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5 Dicas para realizar suas metas e melhorar sua rotina

Todas nós queremos ser bem-sucedidas.

 

Seja realizando tarefas do dia-a-dia, em um relacionamento, na nossa carreira ou na faculdade. Mas existe um segredo? Será que é possível com pequenas mudanças na nossa rotina, conquistarmos o equilíbrio que buscamos?

Segundo neurocientistas americanos de Harvard e Stanford que estudaram o cérebro de pessoas bem-sucedidas e atletas de alta performance, sim. Você precisa basicamente de 5 dicas para realizar suas metas e melhorar sua rotina.

O estudo concluiu que seu cérebro é uma máquina que deve ser programada e que ele é responsável por tudo que você consegue, ou não, executar. O que isso tem a ver com autoestima? Tudo! A frustração que sentimos quando não conseguimos realizar tarefas bobas ou não, que designamos para nós mesmas, seja estudar para uma prova, começar a se exercitar ou até mesmo mudar de emprego ou pedir uma promoção, enche a gente de culpa e ansiedade e isso é muito negativo para nossa autoestima.

E por quantos anos você está programando seu cérebro com frases como: “Não consigo”, ” Não posso”, “Eu sou preguiçosa”?

Que tal tentar por aí colocar esses exercícios em prática?

 

1) Escreva seus objetivos

 

O estudo concluiu que pessoas que conseguem de fato realizar suas metas e suas tarefas de realizar suas metas e melhorar sua rotinarotina, escrevem. Isso mesmo. Elas colocam no papel tudo que querem realizar, aonde querem chegar e meios de fazer isso. Segundo o estudo, isso melhora a performance e a chance de você conseguir realizar tudo em 39%.

Mas não é só anotar e deixar de lado. Anote em um lugar que você vai estar sempre olhando, lendo, para o seu cérebro ir gravando e programando esses planos.

Eu, mística que sou, digo mais: Pra mim, nada mais é do que jogar para o universo o que você quer e fazer com que as energias trabalhem a seu favor. Uma dica é manter na sua agenda diária (se você tem uma) ou no espelho do banheiro.

 

2) Medite 

 

realizar suas metas, melhorar sua rotinaA gente sabe que é muito difícil conseguir limpar a mente, respirar, se concentrar e conseguir de fato, meditar. Segundo os neurocientistas, tudo que precisamos (pra conseguir colocar em prática tudo dessa lista) é hábito e disciplina. Tente todo dia um pouquinho. Mas por que é tão importante meditar?

Meditar, nada mais é que se conectar mais com você mesma. Para algumas pessoas, significa rezar e conversar com uma força superior também. É o momento para focar, visualizar seus objetivos e emanar pensamentos positivos. Já rolou um post aqui com 5 apps gratuitos pra relaxar!

 

3) Socialize

 

Sabe aquela frase clichê, “Diga-me com quem andas que te direi quem és”? Bom, ela não é um
clichê a toa. Faz sim sentido. Somos diretamente influenciados pelas opiniões e atitudes das pessoas que autoestima-e-organizacao-socializemais convivemos. Obviamente, quanto mais próximos, maior a influência e mesmo sem perceber, começamos a viver uma rotina parecida com eles.

Mas você está convivendo com pessoas que você realmente admira? Elas vivem a vida que você quer viver? Não estamos dizendo que seus amigos são influências ruins, mas às vezes não são as pessoas que vão te estimular a dar os passos em direção ao estilo de vida que você busca.

Temos a tendência de acreditar que a maior parte das decisões que tomamos são por vontade própria, mas ao longo da história podemos ver centenas de casos de sucesso onde amigos foram bem sucedidos juntos, um estimulando o outro a crescer e se desenvolver. Você é a média das 5 pessoas com quem passa mais tempo. Pense nisso.

Não, não precisa deixar as pessoas que você ama de lado. Mas procure conviver mais e ter mais contatos com pessoas que você considera bem sucedidas nas áreas que você quer crescer, ou que tenham hábitos que você gostaria de ter. Procure frequentar lugares em que você acha que merece estar. Você vai sentir a sua vida naturalmente caminhando para onde você acredita que deve caminhar.

 

4) Exercite-se e se alimente bem

 

Mais um clichê que é inegável. A pesquisa comprovou que pessoas que se exercitam pelo menos 3x na semana, no mínimo 30 minutos se sentem mais confiantes, felizes e autoestima-e-organizacao-exercicio-e-alimentacaodispostas para realizar as tarefas da nossa rotina. Se exercitar faz bem pro corpo e pra mente.

Diminui o stress, a ansiedade, ajuda a circulação, diminui o colesterol, fortalece os ossos, aumenta o nível de neurotransmissores, como a noradrenalina, a serotonina e a dopamina, que produzem uma sensação de relaxamento e bem-estar.

O mesmo estudo comprova que hábitos saudáveis são 20% exercícios físicos e 80% alimentação. Precisamos não só “matar a fome”mas nutrir nosso corpo e nossas células. Se alimentar bem é um favor para seu corpo e sua alma.

Aproveito o embalo e coloco um trecho do post, Precisamos mudar nossa relação com a alimentação e exercícios físicos“Você pode e deve movimentar seu corpo não importa seu peso, sua estrutura. Você pode e deve saber dos benefícios dos alimentos, não importa seu peso ou tamanho. Saúde não está em um corpo especifico, nem em escolhas extremistas. É parar de torturar seu corpo e sua mente, não tem nada a ver com privações, nem regras. Saúde é amor, comida é amor. Toda mudança só é real através do amor e autoconhecimento.”

Eu não sou o Drauzio Varella, mas se eu pudesse te dar um conselho aqui seria: Beba água! Eu poderia dizer aqui a importância de criar esse hábito, mas com certeza você já sabe. Não? Então dá uma lida no texto do próprio Drauzio, 5 bons motivos para não deixar de tomar água.

 

5) Organize-se 

 

Por último e jamais menos importante na nossa lista de 5 dicas para realizar suas metas e autoestima-e-organizacao-organizacaomelhorar sua rotina está a organização. A falta de organização, de rotina deixa a gente ansiosa e geralmente levamos mais tempo para executar uma tarefa.

Existem várias formas de organizar nosso tempo, inclusive, existem até aplicativos para isso, mas a dica infalível é a seguinte: Tente acordar e dormir sempre no mesmo horário, estipule hora e tempo para executar funções e cumpra isso. Exemplo da agenda:

  • 8:00 – acordar
  • 9:00 – tomar café
  • 10:00 -11:00 – academia
  • 12:00 – almoçar
  • 13:00 – 14:00  – responder emails
  • 14:00 – 16:00 – atender clientes
  • 17:00 – lanchar
  • 18:00 – 20:00 – estudar
  • 20:00 – jantar / horário livre
  • 00:00 – dormir

 

Deu para entender, certo? Ter uma agenda organizada e horários determinados para cada tarefa, otimiza o tempo e ganhamos mais confiança. Tente!

Curtiram as dicas? Espero que ajude vocês no desenvolvimento pessoal e profissional. E se tiverem dicas infalíveis para realizar nossas metas e tarefas, compartilhem nos comentários!

— ♥ —

 

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6 dicas para melhorar seu texto para o Google

Se você é blogueiro, jornalista ou cria conteúdo na internet deve se perguntar como faz para melhorar seu texto para o Google e já deve ter se deparado com a sigla SEO. Mas o que isso significa? SEO, nada mais é que Search Engine Optimization, ou em bom português, Otimização para Motores de Busca. Se mesmo assim, você não entendeu nada, a gente te explica. Cada vez que uma pessoa faz uma pesquisa nos buscadores – como Google, Bing, etc. -, os mesmos rastreiam em busca do melhor resultado. Quando um site ou blog é otimizado (ou tem um bom SEO), em resumo, o conteúdo deles aparece mais vezes e em posições mais altas para os usuários.

6 dicas para melhorar seu texto para o Google

Listamos seis dicas de ouro para já começar a fazer no seu conteúdo:

1 – Título é tudo

A primeira coisa que o Google lê é o título da sua publicação. Por isso, tenha em mente quais palavras-chave você quer destacar no seu texto e as coloque mais à esquerda do título. Se você vai escrever uma postagem sobre “água da chuva”, tente, ao máximo, colocar esse termo no ínicio do título.

2 – As imagens também são indexáveis

Tem gente que esquece, mas muitas buscas são feitas no Google Imagens. Assim, além do no próprio nome da imagem (foto.jpg), também preencha o campo de “alt text” que aparece na sua plataforma de publicação.

3 – Tudo no primeiro parágrafo

Eu gosto de dizer que o Google não curte muito surpresas. Se ele tiver que ler dois parágrafos para entender qual o assunto do seu post, pode ter certeza que não vai “gostar”. Assim, como em um texto jornalístico fale no primeiro parágrafo sobre seu assunto principal, bem como use as palavras-chave.

4 – Linkbuild

Essa é uma estratégia muito importante para que seu site seja mais conhecido pelo Google. Consiste em troca de link entre seu site e outros sites da internet. Você pode e deve colocar links para outros sites que achar relevante às suas postagens. Mas isso tem que ser feito de maneira natural, o outro site curtiu sua postagem e fez um link para você. Caso contrário, o Google pode te penalizar se perceber que você está fazer um troca combinada.

5 – Conteúdo recorrente

Se você fala sempre de um assunto, o Google vai começar a entender que esse tópico é importante no seu blog/site. Com isso, ele vai aumentar sua relevância sobre esses temas, se você fala bastante de games, você vai começar a ter relevância nesse assunto, por exemplo.

6 – URL amigável

Sabia que em muitos dos casos, pode-se criar um título X e um URL Y? Você criou um título bacana para otimizar e ainda dar um charme editorial, mas na hora de ver a URL, ela não ficou o que você queria. Dessa maneira, você pode colocar só palavras-chave.

Exemplo:
Ruim – www.amanhaeuteconto.com.br/arquivo/x33874
Melhor seria ter o título da matéria ou tema na URL:
www.amanhaeuteconto.com.br/6-dicas-rachel-zoe-vida-profissional/

Essas são dicas básicas para você começar a melhorar seu conteúdo para o Google! Quer saber mais? Tem dúvidas? Quer colocar em prática? Vai rolar curso de SEO – Otimização no resultado de busca no Espaço Criativo GWS!  Inscrições e mais informações: aqui!seo-otimizacao-capa

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Precisamos de mais mulheres em posições de liderança. Mas como chegar lá?

Uma vez, tive a oportunidade de assistir uma palestra de Luiza Helena Trajano, Presidente da rede de lojas Magazine Luiza. Em meio a tantas colocações incríveis sobre varejo, cultura empresarial, administração e gestão, ela soltou uma frase que ecoou em mim e me fez pensar a respeito.

Luiza disse exatamente as seguintes palavras: “Tire da cabeça que cota para mulher em conselho empresarial é uma coisa discriminatória. Isso é um processo de transição para acertar uma situação de desigualdade.”

A colocação de Luiza Helena me pôs a pensar que precisamos de mais mulheres em posição de liderança. Mas como chegar lá? Pensar no papel que a mulher ainda ocupa nos altos cargos empresariais e no que ela tenta, almeja e luta para ocupar. E, claro, no que as empresas fazem para deixar a realidade mais perto do cenário ideal. Infelizmente, a realidade e o ideal, ainda parecem estar longe um do outro.

henn kim(Ilustração: Henn Kim)

 

Uma pesquisa divulgada em março de 2016, do International Business Report (IBR) – Women in Business, realizada pela Grant Thornton, em 36 países, mostrou que no Brasil a presença de mulheres em cargos de CEO e CFO aumentou de 5%, em 2015, para 11%, em 2016. No mesmo período, houve queda de 4% no volume de empresas no país sem mulheres em cargos de liderança: o índice saiu de 57% para 53%.

Seriam ótimas notícias, se em dezembro passado, o IBGE não trouxesse à tona um estudo mostrando que a diferença salarial entre homens e mulheres aumenta em cargos de chefia, chegando a bater 32%. O retrocesso é grande! Enquanto, em 2005, o salário médio pago às mulheres em cargo de chefia era equivalente a 71% do valor pago aos homens, em 2016, esse número caiu para 68%.

Associando estas informações com as do parágrafo acima, vemos que mulheres são vistas como uma boa mão de obra, em geral qualificada e dedicada, mas ainda assim, e por diversos motivos, uma mão de obra barata.

O reflexo da desigualdade de gênero da política

E isso não acontece apenas nos altos escalões das empresas brasileiras, mas também no nosso cenário político. Na última eleição para deputados da Câmara Federal, apenas 9,9% mulheres foram eleitas. Isso quer dizer que uma mulher é eleita para cada dez deputados homens eleitos. Dos 81 senadores, 11 são mulheres, ou seja, 13,6%. Considerando os estados, apenas um elegeu uma mulher para o governo – Suely Campos, em Roraima.

“O Brasil ocupa o 120º lugar no ranking que mede o índice de mulheres nos parlamentos, perdendo até para países islâmicos, cuja cultura desprestigia a mulher na vida pública”, informou a advogada especialista em direito eleitoral e processual eleitoral e presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral (Ipade), Karina Kufa, ao site Huffington Post.

De acordo com artigo 10, parágrafo 3º, da Lei 9.504/97, de todas as candidaturas apresentadas por um partido ou coligação, 30% delas tem que ser de mulheres. É a famosa “cota” que Luiza Trajano citou em sua palestra. Infelizmente, ela ainda não surte tanto efeito nas urnas, uma vez que os partidos buscam cumprir a cota sem se preocupar com a qualidade política, administrativa e de gestão de quem se candidata.

 

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A mulher e a teoria do labirinto

Até em áreas culturalmente femininas, como enfermagem, biblioteconomia, ensino básico e trabalho social (áreas especificamente estudadas pela socióloga Christine Williams), sem falar na gastronomia, o homem chega antes do que a mulher a cargos administrativos e de supervisão.

Seja no mercado de trabalho, ou na política, a mulher sempre enfrenta diversos níveis de dificuldades para “chegar lá”. E eles vêm de todos os lados… Um trecho de um artigo publicado na Harvard Business Review tenta explicar como isso acontece:

“Uma metáfora melhor para aquilo que a mulher enfrenta no campo profissional é a do labirinto, imagem com história longa e variada na Grécia antiga, na Índia, no Nepal, na cultura indígena das Américas do Norte e do Sul, na Europa medieval.

Como símbolo contemporâneo, transmite a ideia de uma jornada complexa rumo a uma meta digna do esforço. Cruzar um labirinto não é algo simples nem direto; exige persistência, consciência do próprio progresso e uma análise atenta das dificuldades mais à frente. É esse o sentido que queremos usar. Há, sim, caminhos para a mulher que aspira ao alto comando — mas caminhos repletos de voltas e desvios, previstos e imprevistos. Já que todo labirinto tem uma rota viável para o centro, subentende-se que as metas são atingíveis.

A metáfora reconhece os obstáculos, mas não é, em última instância, desalentadora. Se pudermos entender as diversas barreiras que compõem esse labirinto, e como certas mulheres acham um jeito de transpô-las, nosso esforço para melhorar a situação será mais eficaz”.

Como barreiras para se chegar ao centro do labirinto, podemos apontar o preconceito que ela sofre apenas por ser mulher, o preconceito e estereotipagem que a mulher negra sofre, resistência à liderança da mulher, a conflituosa relação entre o comportamento que se espera de um líder e o que se espera de uma mulher, a responsabilidade com os filhos e o pouco tempo para investir em capital social.

Para transpassar essas barreiras, Alice H. Eagly, autora do artigo e professora de psicologia e titular da cátedra James Padilla Chair of Arts and Sciences da North-western University, em Illinois, nos Estados Unidos, aponta que a saída mais eficaz é que a organização entenda a sutileza e a complexidade do problema e ataque simultaneamente suas múltiplas causas. Logo, a empresa que deseja ver mais mulheres chegando à ala executiva deveria tomar as seguintes providências:

• Conscientizar as pessoas sobre as raízes do preconceito em relação à mulher no comando e desconstruir essa cultura. Expor vieses arraigados tem sido a meta de muitas campanhas de diversificação. O risco é que seus efeitos sejam minados se as lições transmitidas não forem respaldadas por aquilo que gerentes dizem e fazem no dia-a-dia da empresa.

• Mudar a cultura das longas horas de trabalho. É preciso se atentar mais e avaliar a contribuição relativa de cada indivíduo, do que “o tempo que ele passa na empresa”. Na medida em que a empresa pode adotar medidas objetivas de produtividade, a mulher que precisa cuidar da família, mas tem hábitos altamente produtivos de trabalho, terá a recompensa e o estímulo merecidos.

• Reduzir a subjetividade da avaliação de desempenho. Uma maior objetividade em avaliações também combate o efeito de preconceitos arraigados na hora de contratar e promover. Para que haja justiça, os critérios devem ser explícitos e os processos de avaliação projetados para limitar a influência de vieses conscientes ou inconscientes de quem toma as decisões.

• Garantir uma massa crítica de mulheres — e não só uma ou duas — em postos executivos para afastar o problema do simbolismo. Se vira um símbolo, a mulher acaba enquadrada em papéis estereotipados: a “sedutora”, a “mãe”, a “mascote”, a “dama-de-ferro” (ou, na descrição mais expressiva de uma executiva de banco: “Quando estreia nesse setor, a mulher ou é uma devassa ou uma gueixa”). Essa estereotipagem limita as opções da mulher e torna difícil sua ascensão a postos de responsabilidade. Quando não é parte de uma reduzida minoria, sua identidade como mulher fica menos saliente e é mais provável que a reação dos demais seja balizada por sua competência.

• Evitar instalar uma única mulher em equipes. A direção da empresa tende a dividir seu pequeno contingente de gerentes do sexo feminino entre vários projetos, com a ideia de garantir diversidade a todos. Mas vários estudos revelam que a mulher, nessa posição de minoria absoluta, tende a ser ignorada pelos homens.

• Ajudar a reforçar o capital social. Na necessidade de cuidar da casa e da família, a mulher, muitas vezes, acaba subjugando a importância de criar um capital social. A organização pode ajudar a mulher a entender por que cultivar contatos merece mais atenção.

• Estabelecer políticas de recursos humanos favoráveis à família. Isso pode incluir flexibilidade de horário, divisão do trabalho, trabalho em casa, benefícios para adoção, alternativas para quem precisa cuidar de filhos ou de idosos e creches na empresa. Esse apoio pode permitir à mulher permanecer no trabalho durante a fase mais exigente da criação dos filhos, construir capital social, permanecer atualizada e, em última instância, disputar postos mais elevados.

• Incentivar o homem a usufruir benefícios favoráveis à família. Quando só a mulher tira proveito de políticas ligadas à família, há riscos. Optar por benefícios como licença-maternidade generosa e trabalho em meio período desacelera a carreira da mulher. Qualquer iniciativa voltada a um equilíbrio maior entre trabalho e família deve buscar a participação de homens para evitar dificultar, sem querer, o acesso da mulher a papéis essenciais de gerência.

Mas o que levaria empresas a combater essa desigualdade em suas cúpulas?

Para começar, a marca/empresa ganhará uma maior simpatia do público, já que há uma crescente valorização da marca e de produtos e serviços de empresas que valorizam a diversidade e, portanto, a responsabilidade social. E quem faz a mudança acontecer agora, já se mostra mais aberto a mudanças em geral, tais como fusões e incorporações, onde culturas tão diferentes estão sendo obrigadas a conviver visando um único objetivo.

Outra vantagem é que, aderindo a diversidade dentre seus gestores, aumenta-se a capacidade de reconhecer talentos e empregar as ideias de seus funcionários. E em um tempo em que o presidente da maior potência mundial não acredita nas mudanças climáticas e suas consequências negativas para o mundo, descobrimos que mulheres, em geral, são mais preocupadas com as questões do meio ambiente.

O livro “Gênero: Uma Perspectiva Global”, das autoras Raewyn Connel e Rebecca Pearse, traz dados que revelam que nações onde as mulheres têm um status político mais alto são as que menos emitem gases de efeito estufa por habitante. Em países com que somos maioria no Parlamento, maiores são as chances de ratificar tratados ambientais.

No livro, as autoras dedicam um capítulo inteiro à analise de alguns trabalhos que vêm sendo feitos no âmbito do gênero relacionado às mudanças climáticas e trazem uma série de teorias, pesquisas e estudos que mostram a importância de afinar o debate ambiental e a filosofia feminista.

As mulheres podem usar o poder da sua influência para ajudar a fazer acontecer a mudança que elas desejam. Elas controlam 51% da riqueza privada e podem usar esse poder coletivo para impulsionar a mudança social. Essa é uma maneira eficaz de fazer com que as empresas se levantem e escutem o que as mulheres querem.

As mulheres são mais filantrópicas e empáticas do que os homens. Em cada nível de renda, eles dão à caridade com mais frequência do que os homens – e eles tendem a doar mais dinheiro em média do que os seus homólogos masculinos, de acordo com a pesquisa Women Give 2012, conduzida pelo Instituto de Filantropia da Mulher, na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Combinando isso com o seu sucesso crescente, é provável que os esforços de responsabilidade social de pequenas e médias empresas vão aumentar e assumir novas formas, o que pode muito bem mudar a maneira como todos nós pensamos sobre responsabilidade empresarial.

O que tudo isso nos leva a crer?

Que ainda falta um longo caminho… E que, para ter êxito, não podemos percorrê-lo sozinhas. Mais do que precisarmos de umas as outras para chegar lá, precisamos quebrar essa mentalidade e cultura machista e tacanha que cria percalços em nossos labirintos.

Precisamos mostrar que a diversidade de vozes e posturas é algo positivo em qualquer empresa. Que homem ser um pai presente não faz dele um profissional pior – e assim, não precisa ser sempre a mãe a ir às reuniões escolares, ou a levar ao médico, se ausentando sempre do trabalho pela família. Que os gestores entendam que as mães que saem meia hora mais cedo para pegar os filhos na escola não são funcionárias relapsas, que subjugam suas carreiras; ou que mulheres sem filhos não estão à disposição da empresa 24h por dia.

O caminho é longo, cansativo e cheio de pedras. Que possamos aprender com ele para nos lembrarmos quando chegarmos lá, que não foi a toa, e que tem muita mulher incrível para chegar lá também. Nos ajudemos!

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Empreendedorismo feminino: Os primeiros passos para seu e-commerce

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(Ilustração: Henn Kim)

Nos dias de hoje, como falar de empreendedorismo feminino sem falar de e-commerce? Se não for impossível, é quase! rs Esse desdobramento do varejo, que completou 21 anos de Brasil este ano, é uma das principais apostas das mulheres para colocar em prática o seu lado empreendedor.

Para começo de conversa, é preciso deixar claro que e-commerce é toda a forma eletrônica de se vender um produto ou serviço: loja online, grupos de Facebook, canais no Instagram, WhatsApp, telefone… Se você vende por qualquer um desses canais, já pode se considerar uma e-varejista.

Uma pesquisa de 2011 (que nem é tão recente assim) do data center Maxihost, mostrou que o crescimento anual do número de mulheres empreendedoras já era de 30%. Atualmente, mais de 50% das lojas online do país pertencem a mulheres. E elas são, também, o maior público dos e-commerces, encabeçando os setores de moda, beleza, acessórios e livraria.

Para umas é apenas uma diversão, para ganhar uma renda extra; para outras é dedicação exclusiva, é carreira. Mas para os dois grupos é, antes de mais nada, adentrar em um universo que por muito tempo foi bem masculino: o dos negócios e da tecnologia.

Existem muitas mulheres incríveis que estão aí para servir de exemplo; que começaram pequeno e que hoje figuram entre as maiores varejistas dentro do seus setores. E de diversas áreas! Podemos falar desde Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luíza, que tem representatividade tanto no físico, quanto no online; passando pelas sócias Cristina Horowicz, Cynthia Horowicz e Sylvia Sendacz, donas de uma das lojas de moda plus size femininas mais conhecidas, a Flaminga; e finalizando com  Alice Freitas, diretora executiva da Rede Asta, que faz um trabalho incrível com artesãs de diversas cooperativas do Brasil todo, incentivando e orientando na produção, e revendendo os artesanatos no online e nos pontos físicos da Rede Asta (vale muito a pena conhecer!).

Mas nem todo mundo começa grande, podendo montar uma equipe com todos os profissionais necessários para fazer a roda girar, dispondo de um escritório, com um centro de distribuição, ou com todos os softwares que um e-commerce precisa. Na maioria das vezes, quando você abre sua loja, você é o social media, a empacotadora, a que leva os pacotes nos Correios, quem limpa o chão e serve (e bebe!) o cafezinho. A dura realidade de quem não tem muito dinheiro, mas mesmo assim quer empreender.

Os primeiros passos para o seu e-commerce

A primeira coisa que eu recomendo para quem quer se aventurar no e-commerce é ler bastante sobre o assunto. Mesmo que você não consiga, por agora, ter um sistema de back-office (provavelmente você nem sabe o que é isso), se a sua loja crescer, você vai precisar. É melhor estar por dentro daquilo que você vai investir tempo, esforço, dinheiro e sonhos. Indico este Guia Para Iniciantes que vai falar exatamente tudo que você precisa saber antes de começar.

Agora, se você já tem alguma familiaridade com o tema, então recomendo acessar a Revista E-Commerce Brasil, que trata de temas acerca do e-commerce de forma mais profunda.
Depois, é preciso analisar o quanto pode e quer investir financeiramente no seu projeto, de acordo com as necessidades do seu futuro negócio. Por exemplo, se vai vender produtos que você mesma faz (como artesanatos, acessórios, cosméticos naturais ou roupas), pode começar testando a aceitação e saída do seu produto vendendo pelo Instagram, ou criando uma lojinha no Elo7 ou Tanlup (plataformas de lojas virtuais em que você cria seu perfil, cadastra os produtos que quer vender e repassa uma comissão ao site por cada venda efetuada). Assim, você consegue analisar se vale a pena, ou não, investir em um site próprio, o que implica em contratar uma plataforma de e-commerce, meios de pagamento, certificados de segurança e contratos com transportadoras, ou Correios.

Mas se você quer abrir uma loja que vai revender outras marcas (ou levar sua loja física para o online), como loja de roupas, móveis, ou sapatos, estamos falando de um projeto maior. De cara você já vai ter demandas como um centro de distribuição e logística complexas. Nesses casos, vale a pena você estruturar bem o seu projeto e plano de negócios e se programar para investir em um site próprio, com todos os custos que isso implica. Como seus produtos não são únicos, você precisa estar preparada para se destacar no mercado e fazer sua marca ser vista, o que vai requerer um investimento pesado em marketing.

Outra opção seria vender em marketplaces, como Lojas Americanas, por exemplo. Marketplaces são sites maiores e já reconhecidos no mercado que firmam parcerias com varejistas menores para ofertarem seus produtos. Assim, você compra no site das Lojas Americanas, por exemplo, mas o produto é vendido e entregue pela loja X. O que cada um ganha com isso? O marketplace ganha mais variedade de produtos, sem a responsabilidade e os custos da entrega; e o pequeno varejista ganha visibilidade e uma cartela bem maior de clientes do que se ele vendesse apenas na sua loja.

Marketing é a alma do seu e-negócio

Mas investir em marketing necessariamente é um investimento pesado, financeiramente falando? Nem sempre! Existem estratégias orgânicas que você ainda pode fazer para conseguir atenção para sua marca, além de capitalizar e fidelizar clientes.

Nas redes sociais é preciso definir, de acordo com o seu público-alvo, as suas estratégias. Pense em você como cliente: marca que só faz postagem sobre seus produtos, que não interage com o público, que não responde reclamações, que não tira dúvidas e que não fala de outros assuntos que estão dentro da sua realidade ganha o seu like? Dá vontade de compartilhar, ou indicar para amigo seguir? Pois é, não dá! E é nisso que você precisa pensar antes de estar presente nas redes sociais. Nesse mundo, ou se faz um trabalho bem feito, ou é melhor nem estar presente.

É preciso também pensar se faz sentido para a sua marca, ou para o seu público, que você esteja presente em todas as redes sociais. A cada dia aparece uma rede social nova e muitas vezes queremos nos fazer presente em todas e não fazemos um bom trabalho em nenhuma. E no final, nada surte efeito.

Facebook Ads é importante? É! Precisa gastar uma graninha? Precisa! Foi-se o tempo em que marketing orgânico bastava para fazer sua marca decolar. E é por isso que precisa estudar para saber investir bem o seu dinheiro nessa ferramenta (ou contratar quem saiba). Com ela você pode segmentar e isso é incrível! Leia, estude, faça testes com valores pequenos, entenda! Assim, você consegue fazer mais com pouco.

Outra coisa que precisa de atenção: e-mail marketing! Se não souber como e quando fazer, o resultado é uma enxurrada de gente se descadastrando da sua base de e-mails (e ninguém quer isso. NINGUÉM!).

Personalize já!

E não dá para falar de e-mail marketing sem falar se personalização. Um precisa andar lado a lado do outro. Por exemplo, faz sentido avisar a um cliente que mora no nordeste que o inverno chegou e sua coleção está linda? Você estará apenas desperdiçando disparos, correndo o risco de irritar o cliente.

Invista em simpatia e carinho. O bom é que não custa relativamente nada. Cliente bom gosta de se sentir mimado, importante para a empresa. Peça sempre no seu cadastro (mesmo que você venda pelo Instagram, ou pelo WhatsApp) a data de aniversário do cliente. Faça uma conferência diária de quem está fazendo aniversário e envie um e-mail especial, oferecendo desconto, frete grátis ou um brinde caso ele realize uma compra naquele dia.

Pesquisas afirmam que na maioria das vezes é o detalhe quem faz o cliente preferir você a um concorrente tão bom quanto. Então, invista! Gosta de ganhar um cartão? O cliente também. Um agradecimento pela preferência, ou votos de que a roupa nova faça sucesso são coisas que encantam o consumidor. Produza uma embalagem bonita, que tenha a ver com seu público e sua loja. Esse diferencial é o famoso “UAU!” que toda loja deve buscar junto ao cliente. Fazer o básico é apenas sua obrigação. Fazer além, cativa e fideliza.

Use e abuse do content marketing

Você não precisa se vender o tempo todo, toda hora para todo mundo. Antes, a tática do “compre baton” funcionava. Hoje, não mais. O cliente não quer você martelando na cabeça dele que você precisa comprar, ou que ele é melhor. E o content marketing veio para te salvar disso. Fale para o seu público de diversos temas que importem para ele, se faça presente na vida dele para além do que você vende, debata, informe, crie discussões saudáveis, levante a auto-estima, incentive… Só não mande o “compre baton”!

Para isso, um blog é sempre a melhor saída. Por lá você vai trazer a cliente, que vai virar leitora, que vai divulgar seu conteúdo e, consequentemente, sua marca. E se fazendo presente na vida deles, é fácil eles lembrarem de você quando precisarem comprar. Quer exemplo de marcas (não necessariamente de mulheres) que têm blog bacana? Dois que eu acho muito bem feitos: Flaminga e Meu Móvel de Madeira.

Ainda assim não se garante na gora de fazer? Tem cursos para isso; mas tem gente muito boa no mercado escrevendo de graça em vários blogs dessa internet incrível. Não vai ser por falta de oportunidade que você vai deixar de fazer content marketing legal para o seu e-commerce.

A venda não acaba na conversão

Queira saber como o seu cliente recebeu o seu produto, se ficou satisfeito, se teve alguém problema… Se interesse! E resolva rapidamente caso o feedback não seja positivo (não serviu, chegou na cor errada, veio com alguma avaria). É a sua chance de reverter a primeira imagem negativa que ficou.

Aproveite o pós-venda para pedir um feedback do seu serviço e do produto. Pesquisas mostram que produtos com review de outros clientes vendem mais! Caso não tenha um site, publique um print dos comentários e agradecimentos feitos pelos seus clientes.

Se você abriu o link do guia que eu indiquei no começo deste post, viu que tem muito mais coisa para se falar para quem está entrando no e-commerce. Aqui, eu consegui tratar apenas de algumas que eu acho extremamente importantes e não exigem necessariamente muito investimento – mas mesmo assim muita loja continua falhando miseravelmente! =/

Mas a boa notícia é que, para quem quiser se aperfeiçoar, estudar mais sobre esses assuntos e inúmeros outros que envolvem o e-commerce (precificação de produtos, analytics, WordPress, plataforma, design, edição de vídeos etc), basta acessar o Centro de Treinamentos do E-Commerce Brasil e se inscrever em quantos cursos quiser com 20% de desconto! Basta usar o cupom ECBRGWS e pronto! O cupom é válido até o dia 31 de janeiro de 2017.
Agora é com vocês! E boas vendas!

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