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Está em todo lugar: Nos livros infantis, nos filmes, nas novelas… Pra tudo terminar bem, você tem que encontrar um grande amor. Arrebatador, louco, que te faz sofrer, passar por provações, enfrentar vilões que tem como grande meta na vida, destruir um casal apaixonado.

Crescemos e percebemos que tudo bem, não é bem assim, mas será que toda essa lavagem cerebral que nos é feita desde muito cedo, que uma vida só é completa ao lado de um grande amor e que até o “felizes para sempre” vocês passarão por muitas provações, não fica ali, escondidinha no cérebro e faz a gente aceitar coisas que não deveríamos?

Você já parou para pensar se está com seu namorado, marido ou ficante ou se está na busca de um relacionamento na verdade, porque tem baixa autoestima?

 

Antes de tudo, não me entenda mal. Eu acredito no amor e sonho sim, em encontrar alguém especial, formar uma família. Mas para estar em um relacionamento precisamos estar felizes, seguras, completas. Precisamos sentir que aquele relacionamento agrega, na nossa saúde física e emocional.

Sabe aquela frase? “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos” ? É a mais pura verdade. Só que às vezes fazemos isso sem perceber por pura falta de autoconhecimento. Sem pensar que, na verdade, o que estamos buscando no outro, precisamos antes, encontrar em nós mesmas. Imagina que louco se todos os enredos dos contos de fadas ou das novelas da Globo, ao invés de ser em busca de um alguém, fossem na verdade, nossa trajetória de autodescobrimento?

Em todo lugar se fala sobre “encontrar o amor”, não só na mídia, mas também naquele papo de bar com as amigas. Mas por que falamos tão pouco sobre autoamor?

A real é: só estaremos prontas para viver um relacionamento pleno, quando aprendermos como ser felizes sozinhas, quando aprendermos nosso real valor, o que de fato buscamos e o que projetamos nos outros. Mas como saber se você está buscando um relacionamento por motivo de baixa autoestima?

Os sinais às vezes são sutis, mas quanto mais tempo você se dedicar para se conhecer, mais fácil vai percebê-los. Fiz uma listinha de 3 motivos que vejo com frequência. Pare pra ler e se pergunte se você não está em uma situação parecida:

1- Não entender como “aquela pessoa” não gosta de você.

Quando a gente não se ama de verdade tem a tendência de cobrar esse amor do outro e começamos a fazer de tudo, mesmo que aquilo machuque a gente, nos deixe ansiosas, tristes, compulsivas, em nome de “conquistar” aquela pessoa.

Nos submetemos a situações que não concordamos, fazemos de tudo para mostrar como somos imperdíveis, estamos sempre disponíveis, mesmo se o cara aparecer com um “oi sumida” depois de 3 meses sem responder sua última mensagem. Fica sem entender como apesar de você “ser tudo isso” aquela pessoa não quer estar com você.

Temos a tendência de confundir essa vontade louca de agradar, de se SENTIR desejada e amada com o que de fato é amor. Mas nada mais é do que falta de autoamor. Quando temos consciência do nosso valor, não sentimos a necessidade de provar isso a todo custo para outra pessoa. Não nos machucamos fisicamente ou emocionalmente e muito menos, nos tornamos obsessivas com alguém.

Sabemos que pelos menos uma coisa Rupaul e Jesus têm em comum: a real essência do que é amar. A frase “Se você não consegue amar a si mesmo, como você vai amar outra pessoa?” de Mama Ru, tem muito a ver com a bíblica “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Lida sem profundidade, podem até parecer frases egocentristas, mas pense de novo.

A verdade é que é simplesmente impossível doar algo que não se tem. Só conseguimos entregar amor real, quando sentimos esse amor antes em nós mesmas. Todo o resto é uma expectativa do outro te dar aquilo que não consegue encontrar em você.

2- Não conseguir ficar solteira.

A maioria de nós, de alguma forma, tem medo de ficar sozinha. Preferimos sempre ter uma pessoa para ser nossa companhia, ser um ombro amigo, pra ficar abraçadinho assistindo série. O que não podemos confundir é o fato de “preferir” com o não conseguir ficar solteira. Não pode significar que não nos sentirmos capazes de sermos felizes quando estamos solteiras.

Todas nós temos a capacidade de sermos felizes com ou sem alguém. Temos que entender que ninguém pode nos fazer mais feliz que nós mesmas. Só depois que conseguimos ser completamente felizes sozinhas, mesmo pensando que essa situação pode ser “pra sempre” é que de fato conseguimos estar em uma relação pelos motivos certos. É uma linha muito tênue que separa a vontade de estar com alguém da necessidade de estar com alguém.

E precisar de outra pessoa, de um relacionamento, pra ser feliz nada mais é que baixa autoestima. Pulando de namoro em namoro, você não tem tempo para escutar seu coração, entender suas reais necessidades e se conhecer. Solteira, se torturando pensando que você não é feliz porque não tem alguém é o que te afasta mais e mais do amor verdadeiro, o próprio.

3- Se culpar quando as coisas não dão certo.

Esse tópico, posso falar por experiência própria. Antes de começar a ter a consciência sobre a importância do autoamor eu me culpava muito dentro de alguns dos meus antigos relacionamentos. Com as coisas pequenas e com as coisas grandes. Se não estávamos transando como costumávamos, eu achava que não estava atraente o suficiente. Se ele estava de mau humor, achava que era minha responsabilidade fazer com que ele ficasse feliz…

Acho que toda garota se identifica muito com alguma música do Lemonade da Beyoncé. Eu não vejo o álbum somente como um disco que fala sobre traição, vejo muito mais como um álbum de como a mulher se sente quando um relacionamento não vai bem.

Em “Love Drought” acho que ela aborda com clareza essa questão da culpa que a gente carrega principalmente no trecho que diz mais ou menos assim: “Me diz, o que eu fiz de errado?(…) Eu sempre fui comprometida, focada. Eu sempre prestei atenção, fui dedicada. Me diz o que eu fiz de errado?”.

Respondendo você e respondendo a Beyoncé (que todo mundo sabe, acompanha o blog) você não fez nada de errado. Relacionamento é timing, relacionamento é estar conectado no mesmo momento. São os dois, comprometidos em fazer dar certo. Não sinta como se você tivesse que fazer mais do que você pode, consegue e quer, para fazer alguém feliz. Lembre-se sempre que você é sim, boa o suficiente.

O caminho do autoamor assim como todo amor é uma construção. É um exercício. Todo dia, você deve tentar praticar um pouco. Quando você verdadeiramente se ama, está pronto para ter um relacionamento de verdade, para atrair essa energia pra você.

E nunca se esqueça: seu relacionamento com você mesma, define todos os relacionamentos que você tem com os outros. Amor próprio deve ser sempre, sua prioridade.

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