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Produtividade x Inércia durante a pandemia: Quando tá mesmo tudo bem?

produtividade e inércia

Desde que começamos a viver o isolamento social existe uma discussão que está por todos os lados: Produtividade x inércia durante a pandemia. No meio disso tudo, vários tweets emoldurados circulando nas redes sociais com frases feitas dizendo que seja qual for seu comportamento agora, “tá tudo bem”.

Mas tá tudo bem mesmo?

Vamos falar um pouco sobre autoestima: Amor próprio, se amar e se aceitar, não significa ignorar hábitos e comportamentos que nos fazem mal e que atrasam o seu crescimento e autoconhecimento. Por isso é importante antes de dizer para você mesma que “tá tudo bem” qualquer tipo de comportamento que você esteja tendo,  se observar.

Por um lado, estamos sendo estimuladas a fazer cursos, cozinhar, fazer exercícios físicos, arrumar a casa, aprender um novo idioma… e por outro, passar o dia de pijama, comendo sorvete e vendo netflix. Seja qual for sua escolha no momento é importante perceber o motivo real delas.

Esse “bem” pode facilmente se tornar uma mentira que você está contando para você mesma, para não lidar de verdade com seus sentimentos durante essa fase. Será que essa vontade louca de se manter sempre produtiva não é uma fuga para não encarar como você realmente se sente nesse momento? Ou apenas um desespero porque você não para de se comparar com a sua amiga que está fazendo yoga, aulas online e meditação e não ser dessa forma faz com que você se sinta perdedora?

Será que não fica horas na Netflix porque é o único jeito que você consegue fingir que não está ansiosa? Quanto tempo você vai segurar até a bomba explodir e você ter uma crise de ansiedade, choro ou até estafa nesse momento?

O “tá tudo bem” é saudável para nossa mente e para o nosso corpo quando ele vem de um lugar de verdade e não quando é algo para você tapar o sol com a peneira. É muito importante para a nossa saúde mental estar em contato de verdade com os nossos sentimentos, razões e decisões. Caso ao contrário, podemos agravar comportamentos destrutivos, prejudicando a longo prazo, a nossa saúde física e emocional.

Aceitar somente o “tá tudo bem” sem buscar a origem dos seus comportamentos e sem ficar realmente consciente e em paz com as suas escolhas, trazem uma falsa sensação de satisfação momentânea, mas em médio e longo prazo, geram uma sensação de descontrole, crises de pânico e um processo doloroso de culpa.

Estamos todas atravessando uma fase desafiadora e inédita para a maioria de nós. E é normal estar se sentindo confusa, perdida e angustiada. Tá tudo bem sim, ser produtiva ou não. Perceba apenas se essas escolhas são realmente suas e se estão realmente te fazendo bem ou agravando algum quadro de autopunição, autossabotagem ou falta de autoaceitação.

Permitir ouvir seus pensamentos, emoções e sensações fará com que de fato, suas escolhas te deixem o mais tranquila e resiliente possível para atravessar esse momento.

Quer encontrar de verdade o seu “tá tudo bem”? Segue algumas dicas:

Cuidado com as opiniões alheias e comparações:

Uma das primeiras atitudes que você deve tomar para entender o que realmente vai te fazer bem agora é parar de ouvir a opinião dos outros ou de se comparar. Muitas das nossas decisões são tomadas por  “pressão social” ou por repetição, para se sentir parte de um grupo, de um movimento. O que você de fato quer agora? Como passar por esse momento sem se machucar ou despertar gatilhos ruins? É muito diferente do que os outros pensam e falam? Não tem problema! O importante aqui é se ouvir e não contar mentirinhas para você mesma.

Pratique o autoconhecimento

Quando nos conhecemos bem, sabemos das nossas forças, limitações e o que realmente nos importa. Quando a gente se conhece conseguimos lidar com momentos de frustração e tristeza, pois entendemos que tudo é temporário e parte do nosso crescimento e aprendizado.

O autoconhecimento nos ajuda a encontrar pequenas felicidades mesmo no meio do caos e é fator decisivo na hora de definir o que lhe faz mal e o que colabora para você passar por momentos desafiadores.

Como trabalhar o autoconhecimento? Escreva para você mesma, uma carta sobre como você está se sentindo no momento, onde você busca conforto e por que. Desabafe, se entregue ao momento, permita sentir suas emoções.

Se faça perguntas e se responda de forma honesta

  • O que atrai meu interesse nesse momento? O que eu gostaria de fazer?
  • Quais são os problemas que eu considero mais preocupantes durante esse momento no mundo
  • Posso ajudar de alguma forma a sociedade/humanidade agora? Eu gostaria de fazer isso? Como?
  • Como juntar as coisas que me fazem bem e me dão conforto e alegria nesse momento?
  • Sinto vontade de me dedicar a algo agora? Se sim, o quê? Por quê?
  • Tenho descontado minha tristeza, angústia ou medo em algo? Isso está me fazendo bem ou me deixando mais triste e culpada? Como posso mudar esse comportamento?

Essas são somente algumas sugestões de perguntas! Se entregue ao processo e você perceberá quantas respostas você mesmo carrega em você para atravessar esse momento.

Vamos passar por isso! Lembrem-se: Tudo é temporário e isso também, vai passar. Se puder, FIQUE EM CASA!

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Educação a distância: Vantagens de fazer um curso EAD

Quando conseguimos uma vaga em uma universidade particular, a primeira preocupação costuma ser o preço da mensalidade. No caso de alguns cursos, o valor pode chegar a até R$ 4 mil reais e a gente se pergunta: Como eu ou minha família vamos pagar por isso isso!?

Estude EAD (educação à distância)! O valor médio das mensalidades de cursos superiores a distância é mais baixo. Sem contar na economia de tempo. A UNIVERITAS, por exemplo, possui cursos de graduação, pós-graduação e técnico. Além dos cursos presenciais, também são disponibilizados cursos à distância e semipresenciais.

A interação é outro ponto forte do EAD. Todos os cursos da UNIVERITAS conta com uma equipe de tutores e professores à disposição para tirar suas dúvidas ou ajudar em alguma questão. Há também chats e fóruns de discussão com os colegas de turma.

Mesmo num ambiente EAD, a UNIVERITAS oferece interação com as mais variadas pessoas, de origens, opiniões e culturas diferentes. Isso faz com que a nossa visão de mundo aumente, assim como a empatia, o que acaba proporcionando um amadurecimento mais rápido do que se não tivéssemos saído da zona de conforto.

Um ambiente acadêmico oferece diversas possibilidades para o crescimento profissional. Embora a própria graduação já garanta isso, os estágios, os intercâmbios, as feiras, os seminários e as parcerias são outras opções que a faculdade propicia para que o estudante progrida na vida acadêmica e consequentemente firme uma carreira.

No caso da UNIVERITAS, além de ter o diploma reconhecido pelo MEC, a instituição conta com um Núcleo de Empregabilidade e Carreira, que auxilia o aluno a escolher a melhor formação para uma carreira vencedora. Além disso, também conta com parcerias e intercâmbios internacionais em vários países, tudo para que o estudante tenha uma formação de alto nível e experiências enriquecedoras.

O estudo é o principal passaporte para se ter uma vida melhor. É com ele que as portas se abrem, que somos valorizados como profissionais e que recebemos por isso. Afinal, os melhores salários estão destinados aos mais qualificados, não é? Quer conhecer o mundo, adquirir a casa própria, vivenciar coisas novas, melhorar sua vida? Estude, se profissionalize e torne todos os seus sonhos realidade.

Quer começar um curso superior no próximo ano e mudar sua vida completamente? Acesse o site da UNIVERITAS para mais informações ligue para 4720-9734 (custo de uma ligação local) ou entre nos links:

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Mas fica a dica: Corre porque  as  vagas  são  limitadas e válidas  para  os  ingressantes  deste  semestre. Escolha  a  melhor  formação  para  uma  carreira  vencedora!

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4 erros comuns quando você pensa em criar produtos e serviços para sua marca

Quando estamos começando a empreender, costumamos cometer alguns erros. E continuamos cometendo ao longo da caminhada. Natural do processo de aprendizagem, né? Mas se a gente se ligar, já pode contornar alguns deles, sem precisar tropeçar para enxergar a pedra. Por isso, compartilho aqui os principais erros que a gente pode vir a cometer. Veja se você se identifica, se está caindo ou já caiu em alguma dessas ciladas:

1. Criar aquilo que (só) você compraria
Sim, é legal a gente pensar em criar aquilo que a gente gostaria de ver no mundo. Mas é bom que a gente reflita: “mais alguém, além de mim, gostaria disso?”4 erros na hora de empreender -1- gws
Parece óbvio, né? Mas a gente esbarra nisso o tempo todo. É essencial fazer o exercício de refletir se existem pessoas dispostas a pagar por esse produto/serviço. E quem são as pessoas que vão enxergar valor no que a gente está oferecendo.

2. Basear-se somente no que o “mercado diz”
No extremo oposto do tópico anterior, focar-se somente no que o externo dita, pode ser outra armadilha. Primeiro, porque se concentrar só no que parece tendência, faz com que seu negócio fique datado e limitado. E quando essa tendência passar? E qual é o diferencial quando a gente faz o que todo mundo está fazendo? Segundo, porque aquilo que alguma fatia do mercado compraria, não é necessariamente o que você curte fazer ou tem conhecimento sobre, para conseguir se manter nessa linha.

3. Esperar a perfeição para lançar
Outra armadilha comum é ficar dourando a pílula eternamente, esperando que a ideia perfeita venha ou perder tempo demais aperfeiçoando o que nem ganhou existência, porque fica só no plano das ideias. Gosto do conceito de Mínimo Produto Viável, em que se propõe a criar o quanto antes uma versão de teste para conferir a aceitação do seu público. Depois você pode incrementar e criar novas versões. O que seria possível oferecer agora mesmo, com os recursos que você já tem?

4. Não saber para quem você está criando
Isso faz com que a gente caia em outros erros. Não saber exatamente quem é nosso cliente ideal, faz com que a gente crie coisas que achamos incríveis, mas não são exatamente o que o cliente valoriza, precisa e se encanta. Saber para quem estamos criando, entender seu universo, o que busca, o que deseja, faz com que criemos para quem vai dizer “sim”. E assim podemos transformar nossos produtos/serviços em algo maior, em uma verdadeira experiência. Além de ser muito melhor nos focarmos naquele tipo de cliente que vamos curtir atender e acompanhar.

 

Já cometeu algum desses erros? Em qual deles, a coisa pega mais para você? Algum outro erro comum que você acha que a gente também precisa prestar atenção? Escreva aqui nos comentários. Vamos trocar ideias e experiências. E se você acha que está precisando de uma ajudinha nesse sentido, no dia 22/07 vai rolar no Espaço Criativo GWS o workshop Criando os produtos e serviços que seus clientes querem. As vagas são limitadas e já está chegando o dia. Quer apoio para criar ou renovar seus produtos/serviços? Então, vem!

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Por Juliana Garcia:

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Mercado de trabalho, mulheres e deficiência

Consegui meu primeiro emprego aos 18 anos. Era minha responsabilidade checar se o ponto eletrônico de uma empresa de telemarketing funcionava corretamente. O que eu fazia, o dia todo, era abrir e fechar um sistema e ver se tudo estava OK. De hora em hora, seis vezes ao dia. No resto do tempo, nada. Fiquei nessa função por cinco meses até entrar na faculdade e conseguir meu primeiro estágio em TV.

Giada Ganassin

Ilustração: Giada Ganassin

Essa oportunidade surgiu porque a empresa precisava se adequar à Lei das Cotas para evitar multas do Ministério do Trabalho. Essa lei completou 25 anos em 2016 e, resumidamente, diz que todas as empresas com mais de 100 empregados devem contratar pessoas com deficiências congênitas ou reabilitadas. A medida que o número de funcionários aumenta, aumenta a porcentagem de cotistas.

Anos mais tarde, já formada em jornalismo, tive a oportunidade de trabalhar em São Paulo. Eles praticamente me imploraram para aceitar o serviço porque não existia alguém, com deficiências, com tantas qualificações e experiência. Eu era perfeita para a vaga! Ao invés disso, aceitei um emprego de assistente administrativa em uma metalúrgica da minha cidade porque ficava muito caro me contratar como jornalista. As duas vagas existiam por conta de cotas.

Há cotas também em concursos públicos, programas de pós-graduação, programas do governo como ProUni e Bolsa Família. Segundo dados do IBGE, 6,2% dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência; cerca de 45 milhões de pessoas. Desse total, segundo dados de 2015, apenas cerca de 400 mil estão trabalhando. Se separarmos por gênero, cerca de 259 mil são homens e 144 mil, trabalhadoras mulheres. Segundo dados do Ministério da Educação divulgados em 2015, apenas 0,42% dos ingressos em universidades apresentam algum tipo de deficiência. Não encontrei dados sobre pessoas com deficiência em programas de Mestrado ou Doutorado mas afirmo, com a segurança da experiência, que são raros os casos.

Na minha vida profissional, já vivi as várias realidades que existem no mundo dos PCDs: já tive empregos apenas para cumprir cotas, já trabalhei em vagas que exigem menos qualificação que as minhas porque deficiente é, apenas “auxiliar de alguma coisa”, também já tive oportunidades grandes porque não raras as pessoas com deficiência extremamente qualificadas e especializadas em algo…

Falo de um lugar de privilégio, tive oportunidades, criei oportunidades. Me empenhei em estudar e continuo fazendo isso porque, acredito no clichê “conhecimento é poder”. Mas, já parou para pensar naquela moça cega, ou cadeirante, ou surda, que mora em uma micro cidade onde as questões de deficiência são vistas como uma maldição divina e por isso é preciso se resignar e viver da proteção dos outros? Qual as chances de ela trabalhar? Quais as chances que ela tem de se empoderar da sua própria vida? Sejamos sinceras, nenhuma. Ou ela vai morar com família pra sempre ou vai arrumar um marido e viver, apenas, naquele universo fechado.

Portanto, quando você ouvir falar sobre cotas para pessoas com deficiência reflita sobre a importância de se discutir sobre isso e de pensar como, na prática, ela se configura. Mais e mais.  Em todos os lugares. Sob todos os aspectos. Não ache o assunto chato ou tente mudar o tema da conversa. É importante falar sobre isso e dar voz para quem mais entende do assunto: nós, pessoas com deficiência. Dar oportunidade de trabalho para alguém é quase uma salvação de vida. É dar independência. Dignidade. É preciso fazer muito ainda, mas se for possível começar exercitando a empatia, já é um ótimo começo. Todos nós ficamos felizes com novos espaços de fala. É uma questão de humanidade. 

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