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Pra assistir: Unbreakable Kimmy Schmidt

httpv://youtu.be/5GjMKia7J2E

Pode botar aí mais uma pra lista de fãs de Unbreakable Kimmy. Euzinha.

A série, que estreou há pouco mais de um mês no Netflix já vem tomando de amores um monte de gente legal, divertida e feminista. Foi por reparar nas pessoas que estavam assistindo que eu resolvi dar uma chance. E amei. Vou contar pra vocês porque.

O plot de Unbreakable Kimmy Schmidt é o seguinte: Kimmy, a protagonista vivida por Ellie Kemper (sim, The Office <3), viveu por 15 anos presa num bunker com mais 3 mulheres. Todas foram “capturadas” por um líder religioso e viveram por todo esse tempo sendo convencidas por ele que o mundo tinha acabado e elas estavam devidamente protegidas das mazelas do apocalipse neste bunker.

Até que um dia são resgatadas. E Kimmy vai morar em NY, em busca de uma nova vida.

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Essa premissa parece meio louca, né? E é mesmo. Umas das coisas legais da série é o estilo nonsense. A linguagem tem muita referência de internet, memes, atualidades, ironias. Você, garota conectada (desculpaê a expressão quadrada, mas não achei outra), vai se amarrar.

Outro fator gerador de bacaneza pra série é a Kimmy em si. Ela é uma garota incrível! Inspiradora demais. Forte, inteligente, resiliente, feminista e com um coração enorme. Além de tudo é muito fofa. Acho legal esse ponto da fofura. Muitas vezes, parece que se você for ingênua ou doce, não pode ser firme. Isso é o que o mundo faz a gente acreditar, já que estamos sempre sendo colocados em caixinhas e quem faz parte de uma, não pode fazer de outra. Pois bem, não é verdade. E a Kimmy mostra isso tão bem na série. Me enche de alegria só de ver porque me identifico demais com este impasse fofura vs firmeza.

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A pegada feminista forte é ponto alto e sendo criada e desenvolvida por Tina Fey, não dava pra esperar outra coisa. Cheia de momentos empoderadores, diálogos que abordam a sororidade, o girl power e a igualdade, além de tocar em assuntos urgentes dentro da indústria do entretenimento, como os padrões de beleza, suas modinhas e consequências.

Quem curte um tom de ironia também vai se deliciar. A comédia de Unbreakable é baseada no sarcasmo. Mas não aquele sínico e nocivo, e sim o tipo que faz piada com o opressor. Não com o oprimido.

Por último, mas não menos importante, tem o Titus, roomate da Kimmy em NY. Vivido pelo ator Tituss Burgess (sim, mesmo nome), este personagem é mega carismático, engraçado e muitas vezes rouba a cena. Ele é negro, gay e, ohhh, barrigudo. Imagina o quanto de reflexões em forma de comédia que ele provoca? É bonito de se ver e um tapa cheio de glamour e glitter na cara da sociedade. hahaha

httpv://youtu.be/A6yttOfIvOw

Se você leu até aqui e só pensa “Quero assistir!” é só correr pro Netflix. Como a produção é toda deles, a primeira temporada já foi lançada inteira lá. São 13 episódios, com um pouco mais de 20 minutos cada um.

Um adendo muito importante antes de acabar este texto: não poderia deixar de citar o que aconteceu esta semana e envolve a série de um jeito bem negativo. Confesso que me deu uma baita broxada.

Foi o suicídio do dermatologista das estrelas hollywoodianas, Dr Brandt. O médico foi (Será que o certo seria colocar um “supostamente” aqui? Pra mim, não.) satirizado pela sua aparência em um dos episódios, com o personagem Dr Grant, viciado em procedimentos estéticos e cirurgias plásticas.

A mídia toda está reportando que o Dr Brandt tinha sérios problemas de depressão e que a série teria sido o estopim pra que ele tenha decidido se suicidar.

Pra mim, não dá pra defender Unbreakable Kimmy aqui. Dá um Google e veja as similaridades. O que vocês acham?

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10 dicas de filmes e seriados para se jogar no sofá e curtir no Netflix

Por: Isa Freire

Oi gente. Sim, eu ando sumida há muito tempo. Tenho andado meio instrospectiva e imersa na minha própria vidinha e rotina e daí veio minha ideia pro post de hoje, por que não compartilhar um pouco da minha rotina com a galera, indicando 10 opções maravilhosas de filme ou seriado no Netflix? hein hein hein? Nada melhor que desperdiçar um fim de semanazinho debaixo das cobertas, de vez em quando, na companhia do controle remoto. E nada pior do que perder metade do tempo passeando pelo catálogo, sem saber o que assitir, certo? Então lá vai… Dicas certeiras!

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1. Modern Family (série)

Meu vício atual. Uma comédia envolvente sobre uma família que conta com todo tipo de gente possível. Não dá pra não se identificar com um ou até todos. Fiquem atentos para Phil Dunphy, um dos melhores personagens que conheci ultimamente. Tem três temporadas de 24 episódios cada.

2. Sherlock (série)

Apenas 9 episódios (todos que existem) com o Benedict Cumberbatch (se você ainda não conhece, vale a pena, hein), que faz Sherlock Holmes ambientado na boa e velha Londres. É mistério misturado com aquela comédia ácida que só os ingleses sabem fazer. A Marie já fez um post com mais detalhes da série aqui, mas cuidado que tem spoiler!

3. Medianeras (filme)

Filme argentino que descobri por lá mesmo. Conta a historia de dois jovens, bem parecidos, mas que nunca se conhecem, porque não se dão a oportunidade, não saem de casa. É bem bonitinho!

4. Segredo Dos Seus Olhos (filme)

Outro filme argentino, esse com o Ricardo Darín, aqueler maravilhoso. Ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro uns anos atrás. Tem uma cena incrível de plano sequência que acaba dentro de uma arquibancada de futebol.

5. A Outra História Americana (filme)

Um tapa na cara dos racistas e preconceituosos com o maravilhoso Edward Norton no papel principal.

6. Frances Ha (filme)

Já dá pra perceber que é hipster pelo nome, né? Demorei pra ver pois implicava com o fato da menina (Greta Gerwig) ser amiga da Lena Dunham que me causa uma enorme preguiça, mas venci meu orgulho e resultado: ameiii. 1 hora e pouquinho de Nova York e Paris em preto e branco e uma daquelas hitórias que poderia ser minha, sua ou da nossa melhor amiga, sabe?

7. Donnie Darko (filme)

Um daqueles filmes que tentam explicar de forma bizarra o significado da gente no universo. A Nuta já falou sobre o filme aqui, vale dar uma lida.

8. A Pele Que Habito (filme)

Amo todos os filmes do Almodovar, TODOS. Sempre termino de assistir e fico com aquele sentimento de pertubação, que por incrível que pareça, me faz muito bem.

9. Azul É A Cor Mais Quente (filme)

Meu primeiro amor, só que ao invés de duas crianças, duas musas e ao invés de selinho, sexo explícito. A música “I follow Rivers”, da Likke Li, nunca mais foi a mesma.

10. O Labirinto Do Fauno (filme)

Um filme de história embebido em fantasia. É lindo, medonho, chocante, dramático, tudo ao mesmo tempo.

 

Tudo isso que indiquei pra vocês, são obras audiovisuais que me deixaram com a sensação de que eu estou fazendo alguma coisa certa no mundo ou me deixaram com vontade de mudar alguma coisa na minha vida. Espero que gostem e sintam o mesmo!

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Porque Broad City é o Anti-Girls (ou ainda: por que eu adoro tanto esse seriado)

Por Lucia Pereira Hsu:

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Antes de mais nada devo dizer que também curto Girls. É o primeiro seriado a abordar questões de gente como a gente, que chegou nos meados dos 20 anos querendo descobrir pra onde vamos – carreira, romance, etc – gente que não quer nada disso tem também (te amo, Jessa). É legal se identificar com as histórias e eu adorei a última temporada ser meio pesada, com temas como abuso de drogas, sexo casual pra levantar a autoestima, ou como ter um emprego fixo pode acabar com a criatividade de alguém.

Essa sensação nítida de peso que eu senti é só porque é uma série, apesar dos momentos cômicos, que se leva a sério, é pra ser a vida real, ou quase isso. As personagens passam por momentos ruins e a gente sente junto!

Mas o motivo pelo qual eu adoro Broad City é que é exatamente o oposto: é uma série de meninas que trata o tema “ser jovem” de maneira diferente da Lena Dunham, sem aprofundamentos. É nada mais que uma celebração da nossa juventude vista por outro ângulo muito mais simples, o de que se é jovem e essa é a hora de curtir a vida sem nenhum compromisso com nada.

A série foi criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que foram alunas da UCB, escola de comédia e improviso em NYC, e conta com a ídola Amy Poehler como produtora executiva (quer dizer…). Elas interpretam personagens de mesmo nome que são o total oposto de Hannah & cia: são amigas-quase-irmãs, ferradas de grana e não poderiam se importar menos com isso, e criam situações que poderiam ser trágicas em Girls, mas aqui são hilárias. Elas passam perrengue e vergonha, mas no fim dá tudo certo porque elas não se importam, já que vieram pra essa vida a passeio e fazem da cidade um playground.

Pra entender mais ou menos como é, pensa em The Office. Se você gostava, vai amar isso aqui! Vou apenas citar situações bizarras como: Ilana numa loja tentando trocar itens roubados do escritório no qual que ela finge que trabalha só pra conseguir sustentar o hábito de fumar maconha, ou Abbi ter um momento bad vibe numa sala de espera enquanto espera Ilana ser atendida pelo peguete pro qual ela não está nem aí mas é dentista e faz o tratamento de graça porque é louco por ela, oooou o momento maravilhoso da busca por um apartamento com a corretora mais louca do mundo…..

Broad City é uma comédia tão simples, tão sem noção, tão faça-você-mesmo que, mesmo que a gente não se identifique com o que elas são capazes de fazer nessa vida louca, adoramos justamente isso: um respiro da vida real onde tudo é mais previsível e todo mundo sofre as consequências das suas escolhas. Ilana e Abbi dão de presente pra gente um seriado meio punk, meio feminista, e um lembrete de que tudo sempre dá certo no final, já que né…. a gente só é jovem uma vez. Amei e recomendo!

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Pra assistir: My Mad Fat Diary

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Comecei a assistir My Mad Fat Diary por motivos óbvios. A série se passa na Inglaterra, nos anos 90, onde uma adolescente acima do peso, fanática por Oasis relata toda sua vida em um diário. Tirando a melhor parte, a de morar na Inglaterra, poderia dizer que essa é quase a descrição da minha própria adolescência.

Mas falando sério agora. Estava faltando um seriado adolescente com um conteúdo mais sério, com questões psicológicas e conflitantes que abordasse os perrengues que a gente passa nessa época de aceitação, de autoconhecimento de descobrimento… Mesmo com todas essas questões psicológicas a série não perde o  humor e aquela pitadinha de futilidade que a gente curte! A série é inspirada no livro My Mad Fat Teenage Diary, da autora Inglesa Rae Earl. O que torna mais legal de assistir já que a série é inspirada em fatos reais.

httpv://youtu.be/3tmqLvgUd-s

Rae Earl é interpretada pela atriz estreante Sharon Rooney, que faz uma interpretação fantástica. Rae é uma garota gorda (uma das coisas que  faz a série ser especial é justamente o fato da palavra gorda ser usada sem medo) de 16 anos que acabou de sair de um hospital psiquiátrico para tratar problemas de depressão e ansiedade, que a levaram a fazer coisas muito graves contra ela mesma. Agora Rae está de volta a sua vida e amigos e tenta ver as coisas de uma forma diferente, encarar o mundo exatamente do jeito que ela é. É uma imagem clara do que é ser jovem, ter pensamentos mais profundos, mas também os clássicos da idade, como querer transar pela primeira vez, lidar com pais, ter de ser aceito na sociedade, viver um amor não correspondido e lidar com amizades antigas que já não funcionam como antes.

Os dilemas que ela tem que passar são basicamente os que qualquer adolescente enfrenta, mas aquela velha história, né? Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.  Rae não é magra nem bonita como sua amiga Chloe, mas compensa tudo isso com sua inteligência, atitude, humor e seu entendimento musical. Aliás a trilha sonora do seriado é um capítulo a parte. Pra quem como eu é apaixonada por rock inglês, o famoso britpop é absurdamente maravilhoso ouvir isso em um seriado!

A coisa já começa bem com a música de abertura. The Charlatans com One to Another. E a coisa só melhora… Oasis logo nos primeiros cinco minutos do primeiro capítulo depois tem Blur, Stone Roses… enfim, apenas maravilhoso.

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Além da música, para conseguir passar por essa fase complicada de ser uma adolescente, Rae faz terapia e escreve em seu diário. Uma das frases que ela disse durante uma sessão com seu psiquiatra relata exatamente o que garotas foram do padrão passam: “Eu definitivamente não sou feminina. Eu bebo. Eu xingo. Eu falo alto, eu conto piadas. Contar piadas é uma coisa de menino. E garotos não gostam quando meninas contam piadas porque assusta eles pensar que uma garota pode ser tão engraçada quanto eles.” Agora se você está se perguntando se tem gatinho, yes, temos gatinho! Finn Nelson interpretado por Nico Mirallegro faz bem esse papel.

httpv://youtu.be/eh5-ch6zsUs

My Mad Fat Diary é uma mistura perfeita de comédia e drama. Eu assisti os episódios um atrás do outro de tão envolvida que eu fiquei. Cada sessão de terapia às vezes funciona como sua própria terapia. Tem um episódio, da primeira temporada que o psiquiatra de Rae pede para ela lembrar dela mesma quando criança. E o que ela vê é uma criança feliz, que come sem culpa, alegre e livre. E mais uma vez, eu lembrei da minha própria história. Como absolutamente tudo que me fazia feliz na infância se tornou um problema e um fardo na adolescência? Aliás a série mostra bem isso. Como a indústria da beleza e os padrões da sociedade acabam com a autoestima feminina e muitas vezes não incentivam a gente a se cuidar mais com eles dizem e sim a simplesmente, odiarmos nossos corpos.

My Mad Fat Diary  tem primeira temporada super curtinha, como apenas 6 episódios, assim como a segunda. A terceira, ainda não foi confirmada. Você vê as duas temporadas fácil, fácil em um domingo de preguiça com pipoca.

A série ainda não é transmitida no Brasil e por ser uma série inglesa talvez nunca seja, então o jeito é ver pela internet mesmo. Mas garanto que vocês vão gostar e se identificar e muito com Rae. Quem sabe até resgatar o bom e velho diário de papel.

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