra a maré.

Eu confesso que sou dessas. Estou me educando a fazer o seguinte exercício: O que na minha realidade atual me incomoda e eu vejo sempre pelo lado negativo? Como enxergar o lado positivo dessa situação? Quando estamos tristes temos a tendência de reclamar de tudo e a real é que sempre temos muito mais para agradecer.

Pequenas mudanças (que são difíceis de fazer quando estamos tristes, mas temos que tentar) também fazem muita diferença. Como fazer exercícios e comer alimentos ricos em vitaminas e nutrientes. A nossa tendência natural quando estamos nos sentindo pra baixo é comer alimentos como pizza, sorvete ou não comer nada. Mas a nossa alimentação pode ajudar e muito no nosso processo de cura.

Você sabia que os alimentos amarelos como banana, melão e maracujá podem ser aliados? A ciência diz que pessoas que consomem mais alimentos amarelos tendem a ter maiores níveis hormonais relacionados à felicidade. Estudos comprovam que exercícios físicos também são um grande aliado da cura da tristeza.

É difícil demais levantar e ir pra academia ou preparar uma refeição saudável quando a gente só quer desaparecer. Mas não é válido a tentativa de fazer essa dor sumir? Tô escrevendo esse texto pra vocês e pra mim. Uma busca de cura coletiva.

Eu ainda não estou conseguindo fazer muito por mim, mas já dei um grande passo entendendo o que me levou até aqui. Superar a tristeza tem a ver com aprender a superar brigas, separações, situações novas, situações que não saíram como você imaginava. Tem a ver com conviver bem com mudanças, entender suas emoções, entender a realidade e a vida. Por isso, vale o esforço, vale a tentativa.

Eu acho que nunca contei por aqui, mas eu tive depressão ainda na adolescência. Com 13 anos, eu saí da escola e passei 2 anos praticamente sem sair de casa. O tempo passou, eu melhorei, voltei pra escola, refiz minha vida social, mas ao longo da vida, senti várias vezes a depressão batendo ali na porta. Então antes de qualquer coisa, se você acha que sua tristeza pode ser depressão, procure ajuda. Existe uma linha tênue entre estar triste e estar depressiva. Não tenha medo ou vergonha de buscar ajuda se você acha que está em depressão. É seu direito ter uma vida plena e feliz.

E agora no final desse texto, eu faço a pergunta do título: Por que sentimos  tristeza e como podemos vencê-la? Bom, eu acho que sentimos a tristeza porque nosso corpo está pedindo um olhar mais cuidadoso, mais carinho, mais profundo para dentro de nós mesmas. Muitas vezes ela vem para chamar a atenção para algo que estamos negligenciando.

Que tal ter esse olhar mais positivo sobre a tristeza e se comunicar com o sentimento para entender o que ele quer nos dizer? E como podemos vencer a tristeza? Eu acredito que com coragem, verdade e amor. A coragem impulsiona a gente a encarar de frente o que nos levou a tristeza e pensar em soluções realistas para a nossa vida.

A verdade faz a gente lutar pela cura de peito aberto. Deixar a tristeza pra trás exige movimento, exige se entregar ao processo de entendimento e cura interna. A fórmula não existe. É individual e você tem que construir a sua jornada de cura. Estou no processo de entender que essa sensação tem sim motivos, o que é bom, porque dessa forma, existe um jeito de melhorar. Vamos juntas entender nossa tristeza, como parte fundamental para caminhar rumo a nossa felicidade.

Dica de filme para assistir: Divertida Mente

Dica de filme para ler: A vida ama você da Louise Hay

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